ESTAÇÃO MEDICINA

CAPÍTULO 13

CORINGA

CENA 01/SÃO PAULO/ CENTRO/DELEGACIA DE PROTEÇÃO AO IDOSO/ PENITENCIÁRIA/MANHÃ

CARCEREIRA – Hey! Acorda Você tá livre!

Marcela abre os olhos de repente e olha para ela.

CARCEREIRA – Tá surda? Eu disse que tá livre!

CORTE DESCONTÍNUO

Marcela passa pela cela de Valentina que zomba dela.

VALENTINA – Quando eu sair lá fora, branquinha, eu te pego!

Marcela se virou a ela e cuspiu na sua cara. As outras presas riram.

VALENTINA – Tu vai me pagar por isso, guria, ah se vai!

CENA 02/SÃO PAULO/ CENTRO/DELEGACIA DE PROTEÇÃO AO IDOSO/DELEGACIA/MANHÃ

Marcela chega e encontra José, Larissa e Tiffany a sua espera.

MARCELA – Que saudade eu estava de vocês!

Eles se abraçam em grupo.

JOSÉ – Conseguimos liberdade provisória, mas o caso ainda vai ser julgado.

LARISSA – Eu tava com tanta saudade de você, minha irmã!

MARCELA – E eu de você e de todas as meninas. Obrigada Zé, obrigada mesmo pelo advogado, você é um grande amigo (e o rouba um beijo). Agora vamos para casa, minhas queridas, quero tomar um banho e tirar essa inhaca de cadeia!

CENA 03/SÃO PAULO/ TATUAPÉ/HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ORLANDO MOÇA/ENFERMARIA NEUROLOGIA/MANHÃ

Goram disfarça.

GORAM – Doutor Mateus, como jará está? Não, não estava falando do senhor não, apenas algumas ãga’us.

MATEUS – Que lembranças fortes, não é? Xingava alguém de maldito, assassino!

GORAM – Foi um pesadelo…misturado com lembranças.

MATEUS – Fico aliviado, porque me parecia tão real os seus relatos.

Goram o encara irônico.

GORAM – Os pesadelos são tão jekakuas que não sabemos se estamos diante um sonho ou uma realidade.

MATEUS – Me fez lembrar de Descartes agora. Como saber se tudo não passa de um sonho, não é mesmo?

GORAM – Ou ikatu se tudo não passa de uma realidade, não é?

SILÊNCIO. Eles se encaram por um período de tempo.

MATEUS – Bom…soube pelo Doutor Heitor que está ali que terá alta hoje.

GORAM – Tove, Doutora Rita irá me dar alta.

MATEUS – Daria, né? Do jeito que a coitada tá jogada na cama, entrevada, deve ficar de molho por alguns dias. Soube do atentado que ela sofreu no estacionamento, coitada.

Goram percebeu um tom de ironia. NÁUSEA.

MATEUS – Mas isso não vem ao caso agora, primeiramente queria saber como você estava, fiquei sabendo hoje cedo do seu atropelamento, como isso foi acontecer?

GORAM – Foi no Ibirapuera, estava ikorei de bicicleta, mas não aconteceu nada demais.

MATEUS – Fico feliz por você e tenho uma boa notícia também, a reunião com os investidores nacionais foi marcada, acontecerá daqui há dois dias na minha residência que você já conhece às 19 horas da noite.

GORAM (V.O.) – A residência dos nossos rus que você tratou de matar, né? Seu juka desgraçado!

GORAM – Fico muito vy’a(feliz), estou bem ansioso.

MATEUS – E é para estar mesmo, depois dessa reunião, você ficará conhecido entre os principais líderes internacionais e depois para conhecer o comitê internacional é um pulo, sua vida definitivamente mudará da água para o vinho, estará preparado?

O jovem o encara com uma ambição vingativa nos olhos.

GORAM – E o senhor jepe tem alguma dúvida?

MATEUS – Nenhuma.

HEITOR – Bom, vamos dar alta para esse rapagão que conquistou medalha de ouro para nossa universidade!

Mateus ri. Goram pergunta.

GORAM – Tu estudou aqui?

