Capítulo 1

Cena 1 /São Paulo/ Noite. 

Na calçada.

Lucas fica de costas para a porta do prédio, olhando as estrelas. Ana sai de dentro do prédio e o abraça por trás, Lucas se vira e a beija.

Lucas: Você está linda.

Ana: Obrigada. Você está muito bem também.

Lucas: Reservei a melhor mesa pra gente no restaurante japonês.

Ana: Você sabe que não gosto de comida japonesa.

Lucas rindo: Eu sei sim, mas ver essa sua carinha linda ficando espantada é ótimo.

Ana: Chato.

Lucas: Vamos?

Ana: Japonês?

Lucas: Claro que não.

Ana: Acho bom.

Lucas abre a porta do carro e Ana entra, ele da à volta e entra no carro.

Cena 2./São Paulo/Noite.

No restaurante.

Lucas e Ana sentados à mesa enquanto o garçom em pé do lado anota os pedidos.

Garçom: Mais alguma coisa?

Lucas: Não, obrigado.

Garçom: Com licença.

O Garçom pega os menus e sai.

Ana: Você sabe que eu amo esse restaurante.

Lucas: Por isso eu trouxe você aqui, pra gente comemorar. Você agora é uma médica formada. Minha doutora.

Ana: Eu nem to acreditando que isso ta acontecendo. Depois de tanto tempo eu consegui. Achei que nunca mais ia sair daquela universidade.

Lucas rindo: Você merece, meu amor. Sempre soube que ia conseguir. Agora eu tenho a médica mais linda pra me atender.

Ana: Você é muito maravilhoso, sabia? Está aqui no restaurante que eu amo e com a pessoa que eu mais amo. Tem como isso ficar melhor?

Lucas: Você nem imagina o que eu preparei pra você ainda.

Ana: Fala sério.  O que você preparou?

Lucas: Surpresa.

Os dois se beijam, o garçom chega com os pratos.

Lucas: Obrigado.

Cena 3/ São Paulo/ Noite.

No quarto.

Lucas e Ana entram se beijando.

Ana: Que fogo é esse?

Lucas: Vinho… E tesão. Você me deixa assim, louco.

Ana: Uau.

Lucas beija o pescoço de Ana, enquanto ela tira a camisa dele. Lucas pega Ana pelo colo, ela cruza as pernas na sua cintura, enquanto ele a encosta na parede e se beijam. Ana arranha as costas de Lucas com as unhas, enquanto ele morde a sua orelha. Eles param e se olham fixamente, apaixonados.

Lucas com Ana no colo a leva para a cama, ele se senta ainda com Ana no colo. Ela o empurra, fazendo Lucas se deitar, ela tira a blusa e em seguida o sutiã e o beija. Lucas se vira na cama ficando por cima de Ana e tira a saia dela, e se beijam.

Na cama, Lucas por cima de Ana, embaixo dos lençóis, eles transam. Ana passa as mãos sobre as costas de Lucas, eles se beijam e se olham olho no olho. Naquele momento não existia mais nada no mundo, só o amor que os dois sentiam e selavam isso com sexo. Uma troca de afeto intimo que acariciava não só seus corpos, mas também o coração.

Cena 4./São Paulo/ Noite. 

No quarto, deitados na cama, Ana sobre o peito de Lucas.

Ana: Você é muito bem.

Lucas rindo: Eu sei.

Ana: Convencido.

Lucas: Realista.

Ana brincando: Eu criei um monstro.

Lucas: Vai dizer que é mentira? Você fica louca quando transamos. Eu sei fazer direitinho.

Ana: É verdade sim, mas você tem que ser mais humilde.

Os dois se beijam, o celular de Ana toca.

Ana: Agora não.

Lucas: Está tarde, vai lá atender. Não iam te ligar sem motivo.

Ana: Você tem razão.

Ana levanta da cama de calcinha e sutiã, e pega o celular dentro da bolsa jogada no sofazinho do quarto, e atende.

Ana: Alô mamãe, aconteceu alguma coisa? O que?… Mas ele está bem? Tem certeza mãe?… Eu vou da um jeito de ir pra ir amanhã cedo, eu só começo no hospital na semana que vem. Está bem. Beijo.

