Alguns segundos de silêncio na sala do casarão da fazenda Corais…

Rodrigo: Tenho certeza que vai arranjar uma solução Laura. Compreende a importância do que planejamos?

Laura: Não é somente por você. Estou disposta a enfrentar todas consequências em nome da justiça.

Rodrigo: Vim aqui pra falar de outro problema. Já leu os jornais na internet hoje?

Laura: O que ocorreu?

Rodrigo: Veja. – entrega o celular com a página do noticiário.

Laura: O Carlos… O Carlos está morto?

Rodrigo: Assassinaram o coitado à facadas ontem anoite. Não sabia?

Laura: Claro que não!

Rodrigo: Falsa! Você o matou, abre o jogo!

Laura: Adoro o Carlos, nunca faria uma crueldade dessas!

Rodrigo: Até parece que me engana. Descobri que contou parte do segredo a ele e aposto que o Carlos revelou ao Jorge. Confessa logo que você perdeu o controle e resolveu apagar o infeliz!

Laura: Teria muito mais razões do que eu! Sempre reprovou nosso romance e tenta me incriminar? Existia uma conexão forte entre a gente…

Rodrigo: Existia? Passava de um brinquedinho pra você Laura!

Laura: O quê?

Rodrigo: Apesar de não apoiar seu caso com ele, jamais sujaria as mãos de sangue, o drogado era um irmão pra mim, vi o menino crescer…

Laura: Realmente… De você suspeito qualquer coisa!

Rodrigo: Devolvo as palavras pra você filhinha…

Laura: Se não foi nenhum de nós… Quem seria?

Rodrigo: O Roberto prometeu se vingar ao expulsá-lo do laticínio. Do jeito que é esquentadinho, não duvido!

Laura: Impossível que o Roberto chegaria tão longe! E o Juca? O Juca me aconselhou a se livrar do Carlos!

Rodrigo: Como você é cara de pau! Colocar o amante da Lúcia na história? Aquele traficante se envolve apenas por dinheiro! Não mataria sem ganhar nada em troca!

Laura: O Juca se mostra ambicioso, mas no momento da raiva… Até mesmo a Isa!

Rodrigo: A Isadora?

Laura: Ela ama você, bem capaz de loucuras pra te defender. Por que não pergunta pra própria Isa?

Rodrigo: Não preciso perguntar… A Isa se manteve fiel há vários anos, não tomaria uma decisão assim sem me consultar! Porém o bêbado do Moisés…

Laura: Percebi que Carlos rejeitava o Moisés…

Rodrigo: Talvez resolveu sacrificar o rapaz e não sofrer com tanta rejeição. O cachaceiro parece maluco das ideias!

Laura: Haveria motivos pra cada um que comentamos. — os dois se encaram desconfiados.

Rodrigo: Certeza que motivos não faltaram. Considero o Carlos um parente, então faço questão de me despedir dele. Tchau, indo para o enterro. 

Laura: Ei pai! Eu também. Só trocarei a roupa.

Rodrigo: Rápido. Aguardo no carro.


Carolina, Maria e Catarina saem do táxi. Elas entram na casa alugada da capital paulista. Maria e Catarina se assustam com o barulho no quarto.

Maria: Carol… Posso comprar uma peruca pra você, depois uma cirurgia na cicatriz… – comenta enquanto Catarina se abaixa e recolhe os cacos do espelho que Carolina quebrou após notar o reflexo.

Carolina: Eu não quero peruca, não quero cirurgia! Quando me olhei e vi o corte… Lembrei do acidente… Gostaria de voltar no tempo e evitar a tragédia! – cai de joelhos no chão escondendo a cabeça raspada cheia de pontos.

Catarina: Me sinto tão culpada tia… Se eu não tivesse informado aquilo sobre o Eduardo…

Carolina: Não se culpe Cacá!

Catarina: É minha culpa sim tia! É minha culpa! – Carolina abraça Catarina.

Carolina: Você fez o certo ao revelar as maldades do Eduardo! Você fez o certo, tá? Eu que me descontrolei e perdi a direção do automóvel…

Maria: Não vale a pena chorar pelo leite derramado. – resmunga no momento que Carolina se afasta delas e observa a janela.

Carolina: É verdade. Hora de retornar pra São Roque e recomeçar a vida junto com vocês e com o filho que tô esperando. – encosta na barriga.

Música de encerramento: Kristen Marie – City Tema: Livre

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