Destiinos Cruzados
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                                                                                                                                        Últimos capítulos 

 

DESTINOS CRUZADOS

NOVELA DE

UELITON ABREU

ESCRITA POR

UELITON ABREU

DIREÇÃO DE NÚCLEO

ANDERSON SILVA 

 

CENA 1. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE. DIA 

AMANHECER 

CENA 2. QUARTO DE MOTEL. INTERIOR. DIA 

CÉSAR DESPERTA AO LADO DE UM JOVEM GAROTO DE PROGRAMA, QUE DORME PROFUNDAMENTE. COMPLETAMENTE DESPIDO, CÉSAR SALTA DA CAMA, CATA SUA CUECA NO CHÃO. VESTE E CHAMA PELO RAPAZ 

CÉSAR             ei. Acorda. (CHACOALHANDO-O) Vamos! 

GP                    só mais uns minutos. (SONOLENTO) Está cedo ainda, cara. Relaxa! 

CÉSAR             (SÉRIO) eu não vou repetir! Levanta. Agora! 

GP                    tá. Tá bom! (LEVANTOU) Levantei já. (CATA SUA ROUPA, VESTE-A) Adorei nossa noite! Quando iremos nos ver novamente? 

CÉSAR             aqui tua grana! Tem um bônus aí, pelo desempenho. Enquanto a voltar a nos ver. Isso está fora de cogitação, meu bem. Agora some daqui 

GP                    tudo bem. eu pego um táxi. Até mais! (SAI) 

CORTE PARA 

CENA 3. QUARTO DE HOTEL. INTERIOR. DIA 

ARRUMADEIRA ENTRANDO NO QUARTO COM O CARRINHO. DEPARA-SE COM O CORPO DE LÍDIA NO CHÃO ENVOLTO DE UMA POÇA DE SANGUE

ARRUMADEIRA ENTRA EM CHOQUE COM O QUE VER. CLIMA TENSO. ELA AVISTA O ELULAR DE LÍDIA SOBRE A MESA. VAI ATÉ LÁ. PEGA O APARELHO, QUE ESTÁ DESBLOQUEADO. VAI NO HISTÓRICO DE LIGAÇÕES. VÊ O NÚMERO DE CÉSAR E O CONTACTA  

CORTE RÁPIDO 

CENA 4. AVENIDA. INTERIOR. DIA 

CÉSAR DIRIGINDO. CELULAR TOCA. NA TELA O NOME DE LÍDIA. ATENDE 

CÉSAR             (AO CEL) quem está falando? 

EDIÇÃO: FAVOR, ALTERNAR DIÁLOGOS 

ARRUMA        (AO CEL, OFF) olá. Eu sou a arrumadeira aqui do condomínio. Liguei pra esse número, pois foi o primeiro que encontrei aqui no histórico de ligações. A Lídia, ela está morta. Está aqui agora, caída no chão… 

CÉSAR             (REAGE) como é? Morta? Como foi isso?

ARRUMA        (AO CEL) não sei! Só que eu estou aqui apavorada. É horrível! O senhor vai vir aqui? 

CÉSAR             (AO CEL, OFF) não! É… acione a polícia e uma ambulância. Infelizmente não posso ir até aí. Faça o que eu lhe disse, por favor. Obrigado!

ARRUMA        (AO CEL) ok. Farei isso sim. Vou desligar. Tchau (DESLIGA) 

CÉSAR             Hugo, seu desgraçado! Tu não devias ter feito isso, não devias! (EMOCIONADO) Pode crê parceira (LIMPA SUAS LÁGRIMAS, DETERMINADO) esse filho da puta vai pagar! 

CORTE PARA 

CENA 5. QUARTO DE HOTEL. INTERIOR. DIA 

ARRUMADEIRA JÁ LIGANDO PRA POLÍCIA 

CORTE DESCONTÍNUO: DAVID, ALAN, PEDRO E OS PERITOS JÁ TRABALHANDO NO LOCAL 

PEDRO            é, é ela mesma. É a Lídia. Desgraçada!

