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A Sociedade – Capítulo 04

É noite .

E na casa de Pedro, tudo está pronto para celebrar o fim da colheita e a sua venda;e também a oficialização do noivado de Dyana e Luiz.

Os convidados já começam a chegar, para juntos festejarem.

LUIZ: (se aproxima de Dyana) Estou muito feliz meu amor. Finalmente iremos oficializar nosso noivado .

DYANA: Também estou muito feliz. (vira para Luiz e o abraça )Não vejo a hora de me casar com você e sermos felizes , muito felizes.

LUIZ: E que nada e nem ninguém venha tentar tirar de nós essa felicidade.

Pedro pede a atenção de todos.

PEDRO: Meus amigos e companheiros. Esta noite, é uma noite de muita alegria e gratidão. E pra celebrar este momento não quero estar só. Convido , meu amigo irmão, Camilo , meu sócio, para ficar aqui ao meu lado, para que eu possa dividir este momento importante com ele e também com vocês. Camilo e eu nos conhecemos a muito tempo. Trabalhamos juntos, economizamos juntos , que resultou hoje numa sociedade bem sucedida. Sociedade esta, cercada de companheirismo, amizade e respeito. Duas famílias que se tornaram em uma. Ainda mais agora, que nossos filhos Dyana e Luiz querem se unir em matrimônio, assim estreitam ainda mais o laço que une nossas famílias. Nos dias em que estou vivendo, tenho mais apreço pela família do meu amigo Camilo do que pelo os meus demais familiares que no momento estão distante. (Pedro abraça Camilo)

CAMILO: Fico feliz em ser tão considerado pelo amigo Pedro. Eu e minha família também temos grande consideração por você amigo e por sua família.

Do meio do silêncio dos convidados, D. Terezinha se manifesta.

D. TEREZINHA: É mentira! Esse homem tem o olho ruim, ele não presta!

Camilo se retrai, ficando sem graça diante de todos com a manifestação da velha senhora.

PEDRO: Que isso dona Terezinha, meu amigo Camilo é um homem honesto e de bom coração. Mas, tudo bem ! Vamos continuar com nossa festividade. Amigo Camilo, vamos apreciar este momento.

Assim , começa a roda de viola e a degustação dos alimentos. E todos conversam entre si.

LUIZ: Não sei por que essa senhora vive de marcação com meu pai.

DYANA: Não se aborreça com ela meu amor. É apenas uma senhora com a mente fraca.

LUIZ: Verdade, não vamos deixar ela tirar nossa alegria nesta noite.

Pedro e Sonia estão conversando , quando Camilo e Santa se aproximam.

SONIA: O que será que dona Terezinha vê em nosso amigo Camilo?

PEDRO: Ela vive falando as mesmas coisas sobre ele.

SANTA: (chega mais Pedro) Que festa linda Sonia!

SONIA: É verdade amiga! Todos estão felizes por terminarem a colheita e por chegar a hora de receber o pagamento de seus trabalhos.

PEDRO: Amanhã, logo ao amanhecer, iremos efetuar o pagamento de todos, né amigo Camilo.

CAMILO: (que parece estar com o pensamento distante)Oi? Falou comigo amigo?

PEDRO: Sim ! Disse que amanhã iremos pagar a todos os trabalhadores.

CAMILO: Iremos sim amigo! ( e sai caminhando entre todos)

Sonia comenta com Santa.

SONIA: Estou achando o amigo Camilo tão pensativo! Distante da realidade. Está acontecendo alguma coisa Santa?

SANTA: Também estou estranhando. Mas, não estou sabendo de nada .

Santa vai onde está seu marido Camilo.

Sonia e Pedro se olham, pensativo sobre a reação de Camilo.

Em outro espaço da confraternização, Filipe desabafa com Valter sobre sua preocupação.

FILIPE: Continuo achando que meu pai deveria ter levado este dinheiro todo para o banco. É muito arriscado ficar com esta quantia em casa.

VALTER: Seu pai está tão contente com a colheita e venda que não pensa em maldade.

FILIPE: Essa noite será gigante. Mas verei se o seu Camilo leve sua parte para a casa dele.

VALTER: Converse com seu pai meu amigo!

Filipe , vai ao encontro de seu pai e Camilo e expõe sua ideia para os dois.

FILIPE: Papai entregue a parte de seu Camilo para que ele a leve pra sua casa. Assim só a parte do senhor fica com a gente. O correto seria ter levado este dinheiro todo para o banco, mas. . .

CAMILO: De jeito nenhum , a minha parte ficando com o amigo estará bem segura. E além do mais amanhã logo cedo teremos que acertar com os trabalhadores.

PEDRO: Meu filho você pode ir dormir tranquilo que nada irá acontecer.

CAMILO: Verdade meu jovem. Aqui é terra boa, com gente boa.

FILIPE: Os senhores conhecem muito bem um ditado que diz: ”Coração do outro, é terra que ninguém vai. ”Ninguém sabe o que se passa no coração de ninguém.

Filipe se afasta.

CAMILO: Seu filho está preocupado.

PEDRO: Coisas da cabeça dele.

CAMILO : Daqui a 3 meses receberemos a outra metade da venda . . .

PEDRO: E teremos outra festança dessa.

CAMILO: Vamos lá selar o noivado de nossos filhos.

E mais uma vez , é chamada a atenção de todos. Desta vez Camilo fará uso da palavra, sendo ele o pai do noivo.

PEDRO: Quero neste momento a atenção de todos mais uma vez nesta noite.

Enquanto isso. . .

COSME: olha, agora quem vai falar é o Camilo, parece um tanto nem preocupado com noivado do filho. Seu olhar revela que seus pensamentos estão distantes de tudo o que está acontecendo aqui.

DAMIÃO: Sabe irmão, percebi a mesma coisa ! Mas, aguardemos.

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