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Capítulo 49 da segunda parte

 

Maria se admira diante da reação de Isadora que recebe Ana com braços abertos.

Maria: Coragem de ofender a sua família? Achei que tinha mudado o comportamento durante o período que passou na penitenciária.

Carolina: Isa, estávamos ansiosos pra te ver, já que você não permitia a visita! É assim que nos recebe?

Isadora: A única pessoa que me interessa é a Ana. Do resto, apenas distância! Jamais entenderam a razão de matar o Carlos!

Carolina: Não haverá nenhum amor do mundo justificando o que fez! Por mais que amasse o Rodrigo, foi cúmplice de um psicopata! Ainda assassinou duas mulheres na cadeia, que só aumentou seus crimes!

Isadora: Cala a boca! Sem paciência pra ficar ouvindo sermão! Tô caindo fora junto com a Ana.

Zeca: Você não pode levá-la, nem pense nisso, Isa!

Ana: Eu decido! A menininha de antigamente cresceu! Perdeu totalmente a moral agora que está namorando a tia Carol!

Isadora: Desconfiava. Que a Carolina faça bom proveito do caipira!


Catarina dirigia o carro no centro do vilarejo, acompanhada de Melissa.

Melissa: Não quis encontrar a Isadora? É hoje que ela largava a prisão, né?

Catarina: Pra quê, Mel? Ser maltratada como sempre fui? Não sei qual a necessidade da pergunta.

Melissa: É a sua mãe!

Catarina: Uma mãe que nunca me aceitou! Nunca me tratou igual filha.

Melissa: Qual o motivo de tanta pressa?

Catarina: A Labella me ligou informando pra ir imediatamente na boate.

Melissa: O que houve?

Catarina: Descubro em breve, chegando… Deus do céu! — se surpreende ao observar a situação do local.

Melissa: Nossa…

Labella: Finalmente vocês vieram!

Catarina: O que ocorreu? — ao reparar a faixada rabiscada com diversas frases: “gayzada maldita”, “arderão no fogo do inferno”, “bando de lixo”, “sapatonas desgraçadas”, “merecem morrer”, entre outros xingamentos espalhados na porta arrombada, diversas cadeiras, copos e vidros quebrados.

Labella: Vim cedo para a limpeza e me deparei com o lugar destruído!

Melissa: Que horror… Um trabalhão organizar…

Labella: Quem teria feito uma sacanagem dessas? Prejuízo enorme!

Catarina: Palhaçada!

Melissa: O importante é arrumarmos rápido a baderna pra inauguração!

Catarina: Correto Mel, a noite promete! Não vamos desistir!

Labella: Através de paciência e esforço, conseguiremos corrigir o desastre.

Melissa: Mãos a obra! Precisamos terminar antes do anoitecer!


No casarão da fazenda Corais, Ana agiliza enfiando as roupas na mala.

Carolina: Ana, não abandone a gente, por favor! Podemos conversar? — entra no quarto com Zeca e tenta impedir que ela prossiga.

Ana: Não há nada pra dizer, decepcionada com vocês!

Zeca: Pare de drama! A Isadora que provocou! Você notou o jeito dela na saída?

Ana: um desconto! Acusaram a coitada e atiraram pedras! Se arrependeu do que fez! Queria muito que voltasse com ela!

Zeca: Voltar? O amor que existia pela Isa acabou! Eu e a Carol nos apaixonamos. Todos compreenderam, menos você que resolveu se mostrar rebelde! Não vá com a Isadora, ela não presta! Tava tão tranquilo você morando conosco!

Ana: Eu vou sim, sou vacinada e maior de dezoito anos, não manda em mim! — corre para o táxi que buzinou.

Beto: Deixa a insuportável! Um alívio se livrar da chata!

Carolina: Não diga asneira, Beto, é sua prima! Tomara que a Isa não jogue ela no caminho do mal.

Beto: Tomar um banho, logo terá balada!

Zeca: Verdade! É o dia da estreia!

Beto: Que tal vocês irem comigo, hein?

Zeca: Eu aceitava! Convença a Carol!

Carolina: Capaz Zeca! Não tenho idade pra esse tipo de coisa! Se cuida lá, filhote!

Beto: Beleza!


Ana localiza Isadora na rodoviária de São Roque aguardando o horário de partida do ônibus.

Isadora: Pegou o dinheiro?

Ana: Sim. Roubei do caixa da igreja e o restante que guardei nas últimas décadas. Várias semanas iludindo os fiéis na obra de caridade. Eu sei que é pecado, no entanto Deus me perdoará, é por uma ótima causa. Não é bastante grana! Deve durar alguns meses se economizarmos!

Isadora: Espero que dure até eu arranjar um emprego na capital.

Catarina: Ana! — aparece de repente.

Ana: Cacá?

Catarina: O Beto me ligou avisando que você estava partindo com a Isadora.

Isadora: Não pronuncia um oi, Catarina?

Catarina: Pra senhora me humilhar? Afinal, por sua culpa que a Ana se transformou num monstro!

Ana: Monstro?

Catarina: Me poupe, santinha! Eu sei de tudo, Ana! Vi as câmeras de segurança que não percebeu!

Ana: Câmera de segurança?

Catarina: Denunciaria você pra polícia se não fosse o fato de ser a própria irmã! Seu grupinho de crentelhos vandalizaram e reviraram o meu estabelecimento, mancharam as paredes com spray e palavras preconceituosas!

Ana: Não me arrependo. Deus apoia o que fiz.

Catarina: Não use o nome de Deus em vão! Digo com prazer que preparamos uma grande festa! Pena de você, Ana! Está sendo influenciada por alguém que não enxerga limite realmente!

Isadora: Terminou Catarina? Suma daqui! Desaparece aberração!

ISADORA

Beto desce as escadas do casarão arrumado e beija a testa de Carolina e Zeca que assistiam televisão na sala.

Carolina: Não jantou, Beto?

Beto: Valeu mãezinha, indo curtir o show da Cacá e Mel! Tchau pai!

Carolina: Beto, quantas vezes eu te falei pra não chamar o Zeca de pai?

Beto: Por que insiste no assunto? Caramba! Ele ajudou na criação desde que eu era pequeno!

Carolina: Não importa! O Roberto não teve oportunidade porque o destino não permitiu!

Beto: Chega! Não falarei sobre morto! Basta colocar o mesmo nome do defunto pra me lembrar da época!

Carolina: Beto…

Zeca: Não implica com ele, Carol!


Ana e Isadora entram na casa que alugaram na zona leste de São Paulo.

Isadora: Um inferno onde nós duas viemos parar! Nojento!

Ana: É o que o restou.

Isadora: Implore ao Zeca pra continuar pagando a sua mesada, escutou, Ana?

Ana: Ok.


A noite se destaca no interior de São Paulo. Beto aprecia as luzes coloridas e a decoração do ambiente agitado no meio de São Roque. Ele cumprimenta Catarina e Melissa que comemoravam no bar.

Melissa: Seja bem vindo, Beto!

Catarina: Fique à vontade!

Beto: Cadê a cachaça?

Melissa: O Gustavo te serve! Gustavo!

Gustavo: O que deseja?

Beto: Uma vodca com energético!

Laura: Minha bebida preferida! — senta ao lado de Beto no balcão que se impressiona com a presença dela.

Música de encerramento: Believer – Imagine Dragons Tema: Livre

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