— Wang vem, tenho algo para lhe contar. – Xian estendeu a mão para o até então melhor amigo.

Wang estava com a mão apoiada na grade, seus dedos estavam segurando firme e ao ver aquela mão estendida apertou forte o ferro chegando a marcar sua mão.

Xian tinha seu enorme sorriso bobo a face, ainda com o braço estendido esperou que o outro a segurasse. Apesar de sorrir, seu coração palpitava tão rápido que acreditava que a qualquer momento saltaria pela boca.

Xian e Wang eram tão jovens, havia entre eles uma ingenuidade juvenil e ao mesmo tempo curiosa que deixava ambos perdidos nos seus sentimentos.

Wang virou o rosto e suspirou tão sutilmente encaram do alto do prédio o pôr do sol a frente deles. Seus olhos claros estavam brilhando, talvez pela emoção que algum tempo se força a esconder.

Xian ainda estava lá de pé esperando e mesmo com a face inexpressível de seu amigo Wang, ele sabia que estava chateado.

— Wang, me dê um pouco de sua atenção…

— …

Xian sorriu e se aproximou timidamente, até está tão perto que podia sentir o aroma do perfume de Wang, era de sândalo. Sorriu breve e em seguida como que estivesse reunindo todas as suas forças o chamou novamente.

— WANG!

O dia fresco e a brisa morna do final da tarde envolveram ambos, Xian estava na ponta do pé segurando o pulso de Wang enquanto seus lábios mergulharam sobre os do surpreso rapaz a sua frente.

Wang tinha os olhos arregalados, mas apesar de surpreso não afastou o seu “amigo”, ele ficou estático por alguns segundos até que a sua mão soltou as grades do terraço do prédio da escola onde estudavam para envolver pela cintura Xian.

Puxando-o para ele, retribuiu o beijo surpreendendo aquele que iniciou aquela situação. Xian sorriu e seu coração se alegrou.

“Cheng estava certo, Wang me ama… Como eu nunca percebi? Idiota!”

Wang e Xian tinham somente 15 anos quando se descobriam apaixonados.

✽ • ✽

Zhan estava sentado na cadeira de frente a arreia da praia do Leblon, havia saído cedo do apartamento de Xian, preferiu não ser visto pelo seu chefe e apesar de querer muito saber como ele estava ao acordar, achou por bem evitar o contato de todas aquelas revelações sofridas.

Pediu um suco e pão na chapa no quiosque que sempre frequentava com Bel e sua família, ali se sentou na cadeira perto da mesinha e fitava o mar calmo daquela manhã quente do final de verão.

— Olá Bel, tudo bem? – Beto dono do quiosque acenou para a jovem amiga que se aproximou.

— Estou bem Beto. – Bel olhou para Zhan que estava de costas para o quiosque. – Ele chegou tem tempo?

— Acho que tem uns 30 minutos por ai… – Beto olhou para Zhan e suspirou. – Ele está mais calado que o normal.

Bel não disse nada sobre a observação de Beto, caminhou um pouco antes de se virar e pedir um lanche ao Beto.  Assim que ele informou que iria preparar, Bel voltou a seguir em direção a Zhan, parou ao lado dele e tocou seu ombro com afago carinhoso.

— Eu achei que estaria em casa. – Bel puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Zhan. – Então…

Zhan olhou-a, sua cabeça ainda estava desnorteada com pensamentos torturantes sobre Xian, no fim ele deixou ontem seu apartamento depois que o irmão dormiu para procurar seu chefe. Olhando sua noiva, no momento ele não queria repetir toda aquela história

— A tia Han me visitou ontem… – Ela suspirou e encarou os olhos de Zhan. – Eu sinto muito…

Zhan baixou o olhar fechando os olhos em seguida, de certa forma agradecido por não ter que repetir tudo de novo, mesmo que fosse para Bel. Um breve sorriso se formou e abriu os olhos que estavam lacrimosos.

— Eu precisava de um tempo… – Falou finalmente. – Eu iria te contar, mas precisava…

— Tudo bem, sabe que sempre espero por seu tempo. – Bel segurou a mão de Zhan e sorrindo com olhar compreensivo para ele continuou. – Eu sempre incentivei a descobrir sobre sua origem, agora entendo os olhares reprovadores de sua tia.

— Em algum momento eu acabaria descobrindo, não se sinta mal por isso… – Zhan apertou levemente a mão de sua noiva. – Bel, ontem depois de deixar meu irmão dormindo, fui procurar Wei Xian.

Bel franziu levemente entre as sobrancelhas um tanto curiosa, não perguntou já sabendo que Zhan iria lhe contar seja lá o que fosse e o aguardou.