ALAN              nenhum sinal de arrombamento ou roubo, delegado 

MARIO VEM DE FORA SEGURANDO UM PANO  

MARIO            aqui achei isso aqui, cobrindo uma das câmeras que dá direto para a porta desse apartamento 

PEDRO            óbvio, né, gente. Isso aqui foi um assassinato. Quem entrou aqui, veio apenas por um objetivo: matá-la. Trata-se de uma queima de arquivo 

DAVID             decerto que sim. Ela sabia demais era laranja no tráfico de drogas. Óbvio que eles não queriam que ela abrisse o bico. Agora está aí, sem vida; morta! Teve o fim que mereceu 

PEDRO            é! Que descanse em paz e que Deus perdoe todos seus pecados. Embora ela não mereça, mas eu não gosto de guardar rancor. Que vá em paz! Enfim…

ALAN              agora deixamos os peritos trabalharem, né. Talvez eles encontrem algo, sei lá, uma pista desse assassino; uma IPL 

MARIO            tu tens razão. Eles podem encontrar várias pistas aqui. O que nos resta é só esperar, eles fazerem seus trabalhos 

DAVID             vou até recepção, vou requeri as imagens das câmeras de segurança do condomínio. Qualquer novidade. Me liguem! (SAI) 

PEDRO, MARIO E ALAN SAEM LOGO DEPOIS

CORTE PARA

CENA 6. DELEGACIA. SALA DO DELGADO. INTERIOR. DIA 

DAVID TERMINANDO DE VER AS IMAGENS DAS CÂMERAS DE SEGURANÇA DO HOTEL ONDE LÍDIA FOI ASSASSINADA NA TELA DO COMPUTADOR. PEDRO ENTRA 

PEDRO            delegado… 

DAVID             pois não, agente? 

PEDRO            e aí, alguma pista do assassino nas câmeras do hotel? 

DAVID             nada! Já vi e revi milhares de vezes, nenhum vestígio do dito cujo. Estamos lhe dando com um assassino profissional e invisível 

ALAN ENTRA TRAZENDO O LADO PERICIAL 

ALAN              delegado, aqui. (ENTREGA-LHE) acabaram de enviar do IML o lado pericial do assassinato de Lídia 

DAVID             (RECEBE, JÁ FOLHEIA) e então, quais foram os resultados? 

ALAN              nada de impressões digitais no local… nenhum vestígio de IPL foi deixado ali 

DAVID             é, de fato, o cara é profissional… 

ALAN              segundo os laudos, foi cortado o pescoço dela e logo em seguida foi esquartejada umas 7, 8 vezes. Havia requintes de crueldade ali. O objeto usado foi uma faca de cozinha 

PEDRO            agora a questão que fica é: quem a matou? 

DAVID E ALAN ENCARAM PEDRO COM A MESMA DÚVIDA 

CORTE PARA 

CENA 7. MANGUEZAL. EXTERIOR. DIA 

TAKE DE LOCALIZAÇÃO 

CENA 8. BARRACO DE LOBÃO. INTERIOR. DIA 

LOBÃO DANDO PAPINHA A GABRIEL. PEROBA ENTRA TRAZENDO UM ENVELOPE 

PEROBA          aí, Lobão? Mandaram te entregar essa parada aqui, hein! (ENTREGA-LHE O ENVELOPE) 

LOBÃO            (RECEBE) opa! Falou. Valeu, meu parceiro. É nois. Tá dispensado! 

PEROBA          já é! (SAI) 

LOBÃO PÕE O ENVELOPE SOBRE A MESA E VOLTA A DAR PAPINHA PRO FILHO. CÉSAR ENTRA 

CÉSAR             que cena mais fofa! 

LOBÃO            olha só quem chegou, Biel, seu papai dois. Olha o papai. Olha!

CÉSAR             obrigado por cuidar tão bem dele, lobo. (AVISTA O ENVELOPE) Ué, e esse envelope aqui? 

LOBÃO            não mexe! É… isso aí são exames meus. Exames de rotina, é!

CÉSAR             (INTRIGADO) você está doente? 

LOBÃO            não. É como te falei são exames de rotina! Eles chegaram hoje e nem tempo de abrir tive ainda. Sem importância 

CÉSAR             tudo bem. Bom, eu vou indo. Posso levar o Biel?

