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Falsas Juras – Capítulo 30: Última Semana – Reviravolta

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Escrito por
Wagner Nascimento

Cena 1- Hospital / Quarto de Kelly / Int / Manhã

Continuação imediata do capítulo anterior.

Kelly: O que houve Suzana? O que você fez?

Suzana: É sobre a menina Kelly, eu decidi falar toda a verdade.

Kelly: A menina, a Frida?

Suzana: Sim, está cada dia mais difícil de segurar isso. Eu fui embora do Brasil, não só por que queria seguir minha carreira, foi também para poder guardar este segredo, mas agora que precisei voltar, está difícil.

Kelly: Ela desconfia de algo?

Suzana: Não, mas ela veio me perguntar sobre o pai dela, daí eu tive que falar que ela era adotada. A situação está insustentável.

Kelly: Mas se você já falou que ela foi adotada, o que tem mais nisso. Só com essa informação ela não chegará a lugar nenhum.

Suzana: O problema é que a mulher me viu esses dias no shopping e me reconheceu, depois nós nos cruzamos novamente bem aqui na saída do hospital. Não vou conseguir esconder isso por muito tempo Kelly, eu terei que contar a verdade.

Kelly: Tudo bem então, se já está nesta situação, acho que o melhor é você abrir logo o jogo para ela.

Suzana: É isso mesmo que eu irei fazer, e hoje.

Kelly: Boa sorte.

Suzana: Obrigada, eu vou precisar, está história é mais complicada do que parece.

O médico entra: Kelly, é hora do seus exames. Vamos?

Kelly: Vamos sim.

O médico ajuda ela a se levantar. Os dois saem.

Kelly olha para Suzana: Faço o que é certo.

Suzana sorri.

Cena 2- Delegacia / Sala do Delegado / Int / Manhã

O delegado olha o documento apresentado pelo advogado.

Delegado: Muito bem, ela vai poder esperar o julgamento em liberdade. – ele vira para o policial – tragam-na.

Cela onde Aline está / Int

O policial bate na grade.

Policial: Aline, vamos.

Aline: Aí, finalmente vou sair deste lugar horroroso, já não aguentava mais.

Sala do Delegado

Aline chega.

Cauã a abraça: Mãe.

Exdras: Bem, agora está tudo certo né?

Delegado para Aline: A senhora poderá esperar o julgamento em liberdade. Mas, nada de encrencas viu, ou irá parar no xilindró.

Aline: Julgamento? Quer dizer que eu vou ser julgada por esta palhaçada?

Exdras: Aline por favor, não complica sua situação ainda mais.

Delegado: Racismo é crime, e a senhora foi flagrada. Tem vídeos.

Aline: Eu realmente não mereço.

Cauã: Tudo bem, agora vamos para casa.

Aline: Vamos sim, preciso tomar um banho e tirar a inhaca deste lugar.

Exdras: Mas antes… – ele vira para o advogado – Carlos, cadê o papel.

O advogado entrega o papel para Exdras.

Aline: O que é isso?

Exdras: O nosso divórcio, assine logo porque isso já pendurou demais.

Aline: Divórcio? Isso é um golpe?

Exdras: Aline, você não quer ter mais problemas com a justiça né?

Aline: Tudo bem, você ganhou. – ela pega o papel e assina – pronto, satisfeito?

Exdras: Você não sabe o quanto. Agora vamos.

Eles saem.

Corta para.

Cena 3- Mansão Sodré / Sala / Int / Manhã

Batem na porta. Tânia abre. Suzana entra.

Suzana: A sua patroa está?

Tânia: Quem é a senhora?

Suzana: Meu nome é Suzana, eu preciso falar com ela, um assunto sério.

Tânia: Eu vou chamá-la.

Heloísa descendo as escadas: Não precisa Tânia, eu já estou aqui.

Tânia: A senhora conhece esta mulher?

Heloísa: Sim, deixe-nos a sós.

Tânia sai.

