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Dois Destinos – Capítulo 3

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Capítulo 03

 

Escrito por Marcelo Maia

 

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Cena 01 – Manhã/ Nova casa de Marion / Garagem / Ext.

Família de Marion aparece no portão de sua casa, em uma rua calma, com diversas casas. Pouco movimento, de longe vê uma pessoa andando e duas crianças brincando.

Suzi – Filha?

Marion – De costas para rua, lavando o quintal – Nossa que susto.

Beto – Minha filha que saudade. – com o semblante triste.

Marion –  Saudades?… Você está de brincadeira né? Vocês nunca fizeram muita questão de estar comigo por perto, e agora vocês tem saudades?

Suzi – Porque não acredita na gente? Estamos falando isso de coração.

Marion – Vocês saíram de Arujá para me falar isso? Piraram foi? … Muito sem noção. – Sorrindo.

Ruth – Oh minha irmã não fala assim com agente.

Marion – rindo altíssimo – Você quer que eu fale como Ruth? Vocês querem o que? Viu que estou com grana né? Olha minha casa! Viu minha vida mudou.

Suzi – Ajuda agente minha filha, eu clamo por ajuda, estamos passando fome, sem água, sem dinheiro, estamos comendo o pão que o diabo amassou.

Marion – Jura?… Você ficou louca Suziellen, você se lembra de o que você fez? Levei fama de vagabunda, fui presa, imagina eu fui presa isso mesmo… EU FUI PRESA, vocês entendem? Passei fome, necessidade, sem roupa sem documentos. Ai do nada você vem atrás de mim? Querendo o que? Posso adivinhar? Mais já lhe aviso, NÃO, eu não irei lhe ajudar.

Bruno – Somos sua família.

Marion – Minha família está dentro de mim. Vocês acabaram pra mim, eu só quero ver vocês bem longe de mim. Sumam daqui.

Suzi – Vocês é minha filha, poderia ajudar agente.

Marion – Você e burra Suzi, eu não tenho mais família ok? Vocês não existem mais pra mim.

Suzi – Dói muito ouvir isso de uma filha?

Marion – Foi o que você quis pra sua vida querida mamãe.  Você escolheu assim. Tudo poderia ser diferente, mas você preferiu me humilhar, me enxotar de casa, como um lixo qualquer.

Beto – Pelo menos água você pode dar pra gente minha filha?… Estamos andando a horas.

Marion – Ahh vocês querem água?  Óbvio que eu darei. – Marion vai até a torneira liga a mangueira que jogada no chão estava e pergunta:- Querem muita água?

Beto – Sim minha filha. – Todos fazendo burburinhos.

Marion – Claro papai tome água. – Marion, com a mangueira joga água em seus pais e irmãos e todos começam a correr de frente do portão da casa de Marion.

Suzi – gritando – Você pode até ter dinheiro hoje, mas continua a mesma sem coração, em honestidade e amor.

Marion – Isso mesmo mamãe, continuo a mesma vagabunda de sempre. – entra em casa e observa sua família ir andando rumo ao ponto de ônibus. E questiona.

Marion – como será que esse povo achou meu endereço – surge a dúvida. Bom vou me arrumar para extorquir aquele velho babão.

SEIS MESES DEPOIS

 

Cena 02 – Noite / Hospital Ipiranga Maternidade / Int. / Sala de parto.

Marion – aos gritos, chorando, Marion observa tudo dentro da sala de parto, os equipamentos, e os médicos conversando, com um olhar de dor, não param de pensar na felicidade de ter seu filho aos seus braços. – Senhor, como isso dói, tira essa criança de dentro de mim.

Médico – Senhora, se você continuar gritando serei obrigado a seda-la.

Marion – gritando – Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh –  Nasce o primeiro filho de Marion.

Médico – Parabéns Mamãe, é um lindo menino. Um belo varão.

Marion – Chorando – Meu filho. Meu anjo Davi. Eu quero vê-lo.

Médico – Parabéns. Entrega Davi nos braços de Marion.

Imediatamente Marion beija seu filho e diz.

Marion – Eu amo você, você é a garantia do meu futuro.

05 Minutos depois.

Marion – Enfermeira… Por favor, estou sentindo muitas dores, Isso não pode ser normal?

Enfermeira – Sim senhora. Logo isso irá se estabilizar calma.

Marion – Mas algo está errado enfermeira, está doendo muito. Eu não estou aguentando de dor, pelo amor de deus me ajude.