LOBÃO            claro! Já passei a noite com ele. É um direito seu levá-lo. Fica à vontade! (ENTREGA-LHE GABRIEL NOS BRAÇOS) 

CÉSAR             tá. Mais uma vez, obrigado por cuidar dele… Tchau 

LOBÃO            não precisas agradecer, faço por gosto…

CÉSAR O DÁ UM SELINHO SUPER RÁPIDO E SAI COM GABRIEL. LOBÃO CERTIFICA-SE SE ELE FORA EMBORA MESMO, TRANCA A PORTA DE SEU BARRACO. VAI ATÉ A MESA, PEGA O TAL ENVELOPE, O ABRE, TIRA UNS PAPÉIS DE DENTRO. PUXA UMA CADEIRA, SENTA-SE, LÊ COM ATENÇÃO TODO O CONTEÚDO QUE ALI ESTÁ. ELE NÃO EXPRESSA NENHUMA REAÇÃO… FICA ALI, APÁTICO, NUM SILÊNCIO ESTARRECEDOR. CLIMA DE SUSPENSE 

CORTE PARA  

CENA 9. BARRACO DE CÉSAR. INTERIOR. DIA 

CÉSAR ENTRA. DEIXA GABRIEL NO CARRINHO. ANDA DE UM LADO PRO OUTRO INTRIGADO COM O QUE POSSA TER DENTRO DO ENVELOPE DA CENA ANTERIOR 

CÉSAR             o que será que tem ali dentro, daquele envelope? Eu vou descobrir! 

CORTE PARA 

CENA 10. CASEBRE. INTERIOR. DIA 

ABRE EM HUGO OBSERVANDO NATHI QUE ESTÁ BEM MAL: SUJA, PÁLIDA, CANSADA, COM FOME, SEDE—

HUGO VAI ATÉ SUA BOLSA QUE ESTÁ SOBRE A MESA E PEGA UMA GARRAFA DE ÁGUA MINERAL. SE APROXIMA DE NATHI. TIRA A AMORDAÇA DELA 

HUGO              (DÁ NA BOCA DELA) toma aqui essa água, vai. Te quero viva! 

NATHI BEBE A ÁGUA COM MUITO DESESPERO, AFINAL HÁ DIAS QUE ELA ESTÁ ALI, SEM ÁGUA, SEM COMIDA. SEU ESTADO É DECADENTE 

HUGO              devagar. Calma. Vais morrer desse jeito. Já te falei que eu não te quero morta! Tu precisas está viva, plena, que é pra mim te torturar. Ah. Chega! Bebeu demais. (PÕE DE VOLTA SUA AMORDAÇA E LEVA A GARRAFA A DEIXANDO SOBRE A MESA) 

HUGO FICA ALI A OBSERVANDO, IDEIAS VÊM EM SUA MENTE, TORPES, ELE LOGO VEM ATÉ ELA, QUE VÊ NOS OLHOS DELE MALICIA, SEGUNDAS INTENÇÕES— 

NATHI SE DEBATE NA CADEIRA. ENQUANTO LENTAMENTE HUGO VEM SE APROXIMANDO. PARA A FRENTE DELA. FICA A OBSERVANDO. ALISA O ROSTO DELA COM SUAS MÃOS GROSSAS E CALEJADAS. NATHI TENTA A TODO CUSTO SE DESVECILHAR DE SEUS TOQUES. HUGO LANÇA-LHE UM SORRISO CANALHA, CAFAJESTE 

HUGO              você sabe que eu sou bissexual, né? Estava aqui te observando e te achei muito interessante. Sabia? Até que a gente poderia se divertir aqui, não acha? Hum? Podemos brincar! (TOCA OS SEUS SEIOS DELA, NOTA ALGO DE ESTRANHO, PORÉM RESOLVE NÃO COMENTAR) 

HUGO RI DA CARA DE APAVORO DE NATHI 

HUGO              eu estou a brincar contigo, garota. Calma. Tinhas que ver tua cara, estavas prestes a ter um troço aqui… juro. Relaxa, bebê. Eu não te quero, não. Quem eu quero é o Samuel. E tê-lo-ei 

EM HUGO CONVICTO 

CORTE PARA 

CENA 11. HOSPITAL. QUARTO. INTERIOR. DIA 

BRUNO E CAIO ENTRAM. O PRIMEIRO TRAZENDO UMA CADEIRA DE RODAS 

SAFIRA           o que fazem aqui? E o que é isto? 

