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Episódio XIII – Coragem (últimos episódios)

EPISÓDIO XIII

CORAGEM

*

Joaquim sentiu o gosto ruim lhe subir pela garganta novamente.

Não teve tempo de correr até o vaso sanitário que ficava em um canto da cela. No meio do caminho, vomitou.

O Pastor levantou-se de sua cama e parou ao lado de Quim. Pôs a mão em suas costas. Joaquim estava apoiado nos joelhos, os olhos fechados, com gosto de bile e sangue na boca. Respirava rápido, ofegante, e sentia como se alguém martelasse a sua cabeça.

– Quer que eu chame um agente, Joaquim? – disse o Pastor. – Você não parece muito bem.

Quim não teve tempo de respondê-lo. Vomitou outra vez, uma gosma avermelhada manchando o chão cimentado da cela. Os outros detentos começaram a reclamar do fedor e do medo de se contaminarem com alguma doença estranha propiciada pelo acumulo de corpos em um espaço de poucos metros quadrados.

– Pessoal, um irmão nosso está passando mal – o Pastor reclamou. – Não iremos trata-lo como um indigno.

– Liberdade – disse Jurema, impetuosamente. A voz de Jurema Pinheiro ecoava na cabeça de Quim. – Para sair daqui livre, sem ficha criminal e sem dever absolutamente nada a ninguém, você só precisa confirmar uma história.

Ele sentia que era uma jogada de Jurema. Só podia ser. Ela o colocara naquele presídio com apenas uma ligação. Quim não era idiota, sabia que Silvero havia pisado na bola e Jurema queria dar o troco. Os Pinheiro eram movidos por vingança, por sangue e pelo ego.

Como ele poderia ter acreditado um dia que com Jurema seria diferente? Ela era neta do Coronel Juca Pinheiro, farinha do mesmo saco.

Quim se sentiu tonto e precisou se apoiar no Pastor para não cair de cara no chão. Alguns outros detentos pularam da cama para ajudá-lo.

– Gente, deem espaço. Quim precisa respirar – disse o Pastor.

– Respirar dentro dessa caixa? – ironizou um dos presos.

O Pastor ajudou Quim a se sentar em uma cama e caminhou até a grade da cela.

– Tem alguém aí? – gritou. – O Joaquim está mal.

Ninguém respondeu.

– O rapaz tá ficando roxo aqui – gritou outra vez o Pastor. – Capaz de morrer aqui na cela!

Silêncio. Alguns detentos de outras celas começaram a fazer perguntas, gritar e balançar a grade de suas celas. Em pouco tempo, uma algazarra tomou conta do corredor.

Quim sentia-se fraco, cansado, enjoado. Os cheiros da cela invadiam o seu nariz e o deixavam ainda pior.

– Não é possível que não tenha ninguém acordado nesse lugar – disse o Pastor.

Os presos continuavam gritando, batendo na grade e nas paredes. Para Quim, pareceu uma eternidade até que dois agentes penitenciários chegassem à sua cela.

– O que ele tem?

Os detentos apontaram para a poça de vômito de Joaquim.

Um dos agentes, o mais alto e com músculos que quase rasgavam a farda, ajudou Quim a se levantar e serviu de apoio para que ele caminhasse.

Pouco depois de deixar a cela, Quim desmaiou.

– Foi você quem pediu isso, minha querida.

Antônia estava encurralada e presa às suas próprias palavras. Embora não tivesse imaginado que Jurema pudesse usá-la como peça em seu jogo de xadrez macabro, se deu conta de que isso era algo óbvio e que deveria ter lidado com a possibilidade antes de pedi-la algo.

– Eu não pedi para você destruir a vida de outra pessoa, Jurema – Antônia retrucou.

– Outra?

Antônia não soube dizer se a sua prima estava sendo sincera ou irônica naquele momento.

– Por que você mesma não faz esse trabalho sujo?