HEITOR – Sim, formei-me há 3 anos.

GORAM – Chúka!

MATEUS – Um dos alunos mais aplicados que tivemos, está fazendo especialidade de quê mesmo Heitor?

HEITOR – Clínica médica. Sou apaixonado, dando aquele reforço na base.

MATEUS- Maravilha.

E dá tapinhas em suas costas.

Instrumental explosivo. BIG-CLOSE-UP Goram com olhos vingativos.

CORTAR PARA:

CENA 04/SÃO PAULO/ TATUAPÉ/REPÚBLICA DOS ESTUDANTES/ APARTAMENTO 12/QUARTO/MANHÃ

Suzy acorda pela manhã e desce do beliche, percebe que Heloísa ainda está dormindo e se encaminha para o banheiro.

BANHEIRO

Suzy tranca a porta e retira sua camisola. Fica frente a frente com seu reflexo, lágrimas invadem seus olhos e ela começa em golpes brutais a socar os seios. Instrumental dramático. Plano Americano. Vista frontal. Plano Geral. Vista Lateral. PONGLEÉ. CONTRA-PONGLEÉ. Fechar no Big-close-up de seu rosto com falta de ar. Alternar para o os seios vermelhos.

CENA 05/ SÃO PAULO/ TATUAPÉ/UNIVERSIDADE OLÍMPIUS/BIBLIOTECA/MANHÃ

É sábado. André está estudando neuroanatomia no 3º andar da biblioteca quando escuta a voz de Goram falando com a bibliotecária.

ANDRÉ – Goram, você teve alta! Que notícia boa!

Goram vai ao seu encontro.

GORAM – Acabei de deixar o hospital, finalmente, não aguentava mais ficar apytimby naquela cama. Estudando o quê?

Ele mexe no livro do rapaz.

GORAM – Pai d’égua, neuroanato. É bom que Goram já pega a matéria que foi dada.

ANDRÉ – Não se preocupe, ela só falou sobre tipos de neurônio e um pouquinho de embrio.

GORAM – Ectoderma? Tudo neural? Gota Neural?

ANDRÉ – Isso mesmo.

GORAM – Beleza, vou pegar a aranduka. Qual você tá utilizando?

ANDRÉ – Machado. É muito bom para Neuro. E Para Embrio, se você quiser aprofundar como estou fazendo o do Moore é show de bola.

GORAM – Beleza, volto num minuto.

Neste instante, André percebe que uma guria passa do outro lado, era Dandara. Ele se levanta e vai até o lugar onde ela está sentada.

DANDARA – Não posso perder conteúdo por conta daquele bosta…

ANDRÉ – Quem é bosta?

SUSTO. Ela levanta a face

DANDARA – André! Que bom te ver!

Ela o abraça. Ele estranha.

ANDRÉ – Tá tudo bem? Para quem odiava homens, você tá bem esquisita.

DANDARA – Eu não odeio homens, odeio o machismo!

ANDRÉ – Onde você tava esses últimos dias?

DANDARA (Disfarça) – Eu…não tava muito bem. Fiquei um pouco ansiosa porque não tava conseguindo estudar, daí preferi ficar em casa.

André percebe hematomas na face dela, mas prefere não comentar já que ela tá tentando esconder com o capuz na cabeça.

ANDRÉ – Entendi. Você não quer estudar com a gente? Eu e o Goram estamos estudando Neuro do outro da biblio.

DANDARA – Claro, eu adoraria. Onde você estão?

André indica com o dedo e eles partem para lá.

CORTAR PARA:

CENA 06/SÃO PAULO/ TATUAPÉ/HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ORLANDO MOÇA/ENFERMARIA NEUROLOGIA/MANHÃ

Rita acorda e se lembra do atentado de ontem.

Flashback: Os caras a atacando no estacionamento na noite anterior.

Rita chora. Jesuína aparece para visita-la.

RITA – Jesuína!

A faxineira aparece para visita-la.

RITA – Meu Deus, desde a manifestação que não te vejo pessoalmente. Como soube que eu estava aqui?

JESUÍNA – Tudo bem com a senhora, Doutora Rita? O Hospital inteiro ficou sabendo. E mesmo que eu não trabalhe mais aqui, as notícias correm, né?

