Do Autor
MARCELO MAIA
Colaboração: Thiago Santos
Capítulo 03
[NO CAPÍTULO ANTERIOR]
ISABEL – Bom dia crianças.
LUIZ – Crianças. – Sorrindo.
ISABEL – Vamos falar sobre o bimestre…
JAQUELINE -…Não tem um assunto melhor?
ISABEL – Até tem Jaque, mas acho que está na hora de falar sobre provas.
LUIZ – Mas já passamos por provas.
ISABEL – Apenas uma vez… Vou ter que passar o cronograma para vocês de novo.
AMANDA – Por mim tá tranquilo.
ISABEL – E para você Irã? Pâmela? Diogo? Está tranquilo para vocês? E todos da classe?…
PÂMELA – sorrindo – Deve estar né.
IRÃ – Tá suave professora.
DIEGO – Tem opção?
LUIZ – AE sim é resposta… – sorrindo.
ISABEL – Você brinca com tudo né LUIZ, nada é levado a serio!
LUIZ – Cai na real professora, cê é de família rica e vem da aula na perifa e ainda quer que aqui seja top?… Pow meu vai dar aula na Paulista, lá sim e cheio de patricinhas, igual essa aí.
PÂMELA – Sou muito patricinha mesmo, querido, se não gostou vira do avesso ridículo.
LUIZ – Zoada mesmo em, mete o louco, patricinha da perifa.
ISABEL – CHEGA! – Falando alto.
DIRETOR WLAD – passando no corredor ouve a gritaria, imediatamente ele vai até a sala – O que está havendo aqui?
ISABEL – Briga como sempre!
DIRETOR – De quem desta vez?
ISABEL – Luiz e Pâmela.
PÂMELA – EU… Claro que não, estava apenas me defendendo.
DIRETOR – Vamos agora para minha sala. Chega de bagunça, logo cedo esse inferno.
CENA 01 – CONTINUAÇÃO IMEDIATA ESCOLA/ SALA DE AULA AO LADO/ INT.
SU – SOCORRO.
DIRETOR – No corredor com Pâmela e Luiz ouve e diz – De novo. – Anda em direção a sala.
SU – Wlad, pelo amor de deus, me ajude! Essas pestes vão me deixar louca.
DIRETOR – Não fale assim, são uns anjos.
SU – Cê tá de brincadeira né?
DIRETOR – Deveria?
SU – Eu pago para você dar aula em meu lugar!
DIRETOR – Deus que me livre, jamais quero dar aula aqui.
SU – olha para o diretor – Realmente você é doido.
LUIZ – Posso voltar para sala?
DIRETOR – Vai antes que eu me arrependa. Ahhh avisa para a professora de vocês que dei um esporro. – Luiz E Pâmela saem andando.
SU – Isso é errado Wlad.
DIRETOR – Tudo nessa escola é errado né!
SU – Isso é verdade. – sorrindo.
CENA 02 – NOITE/ QUADRA DE FUTEBOL DO BAIRRO/ EXT.
RAUL – Hoje eu só quero fazer gol.
Todos – Comentando e conversando alto.
DORA – Aparece – Raul?
RAUL – Vai até Dora – Fala…
DORA – Precisa ser grosso meu amor.
RAUL – Não sou seu amor, nunca fui. E tenha certeza que nunca serei.
DORA – Sorrindo – Porque diz isso baby. Agente se ama você sabe!
RAUL – Agente ou você?… Acho que acabou tudo né, você não lembra o inferno que você fez na minha vida?
DORA – Vamos esquecer o passado.
RAUL – Claro, vamos.
DORA – Sorrindo e com esperanças – Sério.
RAUL – Claro, começando com você! Quero esquecer que você existe, aí esquecerei totalmente o passado.
DORA – Estupido mesmo em!
RAUL – Me deixa em paz Doralice.
DORA – Eu nunca vou te deixar em paz. Porque eu amo você!
RAUL – Mas eu já não te amo mais.
AMIGO – Vamos logo Raul, o jogo vai começar.
RAUL – Já estou indo… Aproveita Dora, e vai embora também, esqueça que eu existo. – Vai ao encontro dos amigos para jogar.
DORA – Sussurrando – Nunca vou te esquecer. Se você não me aceitar eu vou fazer da sua vida um inferno.
O jogo começa, e todos se movimentam no campo, é muita alegria e sorrisos. Já passaram 20 minutos e nenhum gol foi feito. Há varias pessoas torcendo, uma grande gritaria. Todos do bairro são apaixonados por futebol e principalmente pelo desempenho do time da vila.
Dora – Gritando na multidão – Faz gol pra mim meu homem.
As Marias chuteiras ficam olhando para quem ela está a gritar. Até que uma delas questiona:
MOÇA – Cê tá gritando pro meu homem sua safada?