Heloísa encara Suzana: O que você quer comigo? Eu lembro de você, vivia de conversas com meu marido, depois fugiu de mim.

Suzana: Eu sei, mas, eu preciso conversar com você. Preciso te falar a verdade que eu guardei por mais de dez anos.

Heloísa: Você tinha um caso com meu marido, é isso?

Suzana: Não, não é isso. Eu nunca tive caso algum com seu marido, apenas negócios.

Heloísa: Eu não posso nem imaginar o tipo de negócio.

Suzana: Não é nada disso que você está pensando. Mas também isso não vem ao caso, é sobre outra coisa que preciso falar contigo.

Heloísa senta: Conte-me então.

Suzana: É sobre sua filha.

Heloísa fica séria: Minha filha? Mas o que isso vem ao caso? Ela… ela morreu, eu já suepreu tudo isso.

Suzana: Não, ela não morreu. Ela tá viva.

Heloísa fica surpresa: Viva??

Corta para.

Cena 4- Hospital / Quarto de Kelly / Int / Manhã

Kelly volta para o quarto. Daniela está a sua espera.

Daniela: Então, como foi com a Suzana?

Kelly: Foi bem, é sobre uma velha história do passado, mas ela já foi resolver.

Daniela: Que bom. É você, tá pronta para ir pra casa?

Kelly: Mais que pronta. – sorri.

Daniela: Então vamos, você vai passar um tempo comigo no meu apartamento.

Kelly: Eu não quero incomodar.

Daniela: Você sabe que não incomoda. Eu sou sua amiga e vou cuidar de você.

Tomás chega: Kelly. – sorri – que bom te ver já de pé.

Daniela: Nós estamos indo para casa.

Tomás: Fico feliz. – ele vira para Daniela – será que eu posso ficar a sós com ela um instante?

Daniela: Eu vou esperar no carro. – ela sai.

Kelly: Então Tomás, o que foi? Cadê seu garotão?

Tomás: Eu… eu não estou mais com o Fernando.

Kelly: Olha, abusou dele? Ou tem outro?

Tomás: Não é nada disso, foi o Fernando que acabou tudo comigo.

Kelly: Bom, como diz a música, tudo que você faz um dia volta para você.

Tomás: Kelly, eu sofri muito com seu acidente, eu sei, sei que te fiz muito mau, te magoei. Mas, eu estou arrependido, se pudesse voltar no tempo…

Kelly: Infelizmente o tempo não volta, Tomás, o que passou já foi, ficou para trás.

Tomás: Eu sei, eu fiz besteira. Eu não dei valor a mulher fantástica que você é, é só agora percebi isso. Mas..

Kelly: Mas, o que?

Tomás: Eu estou disposto a recomeçar. Me dê uma chance Kelly, em nome dos velhos tempos.

Kelly: Não dá Tomás, eu não te amo mais, eu não quero mais dividir minha vida com você. E outra que eu já estou cansado de relacionamentos fracassados.

Tomás: Eu soube do que aconteceu com o Marlon.

Kelly: Sim, e eu decidi que vou seguir minha vida e SOZINHA. Boa sorte para você, agora eu tenho que ir.

Ela sai. Tomás senta na cama e chora.

Tomás: Eu perdi.

Corta para.

Cena 5- Mansão Sodré / Sala / Int / Manhã

Heloísa fica surpresa com o que Suzana acabara de falar.

Suzana: Sim, sua filha não morreu, ela está viva.

Heloísa: Que brincadeira de mau gosto é essa? Minha filha morreu, eu enterrei ela, o túmulo dela tá lá junto do de Ian.

Suzana: Não, sua filha não morreu, aquela que você enterrou não era sua filha. Era outra criança.

Heloísa com lágrima nos olhos: Como assim? Do que você está falando?

Suzana: Eu vou te explicar tudo direitinho, tudo desde o começo.

Heloísa seca as lágrimas com a mão: Acho melhor mesmo, e uma boa explicação para essa palhaçada.