RITA – Você fala assim e não é difícil imaginar que algum jornal fez uma nota na primeira página. Mas me conta como está a organização na Unidade Classista?

JESUÍNA – Estamos nos reunindo e planejando uma nova manifestação para o próximo fim de semana.

RITA – Ótimo. Preciso voltar com as investigações sobre as contas da Universidade, conseguir provas de aquele rato está traindo os outros sócios e investidores.

JESUÍNA – E pensar que a senhora está internada nesta situação por conta dele.

RITA – Não se engane, Jesuína, não é só dele, é da minha família também, foram eles que contaram meu segredo, eu tenho certeza.

CORTAR PARA:

 CENA 07/SÃO PAULO/IMAGENS AÉREAS/TARDE

Imagens da Marginal Pinheiros. Entardece.

CENA 08/SÃO PAULO/VILA MADALENA/APARTAMENTO DE ADELAIDE/QUARTO DE GORAM/TARDE

Themise se encontra meio cabisbaixa no quarto de Goram acariciando seus lençóis quando o mocinho entra.

GORAM – Themise!

A prima indígena se vira animada.

THEMISE – Goram! Tá de alta, então. Pedi tanto para Tupã para que nada de ruim acontecesse.

GORAM – Grásia! Estou terminando de jepyajoko os bombons deliciosos que você levou para mim no hospital.

THEMISE – Você viu que havia sido eu?

GORAM – Sim. Vi também que você se ñemondýl um pouco quando me viu beijando Heloísa.

THEMISE – Ah…

Ela abaixou a cabeça. Ele sentou ao seu lado, deixando uma pequena mochila.

GORAM – Obrigado pelo carinho, sua família é muito chichi, sua guarasyava deixou um pouco da minha roupa, você os bombons.

THEMISE – Que isso, imagina. Ficamos muito feliz em poder ajudar.

GORAM – Goram pode te fazer uma pergunta…?

Silêncio.

THEMISE(Cabisbaixa) – Claro

GORAM – Themise sente algo por Goram?

Antes dela puder responder. Laurinha entrou no quarto.

LAURINHA – Vitor chegou.

Themise levantou e saiu, deixando Goram sem resposta.

SALA DE ESTAR

VITOR – Pronta para pegar um cineminha, senhorita.

Themise se felicitou.

THEMISE – Faz tanto tempo que não vou ao cinema.

Goram aparece na sala.

VITOR – Goram, você está aí! Fiquei sabendo que você foi atropelado, cara, que história é essa?

GORAM – Ajeve é, foi no Ibirapuera, estava andando de bike com Heloísa.

VITOR – Fico feliz que não tenha sido grave. Passei o maior perrengue esses dias, eu fui numa festa na casa de Pedro porque armaram uma cilada para mim para me tirar da atlética de vôlei.

GORAM – Égua não! Tiraram você da atlética de vôlei?

VITOR – Sim, armaram para mim, colocaram a mochila do treinador com carteira e tudo mais dentro do meu armário, como se aqueles armários não fossem fácil de abrir, mesmo com cadeado. Basta um clipe, velho e uma habilidade em sabotagem.

GORAM – Égua de largura! Foi a turminha de Samuel?

VITOR – Os próprios. Mas você não sabe da maior, eu fui numa festa para tentar gravar um deles e eles descobriram, deram-me uma surra, me deixarem nu no outro dia na beira de uma avenida.

THEMISE – Por Maíra! Isso você não me contou! Que canalhas!

VITOR – Mas se eles pensam que vai ficar assim, estão muito enganados, eles mal podem esperar. Mas é melhor irmos agora, falou Goram, foi bom te rever cara.

GORAM – A você também, mano.

Ele troca olhares com Themise de vergonha. Vitor e a indígena saem.

CORTAR PARA:

CENA 09/SÃO PAULO/IMAGENS AÉREAS/TARDE

LEGENDA: DOIS DIAS DEPOIS…

CENA 10/SÃO PAULO/TATUAPÉ/HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/ENFERMARIA DE NEUROLOGIA/TARDE

Rita agradece as flores de Goram, Heloísa, Suzy, André Marcela, Meire e Caio.