BRUNO            seu mais novo meio de transporte, sogrinha! 

CAIO               viemos lhe buscar, mãe 

SAFIRA           não me chame de mãe. Sabe perfeitamente quem é a tua verdadeira mãe. E eu não vou sair daqui nisso, não mesmo. Nunca! Eu sou rica, conseguirei uma cadeira melhor que essa, profissional 

BRUNO            oi, rica? Desculpa, mas a senhora não é mais rica, como diz. É apenas uma réles empregada! Sogrinha, acorda pra vida, bebê. Sua vida de luxo acabou!

SAFIRA           senhora é a bruxa da tua mãe! E para de me chamar de sogrinha, que eu não sou! Eu não compactuo com essa imoralidade de vocês. Ouviram?

BRUNO            como é vida, não é? Uma hora você está por cima, outrora está por baixo… esse mundo de fato, ele não gira: ele capota! Olha só pra ti, está aí, sem andar, mas mesmo assim não perde a pose de dondoca. Acorda pra vida, minha filha! Acabou, acabou tudo, riqueza, mordomias… tudo aquilo que você vivia, já era! 

CAIO               é isso mesmo, safira. Acabaram essas mordomias. Você não tem escolhas. Vai conosco e ponto final! O médico já virá pra te dar alta. Vem, Bruno, vamos colocá-la nessa cadeira 

BRUNO            certo 

SAFIRA           não ousem tocar em mim! Eu só saio daqui com a ajuda dos enfermeiros. 

CAIO               tudo bem. Eles virão com o Dr. Raul!

BRUNO            só o que me faltava…

CORTE PARA 

CENA 12. DELEGACIA. INTERIOR. NOITE 

PEDRO E ALAN TOMANDO CAFEZINHO 

PEDRO            eu flagrei os dois se beijando, mano

ALAN              eu acho que tu se precipitaste aí, cara. Tudo bem, tu os viste se beijando, mas… ele pode ter simplesmente ter o agarrado… desculpa, mas eu conheço o Samuel, já o namorei, ele não é de trair. Se ele não está mais a fim da pessoa, ele termina. Foi o que ele fez comigo e foi assim que terminamos 

PEDRO            eu também acho que eu peguei pesado, mas eu não me arrependo de ter surrado aquele infeliz. Deixei-o todo quebrado. Quem mandou querer vir mexer no que é meu. Levaste! 

ALAN              é, mas com violência não resolvemos nada, meu caro. Faz o seguinte: conversa com o Samuel, se acertem. Vocês se amam. Não podem estar assim, brigados. É isso que o Hugo quer destruir o relacionamento de vocês. Não permita isso 

PEDRO            eu vou fazer isso. Vou conversar… cara, tu és o melhor amigo que uma pessoa pode ter… mais que isso, tu és um irmão (ABRAÇO FORTE) 

NESSE MOMENTO, DAVID, PASSA E OS VER SE ABRAÇANDO. INCOMODA-SE COM O QUE VÊ E LOGO INTERVÉM…

DAVID             o que isso? 

PEDRO            delega/ 

DAVID             (CORTA) vocês deviam era estar trabalhando, não aqui, agarradinhos, conversando!

ALAN              é que estávamos/ 

DAVID             (CORTA/ ALTO) pouco me importa o que estavam fazendo. Quero que voltem ao trabalho imediatamente, que é pra isso que são pagos, não para estarem nos cantos: confabulando, se agarrando… vão! 

PEDRO            tudo bem. Com licença!

ALAN              vamos 

OS DOIS SAEM ANDANDO LADO A LADO. DAVID PARADO OS OBSERVANDO 

PEDRO            o que foi aquilo, colega? Ele está com ciúmes, é isso?

ALAN              é melhor esquecermos isso, sabe, vamos trabalhar. Não quero outra advertência, não. Obrigado!

