Ainda no local do assalto e morte do assaltante, todos estão ali assustados com ocorrido. O delgado então irá tirar o capuz do corpo do assaltante e em seguido o recolherá para o IML e conduzirá Pedro para a delegacia.
PEDRO: Seu delegado agi para me defender. Seria mais um roubo contra mim em menos de uma semana. Pensei em meus trabalhadores que esperavam por este dinheiro, pensei em mais um prejuízo que eu teria que assumir, então, não pensei duas vezes e atirei logo. O padre Samuel estava comigo e presenciou tudo.
LUIZ: Não se preocupe seu Pedro estamos com o senhor e vamos lutar pela defesa do senhor. Meu pai tem um grande carinho e respeito pelo senhor. Ele lutará pela causa do senhor.
PEDRO: Obrigado meu futuro genro. Afinal, cadê meu amigo Camilo, seu pai?
DELEGADO: Agora vou tirar o capuz do sujeito e o levaremos daqui.
Enquanto isso, na casa de Pedro Florina e Cida conversam entre si. . .
FLORINA: Você é a empregada da casa?
CIDA: Não bem uma empregada. Tenho seu Pedro e dona Sônia como meus pais.
FLORINA: Que bom. . . Então você vive com eles desde criança?
CIDA: Ai dona, posso dizer para a senhora que não tive infância . Fui abandonada num orfanato e ali fiquei até completar meu 18 anos (Florina ouve atentamente e faz uma expressão facial de surpresa). Então, quando estava para sair de lá , seu Pedro e dona Sônia foram fazer uma visita ao orfanato. E entre conversa vai e conversa vem, contei para eles minha história e que não tinha para onde ir. Foi então que me convidaram para morara com eles , trabalhar até me casar e formar minha família.
FLORINA: (interessada pela conversa) E qual é a sua histórias? Você pode me contar?
CIDA: SIM. Mas nem mesmo eu sei direito qual é a minha história. O fato é que fui abandonada pela minha mãe.
FLORINA: Mas as vezes sua mãe tinha os motivos dela.
CIDA: Pode até ser, mas um erro não justifica o outro.
FLORINA: Verdade!
CIDA: Bom. . . O que a irmã Clara, a responsável pelo orfanato , me contou foi que numa certa manhã, ao abrir a porta principal do orfanato, ela avistou uma caixa no portão, então ela se aproximou da mesma e constatou que dentro havia uma criança, com suas primeiras semanas de vida. Estava envolta em um tecido todo florido, junto a seu corpo estava um papel que nele estava escrito o nome da criança “Aparecida Nunes”. (Florina fica pálida com seu olhar distante). Então a irmã Clara passou a ser minha família, cuidou, educou, me ensinou a trabalhar, me deu estudo. . .
FLORINA: E você hoje está com quantos anos?
CIDA: 26. Há 26 anos que nasci para viver sem ter uma família de verdade.
FLORINA: 26 anos (pensa consigo mesma: Não pode ser!)
Ainda na estrada, local da tentativa de assalto. . .
Todos se aproxima do corpo que ainda está no chão para ver de quem se trata. . .
DELEGADO: Vamos ver quem é malandro.
(O delegado tira o capuz e. . . )
PEDRO: Não! Não é possível!
LUIZ: Era o papai?
SANTA: Camilo! ! ! ! O que houve? Fala comigo.
Para a surpresa de todos e principalmente para Pedro, era Camilo, o assaltante e que fora morto.
SANTA: (se volta para Pedro) Que amigo era você Pedro? Teve coragem de matar seu sócio e amigo. Maldito. . .
PEDRO: Estou sem chão Santa. Não sabia que era Camilo que estava querendo me assaltar.
LUIZ: Calma mamãe!
SANTA: Como vou ter calma filho? . . . Pedro matou meu marido, seu pai.
PEDRO: Dona Santa eu não sabia que era Camilo. Estou tão surpreso quanto vocês. Afinal, jamais pensei que ele teria coragem de fazer isso comigo.
D. TEREZINHA: (se aproxima ainda mais de Pedro)Bem que tentei avisar a todos que esse homem não prestava, ele tinha um olho ruim. Ninguem acreditou. Acharam que eu estava louca.
SANTA: Cala a boca velha louca.
LUIZ: Não era intenção de seu Pedro fazer isso, mamãe. O papai quem foi o errado.
SANTA: Meu filho, é seu pai que está morto aqui no meio da estrada. Pense, perdemos seu pai. A propósito Luiz, não quero mais este casamento entre você e a filha desse homem.
Todos que ali estão entende o nervosismo de Santa, mas não concordam com ela. .
BENTO: Dona Santa está nervosa. Precisamos entender sua atitude.
ROSA: Verdade, ela vai entender o acontecido quando passarem os dias.
BENTO: Mas, que homem falso esse seu Camilo. Querer assaltar o próprio sócio.
ROSA: E será que foi ele quem roubou o dinheiro da casa de seu Pedro também?
BENTO: Aí ninguém tem prova, a não ser dona Terezinha que afirma que viu ele pulando a janela.
ROSA: Se foi ele também, pode ter certeza que seu Pedro se livrou de um amigo da onça.
O delegado agora levará Pedro para a delegacia e o corpo de Camilo para o IML.
COSME: Defesa ou maldade?
DAMIÃO: Ódio, amor, decepção tudo em um pacote só.
CONTINUA. . . . .