— Como havia lhe dito, ele e eu na nossa adolescência éramos melhores amigos… – Zhan não sabia bem por onde começar a contar tudo que passou na conversa com Xian. – Ele ficou muito abalado ao saber a verdade do meu acidente e morte.

Bel suspirou e disse em tom suave.

— Eu que não lhe conhecia antes, fiquei abalada… Imagina ele. – Voltou a ficar quieta ouvindo seu noivo.

— Xian é muito emotivo, foi tão intenso que acabou passando mal… – Zhan suspirou pesado dessa vez. – Ele é tão magro, sua saúde não me parece ser tão boa.

Bel notava cada tom das palavras de Zhan, ela o conhecia e sabia que aquela preocupação era maior que ele mesmo, para falar tanto e tão abertamente do que sentia.

— Xian demonstrava o tempo todo certa insegurança ou algo em relação a nós que o incomoda muito.

— Ele lhe disse algo?

— Não, mas quando eu ajudei a ir para o quarto depois do mal-estar, ele chorou e estava nitidamente perturbado. – Zhan estremeceu.

Bel que segurava sua mão sentiu e se alarmou, aproximou-se mais e afagou a face de seu noivo tentando lhe passar tranquilidade.

— Seja lá o que for, eu tenho certeza de que você não vai suportar por muito tempo a situação, acertei?

— Quero pedir demissão.

Bel suspirou e abaixou a mão da face de Zhan e encostou no ombro dele.

— Que seja, do que adianta manter a situação?

— Eu não quero que ele sofra com minha presença.

— Eu não estou lhe cobrando nada, se for preciso se afastar… – Virou a face sorrindo para ele. – Se afaste.

Zhan levou a mão e tocou por cima do vestido azul de Bel afagando o ventre.

— Eu vou procurar outra empresa, não vai faltar nada para nós… – Ele sorriu imaginando como seria seu filho. – E nosso filho.

— Eu sei, trabalho no salão e mesmo que não encontre uma empresa ainda temos o curso de sua tia, não vai faltar nada e nos casaremos do jeito que sonhamos. – Levantou animada e estendeu a mão com sorriso sapeca na face. – Na Vista Chinesa em uma linda tarde de primavera.

— Hm. – Zhan concordou levantou e foi pagar o que consumiram.

No caminho de volta Bel tagarelava sobre os planos das amigas e clientes do salão que ela trabalhava como cabeleireira que queriam preparar um chá de fraudas.

Bel era muito querida, animada e arteira, dificilmente a via triste ou mesmo se entregando a qualquer problema sem antes lutar para resolver. Eram as qualidades que fez Zhan se apaixonar por ela.

O dia que ele descobriu sobre a triste história de como ele foi parar sozinho no Brasil foi o mesmo que soube que seria pai. Entre a dor e alegria, Zhan ainda pensava muito em Xian.

— Hanhan, hoje é domingo, que tal levarmos seu irmão para almoçar em um ponto turístico?

— Eu concordo. – Zhan tirava as chaves do apartamento do bolso e colocou na fechadura abrindo a porta em seguida. – Ele precisa se distrair.

Ambos entraram no local e virão Huan no telefone falando muito nervoso com alguém do outro lado da linha.

Zhan franziu leve a testa e se aproximou para ser notado pelo irmão, este o viu e virou o rosto sorrindo nervoso para ele até notar que Bel estava no local.

— Wang… srta Bel… – Curvou a cabeça a eles e fez em seguida um gesto para esperar encerrar a chamada.

Ambos se olharam esperando Huan terminar sua chamada.

— Tio, enviei pelo e-mail toda documentação que peguei… – Huan continuou seus questionamentos. – Não tenho nenhuma dúvida que o pai realmente fez isso, afinal o homem que está na minha frente é nitidamente Wang.

— Lan Huan, em todos esses anos acreditei que Wang estava morto, seu pai forjou até isso? – QiRen balançava a cabeça com uma das mãos apoiando a testa. – Como ele pode fazer tal monstruosidade? O que ele pensava? Ele me fez acreditar que essa senhora Han era uma golpista… Eu acreditei…

— Tio, depois de ouvir tudo eu me perguntava o tempo todo… Por quê? – Huan ofegou e olhou para Zhan. – E nunca saberemos, já que ele morreu com esse segredo.

— Vou fazer uma varredura nas contas e descobrir esses extratos, confirmar as documentações, talvez encontremos o motivo. – QiRen suspirou. – Deixe-me falar com ele… Aliás, quero vê-lo, faça vídeo chamada.

— Certo. – Huan olhou para Zhan e fez um sinal. – Vou fazer um vídeo chamada com nosso tio, ele se chama Lan QiRen e quer vê-lo.

Zhan olhou para Bel e está sorriu concordando.

— Claro.