– Esqueceu que eu estou te treinando para ser a minha sucessora em Timbaúba? – Jurema sorriu. – Tome isso como uma experiência supervisionada. Caso você erre, eu estarei ao seu lado para te ajudar a consertar.

– E se eu não quiser participar disso? Você não precisou de mim para pôr o Quim Gusmão na cadeia – protestou Antônia.

Jurema respirou fundo, balançou a cabeça e estalou a língua no céu da boca repetidas vezes. Foi até a mesa de bebidas e serviu-se com um conhaque. Sentou-se no sofá, deu um gole no líquido.

– Sabe, eu acho que é muita presunção minha achar que você consegue dar conta de administrar Timbaúba – riu com desdém. – Uma menina criada a leite e pera, com tudo de mão beijada e sem preocupação nenhuma não serve para ser uma Pinheiro, muito menos a prefeita de uma cidade. Bem que o vovô me alertava: – Jurema engrossou a voz como se quisesse imitar o Coronel – “O que vai ser de Timbaúba depois de nós, minha filha? Não há mais ninguém nessa família com a força necessária para tomar conta da cidade”.

Jurema olhou de soslaio para Antônia, que estava congelada no mesmo lugar, impassível.

– Achei que ele pudesse estar errado, mas o Coronel Juca Pinheiro nunca errou. Se errasse, não seria o Coronel.

Jurema deu outro gole no conhaque.

– Se já está querendo dar para trás agora, imagine quando… se um dia chegar a ser prefeita da cidade. – Jurema ajeitou uma mecha do cabelo que lhe escorria pelo rosto. – Uma pena.

 

Se cada ação traz junto uma reação

Você sabia que essa hora ia chegar e

Ainda assim se escondeu

E eu, cada vez mais perto, esse jogo é meu

Então é xeque-mate, rapaz

Então, fim de festa pra você

 

Antônia não sabia o que sentir, o que pensar, o que falar. As palavras de Jurema a atingiam como flechas, como balas de prata que penetravam em sua carne e reabriam feridas que ela sequer conhecia a existência.

– É isso: a família Pinheiro se encerra em mim – Jurema deu o último gole em sua bebida e ficou parada, olhando para o horizonte, girando o copo na mão.

– O que eu preciso fazer? – as palavras jorraram da boca de Antônia sem que ela tivesse nenhum controle.

Jurema pareceu não ouvir. Continuou com o olhar fixo na parede a sua frente, corpo rijo, respiração controlada. Antônia deu um passo a frente, reunindo toda a convicção que tinha dentro de si. As palavras de Laurinda rimbombavam em seus ouvidos como trovões em noite de tempestade.

Talvez o seu erro seja acreditar que precisa destruí-lo de dentro para fora.

Antônia sabia que não teria volta. Estava entrando desarmada em território desconhecido e perigoso. Não tinha o mesmo sangue frio que a sua prima ou seu avô tinham. Lembrou-se de quando, alguns anos antes, desmaiou ao ver seu próprio sangue ao doá-lo em uma campanha da universidade.

– Jurema? – disse. – Você não me ouviu?

A prefeita virou-se para encará-la com olhos de perversidade. Naquele momento, Antônia desejou nunca ter nascido. Odiou si mesma, a Jurema, ao seu avô, ao seu sobrenome maldito, a Timbaúba. Pensou no revólver em sua gaveta e em como poderia dar um fim a tudo puxando o gatilho.

– Ouvi sim, minha querida.

– O que eu preciso fazer?

– Sirva-me mais uma dose de conhaque, por favor – pediu Jurema. – Gostaria que tivéssemos mais uísque, uma vodca, qualquer outro. Não temos. Resta-me apenas o conhaque, nunca gostei muito – divagou a prefeita. – Pelo visto, temos mais itens para pôr na lista de compras da semana.

Antônia sentiu suas unhas perfurarem a sua pele até atingir a carne da palma de suas mãos.

– Às vezes precisamos aceitar aquilo que temos, não é? – olhou para o copo vazio. – Uma metáfora para a vida.

