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A Sociedade – Capítulo 09

Enquanto Pedro ainda está na estrada com o padre Samuel , chega à fazenda fazenda, um táxi trazendo uma mulher desconhecida por todos.

Da varanda, Sônia vê o táxi se aproximando, da casa.

SÔNIA: Veja filha, está vindo um carro. Quem será?

DYANA: É um táxi mamãe.

O táxi estaciona enfrente a casa e dele desce uma mulher desconhecida .

MULHER: Bom dia.
SÔNIA: Bom dia.

MULHER: Meu nome é Florina, vim de Belo Horizonte e gostaria conversar com os proprietários da fazenda.

DYANA: Mas o que a trouxe até aqui?

FLORINA: Sou nascida aqui nesta propriedade, me criei aqui e meus pais se mudaram pra cidade e agora senti vontade de voltar e rever minha terra natal.

SÔNIA: Se for isso mesmo, seja bem vinda. Pode se achegar.

Florina dispensa o táxi e se adentra a varanda e continua a conversa com Sônia e Dyana. Mas, Sônia sente-se mal novamente.

DYANA: O que foi mamãe?

FLORINA: Calma senhora. . . Pegue uma água com açúcar para ela. O que a senhora sente?

SÔNIA: Meu marido. Alguma coisa ruim está acontecendo com ele

FILIPE: Fique calma mamãe, eu e Valter vamos agora atrás de papai.

DYANA: Cuidado Felipe.

CIDA: Estou ficando preocupada.

Quando já está bem próximo de casa, um homem encapuzado, com um revólver na mão, pula na frente da charrete e segura o cavalo e ordena que Pedro entregue todo o dinheiro que buscara no banco.

Pedro repentinamente, saca sua arma e dá um tiro certeiro no assaltante que cai morto no chão. E no mesmo instante chega o táxi que levou Florina.
PEDRO: Por favor seu taxista, vá até a cidade e traga o delegado.

PE. SAMUEL: Misericordia. O que está acontecendo?

PEDRO : Calma padre. Esse homem quis me assaltar. Por isso atirei.

PE. SAMUEL: Mas quem é ele?

PEDRO: Não sei. Vamos esperar o delegado chegar para tirar o capuz dele.

Enquanto isso, Filipe e Valter chegam e se deparam com aquela situação.

FILIPE: Papai! . . . O que houve?

PEDRO: Veja meu filho, este homem tentou me assaltar e pra me defender atirei e parece que morreu. Já pedi para buscar o delegado.

VALTER: O senhor está bem seu Pedro.

PEDRO: Estou sim Valter.

PE. SAMUEL: Ainda bem que seu pai é bom de mira, senão nós dois poderíamos estar mortos agora.

FILIPE: Valter fica aí com o papai e o padre e eu vou ver como mamãe está.

Filipe vai e fala o ocorrido para sua mãe que vai logo ter com Pedro juntamente com Dyana. Florina ficou com Cida em casa.

A notícia se espalhou e Luiz procura seu pai para falar do ocorrido com o amigo Pedro, porém não o encontra.

LUIZ: Vamos mamãe. Não encontrei o papai, talvez ele já esteja lá junto do amigo.

SANTA: Então vamos meu filho. Com certeza seu pai já ficou sabendo e já está lá dando apoio a Pedro.

Todos que moram próximos ao local do ocorrido se dirigiram para lá. Até dona Terezinha, foi com Bento e Rosa. O delgado chega com os policiais.

SÔNIA: Como você está Pedro?

PEDRO: Calma mulher, estou bem.

SÔNIA: Eu estava sentindo que algo ruim iria acontecer. Quanta tragédia. . .

DELEGADO: O que houve aqui seu Pedro?

PEDRO: Este homem, tentou me assaltar e pra me defender, seu delegado, tive que atirar.

PE. SAMUEL: Isso mesmo que aconteceu. Eu também estava na charrete.

O delegado caminha em direção ao corpo do assaltante e. . .

DELEGADO: Mas de quem se trata?

PEDRO: Não sei, ele está com um capuz e eu não o tirei, deixei para o senhor fazer isto.

DELEGADO: (volta para Pedro)Bom , infelizmente seu Pedro o senhor terá que ir preso. Afinal de contas o senhor matou um homem.

PEDRO: Tenho consciência disto.

PE. SAMUEL: Mas foi de legítima defesa seu delegado.

DELEGADO: Mesmo assim preciso cumprir a lei seu padre. Depois a mesma lei novamente se cumprirá de maneira competente e adequada

FELIPE: Por favor seu delegado, tire o capuz desse infeliz pra ver de quem se trata.

DELEGADO: Calma rapaz, preciso pegar os dados de seu pai primeiro. Depois veremos o morto.

Um pouco afastados, Luiz e Santa conversam.

SANTA: Estranho meu filho! Seu pai não está aqui.

LUIZ: Verdade mamãe. . . Às vezes ele pode estar na lavoura e não ficou sabendo. . . (Luiz vai para junto de Dyana para lhe dar apoio)

Cosme e Damião, sentados na charrete de Pedro. . .

COSME: A loucura, se tornou realidade.

DAMIÃO: A demência tornou lucidez.

DAMIÃO: A voz que não foi ouvida, ecoou com tiro e sangue.

COSME: Agora o que estava certo, pode ficar duvidoso. Mas o amor sobre põe a qualquer dor, medo ou insegurança.

CONTINUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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