Ana desliga e volta pra cama.

Lucas preocupado: O que aconteceu?

Ana triste: Meu pai passou mal, estava internado no hospital.

Lucas: Calma, vai ficar tudo bem.

Ana: Eu vou pra lá amanhã cedo. Eu sei que você tá cheio de trabalho na academia, mas vem comigo? Por favor.

Lucas: Claro que vou. Não precisa nem pedir.

Lucas abraça Ana tentando consolá-la.

Cena 5/ São Paulo/ Noite. 

Na estrada.

Dentro do carro, Lucas dirigindo e Ana no passageiro.

Ana preocupada: E se meu pai estive ruim entre a vida e a morte?

Lucas: Para de pessimismo, Ana. Seu pai vai estar bem. Deve ter sido só um susto.

Ana: Mas é uma possibilidade. Meu pai é novo, mas meu avô morreu cedo. Infarto. Não quero que isso aconteça com ele.

Lucas: Se tivesse acontecido algo de tão grave assim sua mãe teria te avisado ontem.

Ana: Não, minha mãe não me fala essas coisas. Ela esconde tudo de mim tentando me proteger, como se eu fosse criança até hoje. E ela estava estranha, como se ela estivesse escondendo alguma coisa.

Lucas: Mas eu tenho certeza que não aconteceu nada de grave com seu pai, pode ficar tranquila. Tá bem?

Ana segura à mão de Lucas

Ana: Obrigado por você ter vindo comigo.

Lucas: Eu te amo. Não vou te abandonar nunca.

O carro passando pela rodovia entra em uma estrada indo para uma cidadezinha. Lucas dirige concentrado e Ana olhando a cidade pela janela.

Ana: Quanto tempo que eu não vinha aqui.

Eles passam de carro em frente a casa de Thiago, e Ana olha fixamente.

Lucas: O que foi?

Ana: Não foi nada. Tem que virar pra esquerda na esquina.

O carro para na porta da casa dos pais de Ana. Lucas e Ana descem do carro.

Lucas: É aqui?

Ana: É sim.

Lucas: Que casa linda.

Ana: É uma das mais antigas da cidade. Vamos lá. Eu quero noticias do meu pai.

Lucas: Pode ir na frente. Eu esqueci um negócio no carro.

Ana: Já vou entrando, te espero lá dentro.

Lucas: Está bem.

Lucas vai pra dentro do carro, Ana caminha em direção a casa.

Na sala.

Ana abre a porta e entra, vê que a casa está escura.

Ana: Mãe, mãe?

Ana acende a luz, todos escondidos saem e gritam surpresa. Ana se assusta, e percebe que é uma festa. Joice caminha até Ana e a abraça.

Joice: Surpresa filha.

Ana ainda sem entender: O que ta acontecendo?

Paulo: Eu estou bem meu amor.

Ana: Mãe, como a senhora faz isso comigo? Eu fiquei preocupada com o papai,

Paulo: A ideia foi minha, filha.

Ana: Eu já devia ter imaginado.

Joice: Uma mentira boba não tem problema, não faz mal a ninguém.

Ana: Nunca mais vocês façam isso. Eu fiquei preocupada.

Joice: Você se formou. É uma doutora.

Nossa médica. Não íamos deixar de comemorar com todos, de jeito nenhum. Vem aproveitar sua festa.

Thiago todo feliz de reencontrar seu grande amor se aproxima dela.

Thiago: Parabéns.

Ana: Obrigada.

Thiago: Agora é doutora Ana. Né? Tá ficando importante.

Ana: Não to nada. Só me formei, ainda falta muito chão ainda pra chegar onde eu quero.

Thiago: E eu tenho certeza que você vai conseguir. Você está linda. Parece que a cidade grande fez muito bem a você.

Ana: Obrigada. Você está muito bonito também. Bem mais forte.

Thiago: Eu andei frequentando a academia.

Ana: Dá pra se ver.

Thiago um pouco ansioso: A gente podia tomar uma cerveja, colocar o papo em dia, depois que a festinha acabar. Sem segundas intenções, só pra comemorar sua forma…

Lucas chega por trás de Ana e abraça.

