CAPÍTULO 6 – UM PASSADO SOMBRIO

CENA 1 – EXTERIOR – RUA DE NOVA YORK – DIA

As ruas de Nova York estão vibrantes, com o tráfego intenso e o som de buzinas criando uma sinfonia caótica. Entre os arranha-céus imponentes e as fachadas modernas, FELIPE, ISABELA e CHLOÉ caminham com passos firmes, observando o ambiente com uma mistura de curiosidade e apreensão. O vento frio da cidade os envolve, e os três se agasalham melhor, enfrentando o clima impiedoso.

ISABELA: (Vendo o prédio ao longe, com certa admiração) É ali… o antigo escritório de Amadeu. O lugar onde ele gerenciava tudo.

FELIPE: (Seriedade no olhar) Onde ele escondia muito mais do que uma empresa. Tenho certeza de que a próxima pista nos dirá algo sobre… o que ele fazia de verdade.

CHLOÉ, observando o prédio com curiosidade, murmura em um tom que mistura humor e mistério.

CHLOÉ (Brincando) Espero que este lugar tenha uma porta para o passado… e uma saída para o presente.

Eles trocam olhares firmes e seguem em direção à entrada do edifício.

CENA 2 – INTERIOR – SALA DE REUNIÃO NO ESCRITÓRIO ANTIGO – DIA

A sala de reunião é ampla, com janelas que deixam a luz fria de Nova York entrar e criar sombras dramáticas sobre a mesa de madeira escura. O ambiente exala seriedade e, ao mesmo tempo, um ar misterioso, como se cada parede guardasse um segredo.

Na parede, quadros com retratos de pessoas importantes – talvez parceiros de Amadeu – parecem observar os três intrusos. FELIPE examina as prateleiras repletas de documentos, enquanto ISABELA vasculha as gavetas da mesa.

ISABELA: (Envolta em um misto de nervosismo e curiosidade) – Parece um escritório comum, mas tenho certeza de que ele deixou algo para nós aqui… algo que ninguém mais veria.

De repente, o barulho de uma gaveta trancada chama a atenção de FELIPE.

FELIPE – (Em tom decidido) Esta aqui. É a única fechada. Aposto que ele escondeu algo.

CHLOÉ aproxima-se, tirando do bolso um pequeno grampo de cabelo.

CHLOÉ – (Com um sorriso malicioso) – Deixem comigo. Paris me ensinou alguns truques.

Em poucos segundos, ela consegue abrir a gaveta. Lá dentro, uma pasta antiga e amarelada repousa, carregada de mistério e poeira. ISABELA a abre cuidadosamente, revelando documentos que descrevem transações suspeitas e parcerias com figuras perigosas.

ISABELA – (Lendo em voz baixa, chocada) – Tráfico de arte… lavagem de dinheiro… Amadeu estava envolvido com tudo isso?

FELIPE – (Seriedade no olhar) – Parece que não conhecíamos nosso próprio pai.

Eles trocam olhares tensos, sentindo o peso das descobertas.

CENA 3 – INTERIOR – SALA DE REUNIÃO – DIA

O silêncio é interrompido pelo som de passos ecoando no corredor. Os três congelam, trocando olhares tensos. FELIPE fecha rapidamente a gaveta enquanto CHLOÉ guarda a pasta em sua bolsa. Eles se escondem atrás de uma fileira de armários altos, observando em silêncio.

De repente, RICARDO entra na sala. Ele se move com passos cuidadosos, os olhos varrendo cada detalhe. Ele parece estar à procura de algo – ou de alguém.

FELIPE e ISABELA se entreolham, contidos, sentindo o coração bater rápido.

RICARDO – (Murmurando para si) – Onde vocês esconderam, hein? O que Amadeu não queria que víssemos?

A tensão aumenta quando RICARDO começa a examinar a mesa e os armários. Depois de alguns minutos, ele suspira e sai, sem perceber a presença dos irmãos e de CHLOÉ. Eles esperam em silêncio até que o som de seus passos desapareça.

FELIPE – (Aliviado) – Isso foi por pouco.

ISABELA – (Mas ainda tensa) – Ele também está atrás das pistas… e parece saber muito mais do que nós.

CENA 4 – EXTERIOR – CAFÉ EM NOVA YORK – DIA

Sentados em um café elegante e aconchegante, FELIPE, ISABELA e CHLOÉ observam as pessoas passarem pelas janelas amplas. A cidade parece seguir seu curso habitual, alheia aos segredos que estão sendo descobertos.

