No rumo da Vida,
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“Esse Filho É Meu?”

 

[CENA 01 – EMPRESA DE FELIPE/ DIA]
SÉRGIO – Vocês nem estavam casados ainda. Na verdade, vocês tinham rompido o noivado. Eu queria contar na época, mas foram tantos acontecimento na sua vida, um atrás do outro, que não encontrei o momento certo para falar isso. O fato é que… em nome da nossa amizade, eu não podia mais esconder isso de você cara. (fica um silêncio na sala, Felipe e Sérgio ficam apenas se olhando) Fala alguma coisa cara?! Quiser socar minha cara, vá em frente. Só não aguento mais essa pressão. Eu sei que fui um traíra com você, devia ter contando isso antes, afinal peguei a garota que você gosta. Eu o seu melhor amigo.
FELIPE – Se você tivesse me contado um tempo atrás, talvez não teria importância como tem hoje.
SÉRGIO – Como assim?
FELIPE – Eu e Luana nos casamos, ela está esperando um filho meu, quer dizer, uma filha.
SÉRGIO – (surpreso) A Luana está grávida?!
FELIPE – Está, esse caso de vocês durou quanto tempo?
SÉRGIO – Durou pouco tempo, quase nada significante.
FELIPE – Então está resolvido.
SÉRGIO – Como assim? Você não vai me dar nem um soco na cara? Me expulsar da sua empresa ou algo assim?
FELIPE – Não. Bom, agora se você me dar licença Sérgio, tenho uma reunião.
SÉRGIO – Só para deixar claro, é… está tudo certo entre a gente? (Felipe confirma com a cabeça)
FELIPE – Você conhece a saída né. (Sérgio confirma com a cabeça e sai da sala confuso com o que aconteceu)

Anoitecendo…

[CENA 02 – CASA DO FELIPE/ Q. DE FELIPE/ NOITE]
(Felipe chega em casa, e sobe direto para o quarto. Ele entra e repara que Luana está no banho, ele senta na cama e espera ela sair)
LUANA – Chegou cedo?
FELIPE – Quando você ia me contar que você e o Sérgio tiveram um caso?
LUANA – Como você soube disso? Foi o Paulo quem contou? Eu pedi um tempo para ele, que eu mesma iria contar…
FELIPE – O Paulo sabia disso? Quer dizer então que só eu que não sabia, que minha noiva e meu melhor amigo, estavam tendo um caso, nas minhas costas.
LUANA – Eu iria te contar hoje à noite Felipe.
FELIPE – Pois bem, conte, quero ouvir essa história.
LUANA – Posso pelo menos me vestir?
FELIPE – Seja rápida!
(tempo depois…)
LUANA – Isso aconteceu quando a gente tinha rompido o noivado, naquele dia na praia.
FELIPE – Quando você terminou comigo!
LUANA – Eu estava cansada de você não dar importância para mim, então decidi ir atrás de alguém que me daria atenção.
FELIPE – Aí você foi atrás do meu amigo?
LUANA – Eu nem sabia que ele era seu amigo. A gente se conheceu numa balada, ficamos uma vez só. Ele que veio atrás de mim nos dias seguintes. Eu só fui descobrir que vocês se conheciam, pouco tempo depois.
FELIPE – E quando você descobriu, vocês continuaram se encontrando?
LUANA – Não. Disse para ele parar de vir atrás de mim, porque eu te amava.
FELIPE – (ri) Me amava.
LUANA – Eu te amo Felipe, mesmo você não acreditando.
FELIPE – Você ama o meu dinheiro, Luana. Foi por isso que você casou comigo. (fica um curto silêncio no quarto, até que Felipe pergunta) Essa criança é minha Luana?
LUANA – Claro que é.
FELIPE – Não sei. Não sei com quantos amigos meus você ficou?
LUANA – Você está me ofendendo, Felipe.
FELIPE – Vou espera essa criança nascer, depois vou exigir um teste de paternidade com ela.
LUANA – Não vou permitir que você me submeta a mais essa humilhação Felipe.
FELIPE – Você não tem direito de permitir nada. Vou tomar banho, e desço para jantarmos. (Felipe levanta da cama e caminha em direção ao banheiro)