Suzana: O Ian, seu marido, ele me procurou, me ofereceu dinheiro para que eu pegasse a criança e sumisse com ela, ele não queria a menina.

Heloísa: O Ian? Mas porque? Ele tinha aceitado tudo. Quando ele me conheceu eu já estava grávida, mas, ele aceitou, disse que ia cuidar do meu filho como se fosse dele.

Suzana: Isso foi o que ele disse a você, mas depois ele me procurou. Eu já o conhecia, desde a outra mulher dele. Daí ele me ofereceu uma grana para eu dar um destino a menina. Foi ele, ele junto com um médico do hospital que trocaram sua filha por uma morta.

Heloísa chora: Meu Deus, eu não creio nisso. Eu chorei, sofri tanto por uma filha que não era minha? Vocês tem noção do que fizeram comigo?

Suzana: Tenho sim, e agora, só agora eu sei que não fiz certo, mas, eu tava precisando do dinheiro para poder construir minha carreira. Então eu topei, eu peguei a menina e a registrei em meu nome.

Heloísa: Sua ordinária, maldita. Como pode – ela desaba em choro – como o Ian fez isso comigo? Porque razões ele me fez passar por isso, a gente tinha conversado, ele aceitou criar ela.

Suzana: O problema não está em você. O Ian, ele não tinha filhos, nunca teve. Vocês tentam ter filhos né? Eu suponho que sim.

Heloísa: Sim, mas depois daquela gravidez eu nunca mais consegui.

Suzana: Sim, mas este não era problema seu. O problema estava no Ian, ele não podia te dar filhos. A outra mulher dele se separou dele justamente por isso, ele era infértil.

Heloísa: Mas, ele nunca me falou disso?

Suzana: Orgulho de homem, ele achava que isso ia ferir a masculinidade dele. E foi por isso que ele decidiu dar um fim na sua filha. Ele falou que não ia criar filho de outro homem sabendo que ele jamais ia poder ter um dele mesmo. Ele me procurou e revelou o plano de trocar a menina por uma criança morta e assim fizemis.

Heloísa chora: Maldito, e ele se fingindo perto de mim, chorou comigo a morte da minha filha, me consolou fez aquele teatro todo, acho que eu não tenho sorte para homens, a vida do coloca no meu caminho homens péssimos.

Suzana: Eu decidi contar tudo quando precisei voltar ao Brasil. Depois que eu fiz isso eu me mudei para Portugal. Passei este tempo todo lá. Só que agora não tinha mais como esconder.

Heloísa: E a menina, cadê?

Suzana: Ela está na minha nativa casa, foi criada pelo meu ex marido.

Heloísa: Eu preciso vê-la. Me leve até ela.

Suzana: Claro, claro. Vamos.

Heloísa seca as lágrimas que insiste em cair. As duas saem.

Cena 6- Praia de Copacabana / Ext / Manhã

Cauã e Sofia estão sentados num banco.

Sofia: Quer dizer que sua mãe foi presa por racismo? Isso uma hora ia acontecer.

Cauã: Eu sei, é lamentável isto mas, minha mãe é muito preconceituosa.

Sofia: Eu sei o que é isso, meu pai também é assim. Você acredita que ele expulsou meu irmão de casa por ele ser gay?

Cauã: Sério? Meu…

Sofia: Eu sabia que ele não era um homem liberal. Mas, chegar ao nível de homofóbico, isso é demais.

Cauã: Mas seu irmão está bem?

Sofia: Acho que sim, ele saiu de casa se nunca mais o vi. Estamos todos desolados com isso.

Cauã: É, realmente não é fácil. Mas vamos conseguir passar por tudo isso de cabeça erguida. Isso que é importante.

Sofia: Sim, você tem razão.

Os dois se beijam. Ao fundo toca Caetano Veloso – Cais.

Corta para.