RITA – São lindas gente, muito obrigada. Enquanto somos o país que lidera o ranking de assassinatos de pessoas trans, vocês revolucionam indo no sentindo contrário. Mas quase vocês não me pegam por aqui, daqui a pouco tenho alta e amanhã começa a rotina maluca nesse hospital novamente.

Ligar instrumental drama médico. De repente entra na enfermaria, um homem loiro, por volta de uns 40 anos, gritando.

PACIENTE 2 – Moscas por toda parte, moscas estão por toda parte, me deixem em paz. Me deixem em paz. Saem de mim, saem. (E começa a se estapear loucamente)

Close alternado. Heloísa e Suzy ficam na espreita. André se assusta. Marcela estranha. Meire e Caio se desesperam. Goram se aproxima. FADE OUT.

CORTAR PARA:

CENA 11/SÃO PAULO/TATUAPÉ/HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/EXTERIOR/TARDE

FADE IN

MARCELA – Que caso foi aquele?

HELOÍSA – Eu queria bem saber. Parece que vem um novo mistério no ar

SUZY – Eu achei tão estranho ele falar que estava vendo moscas. Porque moscas e não abelhas? Ou até pássaros?

MEIRE – Então pode ser um delírio por um quadro psicótico e as moscas seriam apenas uma subjetividade impressa ao episódio, mas pode ser uma sintomatologia conhecida também de moscas volantes em casos por exemplo que a retina está descolada. O Paciente literalmente vê moscas.

MARCELA – Pai amado, que dor!

CAIO – Não necessariamente há dor, geralmente não há.

GORAM – O paciente parecia bem py’atarova, parecia estar ansioso.

ANDRÉ – Bota ansioso nisso.

O Celular de Meire ressoa.

MEIRE – Amor, temos que gravar nosso vídeo, você terminou o roteiro?

CAIO – Esqueci completamente. E agora?

MEIRE – Não sei, o pior é que prometemos na live de ontem que gravaríamos e postaríamos ainda hoje.

HELOÍSA – Nós podemos ajudar?

SILÊNCIO

MEIRE – Como não pensei nisso antes? Eles podem participar do episódio de hoje.

SUZY – PODEMOS?

CAIO – Sim, vocês podem e tem tudo haver porque iríamos falar das nossas primeiras vivências universitárias, vocês estão vivendo isso, logo…

MARCELA – Somos perfeitos?

Todos riram.

MEIRE – Se alguém tem algo contra que fale agora ou cale-se para sempre.

SILÊNCIO

MEIRE – Fechou então. Vamos começar as entrevistas.

CORTAR PARA:

CENA 12/SÃO PAULO/IMAGENS AÉREAS/NOITE

Mostrar a lua se destacando no horizonte azulado. Anoitece.

CENA 13/SÃO PAULO/SANTO AMARO/ BURACO QUENTE/ CASA DE PAMELA/ SALA DE ESTAR/NOITE

Pamela estranha.

PAMELA – Faz três dias que ele não me procura, mudou o celular e nem sequer me passou o novo.

Sua mãe a surpreende.

ÂNGELA – E você com esse barrigão, né? Que Bonito Pamela de Jesus! Vai ser mãe solteira, além de mal falada aqui na comunidade, vai ter que se virar para cuidar da criança.

PAMELA – Do que você tá falando, mãe?

ÂNGELA – Você achou que ia me enrolar, né? Pois eu ouvi no dia que ele veio aqui, você tá gravida dele e o pior ele quer te pagar uma merreca para cuidar desse filho.

Pamela ficou quieta.

ÂNGELA – Mas ele não vai te deixar sozinha não! Mas não vai mesmo, vai ter que pagar uma boa grana para você se não quiser que eu jogue tudo isso no ventilador.

Ela se levanta agitada e pega uma blusa.

PAMELA – Onde você vai mãe?

ÂNGELA – Caminhar para espairar, não posso? Essa história toda está me deixando mal.

Pamela desconfia quando a mãe sai desatinada.