[CENA 03 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO)/ Q. DAS MENINAS/ NOITE]
PAULA – Não acredito que você não vai sair mais com o Miguel?
CARLA – Não vou, Paula.  Terminamos, agora cada um vai seguir o seu caminho.
PAULA – Vocês mal começaram, já terminaram? Alguma coisa está acontecendo, eu te conheço, me conta?
CARLA – Não está acontecendo nada, Paula. Simplesmente eu e Miguel não daríamos certo.
PAULA – Por que não?
CARLA – Porque não daríamos Paula. E vamos parar de falar nele. O único assunto que eu quero pensar agora, é no nosso pai.
PAULA – É, mas antes de tocarmos neste assunto, você não acha que devemos resolver outro assunto.  Procura um pai para estas crianças.
CARLA – Eu vou criar eles sozinhos. Que nem a mamãe criou a gente.
PAULA – Você acha que eles não vão sentir falta a presença de um pai na vida deles? Nos aniversários? Quando estiverem estudando, e verem as outras crianças sendo buscadas pelos pais?
CARLA – A gente precisou de um pai, Paula?
PAULA – Você talvez não. Mas eu sempre precisei. Sempre via minhas amigas brincando com os pais delas, sendo buscada na escola. Enquanto o meu, eu acreditava que estava morto.
CARLA – A mamãe sempre deu tudo para gente.
PAULA – Eu não estou reclamando disso, Carla. Estou falando a falta de um carinho de um pai. De passear no parque com seu pai. Toda criança precisa dessa experiência.
CARLA – Tem muitas crianças que conseguiram viver sem um. As minhas não serão diferentes.

[CENA 04 – APARTAMENTO DO SÉRGIO/ SALA/ NOITE]
(Sérgio chega em casa ainda confuso, e se deita sobre o sofá)
ADRIANO – Onde estava?
SÉRGIO – Estava com o Felipe. Contei tudo para ele.
ADRIANO – Finalmente. E então, o que foi que houve?
SÉRGIO – Nada. Contei para ele, e ficou tudo certo entre a gente.
ROBERTO – Ele aceitou numa boa?
SÉRGIO – (confirma com a cabeça) Eu também não entendi. Vocês sabiam que a Luana está grávida?
ROBERTO – Não!
ADRIANO – O que você está pensando cara? Você não acha que a Luana está grávida de você, né?
SÉRGIO – E se estiver? Eu tenho direito, vocês não acham?
ROBERTO – Cara, ela está casada com o Felipe. Deixa as coisas como estão.
SÉRGIO – Não. Não posso, eu preciso saber quem é o pai desta criança. (se levanta e volta a sair de novo)
ADRIANO – Saindo de um, e entrando em outro problema.

[CENA 05 – CASA DO MIGUEL (SÃO PAULO)/ SALA/ NOITE]
MIGUEL – (vem descendo as escadas, e pega Karina e Lucas, se beijando no sofá) Eu não vi nada, continue o que estão fazendo, estou indo direto para cozinha.
LUCAS – Não se preocupa cunhado, não iniciamos nada ainda.
KARINA – Precisando de alguma coisa irmão?
MIGUEL – Um copo d’água.
KARINA – Porque você não me chamou. Eu levaria para você.
MIGUEL – Eu também sei buscar irmã.
KARINA – Mas você acabou de levar um tiro, tem que repousar. Então, volta para o seu quarto, que eu vou buscar sua água.
LUCAS – Eu fosse você obedeceria.
MIGUEL – (brinca) Voltei a ser criança de novo. (volta para quarto rindo)
KARINA – E você, não saia daí. Vou levar a água para ele, e volto pra gente continua onde paramos.