Cena 7- Casa dos Silva / Sala / Int / Tarde

Suzana e Heloísa chegam. Heloísa fica paralisada ao ficar frente a frente com Frida. Uma lágrima rola de eu rosto.

Suzana: É ela.

Heloísa: Minha filha… – as lágrimas rolam.

Frida: O que é isto? Mãe, quem é esta mulher e porque ela está me chamando de filha?

Suzana: Filha, está mulher é Heloísa, sua verdadeira mãe.

Frida: O que?

Heloísa: Minha filha, mais dez anos eu acreditei que você estava morta, mas você tá viva. Vivissima e aqui na minha frente. – chora. – eu posso te dar um abraço?

Suzana: Abraça ela Frida, ela é sua verdade mãe.

Frida abraça Heloísa que continuar a chorar. Ela fecha os olhos emocionada com aquele momento.

Frida: Porque você não me procurou mãe? Porque me deixou crescer aqui?

Heloísa: Te tiraram de mim, eles fizeram eu acreditar que você tinha morrido. Eu achava que você estava lá, morta. Mas graças a Deus não, você não morreu, tá viva e aqui. – ela encara a filha.

Frida: Isso parece um sonho.

Suzana: Mas é a verdade Frida. Tem uma longa história por trás disso mas, a Heloísa te conta depois.

Frida: Então você é mesmo minha verdadeira mãe. – ela encara Heloísa.

Heloísa sorri: Sim, sou.

Suzana: Agora você irá com ela Frida. Você é filha dela agora. Vamos fazer o DNA claro, isso tem que ficar bem esclarecido.

Heloísa: Não. Ela não pode ir comigo. Não agora.

Suzana: Não?

Frida: Você também tá me rejeitando? Saiu de sua casar veio até aqui fazer esta cena toda para depois de abondonou?

Heloísa: Não é isso filha. – ela encara Suzana – eu preciso que ela fique aqui, antes tenho que resolver um problema, lá em casa ela pode está em perigo.

Frida: Mentira, você só tá falando isso porque não me quer por perto. Ninguém me quer por perto. – ela sai chorando.

Heloísa: Eu preciso resolver um problema antes. Depois eu volto para pegá-la e resolver tudo.

Suzana: Tudo bem, eu vou cuidar dela até lá.

Em Heloísa sofrida.

Heloísa: Agora mais que nunca eu tenho que por um ponto final nesta história.

Corta para.

Cena 8- Cabana Abondonada / Int / Tarde

Close em Felipe amarrado a uma cadeira. Ele desperta ao ouvir passos.

Felipe: Quem tá aí? É você né sua viúva infeliz? Veio acabar seu serviço? Vamos apareça. – ele olha para todos os lados amedrontado. – quem tá aí?

Alguém entra pela porta. Está usando uma capa comprida com um capuz que tapa seu rosto.

Felipe aflito: Quem é você?

A pessoa retira o capaz revelando ser Liandra. Com uma máscara tapando metade do rosto.

Felipe surpreso: Você?

Liandra o encara.

Felipe: Você roubou meu dinheiro sua ordinária. Como tem coragem de aparecer aqui? Aliás como me achou aqui? Tá em complô com a viúva dos infernos também né?

Liandra: Claro que não, você acha o que? Acha mesmo que eu peguei o seu dinheiro e fugi? – ela tira a máscara – está vendo isso aqui? Tá vendo está cicatriz? Foi ela, foi aquela infeliz.

Felipe: Heloísa?

Liandra: Ela me obrigou a dar a ela a senha do cofre. Pegou todo o dinheiro e depois tentou me matar, da mesma maneira que ela tá fazendo com você agora. Me trancou numa casa velha e ateou fogo para me matar queimada. Felizmente eu consegui fugi.

Felipe surpreso: Então foi ela, ela fez tudo isso. MALDITA! DESGRAÇADA!!

Em Felipe extasiado corta para.

Fim do Capítulo 30

Continua.-” ”>-‘.’ ”>

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