Antunes e Sara, agora são namorados. O jovem casal então vai partilhar este momento de êxtase que estão vivendo aos amigos e se dirigem à pracinha onde estão Tio João, Tonho , Maria e José.

ANTUNES: Meus amigos queridos! Que bom revê-los. Tudo bem com vocês?

SARA: Olá amigos!

TIO JOÃO: Menino Antunes, estamos bem sim e você?

MARIA: Vejo um brilho especial nos olhos dos dois!

TONHO: Acho que vocês têm coisa boa pra falar pra nós.

JOSÉ: Senhorzinho Antunes é homem do bem. E só oferece coisa\s boas. Diferente do pai.

ANTUNES: Temos sim , amigos. Écoisa muito boa mesmo José. Sara contará o que é.

SARA: Eu e Antunes, fomos envolvidos pelo mais puro e singelo sentimento, o amor. Estamos iniciando um namoro.

TIO JOÃO: Fico feliz. E posso dizer que serão muito felizes. Vejo verdade, sinceridade nos olhos dos dois.

ANTUNES: Que bom Tio João. Acredito nas palavras do senhor.

MARIA: É muito lindo o amor puro e sincero.

TONHO: Sejam felizes meus amigos.

Todos se abraçam, expressando alegria e votos de felicidades ao jovem casal.

Na fazenda do coronel Fagundes, Quirina conversa com Helena.

HELENA: Tem certeza do que viu Quirina?

QUIRINA: Sim dona Helena. O senhor coronel, fez um pratão de comida e o levou com ele.

HELENA: Mas, ele já tinha jantado. Vou quetioná-lo.

QUIRINA: E se ele se revoltar comigo dona Helena, por ter falado com a senhora.

HELENA: Não vejo motivos pra ele se revoltar contra você Quirina , fica tranquila.

Os amigos na pracinha, mudam de assunto e voltam a falar sobre o paradeiro da mãe de Sara.

Tio João, diz a Antunes e Sara , que se lembrou do dia em que viera para a fazenda do coronel e em especial sobre a dor de Quirina que chorava muito por ter deixado a filha, que havia acabado de nascer.

SARA: Quirina? Quem é essa mulher?

ANTUNES: Quirina, foi minha ama de leite. Quando nasci, meu pai a comprou de um senhor de escravos para me amamentar. E pra isso ela deixou sua filha que havia acabado de nascer com uma outra escrava.

SARA: Coincidência ou não, a história dela se assemelha com a minha. Mas cadê esta mulher?

ANTUNES: Ela continua trabalhando em minha casa. Assalariada. Com a abolição, imploramos pra que ele ficasse. Ela é muito especial para minha família, principalmente para mim.

SARA : Quero conhecê-la . Você ainda não havia me falada de Quirina, Antunes!

ANTUNES: Verdade. Vou apresenta-la a você.

SARA: Tio joâo, Antunes tem uma surpresa para o senhor.

TIO JOÃO: Surpresa para mim?

ANTUNES: Sim Tio João, ainda hoje a revelarei para o senhor.

Sara e Antunes, deixam os amigos e saem em direção ao boteco de Tunico e lá encontram André.

TUNICO: Olha quem tá chegando! Meu sobrinho e a senhorita Sara. Que bom vê-los.

ANTUNES: Obrigado meu tio. . .

SARA: Vejo que André já está fazendo amizades por aqui.

ANDRÉ: Sim Sara, irei trabalhar com seu Tunico aqui no estabelecimento.

SARA: Sério? Que bom!

TUNICO: Gostei do amigo de vocês. Sendo amigo de Antunes, só pode ser gente boa, assim como a senhorita Sara.

ANTUNES: A senhorita Sara , agora é minha namorada tio.

TUNICO: Fico feliz, mas quem não ficará é o seu pai, o coronel. . . A propósito, como esta Helena, seu pai e o irmão dele, o seu Raul?

ANTUNES: Irmão de meu pai? Não sei de quem o senhor está falando.

Tunico, percebeu algo estranho, pelo fato de Antunes ainda não saber de Raul. E o informou tudo sobre a chegada do mesmo na vila. Antunes, porém, ficou sem uma resposta concreta.

ANTUNES: Bom meu tio. Cheguei ontem de São Paulo. Conversei com meus pais e estava tudo tranquilo, não me falaram desse Raul e nem vi vestígio de que teria alguma visita em casa. Tivemos momentos reunidos à mesa e não havia mais ninguém por lá.

TUNICO: Estranho. Ensinei o caminho correto a ele. E até hoje não retornou . Seu pai já esteve aqui na vila, mas não o questionei sobre o assunto, me esqueci.

ANTUNES: Chegando em casa, irei me informar sobre. . . Mas, já no primeiro dia de serviço de André, gostaria de pedir permissão ao senhor para que ele pudesse se ausentar um pouco. Temos algo importante a lhe revelar.

TUNICO: Mas é claro. Permissão concedida.

ANDRÉ: Mais novidades para mim?

Então, os três saem ao encontro de Tio João para apresentar pai e filho.

TUNICO: (sozinho)Sinto que muitas confusões estão por vir. O tal Raul que aparentemente sumiu. E agora o namoro de Antunes , filho do coronel, com uma és escrava. O que vai dá isso?

André é filho de Tio João com a escrava Sebastiana, por quem tinha um amor profundo e que a condição escravocrata os seperaram. Sebastiana, conforme Sara disse, morreu e Tio João agora terá apenas o fruto do amor entre os dois, André.

