Carmem
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Gabriel continuava atônito, estarrecido pelo o que acabou de presenciar.

 

O jovem estava atônito, sem reação alguma do que acabara de presenciar. Uma mulher foi morta e parte de seu corpo espalhou ao redor do local do acidente. O trânsito parou, pessoas começaram a se aproximar e ele ajoelhou encarando o corpo da mulher que o chamou antes de morrer.

― Você está bem?! ― um jovem de, mais ou menos, uns 25 anos de idade o perguntou segurando em seus ombros. ― Você precisa sair daqui. Vem!

O retirou do local, colocando num local, para atende-lo e fugir da aglomeração dos curiosos. Afastaram-se do local e ele o sentou num banco.

― Ele está bem? Não se machucou?! ― um jovem veio até os dois preocupada.

― Sim. Ele presenciou o acidente, mas não se envolveu no acidente. Só ficou parado olhando a mulher se acidentar. ― Felipe.

― Meu deus! O que aquela mulher tinha na cabeça? Meu deus. Que tristeza.

 

******

 

Luana e Lucas se conheceram no ensino médio, engataram um romance e logo após encerrarem seus tempos de escola, resolveram noivar.

Um amor perfeito. Os dois jovens antes de engatarem um namoro, frequentavam a mesma igreja. A troca de olhares já rolava entre os dois no meio do culto. Sorrisinhos discretos que o véu escondia.

Borboletas voavam pelas as barrigas jovens.

E assim ficou por alguns meses namorando, além de estudarem na mesma sala.

Terminaram os estudos os dois jovens. Os dois logo trataram de se noivar.

Meses depois, com um árduo trabalho e planejamento do casamento, os dois jovens casaram-se ao pôr do sol numa chácara na entrada da cidade. E, assim, mudaram para uma cidade distante da que se conheceram, namoraram, noivaram e, por fim, se casaram.

Logo no primeiro mês de casamento, Luana engravidou de Lucas.

Lucas tratou de espalhar para toda a empresa sobre seu filho que está por vir.

― Parabéns, Lucas. ― um homem musculoso chegara nele. Era o seu chefe.

― Obrigado, chefe.

― Lucas, pra comemorar…. você quer ir na minha casa… só nós dois… a gente toma um vinho… o.  que acha? A gente mais alguns meninos.

― Melhor não, chefe. Vou comemorar com minha esposa e meu filho a caminho. Vamos ir na casa dos pais dela.

― Melhor coisa que faz. Bom, irei de volta a minha sala.

O homem deu às costas, distanciou-se uns vinte metros de distância, logo veio um homem de meia-idade, barba desenhada no barbeiro, cabelo cortado e um topete que brilhava por causa do gel fixador com álcool. Arthur era o seu nome. Rosto quadrangular de tantas harmonizações faciais, olhar sedutor, corpo musculado no ponto de ser apenas um homem que frequenta academia, para, apenas, manter o corpo em forma e usá-lo em suas seduções.

Ele achegou-se perto de Lucas, bem próximo ao jovem pai.

― Parabéns Lucas. Vai ser papai. ― sua voz grave ecoou pela a copa pequena dos funcionários.

― Obrigado Arthur.

― Não acredito que você tenha engravidado uma mulher. ― o encarou, fazendo que Lucas engolisse em seco no mesmo momento.

― Por que?

― Você não curte vaginas, Lucas. Simples assim.

― Como você sabe disso? Cara, nem te conheço pra você ficar falando merda de mim! Vai se foder, caralho! ― quando ia saindo enraivecido, Arthur o segura pelo o braço direito.

― Não adianta esconder, Lucas. Você sente atração por homens. Você acha que não percebo os olhares que você lança a mim quando entro no seu departamento? Ou quando estou no banheiro mijando, você dá uma olhada de soslaio em direção ao meu pinto ou quando estamos jogando futebol, você não fica reparando em meu corpo ou no de outros homens?

― Me solta, Arthur! Você está louco!

― Está se enganando. Você sente tesão por homem e não quer aceitar isso. Mas um dia você estará por baixo de mim, gemendo meu nome e pedindo por mais.

O soltou e saiu com um sorriso sedutor e meio sorriso em seu rosto.

Lucas ficou chocado e parado no meio da copa. Respirou fundo, fechou os olhos e ficou fazendo isso até se acalmar e voltar a fazer o que estava fazendo.

 

********

Gabriel é levado ao hospital, medicado e volta para sua casa.

 

Ele mesmo não entendia o que havia acontecido. A cena da morte daquela mulher ainda se fazia presente em sua mente.

⸺ Olá, dona Pomba. Minha senhora, está tão….

⸺ Quem está aí?! ⸺ olhou para trás e não viu de quem se tratava.

⸺ Estou aqui na sua frente.

Ele voltou o seu olhar para porta de seu quarto. Logo viu que se tratava de um homem mulato vestido de terno branco, sapatos com listras vermelhas no bico e o resto tudo branco e um chapéu panamá de cor vermelha sobre sua cabeça que tampava parcialmente seus olhos. O paletó aberto mostrando seu peito sarado.

Seus olhos pareceram estarem grudados mais no corpo daquele homem do que em seu rosto. Não sabia o que sentia. Era um misto de medo com uma vontade de estar nos braços daquele homem. Um misto de luxúria e medo ao mesmo tempo.

Engoliu em seco.

⸺ Quem é você?! ⸺ se afastou do homem indo em direção a porta de seu quarto.