Jurema estendeu a mão para entregar o copo a Antônia, que o segurou com força. Antônia marchou até a mesa de bebidas e encheu o copo com conhaque, entregando-o de volta em seguida para Jurema.

– Esse conhaque foi uma das últimas coisas que o vovô comprou – Jurema olhou para o líquido marrom com certa nostalgia. – Até pensei em não o abrir.

Bebeu todo o conhaque de uma só vez.

Antônia sentia como se houvesse uma fogueira em seu peito. Mordeu o lábio inferior e sentiu o sangue escorrer pela sua boca.

Jurema pôs o copo na mesinha de centro e limpou com a dobra do dedo indicador uma lágrima que lhe escorria pelo rosto.

– Eu nunca disse que essa seria uma caminhada fácil, Antônia – começou. – Mas, como disse o Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem.

Um dos poucos adjetivos que não cabiam a Antônia naquele instante era a coragem.

Encontrar o Doutor Jaime Fagundes foi praticamente um milagre, Vera Gusmão pensava às vezes. Nenhum advogado queria tomar parte do caso de Quim, sabiam que havia uma ligação direta com a família Pinheiro, e ninguém queria se indispor com uma das famílias mais influentes da região.

Dr. Jaime Fagundes, alto, com porte atlético e barba por fazer, nunca aparecia sem avisar. A distância de Barreiras a Timbaúba era suficiente para que Vera Gusmão pudesse passar um café, organizar a sala e pedir para o vizinho ir pegar pães de sal e queijo na padaria da família.

Por isso Vera Gusmão se surpreendeu ao atender a porta e encontrar o Dr. Jaime Fagundes parado em sua frente. Ele sequer usava terno, apenas uma camisa gola polo e uma calça jeans puída. Parecia ter pulado da cama e vindo correndo de Barreiras até Timbaúba.

– Seu Olavo está acordado? – sua voz tinha tons de preocupação.

Vera Gusmão demorou um pouco a assimilar a pergunta.

– Não…

– Posso entrar?

Vera Gusmão sentiu o seu sangue congelar nas veias. Por um instante, não conseguiu se mover. Olhou para o Dr. Jaime Fagundes.

– Não é um assunto para se conversar aqui fora – disse o advogado.

Vera Gusmão se afastou de modo a abrir espaço para o Dr. Jaime Fagundes entrar. Os dois caminharam até o sofá; o advogado sentou-se e Vera ficou parada na frente dele, inquieta.

– Recebi uma ligação de Serrinha assim que acordei – a voz do Dr. Jaime soou arrastada e rouca. – O Joaquim passou mal durante a noite e foi internado na madrugada com suspeita de meningite.

Vera sentiu o seu corpo formigar e suas mãos tremerem. Procurou um apoio, qualquer coisa que a impedisse de cair no chão, e sentou-se desajeitadamente na poltrona em frente ao sofá.

– Eu peço perdão por ter dado essa notícia desse jeito, sem rodeios – o advogado suspirou. – Também fiquei surpreso quando..

– Meu filho está bem? – Vera o cortou abruptamente.

– Pelo que me foi dito, dona Vera, ele está inconsciente – respondeu.

E, depois de uma pausa, continuou.

– Preciso ser sincero com a senhora: ele está em estado grave. Por isso queria saber se o seu Olavo estava acordado.

Foi como um tapa na cara de Vera Gusmão. Ela sentiu a força do ódio se sentar em seu colo e possui-la. Sua visão se escureceu, o sentimento ruim passou a lhe comandar, silencioso e mortal. Vera Gusmão não conseguia pensar em outra coisa a não ser em Jurema Pinheiro. A mulher que destruiu a vida de seu filho.

– Dona Vera? – o Dr. Jaime Fagundes parecia assustado. – A senhora está bem?

Vera Gusmão voltou a si.

– Eu agradeço por ter vindo de Barreiras até aqui me avisar, doutor Jaime.

A esposa de Olavo manteve-se calma, o que causou certo constrangimento no advogado, que se levantou e foi em direção a porta.