Enfermeira – Calma senhora. Irei chamar o obstetra para verificar.

Marion – Ahhhhhhhhhhh, ta doendo, senhor esta doendo demais.

Médico entra correndo e diz – Faça contrações novamente para descobrir.

Marion – Que dor doutor. Parece que estou morrendo aos poucos. Dói demais.

Médico – Descobri o motivo. – médico nervoso e chamando a sua equipe. -Equipe a postos, teremos uma nova vida.

Marion – sem forças – Doutor… (Desmaia, virando o rosto para o lado.)

Enfermeira – Ela desmaiou doutor, deixamos assim?

Médico – Será melhor para ela, pois a pobre está sofrendo muito.

E vem novamente o barulho de criança recém-nascida chorando, séria o segundo filho de Marion.

Todos da equipe comemoram a vitória do nascimento de mais uma criança. Gêmeos idênticos. Lindos e saudáveis.

Médico – Ótimo trabalho equipe. – Feliz.

DEZ MESES DEPOIS…

Cena 03 – Mansão de Mohamed / Sala / Manhã/ Int.

Marion – Vamos logo meu amor.

Mohamed – Vamos sim, já estamos atrasados.

Marion – As malas já estão no carro. Por favor, Governanta,  arrume o Davi no carro.

Mohamed – E cadê Perso? – Preocupado.

Marion – Sorrindo – Verdade ele tem que ir junto.

Mahamed – Você não ia deixar meu filho né?… Não ficou maluca?

Marion – Jamais iria esquecer o meu filho.

Mahamed – Deus. – Leva as duas mãos para céu.

Cena 04 – Dentro do Avião/ Tarde/ Int.

 

Diversos acentos já com os passageiros abordo, todos quietos e Marion observa tudo. Quando o avião levanta voo.

 

Marion, observando pela janela e diz.

Marion – Agora sim começa a minha nova vida, sinto que daqui para frente será tudo diferente. – Sorriso de canto.

Mohamed – Falou comigo garota?

Marion – Já esta na hora de você para de me chamar de garota, afinal eu sou a mão dos seus filhos não é… E só estava pensando alto, tão alto quanto este avião. – sorrindo.

Mohamed – Entendo… Boa viagem pra gente.

Marion – Amém. – Continua observando a paisagem.

Horas depois.

Welcome Arábia Saudita/Bem vindo ao Marrocos.

O Avião aterrissa na Arábia Saudita.

Ao sair do portão de desembarque, Mohamed que em mãos estava com uma pequena mala, vê sua família, e já se emociona.

محمد – الأب تفوت.

حبيب – هالي، ابني مثل هذا الصبي الخاص بي؟

Tradução:

Mohamed – Pai que saudades.

Habib – Haly, meu filho como esta meu garoto?

[Off] – Começam a conversar, muito sorriso e alegria durante o reencontro. É apresentado os netos de Habib, e aos demais familiares.

Cena 05 – Manhã/  Palácio Mahaj / Int.

Palácio Mahaj, é uma homenagem de Habib, para sua esposa Mahaj, que lhe deu a maior alegria, seu filhos.

Marion – Esposo, que casa é essa? – Completamente extasiada.

Mohamed – Não é uma casa, mas sim um palácio Marion. Gostou?

Marion – Eu estou abismada, e tudo isso e seu também?

Mohamed – Faz parte da minha herança sim. Por quê?… Mas eu não quero isso, já tenho muito no Brasil. Esse palácio tem o nome da minha mamadi, Mahaj.

Marion – Porque seus herdeiros também têm direito. Ou não tem?

Mohamed – Você só fala em dinheiro? Pelo amor de Alah Marion. Não quero mais ouvir uma palavra sobre dinheiro Ok? Aproveite o passeio, nosso país é rico em detalhes.

Marion – Alah tem que ver nossos filhos e meu futuro. – Sorrindo.

Mohamed – Quero e exijo que você respeite minha Mamadi, ela é conservadora ao extremo e já bem de idade. Não aceito que você use esses pedaços de panos. Antes de conhecê-la você irá receber um banho de loja. E sem reclamar.

Os dois adentram ao palácio e é dado o início as festas de comemorações.

E que festa, muito luxo, músicas típicas tocando, diversas dançarinas, cobras também roubando a cena, ouro espalhado por todo canto, todos sorrindo e comemorando. Comida em fartura, bebidas, cada mesa mais bonita que a outra. Um lindo banquete. A mais pura beleza.”

