O JÚRI

 

 

Amanheceu e a cidade se preparava para o julgamento de Dario, e aquele acontecimento parecia mais um evento ou uma festa onde o povo escolhia a roupa mais cara e disputava não só o lugar nas cadeiras do fórum para assistir a sentença como também fazer parte do júri era como se ganhasse uma medalha de honradez ou na loteria.

Era um verdadeiro empurra-empurra dos populares entrando na sala de audiência, ambulantes aproveitaram o movimento pra lucrar na entrada vendendo desde pipoca até chip de celular, no centro da cidade a praça estava lotada, algumas pessoas sentadas às mesas bebendo cachaça, crianças correndo, outros pendurados no juazeiro e todos estavam aguardando a transmissão do júri pelo retrovisor cedido pelo jornal da cidade.

Na sala de audiência, Alfredo se preparava para entrar no ar enquanto o cinegrafista ajustava o melhor ângulo, o juiz adentrou, logo após entrou o promotor de justiça e se dirigiram aos seus lugares à mesa. A viatura da polícia parou em frente ao fórum e Dario desceu algemado com a escota dos policiais e o defensor público. A população agiu de maneira hostil com a chegada do acusado e tentavam agredi-lo, a família de Raimundo usavam camisetas com a foto dele e clamavam por justiça.

Alguns minutos depois, Dario entra na sala de audiência continuando sendo escoltado com os policiais e se senta na cadeira enquanto o defensor público senta em uma outra mesa ao seu lado.

O juiz deu o início a sessão de instrução e julgamento, após foi realizado o sorteio dos jurados, que se resumiram no número de sete entre algumas recusas do promotor de justiça que mais se interessou em escolher jurados homens de meia idade, o perfil parecido da vítima, e o defensor público teve preferência em jurados que fossem mulheres e isso deixarei em segredo até o presente momento para que o leitor compreenda no desfecho desse julgamento. No total foram quatro homens e três mulheres, duas anciãs e uma jovem de vinte e poucos anos. Os jurados leram em voz alta um juramento de julgaram a causa com imparcialidade e justiça, assim deu continuidade ao julgamento.

Dario permanecia em silêncio e olhava um ponto qualquer da sala, na sua mente lembrava de Maria Rita talvez fosse o único local de paz que existia dentro de si apesar de saber que nunca poderia realizar o seu sonho de amor para com ela. Algumas testemunhas foram chamadas a prestar seu depoimento a primeira foi Guilhermina, a esposa de Quirino, sentou em uma cadeira a frente do juiz.

— Eu percebi que Quirino andava estranho uns tempo, depois que meu fio adoeceu procurei dinheiro dentro do porco e não encontrei nada.

— Espera aí, como assim dentro do porco? — perguntou o defensor público.

— O porco é a botija, doutor, prosseguindo aí quando vi que não havia um vintém fiquei desesperada sair gritando desesperada no meio da rua porque achei que um ladrão havia roubado. Depois…— começou a chorar. — o meu fio morreu, o Quirino ficou doido, dias depois se enforcou e aí quando fui fazer uma faxina em casa encontrei essa carta dentro da bíblia.

— O que tinha nesta carta? — perguntou o defensor.

— O Quirino dizendo que mandou matar o Raimundo por causa de briga de time de futebol e que tirou o dinheiro do porco, digo, da botija pra pagar o Dario, o coisa ruim pra fazer o serviço, e por isso que ele se matou porque não teve dinheiro pra levar o fio pra Maceió e sentia culpado pela morte do fio.

— Sem mais perguntas, Excelência. — o defensor encerrou o interrogatório e se sentou.

A outra testemunha era a esposa do seu Raimundo, que começou um discurso emocionado.

— Covardes! Mataram Raimundo, um pai de família, um trabaiador por causa de futebol? Esse vagabundo, esse matador que tirou a vida do meu homi.apontava para Dario. — Eu quero justiça, os doutor tem que fazer justiça pra esse infeliz morrer na cadeia!

— Quantos filhos o senhor Raimundo deixou? — perguntou o promotor.

— Seis fios.

— A senhora e seus filhos estão passando alguma necessidade após a morte do senhor Raimundo? — perguntou novamente o promotor.

— Sim, tamo passando necessidade porque o Raimundo sustentava nós tudo, ele morreu e tive que fechar a borracharia. Se não fosse a ajuda dos outros, eu e meus meninos estavam tudo passando fome.

Encerrado o depoimento da esposa da vítima, entrou um ancião e obreiro da igreja de Milton.

— O senhor conhece o acusado? — perguntou o promotor.

— Conheço, doutor, e quem não conhece esse fio do cão? — encarava Dario. — Desde novo o caba vive matando um em troca de dinheiro. Ele chegou ameaçar o pastor com um revolver lá na igreja na frente de todo mundo, mas o Senhor abençoou nós e impediu que acontecesse uma tragédia.