[CENA 06 – CASA DO BEATRIZ/ SALA/ NOITE]
(Beatriz, Thomas e Samuka estão na sala. Thomas não sabe, mas eles estão esperando mais alguém para o jantar desta noite)
THOMAS – O que estamos esperando para ir pra mesa?
BEATRIZ – Um convidado.
THOMAS – Quem?
BEATRIZ – Ele deve estar chegando. (campainha) Deve ser ele. (empregada vai abrir à porta, e Frederico entra)
FREDERICO – Boa noite.
THOMAS – Não acredito que você chamou esse cara para jantar com a gente?
BEATRIZ – Ele é meu convidado desta noite.
THOMAS – Você vai permitir que esse canalha volte novamente para a sua vida? Depois de tudo o que ele fez Beatriz?
FREDERICO – Beatriz não guarda rancor que nem você, Thomas.
THOMAS – Minha irmã é inocente, em acreditar em um canalha que nem você.
BEATRIZ – Vamos parar com isso na frente do menino.
FREDERICO – E aí campeão? Como é que você está?
SAMUKA – Bem.
FREDERICO – Está fazendo o que te pedi?
SAMUKA – Sim. (Frederico fica com o menino no sofá, quando Thomas pega o braço da irmã, e a puxa para perto da escada)
THOMAS – Foi para isso que você adotou esse menino, para trazer ele de volta para essa casa?
BEATRIZ – Não. Eu sempre quis ser mãe. E você sabe disso.
THOMAS – Eu não vou permitir que esse cara volte para está casa.
BEATRIZ – A casa é minha Thomas. Você estar aqui, porque eu permito. Se não estiver à vontade, a porta da rua está aberta.
THOMAS – Você fez sua escolha Beatriz. (ele sobe para o quarto, e Beatriz volta para sala)
BEATRIZ – Então, quem estar com fome? (Samuka e Frederico respondem juntos)
FREDERICO – Euuu.
SAMUKA – Euuu.

[CENA 07 – CASA DO FELIPE/ Q. DE FELIPE/ NOITE]
(Luana continua sentada na cama, quando Felipe termina de vestir seu pijama)
LUANA – Então vai ser assim agora? Você não vai falar mais comigo? (quando ela falava sozinha, ele se preparava para deitar) Sua mãe percebeu que estava acontecendo alguma coisa lá embaixo na hora do jantar. (ele vai até o banheiro, volta, e se deita na cama, e vira de costas para ela. Ela se levanta, e vai para o banheiro. Lá, em frente ao espelho, chora)

[CENA 08 – CASA DA BEATRIZ/ SALA/ NOITE]
(Frederico está sozinho na sala, quando Beatriz vem descendo as escadas)
BEATRIZ – Pronto, ele já dormiu.
FREDERICO – Acho que tá na hora de eu ir indo. Obrigado pelo convite.
BEATRIZ – Se você quiser, eu posso dar uma carona para você? (Thomas vem descendo as escadas, com duas malas nas mãos) Não acredito você vai continuar com essa birra?
THOMAS – Não são birras, você que fez a sua decisão Beatriz.
BEATRIZ – Para com isso Thomas, guarda logo suas malas em seu quarto.
THOMAS – Não Beatriz, eu vou embora.
FREDERICO – Você não precisa fazer isso.
THOMAS – Você não decide o que faço ou devo fazer da minha vida.
BEATRIZ – Mas eu sim, e não vou permitir que meu irmão saia essa hora da noite, sem saber para onde ir.
THOMAS – Não vou ficar na rua, eu já aluguei um quarto de hotel. (olha para Frederico) Espero que você esteja satisfeito, afinal, você conseguiu enganar minha irmã direitinho.
FREDERICO – A sua irmã já me perdoou, então não vejo problema nenhum em continuarmos sendo amigos. Eu já disse para a sua irmã, mas vou repetir para você…
BEATRIZ – Não precisa fazer esse trabalho, Frederico. Já que meu irmão cabeça dura, só faz as coisas do jeito dele…
THOMAS – Não é assim Beatriz, eu só não aceito que você permita que um cara canalha, que mentiu, enganou você, volte para a sua vida novamente.
BEATRIZ – Mas é a minha vida, portanto, eu permito quem quiser entrar nela.
THOMAS – Disse bem, sua vida. (Thomas não diz mais nada, e sai sem dar boa noite a ninguém)
FREDERICO – Eu estou me sentido culpado agora, Thomas saiu de casa por minha culpa.
BEATRIZ – Não, não se culpe por birra do meu irmão. Uma hora ele vai ver que está errado. Então, você vai aceitar minha carona?
FREDERICO – Melhor não, obrigado. Você tem um menino para olhar ali em cima.
BEATRIZ – Então tudo bem, te acompanho até a saída. (Beatriz acompanha Frederico até a saída)
FREDERICO – Boa noite, o jantar foi ótimo.
BEATRIZ – Boa noite. (Frederico vai embora)

