CENA 1. CAMPO DE FLORES. EXT. DIA

Continuação imediata da cena do capítulo anterior, com Alexandre desafiando Robin para um duelo.

ALEXANDRE  – Então, aceita ou não o meu duelo!

Robin solta Guilhermina, que vai correndo para os braços de Patrício.

ROBIN  – Cuidado com isso, Alexandre. Você pode se machucar hahahaha! Sabe ao menos como manusear uma arma, meu jovem?

ALEXANDRE  – (furioso) Não me chame de meu jovem, seu porco desprezível!

ROBIN  – Me xingando você só mostra seu desespero. Eu sou o bandido mais temido de todo o reino! Ninguém é páreo pra mim!

ALEXANDRE  – Eu vou mostrar quem é que está com medo aqui!

Neste momento chega a carruagem com a família real veselina. Ao ver Daniela lá, Alexandre fica confuso.

ALEXANDRE  – (pensando) O que ela está fazendo na carruagem real? Será que ela…

ROBIN  – O que foi? Não consegue agir na presença do rei? Eu não vou poupar a sua vida só porque tem rei, rainha e princesa aqui.

ALEXANDRE  – Princesa?

Então ela era a princesa de Veseli. Alexandre não poderia imaginar isso nem nos pensamentos mais absurdos.

Augusto estava analisando tudo o que estava acontecendo. Viu que Alexandre estava tomando conta de toda a situação. Decidiu chamá-lo.

AUGUSTO  – Venha cá, meu jovem.

ALEXANDRE  – Vossa Majestade, o que quer de mim?

AUGUSTO  – Entre aqui. Precisamos discutir algumas coisas.

Alexandre e Daniela se olham. Imediatamente o beijo deles veio à memória de ambos. Augusto observa o olhar forte dos dois.

AUGUSTO  – Vocês se conhecem?

Os dois ficam muito sem graça. Daniela cora.

ALEXANDRE  – É… eu…

DANIELA  – Ele… ele me salvou.

AUGUSTO  – Salvou?

DANIELA  – É. Eu estava me afogando no rio e ele me salvou.

AUGUSTO  – O quê? Você se afogou no rio? Quando?

DANIELA  – Já passou, pai. Já passou.

AUGUSTO  – Isso reforça o que eu tenho pra te propor, rapaz.

ALEXANDRE  – Proposta? Do rei?

AUGUSTO  – Sim.

ALEXANDRE  – Acho que não tenho nada para oferecer ao rei, Majestade.

AUGUSTO  – Tem sim. (aponta para a arma que Alexandre carrega) Você pode deter Robin?

ALEXANDRE  – É exatamente isso que eu vim fazer, Majestade. E não vou sair daqui até que um de nós esteja morto.

DANIELA  – O quê? Você vai arriscar a sua vida pra…

AUGUSTO  – (corta) Ele é um homem de coragem, minha filha.

ALEXANDRE  – Robin rouba o povoado há muito tempo. Hoje isso terá um fim.

AUGUSTO  – Muito bem. Vá em frente, rapaz.

 

CENA 2. CARRUAGEM DA FAMÍLIA REAL FRANCESA

O príncipe Rogério está em absoluto terror. Carlota está com cara de tédio.

ROBIN  – O salvador de vocês parece que se acovardou. Esse será o fim de vocês.

CARLOTA  – Olha aqui, seu insolente! É melhor o senhor parar de ameaçar a família real de um país europeu. Nesta carruagem estão as pessoas mais poderosas de toda a França!

ROBIN  – Que agora estão em minhas mãos. Minhas mãos e nessa arma aqui. (aponta a arma para eles)

ROGÉRIO  – Não me mate, por favor! Eu sou muito jovem pra morrer! Ó, poderoso contraventor, tenha piedade.

ROBIN  – (sorrindo) Esse é o príncipe de um país. Hahahaha!

CARLOTA  – Você já roubou todo o nosso ouro. Por que não vai embora de uma vez?

ROBIN  – Porque eu tenho contas a acertar.