Marion começa a reparar os fuxicos e as conversas paralelas com Mohamed entre a família e amigos.

Todos olham para Marion, que imediatamente começa a mostrar entojo pela cultura local e as danças.

Marion – Chama Mohamed e ele vai até ela – Que palhaçada é essa desse povinho ficar me olhando e me encarando, e você que não diz nada.

Mohamed – Esse povo e minha Família Marion. E você não está apta a nossa cultura.

Marion – Não sei se você se lembra, mas eu sou brasileira Ok? Não nasci para essa cultura estranha de vocês.

Mohamed – Você sabia que somos assim Marion. Vestimos-nos assim, andamos assim, dançamos e falamos desta forma. O que esperava? Aproveita e muda essa sua cara, você esta assustando meus familiares. É para você ser bem agradável, se não te jogo no primeiro avião de volta ao Brasil.

Marion – Problema deles. Eu quero ir embora daqui o mais rápido possível.

Mohamed – Em breve querida. […] cadê Perso?

Marion – Se estressa – Você só pensa nesse menino, o que ele tem de especial que o Davi não tem?

Mohamed – Eu vejo luz no olhar de Perso. Provavelmente me puxou, diferente de Davi. Que tem o mesmo sangue ruim seu. Isso é lametavel.

Marion – Cale a boca Mohamed, respeite meu filho.

Mohamed – Alah proteja essas crianças quando eu for embora.

Marion – Que deus lhe ouça.

 

UMA SEMANA DEPOIS…

VOLTARAM AO BRASIL

Cena 06 – Mansão de Mohamed / Tarde / Aruja / Quarto / Int.

Mohamed – Nervoso e aos gritos com Marion – Eu não aceito meus filhos na creche. Isso é inadimissivel.

Marion – Esqueceu que foi eu quem pari essas crianças?

Mohamed – Mas se você diz que eu sou o pai, eu devo participar.

Marion – Ahhh nossa… Olha o papai do ano. Toma vergonha na sua cara seu velho nojento.

Mohamed – Me respeita sua baixa… Você tem que dar graças a deus que achou uma trouxa pra te sustentar.  E deu o golpe perfeito.

Marion – Esta me chamando de Golpista velho? – com cara de ódio.

Mohamed – Entenda como quiser. Mas uma coisa eu digo, quero o DNA dessas crianças, hoje em dia esta tudo avançado, logo irei descobrir. Eu preciso saber se sou realmente o pai dessas crianças.

Marion – Você não acredita em minha palavra Mohamed? – com um olhar de ódio.

Mohamed – Sorrindo e debochando de Marion – Jamais acreditei em você.  Eu só te ajudei porque você era uma vagaba de rua e senti dó de você.  Nem de mulher eu gosto, se acha que iria querer você uma rampeira? Você é baixa e quando se trata de dinheiro eu tenho mais nojo de você. Mas eu não quero ver essas crianças nas ruas igual e você. Seu passado me enoja.

Marion – nervosa e tremula com os dentes travados – Cala sua boca seu velho nojento.

Mohamed – Vai fazer o que em Marion, me matar? Você é burra mesmo… Pensa se você me matar ficará sem o seu luxo, porque toda as lojas e o meu dinheiro ficará para meus filhos, tanto esses pequenos quanto os já criado. Ahhh so para deixar claro, eu sei do seu caso com o Marcelo. Você acha que sou tão burro assim? – rindo alto – Realmente você me subestima muito.

Marion – assustada cai sentada na poltrona – Mentira, você está blefando!?

Mohamed – Marion, você precisa amadurecer, anda vendo muitas novelas das seis horas. Não se esquece de que as melhores vilãs estão no horário nobre… Eu fiz exame e você me dopou. Transou com o primeiro cretino e diz que o filho e meu. – começa a bater palma – Parabéns, você não e tão burra, ótimo plano, mas você esqueceu de uma coisa. Subestimou-me, e hoje está aí sem nada. Eu vou tirar tudo de você. Da sua belíssima mesada até o teto onde você mora sua safada cretina.

Marion – sorrindo – Você não seria maluco.  Eu acabo com você.

Mohamed – Quero te ver na sarjeta. – Olhar fixo. Sai do quarto bate a porta e vai andando, disposto a deixar Marion sem nada na vida.

Marion – com sangue nos olhos – Quem vai pra sarjeta e você seu verme. Eu tenho nojo de você velho. – gritando, abre a bolsa e… Suspense.

 

[Continua no capítulo 04]

 

 

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