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A Sociedade – Capítulo 15

Após a saída do padre Samuel, Santa chama por Luiz e. . .

SANTA: Filho precisamos falar sério. Tomei uma decisão importante para nossas vidas.

(Luiz senta à mesa para ouvir a mãe, crendo que a mãe dirá que irá abençoar o casamento dele com Dyana)

LUIZ: Fale minha mãe… Estou ansioso para ouvir.

SANTA: Então… Já sofremos muito por aqui. Creio que é chegada a hora que colocar um ponto final nesta sociedade com Pedro.

LUIZ: O que? (se levanta rápido)Acabar com a sociedade? Jamais mamãe. A minha parte por direito devido a morte do papai continuará em sociedade com seu Pedro. Se a senhor quiser desfazer a da senhora, que faça. mesmo assim penso ser uma decisão preciptada.

SANTA: Meu filho, não quero contato com aquela família. Pedro destruiu a minha.

LUIZ: A senhora sabe perfeitamente que não é bem assim… Foi o papai que causou isso tudo. E além do mais eu e Dyana vamos nos casar com ou sem a benção da senhora.

SANTA: Pois eu quero desfazer a minha parte, não quero relação nenhuma com essa gente.

LUIZ: Mamãe, amoleça esse coração. Me casando com Dyana e a senhora agindo assim, acabará ficando sozinha.

SANTA: Você quer assim né filho. Que eu fique sozinha!

LUIZ: Não. . . Não quero isso… A senhora que está agarrada no mal exemplo de papai, e quer está certa. Assim não dá. papai é o culpado do que lhe aconteceu, já disse isso.

SANTA: Então case. Após seu casamento irei embora daqui com minha parte da sociedade.

LUIZ: Se a senhora quer assim. Assim será.

Cida acompanha Valter até a casa de seus pais, Bento e Rosa.

VALTER: Mamãe… Está chegando visita para a senhora.

Rosa surge na janela.

ROSA: Quem é Valter?. . . Ah é minha futura nora.

Bento abre a porta e a recebe.

BENTO: Seja bem vinda minha filha.

ROSA: Que bom. Meu filho vai se casar com uma moça muito boa.

CIDA: Obrigada dona Rosa e seu Bento. Os senhores são gentis.

VALTER: Está chegando outra visita mamãe.

ROSA: Quem é filho… Ah é dona Terezinha… Entre dona Terezinha. Minha futura nora está aqui.

D. TEREZINHA: Que bom… Posso sentar perto de você moça.

CIDA: Claro dona Terezinha.

ROSA: Como a senhora está?

D. TEREZINHA: Triste. Peito apertado. Saudade de minha filha.

CIDA: Como era a filha da senhora?

D. TEREZINHA: Linda… Uma moreninha linda. Gostava de mamar em meu peito. Gostava de passear pelas estradas, ficava feliz, seu rostinho expressava a felicidade… Mas, foi num desses passeios num fim de tarde de um domingo, que ela foi arrancada de meus braços e levada de mim. Queria morrer, queria voar atrás, mas minha filha se foi. Foi levado por uma mulher sem coração que entrou num carro e deixando meu coração triste para o resto de minha vida. Nunca mais tive notícias de minha filha, da minha menininha, de minha Aparecida.

Cida se emociona ao ouvir o relato de dona Terezinha. E a abraça.

D. TEREZINHA: Sabe, tenho que ir, deixei minha filhinha dormindo. Vai que ela acorda.

ROSA: Pobre dona Terezinha, a mente dela tem hora que está boa outra ruim.

CIDA: Coitada, deve ter sofrido muito quando isso aconteceu.

VALTER: Será que não é história dessa velha? Vai que ela nunca teve filha nenhuma!

ROSA: Teve sim… Quando nos mudamos para cá, as pessoas que já moravam aqui contavam essa mesma história e diziam ter acompanhado o sofrimento dela.

BENTO: E naquela época ninguém se movia, não ía a polícia, ficava por isso mesmo.

Cida permaneceu ali por mais um tempo e retornou para casa junto de Valter.

Sônia e Dyana saem com destino à casa de Santa. E Pedro e Filipe ficam a conversar entre si.

PEDRO: Fico pensando filho, por que Camilo quis me assaltar?. . . Éramos tão amigos… Desde a nossa juventude tudo era em sociedade e nunca tivemos problema algum.

FILIPE: Difícil de entender o comportamente dele meu pai.

PEDRO: Jamais pensei que aquele homem encapuzado pudesse ser o Camilo. Não esperava isso dele: me assaltar? O que se passava em seu coração em sua mente?

FILIPE: Não tem explicação. Foi um baque tanto para nós quanto para a família dele.

PEDRO: Ainda quero conversar com Santa também. pedir, desculpa, perdão. Pois matar meu amigo mesmo sendo como foi, me causa grande dor no coração, tristeza, remorso.

FILIPE: Mas se o senhor não reagisse ele poderia ter matado o senhor e o apdre por causa do dinheiro.

PEDRO: Ah meu amigo Camilo! Por que fez isso?

Enquanto pai e filho conversam, Sônia e Dyana chegam a casa de Santa e Luiz.

LUIZ: Dyana, dona Santa! Que bom que vocês vieram. Cheguem-se.

DYANA: Tudo bem meu amor?. . . E sua mãe?

SÔNIA: Como vai Luiz?. . . viemos fazer uma visita à sua mãe.

LUIZ: Estou bem… Olha dona Sônia, penso que ela não irá receber vocês… Mas vou chamá-la.

Será que Santa irá receber Dyana e Sônia?

COSME: O que vencerá? uma antiga amizade ou uma atitude impensada que levou à discórdia?

DAMIÃO: A sociedade trouxe a revelação de um caráter que era desconhecido e grandes consequências.

No próximo capítulo veremos também:

Cida questiona sua origem e faz ligação com a história de D. Trezinha;

Padre Samuel visita a Pedro;

Valter encontra um capuz igual ao que Camilo usava quando foi morto.

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