CARLOTA  – Eu tenho certeza que não é comigo ou com o meu filho.

Alexandre surge à porta da carruagem.

ALEXANDRE  – É comigo, Robin. Vamos! Deixe eles em paz e venha acertar as contas comigo.

ROBIN  – (com um sorriso) Tudo bem. Vamos.

 

CENA 3. CASA DE ODETE. INT. DIA

Odete estava apreensiva. Não sabia por quê. Alexandre não dormira em casa na noite anterior.

ODETE  – Só falta ele ter dormido na casa da sirigaita da Maria. Não, ele não seria tão estúpido. Isso é exatamente o que ela quer. Forçar o meu filho a se casar com ela. Mas por que ela se interessaria por um homem pobre como o meu filho. Ela sempre foi ambiciosa. Sempre foi…

Odete tem um insight.

ODETE  – Não. Não é possível.

Odete tem um flashback. Lembra-se do dia em que flagrou Maria procurando algo em sua casa.

ODETE  – Como ela sabe?! Não teria como… ai meu Deus!

Ela vai correndo ao seu quarto. Em um fundo falso do guarda-roupa estava…

Quando Odete iria pegar o que procurava, Patrício e Guilhermina entram em sua casa gritando por ela. Odete se assusta.

PATRÍCIO  – Dona Odete!

ODETE  – (assustada) O quê? Que foi?

PATRÍCIO  – A senhora está bem?

ODETE  – Estou, estou sim. O que você quer?

PATRÍCIO  – A coisa ficou feia. Robin e Alexandre estão duelando.

ODETE  – O quê?

GUILHERMINA  – Robin e Alexandre estão duelando, um duelo de…

ODETE  – (corta) Armas? Ai meu Deus! Meu filho vai ser atacado! Eu quero ir pra lá.

PATRÍCIO  – Eu não aconselharia, a senhora…

ODETE  – (corta) Eu não pedi a sua opinião! Estou indo pra lá agora mesmo!

PATRÍCIO  – Espere! Nós vamos com a senhora.

ODETE  – Então vamos logo!

Quando eles estavam saindo da casa de Odete, Maria vê a movimentação e vai até lá para ver  o que estava acontecendo. Odete revira os olhos.

ODETE  – O que quer aqui, sua aproveitadora.

MARIA  – Que eu saiba quem é o aproveitador é o seu filho, minha sogra querida.

ODETE  – Eu não sou a sua sogra.

MARIA  – Veremos.

GUILHERMINA  – Eu não queria interromper a prosa de vocês, mas temos que ir, dona Odete.

MARIA  – Para onde vão?

ODETE  – Não é da sua…

GUILHERMINA  – Alexandre e Robin estão duelando. Um duelo de armas.

MARIA  – E ninguém ia avisar a noiva dele?!

ODETE  – Se quiser ir vamos agora. Não podemos perder mais tempo.

E os quatro vão em direção ao campo de flores.

 

CENA 4. CAMPO DE FLORES. EXT. DIA

O clima está extremamente tenso entre Robin e Alexandre.

ROBIN  – Então! Vai acovardar feito um maricas? Lute como homem!

ALEXANDRE  – Eu lutaria como homem, mas você prefere se esconder atrás de uma arma de fogo.

ROBIN  – Cada um luta com as armas que tem, meu amigo.

ALEXANDRE  – Eu não sou seu amigo!

Momentos de tensão. Maria, Patrício, Guilhermina e Odete chegam neste momento. A família real francesa e veselina estão assistindo ao duelo, ansiosos.

Alexandre parte pra cima de Robin, cego de ódio. Os dois entram em luta corporal.

ROBIN  – Seu desgraçado! Me solta! O duelo é de armas.

ALEXANDRE  – Eu vou tirar essa arma de você. Lutaremos de mãos limpas.

A luta corporal continua. Todos à volta estão apreensivos. A tensão atinge o ponto máximo. No ímpeto da luta, o gatilho é acidentalmente disparado. O som alto e seco de tiro é ouvido. Alguém fora atingido.

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