Lucas: Parabéns meu amor.

Thiago se decepciona ao ver outro homem abraçando a mulher que ele sempre amou. Thiago se enche de ciúmes e raiva. Mas tenta se controlar e coloca um sorriso forçado no rosto.

Ana se vira: Você sabia de tudo né? E nem me falou nada.

Lucas: Surpresa. Eu não podia estragar a surpresa.

Ana o beija: Obrigada.

Lucas: Pra você.

Lucas entrega um caixa pra Ana.

Ana: Não precisava. Deixa eu te apresentar, esse daqui é o Thiago ele é um grande amigo da família.

Lucas: Prazer.

Ana: Esse é o Lucas, meu namorado.

Thiago: Seu namorado?

Lucas: Isso ai.

Lucas estende a mão para cumprimentá-lo e Thiago aperta a mão dele. Se encaram. Thiago já não conseguia controlar e tenta fugir da situação.

Thiago: Eu vou pegar uma bebida depois a gente conversa.

Thiago sai andando.

Lucas: Eu fiquei com a impressão de que ele não gostou de mim.

Ana: Ele é meu ex-namorado.

Lucas: Agora faz mais sentido. Mas então, abre seu presente. Quero ver se você vai gostar.

Ana abre a caixa e vê uma jaqueta.

Ana: É linda. Eu adorei meu amor. Não precisava.

Ana o beija, Thiago vê de longe  com muito ódio nos olhos. Thiago entra na cozinha.

Cena 6/ Holambra/ Manhã. 

Na cozinha.

Thiago entra a cozinha com ódio e vê Joice arrumando alguns salgados.

Joice: Oi Thi, mal tive tempo de falar com você hoje desculpa. Festa em casa é complicada tem que dar atenção pra todo mundo. Você entende não é?

Thiago: Claro que eu entendo. Não se preocupe comigo.Eu estou bem. Como a senhora sempre diz eu sou de casa. Só vim pegar uma bebida.

Joice arruma os salgados na bandeja: Eu to tão feliz. Minha filha se tornando uma médica.

Thiago: Eu sempre soube que ela ia conseguir, ela é muito especial.

Joice: É sim, ela é fantástica.

Thiago percebe que está sozinho com Joice e se aproxima dela.

Thiago: Eu só achei estranho aquele rapaz que está com ela. O namorado. Uma cara ruim.

Joice: O Lucas? Ele é um amor de pessoa. A Ana disse que ele é ótimo.

Thiago: A opinião dela não conta, Joice. Ela está apaixonada. Não dá pra ver as coisas direito. Nós que estamos de fora que temos que ver direito.

Joice: Não tô entendendo.

Thiago: Eu não quero insinuar nada, mas você não o achou estranho? Não sei, pode ser paranoia minha, mas gente ruim nesse mundo pra fazer maldade com pessoas inocentes tem um monte por aí. E você sabe que a Ana é ingênua. Não vê maldade em lugar nenhum. Em ninguém.

Joice: Você acha que o Lucas vai fazer alguma mal a Ana?

Thiago: Não sei. Só acho que ele não é muito confiável.

Ana entra na cozinha.

Ana: Ele é totalmente confiável, Thiago.

Thiago surpreso: Ana?

Ana: Eu ouvi o que você disse do Lucas e ele não é nada disso que você está falando.

Thiago: Eu não o acusei de nada. Só disse que eu o achei com uma cara estranha. Minha primeira impressão não foi boa.

Ana: Mas então desfaça essa primeira impressão porque ele é ótimo. É maravilhoso.

Thiago: Você confia demais nas pessoas.

Ana: Você não conhece o Lucas pra falar isso dele. Você não sabe nada a respeito dele. E se é pra falar de confiança, eu confiei muito em você antigamente…

Joice: Calma, Ana. Não precisa brigar. O Thiago não falou por mal.

Thiago: Pelo menos sua mãe entendeu o que eu quis dizer.

Ana: Posso estar exagerando, mas pode ter certeza de uma coisa, o Lucas é o homem da minha vida e nós somos muito felizes juntos. E nada que as pessoas possam inventar vai atrapalhar nosso relacionamento.

Thiago: Que bom. Desejo felicidades ao casal.