E VOLTAM PROS SEUS LUGARES. CÂM SEGUE PRA CHEGADA DE CARLOS QUE É LEVADO POR UM AGENTE ATÉ A SALA DO DELEGADO 

CORTE DESCONTINUO PARA 

CENA 13. DELEGACIA. SALÃO. INTERIOR. DIA 

DAVID VEM DE SUA SALA ACOMPANHANDO CARLOS 

DAVID             atenção de todos aqui, por favor! 

PEDRO            sim, senhor delegado. Pode falar

DAVID             obrigado, agente!

PEDRO            nada!

DAVID             enfim, deixem-me apresentar a vocês nosso mais novo colega de trabalho: Carlos Silveira! Ele acabou de sair do exército e irá atuar junto conosco. Ele tem um excelente currículo e pelo que já pesquisei é um excelente soldado. Seja bem-vindo, a gente Silveira 

ALAN              bom, em nome de todos aqui deste batalhão: seja bem-vindo, Carlos. E conte conosco pra o que precisar! 

CARLOS          obrigado, Alan! 

ALAN              como sabes meu nome? Não me lembro de ter me apresentado 

CARLOS          desculpa, é que meio que eu ouvi alguém aqui te chamar por este nome… daí… Juntei um ponto ao outro…

ALAN              não, de boa. É que soou… esquece. Enfim 

CARLOS          já esqueci…

DAVID             bom, é… o Carlos, ele é irmão de um agente que trabalhava conosco que veio a morrer… o Eric, não sei se alguém aqui lembra 

EDIÇÃO: INSERIR FLASHBACK- RÁPIDO DA CENA EM QUE ERIC SE JOGA NA FRENTE DE ALAN, TOMANDO TIRO 

ALAN              eu lembro. Ele salvou minha vida, foi por isso que ele morreu. Ele deu a vida por mim…

DAVID             é, um momento triste para todos nós, não é. Eu não estava aqui na época, mas posso imaginar que deva ter sido uma grande perda para a corporação. Bom. Quero que apresente o Carlos a todos daqui, Alan, você pode fazer isso?

ALAN              claro! Será um prazer 

DAVID             ótimo. O acompanhe, por favor. Qualquer coisa estou na minha sala (SAI) 

ALAN              vamos? Vou começar a te apresentar no andar de cima 

ALAN SEGUE INDO PRO ELEVADOR. CARLOS VAI LOGO ATRÁS, EM SILENCIO, O OBSERVA 

CARLOS          (OFF) “Eu vou te fazer pagar pela morte do meu irmão, seu desgraçado!”

AMBOS ENTRAM NO ELEVADOR QUE SE FECHA 

CORTE PARA 

CENA 14. BARZINHO. ÁREA EXTERNA. DIA 

LOBÃO À MESA, ESPERA ALGUÉM. SAMUEL CHEGA 

SAMUEL         (AO GARÇOM) vê um suco pra mim, faz favor. Obrigado. Vim assim que recebi tua mensagem. O que queres Lobo?

LOBÃO            ué, somos irmãos, cara. Quis te ver 

SAMUEL         aham. Sei disso… 

GARÇOM        seu suco. (PÕE SOBRE A MESA) licença! (SAI) 

SAMUEL         obrigado! (DÁ UM GOLE DO SUCO) 

LOBÃO            assim, eu posso te fazer uma pergunta?

SAMUEL         faça!

LOBÃO            tu confias em mim, não confias? Eu sou teu irmão. Quero que sejas sincero comigo! 

SAMUEL         ok. Eu confio, claro. Mas por que isso? O que você está querendo dizer-me, lobo? Fala. Está tudo bem consigo? Estás doente, é isso? 

LOBÃO            que bom saber isso, é importante para mim. Não te preocupes. Eu estou bem, não estou doente. Relaxa! Só quis saber, porque talvez eu possa precisar de ti mais à frente. Fica tranquilo, não é droga.

SAMUEL         quanto mistério, irmão. Fala. O que está acontecendo, hein?

LOBÃO            não posso falar, não agora mais à frente. Fique tranquilo, não vá se preocupar à toa. Tá bom. Promete?