E Huan fez a chamada que logo foi atendida, tão logo viu Zhan, o homem de meia idade e alguns cabelos grisalhos, porém elegantemente bem-vestido demonstrou assombro e em seguida seus olhos lacrimejaram.

— Wang?!

— Tio.

QiRen sorriu e falou em seguida.

— Eu não sabia, seu pai me enganou, aliás toda nossa família… – Fez uma pausa, ele estava emocionado. – Eu vou descobrir por que…

— Tio, não precisa descobrir o motivo… – Zhan o interrompeu. – Eu estou feliz que encontrei o irmão e o tio… Não precisa remexer mais nessa dor…

— Entendo… – QiRen poderia entender o desejo de seu sobrinho, mas ele mesmo precisava da verdade, decidiu por hora aceitar o pedido de Wang. – Wang, mesmo vendo eu e seu irmão, não consegue se lembrar?

— Não, mas eu sinto… – Zhan curvou a cabeça. – Eu sinto e acredito que com tempo vendo-os possa ser que volte a lembrar.

— Certo… Precisa vir para a China, temos que regularizar sua documentação, ainda temos esse problema… – QiRen estava preocupado, já que seu sobrinho tinha documentação falsa em um país estrangeiro, se fosse descoberto poderia ser processado e deportado. – Temos que resolver, por esse motivo preciso de provas que foi contra sua vontade, para não ser deportado.

— Minha nossa senhora, isso pode acontecer? – Bel ficou assustada com o rumo da conversa que acabou falando alto. Vendo sua pequena gafe cobriu os lábios com a mão sorrindo sem jeito.

— Essa jovem é a sua noiva? – QiRen tinha a visto de relance quando Huan passou o smartphone para Zhan.

— Sim, Anabel… – Zhan virou o aparelho para ela. – Este é meu tio, Lan QiRen. – Falou em português com ela.

— Olá Sr. Lan, sou Bel. – Sorridente aproximou de Zhan olhando para tela. – Como vai o senhor? – Bel tentava falar em chinês.

— Eu vou bem, agora melhor por ver meu sobrinho e claro a bela noiva que tem. – Curvou a cabeça leva.

— Ele me achou bela… – Sorriu olhando para Zhan e depois para Huan.

Huan sorriu a ela, mas havia em seu olhar uma leve preocupação quando a ela e Zhan.

— Sr. QiRen, é verdade que Zhan pode ser processado e deportado? – Ela estava nervosa.

— Wang viveu ilegalmente no Brasil com documentação falsa, precisamos provar que ele não fez por vontade própria e regularizar a situação, tanto na China quanto no Brasil. – QiRen fez uma breve pausa e alguns segundo pensativo, voltou a falar. – Vou reunir provas para que não aconteça o processo e deportação.

— Confio no senhor. – Bel olhou Zhan e sorrindo devolveu o smartphone.

— Tio… irmão… – Zhan estendeu a mão para a noiva e segurou assim que ela pegou. – Eu acredito que tudo terminará bem, então, vamos falar de coisas alegres. – Zhan virou o rosto para Bel sorrindo. – Estamos esperando um filho.

Huan abriu os olhos surpreso em seguida suspirou disfarçando um tanto sua falta de alegria imediata. Virou o rosto para ver o tio comemorar do outro lado da tela o trio a sua frente estava muito feliz. Ele não tinha como negar, a noiva de Wang era uma moça muito boa e eles se davam muito bem.

“A vida realmente nos passa a perna e faz reviravoltas que não temos como escapar… Wei Xian, está certo em não contar sobre o passado de ambos…”

Huan se aproximou e sorrindo parabenizou o casal, o trio conversou com o tio por mais alguns minutos e combinaram que iriam a China assim que resolvesse toda situação de Zhan e sua documentação.

Encerrada a chamada, Huan aceitou almoçar fora com eles e o trio passou o resto do dia na Urca, onde subiram de teleférico no Pão de Açúcar, almoçando no restaurante e apreciando a vista naquele passeio na tarde de domingo.

A noite Bel foi para seu apartamento no andar de cima e Zhan com Huan retornaram para o dele.

Depois de um banho e se sentarem na sala tomando chá preparado por Zhan. Huan finalmente se sentiu relaxado e comentando sobre a beleza que era a cidade vista do alto do Pão de Açúcar.

Zhan concordou, ele amava a cidade e mesmo que toda a situação se resolvesse preferiria continuar no Brasil vivendo com sua recém-formada família. No entanto, algo ainda o atormentava e sabia bem que nome tinha aquela sensação, suspirou fitando seu irmão que o olhava com semblante de que sabia o que ele estava pensando.

— Eu vi o bilhete que deixou… – Huan começou a conversa. – Como Xian recebeu a notícia?

— Nada bem… – Zhan inspirou pesado. – Ele teve uma crise nervosa, precisei segurá-lo para se acalmar.