– Não há de que, dona Vera – respondeu. – Qualquer nova notícia, eu aviso.

– Boa viagem.

Quando o Dr. Jaime Fagundes fechou a porta, ao sair, um grito subiu pela garganta de Vera Gusmão e retumbou pelas paredes da sala. Possessa pelo ódio, viu o rosto de Jurema Pinheiro e materializar na parede e atirou os vasos de vidro e porcelana que enfeitavam a sala contra a aquela face vil.

No instante seguinte, deixou-se tombar no sofá e chorar de medo e preocupação pelo seu filho. Joaquim sempre tivera uma boa saúde, mas foram tempos longe de casa, vivendo Deus sabe como e sofrendo as agruras de pagar por um crime que não cometeu.

– Desgraçada! – disse para si. – Monstra!

Calou-se rapidamente. Não queria que Olavo acordasse, pois não sabia como dar a notícia para ele. Ou melhor, sabia, mas tinha medo da reação do marido. Já bastava o seu filho em estado grave no hospital.

Levantou-se. Respirou fundo. Segurou as lágrimas, que começaram a embaçar a sua visão.

Caminhou desajeitadamente até o telefone fixo ao lado da cristaleira.

Discou.

Dois toques.

– Eu preciso de sua ajuda.

– Renuncia?

Jurema ajeitou-se em sua cadeira. Uma expressão de surpresa floresceu em seu rosto.

– É o que se diz nos bastidores da política de Timbaúba – Cícero respondeu.

A prefeita deu de ombros.

– Sempre surge um boato ou outro, é normal – Jurema sorriu. – Imagine quando estivermos em ano de eleição municipal.

– Mas por que iriam espalhar esse boato, prefeita? – indagou Cícero.

Jurema pensou por um instante. Apoiou o queixo com a mão.

– Talvez porque, não obstante a morte do meu avô, querem me fazer passar por mais um momento complicado – Jurema pareceu divagar.

Cícero limpou a garganta.

– Então não há nada com o que me preocupar?

A prefeita balançou a cabeça em negação.

– Só queria mesmo a sua ajuda – disse casualmente.

– No que você precisar, Jurema.

Ela se levantou da sua cadeira e deu a volta na mesa de escritório para ficar frente a frente com o vereador.

– Você é uma das pessoas que mais sabem como está sendo difícil para mim me manter sã e capaz nos últimos meses – pôs a mão no peito dele. – Não há um dia que eu não me sinta fraca, triste, com vontade de desistir e me esconder no lugar mais distante daqui.

Cícero estava desconfortável. A mão de Jurema em seu peito fez seus pelos eriçou os pelos do seu corpo. Nunca havia passado pela sua cabeça que ele nutria algum tipo de desejo sexual pela prefeita.

Apesar de que, ele pensou, ela fosse estonteantemente bonita. O cabelo black sempre muito bem arrumado, os olhos cor de mel e pele macia.

– Queria muito que você me apoiasse, sabe?  Me ajudasse a sair desse fosso de tristeza.

– Como eu posso te ajudar? – Cícero estava inebriado.

Jurema apoiou a cabeça no peito dele.

– Eu nem sei se poderíamos ter essa conversa…

– Acho que não há nada que nos impeça.

– Sempre que você vir alguém falando coisas ruins sobre mim por aí, me defenda.

Cícero respirou fundo, tentou se controlar.

Nem percebeu quando os lábios de Jurema tocaram os seus.

Quando a mão dela desceu pelo seu abdômen até chegar em sua calça.

Quando ele a jogou contra a parede e beijou vorazmente a boca dela.

Quando seus corpos escorregaram até o chão.

Silvero ainda não conseguia assimilar muito bem o que estava acontecendo. Acordara com as batidas na porta, parecia que iriam derrubá-la. Sentou-se na cama, esfregou o rosto com as mãos e olhou pela janela. Um sol tímido irradiava os seus primeiros raios de luz.