SAMUEL         vou tentar 

LOBÃO            consegue. Eu tenho que ir, pois tenho um monte de coisa pra ver, sabe. Qualquer coisa te contacto. Tchau, irmão. Ficas bem

E DEIXA O DINHEIRO DO SUCO SOBRE A MESA E SAI SOB O OLHAR PREOCUPADO DE SAMUEL 

CORTE PARA 

CENA 15. QUARTO DE HOTEL. INTERIOR. DIA 

HUGO VINDO DO BANHEIRO APENAS DE TOALHA. CAMPAINHA TOCA. VAI ATENDER. CÉSAR INVADE

HUGO              isso é jeito de entrar aqui? (FECHA A PORTA) O que queres? Diz logo, que eu estou com pressa! 

CÉSAR             seu desgraçado! Filho da puta! 

ACERTA-LHE UM SOCO NA CARA. CÉSAR O ENCARA SÉRIO E COM MUITO ÓDIO. CÂM DETALHAR O SANGUE ESCORRENDO DO CANTO DA BOCA DE HUGO, QUE REAGE SURPRESO AO SOCO 

CORTE PARA 

CENA 16. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA 

CENA 17. CONDOMINIO. EXTERIOR. DIA 

TAKE DE LOCALIZAÇÃO 

CENA 18. CONDOMINIO. ENTRADA. INTERIOR. DIA 

LOBÃO PAGANDO UMA QUANTIA AO PORTEIRO, QUE LHE ENTREGA A CHAVE DO APTO DE LÍDIA. E ENTRA NO LOCAL

CORTE RÁPIDO 

CENA 19. HALL DE ELEVADORES. INTERIOR. DIA 

PORTAS DO ELEVADOR ABREM. LOBÃO ENTRA. PORTAS FECHAM 

FUSÃO COM 

CENA 20. CORREDOR. INTERIOR. DIA 

PORTAS DO ELEVADOR ABREM. DESTE SAI LOBÃO QUE VAI EM BUSCA DO APTO DE LÍDIA. ENCONTRA. USA O CARTÃO E ADENTRA O LOCAL 

CORTE RÁPIDO 

CENA 21. APTO DE LÍDIA. INTERIOR. DIA 

LOBÃO ENTRANDO. PASSA PELA SALA E VAI DIRETO PRO QUARTO 

CORTE RÁPIDO 

CENA 22. APTO LÍDIA. QUARTO. INTERIOR. DIA 

LOBÃO VEM ENTRANDO. OBSERVADOR. COMEÇA ENTÃO A VASCULHAR TUDO: GUARDA-ROUPAS, CRIADO MUDO, GAVETAS, TUDO. NUMA PARTE DE CIMA DO GUARDA-ROUPAS, BEM ESCONDIDO, ELE ENCONTRA UMA CAIXA. PUXA PRA SI. CAMINHA ATÉ A CAMA, ONDE COLOCA O OBEJETO E SENTA

ABRE A CAIXA E ENCONTRA UM CADERNINHO, UMA ESPÉCIE DE DIÁRIO. ESTÁ UM TANTO VELINHO, COM FOLHAS JÁ BEM MOFADAS E SUJAS 

LOBÃO FOLHEIA O DIÁRIO. HÁ NELE ALGUMAS ANOTAÇÕES. TIPO: NAMORADOS QUE JÁ TEVE; SUA PAIXÃO POR PEDRO; DO ÓDIO QUE NUTRIA POR ALICIA… E POR FIM UMA CONFIÇÃO QUE ELE VAI LER EM VOZ ALTA: 

LOBÃO            (LENDO) “O que muitos não sabem, e apenas eu e aquela vadia sabíamos, é que Petra, não é filha do Pedro, nem muitos menos do Lobão…, mas sim do César… Os dois ficaram uma vez, após ingerirem bastante álcool, onde acabaram se envolvendo e desse envolvimento surgiu à menininha, Petra… como seria a reação do Lobo ao descobrir esse podre, hein?”

REAÇÃO DE LOBÃO AO QUE ACABARA DE LER 

CORTE PARA 

FINAL DO CAPÍTULO

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NAVEGAR

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