Amanhecendo…

[CENA 09 – CASA DO JUNIOR/ COZINHA/ DIA]
(Joana desperta, e se sentido melhor, decide ir até à cozinha)
JOANA – Bom dia.
HILDA – O que faz levantada essa hora filha? Anda, volta para cama. Repouso absoluto.
JOANA – Eu estou bem sogra. Nós estamos bem. (passa a mão em sua barriga)
HILDA – Filha, eu trabalho muito com sinais… e esse sangramento, é um sinal de que você tem que se cuidar.
JOANA – Eu estou bem, é sério.
HILDA – O Junior não vai gostar nada, saber que você não está obedecendo as ordens do médico.
JOANA – Por isso que eu esperei ele ir para o trabalho.
HILDA – A criança está bem? Estou preocupada com você Joana.
JOANA – Eu estou bem sogra. Não se preocupa. Quer ajuda?
HILDA – Não, não precisa. Vou preparar algo para você comer, então.

[CENA 10 – CASA DA ROSÁRIO (SÃO PAULO)/ COZINHA/ DIA]
(Carla vem descendo as escadas, e esbarra em Diego entrando na cozinha. Ela não o cumprimenta, e passa direto para a cozinha)
DIEGO – Você não vai falar comigo? Eu não sou o tipo de cara que você está pensando Carla. (segura o braço dela) Eu gosto de você.
CARLA – Me larga.
DIEGO – Você não pode ficar me evitando para sempre. Olha pra mim, quando eu falo com você. CARLA? (segura pelo braço dela mais forte)
CARLA – Me larga, se não vou gritar.
DIEGO – Não tem ninguém em casa.
CARLA – A Paula está lá em cima.
DIEGO – Você vai ter que me ouvir. Eu tentei não ser grosso com você. Eu não quero tomar atitudes que vão contra ao meu caráter, mas você não está me dando outras opções.
CARLA – Você não manda em mim, Diego.
DIEGO – Você gosta muito da sua irmã né?
CARLA – Não pensa em tocar nela. Isso é entre a gente.
DIEGO – Sabia que o mesmo cara que fez aquele assalto, está por aí. Pronto, para realizar um novo assalto, há qualquer momento.
CARLA – Você não pensaria em fazer isso?
DIEGO – Queria apenas que a gente ficasse juntos. (tenta beijar ela, mas ela vira o rosto) Éramos tão felizes quando crianças. Vivíamos sempre juntos. Até que você foi embora, e acabou me esquecendo. Mas eu nunca te esqueci Carla… (puxa mais perto dele) Eu vou fazer você gostar de mim de novo. Você vai ver.
CARLA – Me larga, você está me machucando Diego. (consegue sair dos braços dele)
DIEGO – Mande sua irmã tomar cuidado, quando ela estiver andando na rua. A cidade anda muito violenta. (Paula entra na cozinha, e Diego sai)
PAULA – O que foi Carla? Você está chorando? Aconteceu alguma coisa aqui?
CARLA – Me abraça. Me abraça irmã. (Carla abraça sua irmã chorando, e sem entender nada, Paula faz um carinho em sua cabeça)

[CENA 11 – CASA DO FELIPE/ Q. DO PAULO/ DIA]
(Luana invade o quarto de Paulo, que estava enrolado só de toalha)
PAULO – O que é isso?
LUANA – Foi você quem contou para o Felipe, que eu o Sérgio tivemos um caso?
PAULO – Não. Ele já sabe?
LUANA – Sabe. E agora ele não está falando mais comigo. Se não foi você, quem que contou para ele.
PAULO – Sérgio talvez. (veste a camisa)
LUANA – Ele não contaria sem me comunicar antes.
PAULO – Alguém mais sabia dessa história?
LUANA – Não.
PAULO – Então foi ele.
LUANA – Ele vai me pagar por isso. (sai do quarto dele, e vai direto para sala. Pega sua bolsa, caminha até a porta, abre e dar de cara com Sérgio)
SÉRGIO – Esse filho é meu, Luana?

Continua no Capítulo 42…

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