Flor do Campo

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Capítulo 02

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Novo dia na linda fazenda Flor do Campo. Todos que ali vivem são felizes, pois o ambiente reflete a paz e harmonia vinda de seus patões.

Como de rotina todas as manhãs, Terna sai de sua casa e segue em direção a escola onde leciona para as crianças que moram na fazenda do pai.

CARMOSA: Já está indo minha sobrinha?

TERNA: Sim tia, meus alunos me aguardam.

CARMOSA: Bom trabalho lindinha.

TERNA: Obrigada tia. A cada dia mais apaixonada pela minha profissão. Fiz a escolha certa!

Então, Terna sai e na fazenda já é possível ouvir a buzina da carreta de Romeu, o transportador de gado. O motorista se aproxima, porém com cautela, pois sabe que é o horário que a professora Terna está indo para a escola com seus alunos.

ROMEU: (para o carreta) Bom dia professora! Bom dia crianças.

TERNA: Bom dia seu Romeu. Tudo bem com o senhor?

ROMEU: Tudo bem sim. Mas agora deixa-me chegar na fazenda pra pegar mais um lote de boi. Bom trabalho professora.

TERNA: Obrigada…Vamos meninos.

Romeu então estaciona a carreta enfrente a casa de Orlando e logo se achega.

ORLANDO: Como vai Romeu. Entre pra tomar um cafezinho.

ROMEU: Obrigado seu Orlando. Um cafezinho é sempre muito bom.

Penha, então lhe serve .

ROMEU: O cafezinho de Penha é o melhor da região.

PENHA: Obrigada seu Romeu, é feito com carinho. Por isso tem este sabor.

ORLANDO: Penha é uma ótima cozinheira. Não é  atoa que está aqui a tantos anos.

PENHA: Com licença, agora preciso cuidar dos afazeres da cozinha.

ROMEU: Obrigado Penha.

Penha se retira e os dois continuam a conversar.

ORLANDO: Já pedi para Artur, Martinho e Bento prenderem o gado no curral para embarca-los.

ROMEU: Tudo bem… Sabe seu Orlando, toda vez que venho aqui fico apreciando a beleza da fazenda do senhor.

ORLANDO: Realmente é uma fazenda muito bonita. Foi adiquirida pelos pais a quase 70 anos.

ROMEU: Acho interessante é o fato do senhor ter pensado em seus empregados e ter aberto uma escola para os filhos dos mesmos, ter levantado uma igreja para os fiéis, ter providenciado uma mercearia para atender a todos. O senhor pensou em tudo.

ORLANDO: Sim. Mas isso tudo não são só para os meus empregados, atende a todos da região que queiram usufruir desses benefícios.

ROMEU: Só uma curiosidade: o senhor herdou esta fazenda de seus pais sozinho?

ORLANDO: Não. Essa fazenda é minha e de minha irmã Carmosa. Mas ela não se casou, não teve filhos e preferiu deixar  que eu cuidasse da parte dela. E assim fica tudo junto. Ela não precisa de toda a renda das terras pra sobreviver. Passa a maior parte de seu tempo na igrejinha rezando e auxiliando o padre Zeca. E já está querendo doar sua parte para os meu filhos.

ROMEU: É mesmo? Ela não faz conta de sua herança e o senhor é quem acaba desfrutando de tudo.

ORLANDO: Sim, foi uma decisão dela.Mas desfruto com sinceridade e verdade, pondo ela a par de tudo. Nunca tive interesse no que é dela.

Romeu é conhecido na fazenda por suas inúmeras vezes que já veio até lá para buscar bois para o frigorífico em que trabalha. Mas a sua índole não é conhecida por ninguém. Seu caráter não foi ainda revelado. Nunca deu motivos de desconfiança,mas nunca se sabe o que está em seu coração. No entanto, ao ouvir de seu Orlando, o que se referia a vida de Carmosa, ele teve uma expressão diferente. Não se sabe o que se passou em sua cabeça.

Enquanto isso, os peões, já prenderam o gado, então Romeu se dirige ao curral para embarcar os animais. E entre tantas conversas, Romeu, acaba questionando seu Martinho.