Thiago sai da cozinha.

Thiago: É o que nós vamos ver.

Cena 7/ Holambra/ Manhã.

Na sala.

Sentados no sofá. Paulo e Lucas conversam. Cada um com uma garrafa de long neck na mão. Paulo com uma expressão séria. De dar medo. Lucas encolhido no sofá, como se estivesse diante de um touro braço.

Paulo: Então meu rapaz. Você quem é o namorado da minha filhinha?

Lucas: Sou eu sim, senhor.

Paulo: Você trabalha?

Lucas: Eu sou personal de uma academia.

Paulo: Personal de uma academia?

Lucas: Da minha academia, na verdade.

Paulo: E isso dá dinheiro? Porque deixar a mulher cuidar das despesas da casa é uma vergonha pra um homem. Você pretende se casar, não pretende? Minha filha não mulher de brincadeira. E homem nenhum vai fazer hora com a cara dela.

Lucas: Claro. Eu quero me casar sim, sua filha é maravilhosa. É o sonho de qualquer homem ter uma mulher como ela do lado.

Paulo com a expressão mais séria ainda: Eu sei. Agora me faça um favor.

Lucas meio inseguro sem saber o que Paulo ia pedir: Claro, pode falar.

Paulo rindo: Para de ficar tenso. Você é um bom rapaz, vai fazer minha filha muito feliz. Já está fazendo, né?

Lucas: Claro.

Os dois disparam a rir.

Paulo: Você tinha que ver a sua cara de desespero. Foi a melhor do dia.

Cena 8./ Holambra/ Noite. 

Sentados à uma mesa farta, Ana, Lucas, Joice e Paulo jantam juntos.

Ana: Comi tanto nessa festa e ainda estou com fome.

Joice: Confessa que é a comidinha da mamãe.

Ana: Eu estou rodeada de convencidos. Ontem foi o Lucas que disse que era…

Lucas sem graça: Ana… É realmente a comida da sua mãe que está uma delícia sim.

Paulo: Sinto te informar Lucas, mas a Ana não cozinha tão bem quanto a Joice.

Ana: Nem é tão ruim assim.

Lucas: Eu já provei um macarrão que ela fez e não ficou muito bom não.

Ana: Lucas, você tem que me apoiar.

Carol chega à cozinha.

Carol: Boa noite.

Ana surpresa em rever a amiga se levanta e a abraça.

Ana: Carol, que saudades de você.

Carol: Você que sumiu. Foi lá estudar pra ser médica que se esqueceu dos amigos.

Ana: Não fala besteira, tava morrendo de saudades de vocês. Por que não veio na minha festa surpresa?

Carol: Trabalhando ainda naquela maldita lanchonete. Não pude sair.

Ana: Quero te apresentar meu namorado Lucas.

Lucas levanta: Oi, prazer – e a beija no rosto.

Carol: Uau. De onde veio esse tem mais?

Ana: Tem. Você tem que conhecer o irmão dele, um gato.

Lucas: Como é que é?

Ana: É pra ela seu bobo.

Joice: Carol, senta para jantar com a gente?

Carol: Não obrigada, Joice. Eu só vim dá um beijo na Ana mesmo, tava com saudades. Eu tenho que voltar pra lanchonete.

Ana: Uma pena. Queria tanto colocar as fofocas em dia.

Carol: Você fica até quando?

Ana: Não sei. Um dois dias no máximo.

Carol: Vou dar um jeito de fugir da lanchonete e a gente conversa direito. Tchau gente.

Ana: Eu te levo até a porta.

Paulo: Tchau.

Cena 9/ Holambra/ Noite.

No portão, Carol e Ana conversam do lado de fora do portão.

Carol: Você já viu o Thi?

Ana: Vi sim. Ele estava aqui em casa na festa.

Carol: Suas pernas tremeram?

Ana: Não entendi.

Carol: Você era louca com ele. Eu lembro quando vocês namoravam, até no colégio você brigava por causa dele.

Ana rindo: Eu já fiz muita loucura por causa dele mesma.

Carol: Ele quem me disse que você já tinha chegado. Eu achei que era só amanhã. Ele ainda é louco por você. Você  sabe né? Eu sei muito bem disso porque já dei em cima dele e ele não me quis por ser sua amiga.