DORA – Sorrindo – Seu homem?
MOÇA – Sim querida, você é surda? Eu disse meu homem, porque ele é meu.
DORA – Se enxerga louca, não tô aqui pra ficar correndo atrás de macho não sua louca.
MOÇA – Saí lá do asfalto para mexer com nossos homens. Tô valendo nada mesmo.
DORA – Realmente você não me conhece né, não sou do asfalto e o homem é meu.
MOÇA – Fia, eu só não meto a mão na sua cara porque não me rebaixo a essas putinhas igual a você.
DORA – Mas eu me rebaixo. – Mete um tapa na cara da MOÇA que lhe perturba na arquibancada, e imediatamente aglomera pessoas.
RAUL – Falando para o goleiro – Ih cara, tá rolando maior barraco na arquibancada.
AMIGO – Deve ser as Marias Chuteiras.
RAUL – Cara isso tá com cara de DORA.
AMIGO – Sorrindo – Aquela sua ex-mulher desequilibrada e barraqueira? Ela está aqui?
RAUL – Sim, a maluca veio dizendo que me ama.
AMIGO – Cai fora em, isso é furada, cê mesmo sabe disso. A vila toda sempre te disse que ela era louca e não prestava.
RAUL – Quer saber, eu vou pra casa, deixa essa louca se matar aí sozinha. Falou. – Sai do campo correndo.
CENA 03 – NOITE/ MANSÃO DOS GUERRA/ INT./ SALA.
ISABEL – Entrando em casa – Boa noite meninas.
LUBY – Boa noite querida.
JULIA – Boa Noite Isa, tudo bem?
ISABEL – Bem e com vocês?
LUBY – Ótima obrigada.
ISABEL – Não por isso… Sabe se meu pai já chegou?
LUBY – Ainda não, ele foi para o restaurante logo cedo, disse que tinha pendências, mas também não me disse nada.
ISABEL – E Make?
JULIA – Está se arrumando, vamos ao shopping gastar.
ISABEL – Hm…
LUBY – Não gosta de gastar querida?
ISABEL – Com meu salário de professor?… Acho que não dá. Compro o necessário e vivo muito bem.
LUBY – E se conforma com isso?
ISABEL – Às vezes não temos escolhas, apenas fazemos o que tem que ser feito. Não quero viver igual a uns e outros por ai!
LUBY – É uma indireta querida?
ISABEL – Não, nunca faria isso. Mas digo o que penso.
LUBY – Às vezes é bom ficarmos calados, conserva os dentinhos.
ISABEL – É uma ameaça?
LUBY – Não querida, apenas um ditado popular. Apenas isso.
ISABEL – Me dá licença, meu dia foi muito estressante, necessito descansar.
JULIA – E eu gastar.
LUBY – Que fofa você.
ISABEL- Sussurrando – Nojo.
LUBY – O que querida?
ISABEL – Estou subindo, vou descansar. Quando meu pai chegar avise que preciso falar com ele. – Sobe para o quarto.
LUBY – Você confia nela?
JULIA – Nenhum pouco.
LUBY- É falsa, uma garota que aparentemente é adorável, mas não presta.
JULIA – Eu acho a mesma coisa.
LUBY – Não é atoa que achamos isso, o pai dela nada em dinheiro, e ela prefere ser uma professora de escola publica ainda por cima. Fico indignada.
JULIA – Espirito de pobre madrinha.
MAKE – Descendo a escada – Vamos amor…
JULIA – Levanta e diz – Claro meu amor. – Saem.
LUBY – Gaste muito. – Sorrindo.
CENA 04 – CASA RAUL/ SALA DE ESTAR/ INT/ NOITE.
WALDA – Você pegou sim Linda.
LINDA – Eu não peguei, já disse que não peguei.
WALDA – Pegou sim, eu tenho absoluta certeza.
LINDA – Tudo nessa casa sobra pra mim.
WALDA – Porque será né?!
ROSA – Porque né?
GIL – Porque mesmo né?…
WALDA -… Complô monstro em, a família toda me apontando o dedo. – sorrindo.
ROSA – Maldita hora que fui namorar aquele dia, e veio logo duas.
GIL – Maldita hora que você foi falar mal da vizinha briguenta e fofoqueira né, não consegue segurar a língua, suas filhas são tudo aquilo que você mais odiava.
ROSA – Oxe, eu odeio ainda.
GIL – Mas cabra, como você pode odiar se você vive fofocando com as vizinhas?
ROSA – Tá cá peste é, filho do cabrunco.
GIL – Só a realidade meu amor.
ROSA – Some daqui agora. – Nervosa.
RAUL – Entra correndo e cansado.
ROSA – Tá correndo da policia meu filho.
RAUL – Muito pior mãe.
GIL – Do demônio.