ROMEU: Seu Orlando me disse que essa fazenda é dele e da irmã beata solteirona. E é verdade que ela nunca se casou mesmo.

MARTINHO: Verdade, a fazenda é dos dois irmãos. Ela nunca se casou e agora vai doar a sua parte para os dois filhos de seu Orlando; Terna e Artur.

ROMEU: Interessante!

E enquanto conversam, Rosa passa na estrada em direção à mercearia, e aguça a curiosidade de Romeu.

ROMEU: Moça bonita Martinho. Veja! É solteira?

MARTINHO: É solteira sim. Filha da viúva Jozefa. Mas é uma moça gananciosa, rebelde. Penso que será capaz de qualquer coisa pra subir na vida.

ROMEU: Sério?… Mas a danada é bonita!

Em outro compartimento do curral, Bento e Artur conversam.

BENTO: Preciso lhe falar uma coisa, Artur.

ARTUR: O que é Bento? Pode falar!

BENTO: Não sei se estou sonhando alto demais, mas estou apaixonado por sua irmã Terna.

ARTUR: Rapaz! Que bom!… Mas você já falou isso pra ela?

BENTO: Não! Não tive coragem! Tenho medo dela não gostar da liberdade.

ARTUR: Que isso! Fale pra ela! Terna é muito cabeça feita. Se ela não corresponder, também não irá te tratar mal.

BENTO: E fico pensando também que ela pode achar que é interesse. Pois ela é rica e eu pobre.

ARTUR: Meu amigo o que vale é o sentimento puro e sincero, que se chama amor… Se você gosta de minha irmã, fale pra ela tem o meu apoio… Estou pensando em fazer o mesmo com Sofia, a filha de seu Onofre.

BENTO: É mesmo Artur? Você  gosta dela?

ARTUR: Sim, se ela quiser casarei com ela .

Assim, os dois jovens conversam sobre seu sentimentos, seus medos, seus sonhos e perspectivas.

Na mercearia, Rosa puxa assunto com Sofia e acaba dizendo que tem interesse por Artur.

ROSA: Fico pensando, como que você consegui ficar atrás deste balcão, sem ter um bom rendimento financeiro? Isso não vai te trazer riqueza nenhuma Sofia.

SOFIA: Sabe Rosa, não tenho essa vontade de enriquecer não. Gosto de viver e proveitar a cada momento. Estar com meus pais nesta vidinha, me satisfaz. É a maior riqueza que se pode ter.

ROSA: Pois eu não penso assim. Um dia ainda vou me embora daqui. Cansei dessa pobreza. Vida miserável, sem futuro… Mas se bem que aqui tem Artur, rapaz rico, filho de fazendeiro. Mas ele só pensa em boi e não olha pra gente.

SOFIA: Ele é um bom moço, respeitador, honesto. Sua riqueza não o faz diferente de nós.

ROSA: Sabe que vou dar umas investidas nele. Quem sabe ele se encanta por mim e eu fico rica!

SOFIA: Não faça isso Rosa. Não devemos brincar com os sentimentos dos outros.

Após ter comprado o que queria. Rosa retorna para sua casa e novamente é vista por Romeu, que após ter ficado sabendo por Martinho sobre seu ideais, despertou nele um certo interesse em se aproximar da moça.

ROMEU: Ei muleque, venha aqui.

LOLÓ: Pois não! O senhor me chamou?

ROMEU: Você conhece aquela moça?

LOLÓ: Sim, é Rosa, a mal amada.

ROMEU: Diga a ela que na minha próxima vinda aqui, preciso falar com ela.

LOLÓ: O que você quer com ela?… Ela não gosta de homem pobre!

ROMEU: Não é de sua conta moleque. Faça o que estou te pedindo.

Após embarcar os animais, Romeu se foi, mas em sua mente já está traçando planos, planos estes um tanto quanto maquiavélicos e contará com a ajuda de Rosa para coloca-los em prática.

Não deixem de ler o próximo capítulo.

Continua…

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