CHLOÉ  – (Com um toque de humor, tentando aliviar o clima) – Diga-me, vocês sempre viajam com tanto mistério? Porque se sim, talvez eu deva ter um seguro de vida.

FELIPE ri, e ISABELA esboça um sorriso, agradecidos pela tentativa de CHLOÉ de diminuir a tensão.

ISABELA – (Balançando a cabeça) – É… está mais intenso do que imaginamos.

FELIPE abre a pasta novamente, tirando um papel com instruções. Ele olha para ISABELA e CHLOÉ, determinado.

FELIPE – (Decidido)

O próximo lugar que ele menciona é Tóquio… É lá que vamos.

CHLOÉ – (Surpresa e animada) – Tóquio? Ah, essa sim é uma aventura que eu quero ver.

ISABELA respira fundo, ciente de que cada destino está revelando algo mais sombrio do passado do pai.

CENA 5 – INTERIOR – AEROPORTO DE NOVA YORK – NOITE

No saguão do aeroporto, o clima de despedida e ansiedade é visível no rosto de cada um. CHLOÉ promete acompanhar FELIPE e ISABELA até Tóquio, determinada a ajudá-los a terminar essa jornada. Eles aguardam para embarcar, mas uma figura familiar os observa à distância: BEATRIZ.

Ela sorri discretamente, seus olhos fixos nos irmãos, calculando cada movimento.

CENA 6 – EXTERIOR – TÓQUIO – DIA

Ao chegar em Tóquio, a metrópole com seus prédios modernos e letreiros de neon impressiona os três. O contraste entre a tradição e a modernidade é gritante. Enquanto caminham pelo centro da cidade, FELIPE, ISABELA e CHLOÉ observam as ruas lotadas e os letreiros em japonês que piscam sem parar.

CHLOÉ – (Encantada) – Bem-vindos ao futuro, meus caros!

ISABELA – (Apreensiva) – Se Amadeu queria que viéssemos até aqui, deve ter um bom motivo.

Enquanto FELIPE observa ao redor, ele nota uma placa que corresponde a uma descrição que Amadeu deixou nos documentos. É um edifício antigo, escondido entre lojas modernas.

FELIPE – (Ligeiramente animado)  – É ali. Vamos!

 

CENA 7 – INTERIOR – EDIFÍCIO ANTIGO EM TÓQUIO – DIA

O interior do prédio é frio e silencioso, com uma escadaria de madeira que range sob seus pés. A luz é fraca, e o ar tem um cheiro de poeira e umidade. FELIPE, ISABELA e CHLOÉ sobem as escadas com cautela, cada degrau aumentando a tensão.

Quando chegam ao topo, encontram uma porta trancada com um símbolo estranho gravado na madeira. FELIPE toca o símbolo, e a porta se abre com um rangido, revelando uma sala pequena, quase vazia, exceto por uma mesa e um baú antigo.

ISABELA abre o baú, e dentro encontra um pergaminho semelhante aos outros, junto com uma foto de Amadeu ao lado de uma figura desconhecida, um homem de expressão severa.

ISABELA – (Pensativa) – Quem será esse? Mais alguém que ele deixou para trás?

FELIPE – (Escuro) – Ou alguém que ele trouxe para esse jogo perigoso.

CHLOÉ observa a foto com uma mistura de medo e fascínio.

CHLOÉ – (A sussurrar) – A pergunta é… o que ele queria que vocês descobrissem com tudo isso?

De repente, um barulho de passos ecoa pelo corredor. Eles trocam olhares rápidos e correm para a porta oposta, escapando pelos corredores escuros e sinuosos do edifício.

CENA 8 – EXTERIOR – RUA ESCURA EM TÓQUIO – NOITE

Ao saírem do prédio, o vento frio de Tóquio os atinge, trazendo alívio e tensão ao mesmo tempo. Eles se afastam da porta e continuam caminhando apressados, sem olhar para trás.

FELIPE – (Respirando fundo) – Parece que nosso pai não apenas jogava… ele nos deixou em um tabuleiro perigoso.

ISABELA segura a foto firmemente e lança um olhar para  FELIPE.

ISABELA – (Determinação no olhar) – Vamos descobrir tudo, Felipe. Seja o que for, vamos acabar com isso.

FIM DO CAPÍTULO 06

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