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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 7: Não se deve aceitar presentes de estranhos

– Estamos sendo observados! – Yon avisou o pupilo.

Antes que pudesse pensar em qualquer coisa o observador apareceu, um ser cadavérico, cuja pele perde o vigor há muito tempo. De longe lembrava um senhor de idade já avançada, cansado demais, ou no fim da vida talvez, tinha no rosto pálido uma expressão de desanimo, a barba por fazer e o cabelo desarrumado faziam dele quase um zumbi. como aqueles que ele vira nos filmes de dia das bruxas com a mãe.

Trazia em suas costas um saco velho de pano grosseiro amarrado por uma corrente suja e pesada, dela podia ouvir gritos de lamento e pedidos de socorro. Jonas tremeu ao vê lo, seus olhos fundos e de um vermelho intenso encaravam os do garoto quase como se quisesse devorá lo.

– Quer um presente meu jovem – ofereceu o velho estendendo a mão para que ele pegasse.

– Você? – Jonas o reconhecerá de imediato.

Aquele era o homem do qual sua mãe e sua avó lhe contava histórias terríveis, e talvez inimagináveis, uma lenda antiga contada e recontada para causar medo em meninos desobedientes,. segundo elas aquele era o velho do saco um homem muito doente que ao procurar um certo curandeiro foi amaldiçoado pelo remédio feito por ele, que para manter a própria vida ele deveria utilizar uma poção preparada pelo bruxo feitas com partes do corpo humano, sua avó dizia o figado, ja sua mae falava do coração. Assim o velho do saco atraía crianças desavisadas para uma armadilha, oferecendo doces ou brinquedos, a fim de sequestrá-las e levá-las para que o outro usasse as partes de seus corpos para curá-lo.

Quando elas ja não serviam mais para seu proposito eram descartadas longe das cidades, em lixoes ou proximos ao rio, e ao serem encontradas constatava-se a falta de um orgao importante. Assim Jonas aprendeu a nao confiar em pessoas desconhecidas que ofereciam presentes.

– O que tem eu? – perguntou o velho sorrindo com os dentes amarelos ao colocar o saco que carregava no chão. – Não me diga que está com medo de mim, um bondoso ancião?

– Eu sei quem è você. – Jonas dera um passo a frente. – minha mae e minha vó me contaram sobre voce.

– Tenha cuidado Jonas, não caia nas armadilhas desse velho asqueroso. – Pediu yon pondo se em posição de ataque

– Você quer brincar comigo Jonas… Não quer. – Disse o velho aproximando-se sorrateiramente.

– Na…, na…, não se aproxime. – o garoto recuou, ao ve-lo se aproximar.

– Não precisa ter medo de um velhinho inocente. O velho estendeu o embrulho para ele.- pegue, é seu.

Por um instante Jonas sentiu uma grande vontade de aceitar o presente oferecido a ele pelo velho do saco, mas foi impedido de última hora por Yon.

– Eu não vou deixar você manipular o garoto – Yon segurou Jonas pelo braço. – Por que não usa seus poderes contra mim, velho, ou será que não consegue lutar com um monstro?

A expressão no rosto do homem mudará completamente, seu sorriso amarelo deu lugar a cara fechada de alguém com muita raiva.

– Não se meta nos meus planos renegado. – Rebateu o velho recuando de sua investida.

– Seus poderer só funcionam com crianças, nao é mesmo. Que pena, eu estar aqui para atrapalhar seus planos. eu serei seu adversário agora.

– Voce teria coragem de atacar um velhinho indefeso? – Perguntou o velho com a voz falha.

– Seu truque nao vai funcionar comigo.

O velho abriu mais uma vez o saco que carregava, retirando dele uma pesada massa de ferro cheia de espinhos presa a corrente, oito pontos luminosos flutuavam ao redor delas.

– Que assim seja. – Rebateu ele pegando uma das bolinhas luminosas e sugando para si sua energia

 

 

Antes que ele pudesse se dar conta a batalha entre eles ja havia começado, após o velho do saco ter sugado a bola de energia o corpo cadavérico ganhou a força e tonicidade muscular de um homem no auge de sua vitalidade. Não demorou para o velho partir na direção dos dois girando a massa até que ela ganhasse velocidade para ser arremessada.

Yon assim como Jonas deu um longo salto para trás deixando a massa atingir o solo. O impacto fez com que uma cratera se formasse onde eles estavam. no instante seguinte Yon ja estava se livrando de mais um ataque, enquanto Jonas tentava se proteger atras de uma arvore.

– Quando eu acabar com ele será a sua vez garoto. – o velho ameaçou Jonas enquanto arremessava a massa mais uma vez..

– Corre Jonas… vai. – Yon ordenou enquanto saltava mais uma vez para se livrar do ataque.

Usando as garras Yon avançou contra a corrente quebrando-a em varios pedaços. Os dois correram ao encontro um do outro e agora tinham as mãos unidas, em uma disputa de forças, Jonas não conseguia discernir o que fazer naquele momento. Ele queria ajudar mas o medo o fez paralizar, e fugir agora estava fora de questao.

Ao se voltar para seu mestre Jonas viu o homem se transformar numa fera, o corpo dobrará de tamanho pelos tornavam-se maiores e mais grossos que o normal. Yon pela primeira vez havia abraçado seu lado sombrio desde que iniciaram aquela aventura. o lobisomem a sua frente era mais forte e ágil que o homem que o treinou.

Ele havia se tornado a fera que nasceu para ser.

Yon e o velho se encaram por algum tempo. O lobisomem espera pelo momento certo em que Jonas esteja seguro para atacar. Pelo que ele pode estudar dos movimentos de seu adversário, a criatura a sua frente se alimenta da esperança das almas aprisionadas em seu velho saco.

Numa fração de segundo o homem parte em um ataque de forca bruta contra a criatura, o velho apenas sorri em resposta, como se soubesse de seus movimentos. Como contra golpe uma barreira protetora aparece diante de Yon impedindo que ele se aproxime do alvo.

A forca de seu golpe se dissipa pela extensão da proteção erguida pelo velho do saco. Em seguida Yon é atingido por ondas de choque intenso. Uma descarga de dezenas de volts atravessa seu corpo atingindo em cheio seus pontos vitais, atordoado Yon cai a poucos metros de onde esta a criatura.

Espasmos involuntários fazem o homem lobo perder o controle de seus movimentos. Antes que ele possa fazer qualquer coisa, seu adversário se aproxima dele e sorri, encarando o medo em seus olhos.

– Curioso não é – o velho abre o saco e retira de lá uma nuvem luminosa. Ele a observa por um instante antes de leva-la a boca. – Uma criança carregar tamanho poder, não e mesmo?

Tomado pela energia da bola luminosa o velho passa por uma transformaçao diante de seus olhos, o corpo cadaverico ganha musculos, agora no auge da forma fisica, a criatura sorria, parecia agora não ter mais que trinta anos.

Yon mantinha-se no chão sem conseguir se mover. A forca da criatura era de fato grandiosa, como poderia ser possível um ser cadavérico como aquele conseguir tanto poder assim.

– Dois podem jogar esse jogo velho. – rebateu Yon tentando se por de pé com dificuldade.

– O medo é um excelente combustível não acha? – Diz o velho golpeando o rosto de Yon com uma força descomunal.

Numa fração de segundos tudo se apaga pela força do golpe, desacordado Yon é carregado pela criatura como prisioneiro. Um riso diabolico ecoa pelo lugar antes do velho do saco desaparecer.

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