⸺ Sou Zé, seu moço. Zé pilintra.

Quando ele ia gritar por socorro, Zé fecha sua boca e seus olhos negros como a noite o encara. Seu corpo encontrava-se paralisado. Estava já esperando o tiro de misericórdia ou o que viesse a lhe matar.

⸺ Para quê esse medo que sentes, Gabriel? Não precisas ter medo de mim. Nada de mal farei contigo. ⸺ tirou a mão da boca do garoto e o mesmo se manteve no mesmo lugar paralisado.

⸺ O que…. o que… o que… o que você quer comigo? ⸺ perguntou preocupado e com uma vontade enorme de sair dali. Não sabia o que sentia naquele momento. Se sentia tão diferente. Uma hora ele era ele, outra parecia que era alguém ou algo que possuía seu corpo e seu ser.

⸺ Você precisa se descobrir, seu moço. Para quê estar com medo de algo que alimenta o seu ser e o devora por dentro a cada dia, enquanto não se libertar das amarras de sua alma? ⸺ sua voz grave ecoava não só pelo o quarto, mas, por dentro de si.

⸺ Ok. Não conheço o senhor, não quero saber quem é, de onde veio ou onde vai. Eu não quero fazer nada. Só peço para que o senhor saia do meu quart e vá embora. Prometo não ligar para a polícia. ⸺ disse quase chorando de medo daquele homem a sua frente. Mesmo uma parte profunda do seu corpo pedindo para que ele o agarrasse ali, em grande parte de seu corpo pedia para que aquele homem saísse de lá e fosse embora sem fazer mal a ele.

Foi então que Zé Pilintra deu um sorriso e o encarou, como se estivesse olhando sua alma. Seu mais profundo ser.

⸺ Como irá ligar para a polícia, sendo que eu sou uma entidade, Gabriel? Eles não irão me prender. Você precisa se desgarrar do que te prende. As ruas te esperam, Gabriel. As ruas te esperam. E eu estarei lá. Lhe esperando. ⸺ seu corpo tornou-se em fumaça enquanto ele lhe encarava misteriosamente.

Ficou ali por um bom tempo até digerir tudo o que havia acontecido.

Será que aquilo era coisa de sua cabeça?

Ou aquilo realmente aconteceu?

Ou aquilo era apenas um sonho muito estranho?

*****

O jovem que socorreu Gabe não conseguia tirar o garoto de sua mente.

Ele falava consigo mesmo em voz alta.

 

⸺ Eu acho que encontrei a pessoa certa para aquilo que quero. Ele é a pessoa certa para eu concluir o que eu estou tanto planejando. ⸺ abria uma maleta com instrumentos cirúrgicos.

Levantou-se de sua cadeira e foi até o corpo feminino a sua frente estendido sobre uma mesa de metal.

⸺ Só falta eu pegar algumas peças suas para encaixar no quebra-cabeças dele. Mas como? Ele meio que se esquiva de certas presenças masculinas. ⸺ pegou um instrumento cirúrgico e foi logo rasgando a pele do corpo a procura de vísceras e órgãos.

Pensou consigo mesmo e logo riu.

⸺ Sou o próprio Dr. Frankenstein. Com um monte de pedaços de gente, irei cumprir com aquele garoto o que tanto almejo. Além de ser bem gostosinho.

Logo seu órgão genital enrijeceu ao pensar em como seria as nádegas do garoto e de como elas seriam grandes, chamativas, durinhas e em como ele gemeria em completo êxtase sexual.

⸺ Ainda bem que nesse local posso falar qualquer merda que ninguém irá me ouvir. E nem me ver. Vou montar um quartinho para nós dois, onde nós ficaremos em breve.

Calou-se ao começar a arrancar as vísceras do corpo. Ficou minutos ali fazendo aquele procedimento, até que todos os órgãos internos ficassem parra fora numa vasilha separados por sacolas de plástico.

Os fecharam e os levou ao congelador.

⸺ Pronto. Agora é só jogar o resto que sobrou. Graças a deus está tudo em perfeito estado. Agora é só conquistá-lo e trazê-lo aqui.

 

******

Gabe decide por deitar. Ao se cobrir, sente que tem alguém no quarto.

Ele olha por todo o quarto e não vê ninguém.

Volta deitar, se cobre por inteiro, fecha os olhos e tenta embarcar nos sonhos.

⸺ És o meu cavalo perfeito.  ⸺ uma voz soou calma e vinda dos pés da cama de Gabe.

O jovem se assustou olhando na direção de onde vinha a voz. Logo enxergou uma mulher com uma rosa vermelha presa aos seus cabelos cacheados e volumosos, um vestido vermelho e preto rodados, vários anéis sobre seus dedos, colares sobre seu pescoço. Ela tinha um rosto familiar. Ele não sabia de onde, mas, já a tinha visto.

⸺ Quem é você? ⸺ recolheu-se com medo da mulher. Ela transmitia um poder só pelo o seu olhar. Uma presença forte que intimidava qualquer um. Uma força feminina de respeito.

⸺ Sou Padilha, Maria Padilha das Setes Saias da falange de Pomba-gira. A senhora das ruas, rainha dos becos e vielas. Rainha dos caminhos. Rainha das noites e boemia. ⸺ seus olhos escuros encararam o jovem.

⸺ O que…. a senhora…. deseja? Por favor…. não me faça mal…. por favor…. eu não aguento mais ter alucinações…. não aguento mais.

 

 

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