Calçou as sandálias e abriu a porta do quarto. As batidas ficavam cada vez mais fortes e frequentes. Alarmou-se ao sentir que algo ruim estava prestes a acontecer.

Engoliu em seco ao abrir a porta e dar de cara com a polícia, comandada pelo Delegado Guedes. Atrás do pequeno grupamento policial, algumas pessoas observavam a cena.

– Senhor Silvero Santana, bom dia – disse o Delegado Guedes entregando-lhe um papel. – Esta é uma ordem de busca e apreensão.

Silvero tomou o papel da mão do delegado. Sua visão ficou turva e ele mal conseguiu ler algo além de “envolvimento na morte de Henrique Sampaio”.

– Independente de sua autorização ou não, iremos entrar para proceder com a ordem judicial – afirmou o Guedes.

Jurema umedeceu os lábios e balançou a cabeça.

– A escolha é sua.

Silvero deu dois passos para trás, de modo a permitir a entrada dos policiais e peritos. O papel em sua mão, a ordem de busca e apreensão, ficou molhado com o seu suor. Ele próprio parecia ter saído de debaixo do chuveiro. Sua mandíbula tremia e o ar em seus pulmões rareava à medida que os peritos avançavam pela sua casa cobrindo milimetricamente cada espaço.

Por um instante, ele conseguiu relaxar. Não encontrariam nada ali que o incriminasse por qualquer crime.

Mas, então, se lembrou.

Trincou os dentes de tanta raiva e amassou o papel em suas mãos.

– Camila? – Silvero coçou os olhos, surpreso e sonolento. – Aconteceu alguma coisa?

– Depois do dia em que nos vimos na prefeitura, achei que você precisasse de um alguém para conversar – Camila suspendeu a mão para exibir uma garrafa de vinho um pouco caro demais. – E para beber.

– Desgraçada! – murmurou.

Ele deveria ter desconfiado. Camila nunca se interessou pela vida dele ou o olhou nos olhos. Na verdade, ela sempre manifestou uma certa repulsa quando se tratava de Silvero. Não havia motivos para ir visitá-lo. Silvero quis socar a si próprio por ter aberto a porta de sua casa para ela.

Um policial sisudo, com quase dois metros de altura, parou ao lado dele em posição de descanso.

No mesmo momento, Silvero sentiu que o seu destino estava selado.

Quando Camila abriu a porta, ficou indecisa entre pular de felicidade ou fechá-la novamente. Encontrou um meio termo: manter-se indiferente.

– Esperava uma recepção melhor – disse ele.

– Como você descobriu onde eu moro? – questionou Camila.

Ele sorriu descaradamente.

– Você agora é uma pessoa conhecida aqui pelas bandas de Timbaúba – respondeu. – Não vai me convidar para entrar?

Contra a sua vontade, Camila virou-se de lado.

– Sinta-se em sua própria casa.

– Não vai ser difícil – disse ele enquanto pegava a sua mala.

Álvaro limpou o sapato no tapete antes de entrar na casa de Camila. Observou a decoração, em tons preto e amarelo-ouro, as plantas espalhadas pela sala, o tapete felpudo estendido embaixo de uma mesinha de centro de vidro.

– Uma outra opção de carreira para você seria o design de interiores – disse.

Camila fechou a porta.

– Como foi de viagem?

– Já tinha até me esquecido da distância entre Salvador e Timbaúba – largou a mala num canto e esticou o corpo. – Preferi dormir metade do caminho, até porque peguei a estrada ontem altas horas da noite.

– Quanto tempo você vai demorar aqui? – disparou a secretária.

Se Álvaro ficou surpreso, não demonstrou.

– Não sei ao certo – respondeu-lhe. – Estou aqui para cobrir os desdobramentos.

– Desdobramentos? – Camila ficou confusa, embora soubesse exatamente ao que ele se referia.

Álvaro lhe olhou como se estivesse a desafiando.

– Não olhou o jornal desta manhã?

*

Na próxima sexta, 21 de maio, às 22h, não perca as emoções do penúltimo episódio de

A CANDIDATA

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