RAUL – Sorrindo – Literalmente.
ROSA – DORA?
RAUL – Sim.
WALDA – Doralice, sua ex-mulher possuída?
RAUL – Sim.
LINDA – Aquela louca varida? – sorrindo.
ROSA – É ela mesma, aquela filha da peste. O que ela tá fazendo aqui?
RAUL – Ela veio com um papo que me amava, cheia de blá blá blá.
ROSA – E tu?
RAUL – Eu o que?
ROSA – Caiu no papo daquela doente?…
GIL -… Espero que não.
RAUL – Deus me livre, deixei ela lá, estava rolando o maior barraco.
WALDA – Com a Dora?
GIL – Sempre ela né.
RAUL – Não sei se era com ela. Mas que estava uma briga feia estava.
LINDA – Porque você não foi lá defender ela.
ROSA – Tá louca Linda?… Quero ele distante daquela doente.
RAUL – Eu quero distancia dela.
GIL – Esperamos né, porque ela já devastou sua vida uma vez. Acho que chega né?
ROSA – Aquilo é um furacão maldito. Fica espero viu, se ela bater aqui na porta eu dou na cara dela.
CENA 05 – NOITE/ RESTAURANTE/ INT.
ISABEL, SU e LUANA, adentrando o restaurante e são recepcionadas pelo gerente.
CAIO – Boa noite meninas.
LUANA – Boa noite moço lindo.
ISABEL – LUANA…
LUANA – O que é? Não posso?
SU – Não né, ele deve namorar.
CAIO – sorrindo – Posso levar vocês até uma mesa?
ISABEL – Caio, meu pai ainda está por aqui?
CAIO – O Senhor Nido já se foi, disse que iria ao shopping comprar uma surpresa para a senhora sua esposa.
ISABEL – Meu pai está besta mesmo por essa mulherzinha.
SU – Você não gosta dela?
ISABEL – Como você vai gostar de uma pessoa que te odeia, quer sempre te ver pelas costas. Impossível né Su.
SU – Complicado mesmo.
LUANA – Complicado é ficar aqui plantada em pé nesse salto gigante.
CAIO – Por favor, meninas, me acompanhe. – Sai andando pelo restaurante e levando as meninas até a mesa.
SU – Obrigada.
ISABEL – Obrigada.
LUANA – Só não te dou um beijo agora porque você está em seu horário de trabalho.
ISABEL – Sorri – Se comporta menina.
CAIO – Imagina, foi apenas um comentário. – Sai da mesa.
SU – Como você tá oferecida Luana.
LUANA – Com um gato desse meu amor, eu até me jogo.
CAIO – Vai em direção a cozinha e adentra – Alguém leva o cardápio na mesa 08.
RECEPCIONISTA – Já irei levar.
CARLA – Porque você não levou?
CAIO – Achei melhor que outra pessoa leve.
CARLA – Tá com medo? Porque o papo parecia estar ótimo.
Voltando para mesa das meninas.
SU – Conte o que você quer nos falar BEL.
ISABEL – Não sei se devo.
LUANA – Lógico que deve. Você nos chamou para que? Só para tirar agente de casa?
ISABEL – sorri – Então… Lembra-se daquele garotinho?
LUANA – O BIEL?…
ISABEL -… Claro que lembro, ele é um fofo.
ISABEL – Estou com um processo de adoção, nunca quis contar para ninguém com medo de dar algo errado ou até mesmo criar esperanças, mas acho que hoje saiu a respostado Juíz.
SU – Mentira amiga, que fofo sua atitude.
ISABEL – Obrigada amiga, mas preciso de vocês.
LUANA – Da gente?
ISABEL – Sim. Recebi a Carta hoje, e não tive coragem de ler. Por favor, alguma de vocês leia ela.
SU – Emocionada – Eu faço isso, mas antes… Vou ler ela primeiro.
SU, abre a carta e começa a leitura, imediatamente começa a emoção. Ela olha fixo para ISABEL…
CENA 06 – MANSÃO DOS GUERRAS/ QUARTO/ NOITE/ INT.
TELEFONE TOCANDO…
LUBY – Alô…
VOZ MISTERIOSA – SEU TEMPO ESTÁ ACABANDO…
LUBY – Você de novo… Já te disse pra não me ligar mais… Parade me ligar, eu não te devo nada.
VOZ MISTERIOSA – VOCÊ DEVE MUITO MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA…
Luby – Seu doente…
VOZ MISTERIOSA – RINDO ALTISSÍMO – Ainda te pego!!!
LUBY – Desliga o telefone – Que ódio.
NIDO – Entrando no quarto – O que foi meu amor…
LUBY – Nada meu amor… Nada literalmente.
NIDO – Você está estranha! – Observando Luby. Está escondendo algo?
LUBY – Assustada – Não…
[CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO]
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