CENA 14/BOA VISTA//INT. APARTAMENTO DOS GUAJAJARAS/ QUARTO DE ARAPONGA/NOITE

Araponga se levanta da mesinha do computador e tranca o quarto. Ela retira a roupa e fica de sutiã, retorna para a mesa do computador e liga a webcam.

ARAPONGA – Olá, coração, tá gostando do que você tá vendo?

Um nickname chamado “Paulistano Misterioso” manda um emoji de diabinho.

CENA 15 /SÃO PAULO/PARAISÓPOLIS/CASA DE CACAU/SALA DA COZINHA/NOITE

Cacau chega cansada e Fabiana aparece da cozinha.

FABIANA – Nossa, mãe! Que estranho a senhora chegar esse horário, hoje não era seu dia de folga? O que a senhora está me escondendo?

CACAU – Lá vem você com esse papo de novo, estava na casa de Fernanda, pelo amor de Deus, será que preciso repetir isso mais de mil vezes?

Ele vai a caminho do banheiro, não deixando a filha continuar com o assunto, quando uma presença a surpreende.

FERNARDA – Sinto muito, Cacau. Mas você não estava em minha casa, eu estou aqui, vim te visitar a pedido de Fabiana.

Instrumental explosivo. Cacau se vira assustada. Fabiana estava de braços cruzados esperando uma boa explicação para aquela mentira. BIG CLOSE-UP em Cacau.

CENA 16/SÃO PAULO/VILA MADALENA/INT.APARTAMENTO DE RITA/SALA DE ESTAR/NOITE

SILÊNCIO. Rita abre a porta da sala. Tranca a porta. Plano Geral a médica some na escuridão de seu apartamento.

QUARTO DE RITA

Ela chega em seu quarto e deixa sua bolsa em cima do criado mudo. Abre a janela, deixa a luz da rua entrar. VAZIO. Aos fundos, ouve-se cachorros latindo.

SUÍTE

Ela acende a luz e puxa a caixa de remédio em cima do espelho, pega uma cartela específica.

COZINHA

No filtro de barro, enche um copo de vidro, aperta muitos drágeas na mão e toma todos de uma única vez. BIG-CLOSE-UP semblante transtornado.

CENA 17/SÃO PAULO/JD AMÉRICA/MANSÃO DOS MOÇA/SALA DE ESTAR/ NOITE

Goram aperta a campainha da mansão, encontrava-se bem arrumado com um terno.

Élder abriu para ele e veio uma sensação estranha de que ele já o viu em algum outro lugar. Observou um pouco, mas Catarina apareceu vindo a seu encontro.

CATARINA – GORAM!

Ele sorriu.

CATARINA – Como você está? Queira entrar os investidores nacionais estão te esperando com Mateus na sala de jantar.

CORTE DESCONTÍNUO

SALA DE JANTAR

Goram apareceu e Mateus se levantou e foi a seu encontro. SENSAÇÃO DE NÁUSEA COMPLETA.

MATEUS – Goram querido, que bom que veio, os investidores já estão a mesa.

Goram acenou para eles. Alguns o cumprimentaram.

GORAM – Vou só lavar a mão, onde é a jehuha?

MATEUS – O Lavabo é logo ali embaixo da escada, próximo a entrada da cozinha.

Goram se desloca até lá.

Big-close-up nos olhos ambiciosos de Mateus.

CORTE DESCONTÍNUO

Goram termina de enxugar as mãos quando escuta vindo da janela dos fundos, uma discussão, ele sai do lavabo e põe a escutar do corredor.

ÂNGELA – Você não vai sumir da vida da minha filha, seu pilantra. Só por que ela era sua empregada doméstica, não merece ser tratada dessa forma.

BERNARDO – Fale baixo! Aqui não é hora, nem lugar para tratar disso.

ÂNGELA – Que horas vai ser para tratar disso? Porque você sumiu simplesmente e deixou a minha filha grávida de cinco meses de você ou você assume sua responsabilidade de pai e não vem com oferta de um salário mínimo ou eu entro agora nessa mansão e boto a boca no trombone.

Big-close-up em Ângela determinada. Close alternado para Bernardo desesperado. Fechar em Goram satisfeito. Bingo!

CONTINUA…

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