Sara e Antunes, apresentaram André a seu pai João, que por sinal houve muita emoção nesse reencontro. Depois de muitos anos, pai e filho se veem novamente.

Antunes se despede de todos e retorna para a fazenda, como havia prometido que voltaria para o almoço.

E estando na mesa almoçando com o pai e a mãe. . .

ANTUNES: Meu pai, fiquei sabendo na vila, que um irmão do senhor veio à sua procura, é verdade?

FAGUNDES: (se espanta) Irmão meu? Não sei de quem se trata. Aqui não esteve ninguém.

ANTUNES: Estranho , meu tio Tunico, garantiu que era irmão do senhor que esteve lá pedindo informações. Raul, esse era o nome do homem.

HELENA: Você tem algum irmão com esse nome Fagundes? Você nunca me disse nada de sua família.

FAGUNDES: Não teve ninguém aqui, muito menos irmão meu.

ANTUNES: Tem certeza meu pai. Tio Tunico não iria expressar tanta certeza como expressou.

FAGUNDES: Repito, aqui não teve ninguém. E seu tio deve que tinha tomado algo pra dizer isto.

HELENA: Outra coisa meu marido. Quirina comentou que você ontem já na calada da noite fez um prato de comida e o trouxe para o interior da casa, pra quem era? Você jantou novamente?

FAGUNDES: (outro susto) Quirina? Janta? AH! Sim, tive fome e por que não comer de novo? Estou em minha casa. Tenho essa liberdade.

HELENA: Já faz mais de uma semana que você está fazendo isto. Cuidado, isso não faz bem para a saúde.

ANTUNES: Verdade meu pai. Alimentar muito e principalmente a noite, quando já não se movimenta mais, não faz bem para a saúde.

FAGUNDES: Não se preocupem.

Após todos se retirarem da mesa e estando sozinho. . .

FAGUNDES: Será que a Quirina desconfia de alguma coisa. Melhor ela ficar quieta, senão terei de agir com ela também. Agora , já tenho que preparar dois pratos de comida toda noite. Sinto que a situação está me desfavorecendo. Preciso ser cauteloso ainda mais. Não posso colocar a perder 30 anos de investida. E ai de quem cruzar meu caminho.

Helena e o filho, estão caminhando pelo pátio da casa grande.

HELENA: Hoje pela manhã, você disse que teria algo para nos dizer.

ANTUNES: Tenho sim mamãe, mas não quis por enquanto comentar perto de papai. Mas para a senhora direi. Sabe aquela moça de quem lhe falei, que conheci durantea viagem?

HELENA: Sim. O nome dela é Sara.

ANTUNES: Isso. Eu e ela estamos namorando.

HELENA: Mas ela não era uma escrava?

ANTUNES: Sim e quanto a isso não vejo problema algum.
HELENA: Também não vejo problema. Mas seu pai não irá aceitar de forma alguma.

ANTUNES: Mas é uma escolha minha. Papai não tem que se meter. Só porque ela era uma escrava?

HELENA: Seu pai é racista, preconceituoso.

ANTUNES: Estou decidido mamãe. Não abrirei mão do meu amor por Sara, por nada desse mundo. . . Mudando de assunto, estou intrigado com essa história de um irmão do papai procurar por ele, se dirigir à fazenda e não ser visto por ninguém aqui. Enquanto lá na vila todos afirmam ter o visto e vindo para cá.

HELENA: Estranho né filho? Meu irmão Tunico não inventaria uma história dessas sabendo que Fagundes nem toca no assunto de seus familiares. Mas eu também não vi ninguém estranho aqui.

ANTUNES: A senhora já viu algum documento antigo de papai? Pra tentar descobrir a origem dele? E até mesmo pra tentar entender o porque ele não gosta que toca neste assunto?

HELENA: Nunca filho. Seu pai é um homem cheio de mistérios. Fico sempre duvidosa comigo mesma , em relação a muitas coisas ditas e feitas por ele.

E nesse bate papo familiar, mãe e filho caminham e eis que chegam visitas e o assunto é interrompido.

MARIANA: Como vai minha comadre Helena?
HELENA: Vou bem. Achegam-se!

ADELAIDE: Boa tarde Antunes. Faz tempo que não nos falamos.

ANTUNES: Ando muito ocupado , Adelaide, não tenho tido tempo .

HELENA: Que bom que vocês vieram me fazer uma visita.

De repente a conversa é interrompida por Raimundo.

RAIMUNDO: Com licença dona Helena.

HELENA: Pode falar Raimundo.

RAIMUNDO: Serena ainda não apareceu pra fazer nosso almoço. Ela está faxinando ainda?

HELENA: Vi Serena só pela manhã no início da faxina. Pensei que ela já estivesse ido preparar o almoço de vocês. Julio Vá até a cozinha e pergunte a Quirina pela sua mãe

A princípio, pode ser um atraso na faxina, mas, Raimundo parece muito preocupado com o atraso da esposa.

No próximo capítulo, Helena, Antunes e Quirina procuram Serena pela casa. Fagundes muda seu escritório para o último quarto do corredor da casa grande. Raimundo e Julio procuram Serena até nos rios próximos. Antunes conversa com Quirina sobre Rosa. Sara dá uma casa para Tio João e Andre, Tonho e Maria e para José.

A Widcyber está devidamente autorizada pelo autor(a) para publicar este conteúdo. Não copie ou distribua conteúdos originais sem obter os direitos, plágio é crime.

LEIA MAIS DESTE CONTEÚDO:

Pesquisa de satisfação: Nos ajude a entender como estamos nos saindo por aqui.

>
Rolar para o topo