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A Sociedade – Capítulo 14

Quando todos já estão dentro de casa, Florina faz um comunicado.

FLORINA: veja que tudo está se acertando. Me alegra e agradeço a todos pela acolhida, mas tenho que ir até a cidade resolver algo muito importante para mim e com certeza para outros também. Em breve retornarei.

SÔNIA: Aconteceu algo com alguém de sua família Florina?

FLORINA: Não, está tudo bem. Nem tenho família dona Sônia. Tentarei concertar algo que fiz errado no passado. Mas voltarei omais rápido possível. Ainda quero rever muitos lugares nos quais vivi outrora.

DYANA: Volta para meu casamento. E para o de Cida também.

FLORINA: Com certeza.

Florina se aproxima de Cida a abraça forte.

FLORINA: Fica em paz, sua vida irá mudar. Você terá de volta o que perdeu no passado.

Sem entender o que Florina diz, Cida a abraça e a acompanha até ao pé da escada, onde o táxi a espera. Ao descer pela escada, Florina vê dona Terezinha e tenta se aproximar dela também. Mas ao vê-la a velha senhora.. .

FLORINA: Dona Terezinha, estou indo viajar.

D. TEREZINHA: Não se aproxima de mim e nem de Aparecida. Mulher má, você não vai levar de mim a minha menina de novo. Vai embora e não volte mais.

CIDA: Que isso dona Terezinha? Não fale assim com Florina.

Florina entra no carro e se vai.

CIDA: Por que a senhora falou daquela maneira com ela?

D. TEREZINHA: Ela rouba filha das mães. Ela é má. Se você algum dia tiver uma criança não deixe ela pegar.

CIDA: Tá bom dona Terezinha.. . A senhora quer uma água? Vamos entrar.

D. TEREZINHA: Posso ver seu Pedro?

CIDA: Pode sim! vamos!

Padre Samuel, está indo até a casa de Santra para lhe fazer uma visita.

LUIZ: Que bom que o senhor veio padre Samuel. Seja bem vindo.

PE. SAMUEL: Obrigado meu filho.. . Sua mãe está ?

LUIZ: Está sim, pode entrar.

SANTA: Padre Samuel! Que alegria receber o senhor.

PE. SAMUEL: A alegria é minha dona Santa, ao vê-la bem.

SANTA: Por fora está tudo bem. Mas ocoração está dilacerado.

LUIZ: Bom.. . vou deixar o senhor conversando com mamãe e vou resolver algumas coisas aí pela fazenda.

PE. SAMUEL: Vai meu filho.. . . Mas como anda as coisas dona Santa.

SANTA: Ai padre.. . Muito difícil conviver com tudo isso que aconteceu. Sei que Camilo agiu errado, ele não poderia ter feito o que tentou fazer: assaltar o amigo e sócio.

PE. SAMUEL: Verdade.. . Mas ele agiu em um momento de fraqueza, onde talvez a ambição tomou conta do coração dele.

SANTA: Hoje estou aqui sofrendo com tudo isto.

PE. SAMUEL: Perdoa dona Santa. Seu Pedro agiu por instinto. E posso garantir se ele tivesse visto que er o amigo Camilo, ele não teria atirado.

SANTA: Eu sei padre. Não tenho raiva dele nem da família dele.. . Tenho vergonha pela atitude de Camilo. Por isso que quero ficar longe. Não ver ninguém dels. Não ter contato com ninguém.

PE. SAMUEL: Mas a senhora tem que superar isso, afinal, seu filho vai se casar com a filha de Pedro.

SANTA: SEI, mas não irei abençoar este casamento por vergonha.

PE. SAMUEL: Não faça isso, os dois só querem ser felizes. São dois jovens bons querem formar uma família. E a senhora não pode impedir, mesmo porque não tem motivos que a leva a fazer isso.

SANTA: Não está sendo fácil viver esses momentos.

PE. SAMUEL: Pense bem. Acalme o coração. Seu filho não pode pagar por algo que o culpado é o pai que morreu inconsequetemente.

E assim, padre Samuel, ficou um bom tempo conversando e aconselhando dona Santa.

Na casa de Pedro, a família ainda está assentada no sofá da sala principal recebendo a visita de dona Terezinha.. .

D. TEREZINHA: Pois é, seu Pedro, quantas vezes eu avisei ao senhor que aquele seu amigo não prestava, mas não quis me ouvir, deu no que deu.

PEDRO: É dona Terezinha. A gente não conhece o coração das pessoas. Fica difícil pra saber quem é bom e quem não é.

D. TEREZINHA: E aquele dia do roubo, foi ele que entrou aqui e pegou o dinheiro. Eu vi. O senhor já sabe onde está o dinheiro roubado?

PEDRO: Sei não dona Terezinha.

Sônia tenta desviar a conversa.

SÔNIA: A senhora quer um copo d’água dona Terezinha?

D. TEREZINHA: Quero sim e vou para casa cuidar de minha filha.

Dona Terezinha, toma a água e se vai. Mas a família retorna ao assunto iniciado pela senhora.

FILIPE: Se foi seu Camilo, onde ele guardou o dinheiro que roubou?

PEDRO: Fica difícil pra tocar nesse assunto. A família já está sofrendo muito. Prefiro deixar como está. Santa é mulher honesta, do bem. Se ela souber de alguma coisa, tenho certeza que quando seu coração tranquilizar ela vai se manifestar sobre o dinheiro.

DYANA: Estou pensando em ir fazer uma visita para ela.

PEDRO: Vai. Vai sim minha filha. Sua mãe vai com você.

Cosme: O bom caráter se manifestará na hora certa.

DAMIÃO: E tudo.. . Tudo ficará bem.

CONTINUA.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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