— Imagino. – Huan tomou um pequeno gole do chá, voltou a falar com tom triste. – Xian sofreu muito quando soube do acidente e que não encontraram seu corpo, dado como morto.

— Eu imagino, afinal, as reações dele não negam…

— E você?

— Eu?

— O que sentiu vendo a reação de Xian ao saber do que nosso pai fez?

Zhan fechou a face e seus olhos havia um brilho lacrimoso.

— Angústia, naquele momento só pensava em o acalmar, não queria vê-lo sofre… – Zhan virou o rosto com olhar perdido fitando a janela.

Huan ficou em silêncio não tinha como falar a Zhan a verdade e fazer mais um sofrer, decidiu antes de viajar de volta para China conversar com Xian.

— Vou pedir demissão da empresa irmão.

Huan franziu a testa, mas no fim entendeu o motivo, Wang sempre detestou fazer outros sofrerem por causa dele, se fosse preciso, ele se sacrificaria pelo bem daqueles que ele tinha afeto.

— Wei Xian se sente muito desconfortável na minha presença, sinto que algo aconteceu e hoje ele tenta de tudo para me evitar. – Voltou a face para Huan. – Eu devo ter feito algo…

Huan que estava encostado no sofá se afastou alarmado, colocando a xícara de chá na mesa atento as palavras preocupantes de seu irmão.

— Essa história de eu ser gay… Xian era meu melhor amigo… Todas as reações que ele teve desde que me viu a primeira vez, talvez… – Zhan ofegou angustiado. – Eu devo ter feito algo… Force…i..

— Não… – Huan se levantou e se sentou ao lado de Zhan. – Não pense assim, não aconteceu nada dessa forma que está pensando.

— Então, por que Xian tem reações de repulsa com minha presença?

Huan fechou os olhos e inspirou pesadamente levando uma das mãos a testa, pensou que aquela verdade era inevitável, voltou a face para Wang e disse em um tom suave e confortante.

— A resposta para sua dúvida está em sim mesmo, Wang. – Um sorriso saudosista surgiu.

Zhan olhava para o irmão, ele temia a resposta porque ainda não acreditava.

— Eu acredito que meu irmão já sabe.

Zhan sentiu um leve arrepio correr a espinha até a nuca como um choque sua mente funcionou tão rápido que ele falou em voz alta sua conclusão.

— Estávamos juntos… – Engoliu seco. – Éramos melhores amigos… – Ofegou entristecido. – Onde Wang estava… Xian estava… Onde Xian estava… Wang estava…

O silêncio tomou a sala e ali perdido Zhan se afundou com o coração pesado e sofrido. Alguns minutos se passaram. Huan esperou calmamente ao lado de seu irmão, até ouvir a sua voz tão baixa e carregada de dor.

— O que eu faço?

Huan balançou leve a cabeça sem poder ajudar naquela situação, era lamentável como o egoísmo de seu pai fez e ainda faz tantos sofrerem.

— Eu amo a Bel, vamos ter nosso filho… Mas, em minha mente Xian está presente desde o dia que o vi na entrevista… Eu sonho com ele, me preocupo se está bem, se alimenta direito… Eu não…

— Wang, não se cobre e nem se sinta culpado por nada… – Huan confortou-o. – A vida de vocês seguiu rumos diferentes, eu penso que o destino os reuniu para ajeitar as coisas, mas ao mesmo tempo acredito que é uma grande piada para magoá-los ainda mais.

— Irmão…

— Xian me pediu para não falar sobre o passado dos dois, ele queria poupá-lo de toda essa dor. – Huan esfregou leve a testa entristecido. – Ele preferiu ficar com tudo só para si, afinal você apesar de não se lembrar, tem uma vida feliz. Uma família que o acolheu e amou como nunca foi pela nossa família Lan.

— Ele não pode ficar com isso só para si, não pode… – Zhan se mostrou irritado. – Ele não está bem, eu sinto que a qualquer momento Xian pode… – Se obrigou a interromper seu pensamento. – Eu preciso de um tempo para organizar minha cabeça e ver como resolver essa situação.

— Será que é uma situação que precisa ser resolvida?

— Eu não sei o que irá acontecer daqui para frente, mas algo em mim diz que só terei paz quando Xian tiver paz. – Zhan se levantou e caminhou para a varanda olhando para o céu. Em seguida fechou os olhos falando por fim. – Xian, prometo que não sentirá mais dor em seu coração, vou lhe dar paz que precisa.

Huan olhava seu irmão tendo certeza de que ele iria fazer algo por Xian, afinal o amor de Wang por Xian era imenso e mesmo que esteja sem suas memórias, o sentimento poderia está lá guardado nas lembranças perdidas.

Continua…

 

 

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