Ana rindo: Sério?

Carol: Ele está muito gato, ta forte. O que você queria? Agora que eu reparei, você tem um tipo padrão de homem né?

Ana: Carol, você é demais.

Carol: Você ficou chateada por eu ter…

Ana: Claro que não. Ele tá bonito mesmo, mas eu não penso mais nele. Eu estou com o Lucas agora. E menina, eu estou amando.

Carol: Mesmo? Fico muito feliz por você.

Ana: Muito sério, eu tirei a sorte grande dessa vez.

Cena 10/ Holambra/ Noite.

Na lanchonete sentados à mesa. Thiago e Carol conversam.

Thiago ansioso: E o que ela disse?

Carol: Eu se fosse você seguia sua vida, Thi. Ela realmente está caidinha pelo tal do Lucas, e vamos combinar um pedaço de homem.

Thiago com raiva: Ele é um pedaço eu sou um homem inteiro.

Carol: Mas ela prefere o pedaço que ela tem.

Thiago: Você tem certeza?

Carol: Eu tenho que trabalhar Thiago, não posso conversar agora. De um jeito esquecer ela. É melhor pra você. Eu tô aqui solteirinha.

Carol sai da mesa, Thiago chateado levanta da mesa e sai da lanchonete.

Cena 11/ Holambra/ Noite. 

No quarto de Ana deitados na cama, ela beija Lucas.

Ana: Eu to tão feliz que você está aqui comigo.

Lucas: E eu estou tão feliz de que sua mãe e seu pai me aceitaram numa boa.

Ana: Ele era tão ranzinza com meus outros namorados, sinal de que ele gostou mesmo de você.

Lucas: Eu sou encantador mesmo.

Ana: Muito convencido, mas é encantador sim.

Lucas: Até  mesmo com o Thiago, aquele seu ex, seu pai era ranzinza?

Ana: Não. Com ele meu pai fazia muito gosto, dava o maior apoio. Na verdade meu pai que me apresentou ao Thi.

Lucas: Thi?

Ana: É costume. Mas o Thiago foi paixão adolescente. Agora eu sou mulher e quero um homem do meu lado.

Lucas: Gostei disso.

Ana o beija e põe a mão por dentro da camisa de Lucas.

Lucas: Aqui não.

Ana: O que?

Lucas: Eu não quero transar aqui, com seus pais no quarto do lado.

Ana: Tenho certeza que eles sabem que eu não sou mais a garotinha virgem.

Lucas: Eu sei, mas não me sinto bem fazendo isso assim, espera um pouco, logo a gente volta pra casa ai você que me aguarde.

Ana: Ok.

Ana o beija e se vira de costas e Lucas a abraça por trás.

Cena 12./ Holambra/ Manhã.

No quarto de Ana, vestido com roupas pra fazer caminhada, Lucas vai até a cabeceira da cama e senta do lado de Ana, que está deitada.

Lucas: Amor, amor. Eu vou dar uma corrida por ai, tá bom?

Ana sonolenta: Está bem, mas não vai se perder.

Lucas: A cidade é pequena não tem como eu me perder.

Lucas levanta e sai do quarto.

Cena 13/ Holambra/ Manhã. 

Na calçada, Lucas sai da casa e fecha o portão. Lucas se surpreende com a neblina na cidade.

Lucas: Nossa. Neblina. Essa realmente é mesmo uma cidadezinha estranha.

Lucas começa a correr.

No carro, Thiago dirige enquanto ouve música no rádio. Em silêncio, ele dirige e vê Lucas correndo na calçada.

Thiago: É o Lucas?

Thiago olha no retrovisor.

Em outra rua, caminhando na calçada, Lucas corre tranquilamente, e passa perto do carro encostado na calçada, Thiago sai do carro com o pequeno extintor de incêndio nas mãos e vai atrás de Lucas.

Lucas correndo em um ritmo mais calmo e ouve uma voz chamando – Lucas – Ele olha para trás e Thiago acerta com o extintor no rosto de Lucas que cai desmaiado, Thiago fica olhando Lucas no chão.

 

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