— Não há mais perguntas a fazer a testemunha, Excelência. — sentou à mesa.

Logo, foi anunciado à outra testemunha e era Joana, a filha do Raimundo, ao vê-la Dario se surpreende.

— No dia do crime a senhorita estava aonde? — perguntou o defensor público.

— Em casa no meu quarto.

— Ouviu algum barulho ou algo que fosse suspeito?

— Sim, eu estava me preparando para dormir e ouvir um barulho vindo do quarto da minha irmã, me levantei e vi a porta entre aberta.

— O que viu?

Joana olhou assustada para todos e ficou alguns minutos em silêncio.

— Eu vi…ele tentando abusar da minha irmã…

Todos os presentes chocados com aquela revelação começam a falar ao mesmo tempo e o juiz pede silêncio.

— Ele quem?

— O Raimundo.

— O seu pai?

— Sim. — começou a chorar.

As pessoas retornaram a falar atordoadas com aquela revelação.

— Excelência, esse fato não está conectado com o processo e não há provas de que confirme o que a testemunha está falando. — disse o promotor.

— Peço que a testemunha prossiga o depoimento. — falou o juiz.

— O que a senhorita fez naquele momento? — perguntou o defensor.

— Eu ameacei ele dizendo que se tentasse abusar dela eu iria denunciar a polícia.

— Quantos anos tem a sua irmã?

Se ouve os gritos da mãe da jovem que se encontrava na sala ao lado.

— Mentirosa! Fia ingrata! Mentirosa!

— Minha irmã tem onze anos. Eu também fui vítima do Raimundo, ele abusava de mim desde menina! — gritou Joana.

— A senhorita ouviu os disparos daquela noite?

— Sim, após ter impedindo que ele abusasse da minha irmã, fui para o meu quarto com a minha irmã e daí…— olhou para Dario. — ouvi os tiros e os gritos de mainha. Eu sair do quarto correndo junto com a minha irmã e vi o corpo dele estendido no chão no quintal.

— Você vi o acusado na noite do crime? — apontou o defensor para Dario.

— Não.

— Já tinha visto o Dario alguma vez na sua vida?

— Nunca.

— Excelência, não há mais perguntas.

A cidade estava incrédula ao descobrir que Raimundo, uma homem de moral ilibada soube ocultar durante toda a existência que abusava de suas duas filhas. Alguns suspeitavam que Joana estivesse mentindo, mas por qual motivo mentiria? A maioria da população começou a ter uma nova imagem de Dario, uma vez bandido, agora um justiceiro, afinal ele havia tirado de circulação um possível abusador disfarçado de homem íntegro. O fato aterrorizava mais ainda ao povo na dúvida se Raimundo havia feito outras vítimas na cidade. O medo e o pânico tomou conta do lugar e já não estava mais em julgamento social e muito menos na lembrança que de Dario havia matado Raimundo à mando de Quirino por causa de uma rivalidade por futebol.

Na sala de audiência o promotor adentra no centro e vira-se para o júri.

— Testemunhas…quantas testemunhas mentem como também falam a verdade. São acusações contra uma vítima que não pode se ato defender. Quais provas teremos que levantar e trazer a esse julgamento para enfim declarar este indivíduo. — apontou para Dario. — como culpado ou inocente. O que o senhor acha que é, Dario? Criminoso ou justiceiro? Porque o que motivo foi o dinheiro…quem te contratou foi Quirino e não Joana…

— Excelência! — gritou o defensor.

— Continue promotor. — disse o juiz.

— Por que você matou o Raimundo? — perguntou o promotor.

— Quirino me pagou pra matar ele.

— O que você é Dario?

— Matador de aluguel. — encarou o promotor. — Sou o que chama do besta feroz, do coisa ruim, bandido, vagabundo, pistoleiro. Eu não tenho nome, não interessa saber que eu sou, faço o que faço por dinheiro e não me interessa saber o motivo.

— Qual motivo?

— Por que querem matar.

— Desde quando você tá nessa vida?

— Desde menino e não me importo se for preso já não tenho Rita aqui do meu lado, então, se morrer na cadeia pra mim é meior.

— Onde você estava quando Quirino te procurou?

— De baixo da Aroeira em frente ao açude.

— Foi de manhã, numa tarde ou…

— De manhã, eu acho.

— O que ele te disse?

— Que queria me contratar pra matar o Raimundo.

— Você perguntou o motivo?

— Não.

— Como foi a noite do crime?

— Eu pulei o muro, entrei na casa pela janela, vi o Raimundo na cozinha, o levei para o quintal, matei ele e depois fugir.

— Você recebeu o valor todo ou foi em parte?

— Uma parte antes e outra parte depois.

— Quando foi a última vez que você viu o Quirino?

— Lá no açude, ele estava desesperado e queria que eu o matasse porque tinha me dado o dinheiro dos remédios do fio.

— O que você disse?

— Que não, o probrema foi dele quem mandou matar o caba e tirar o dinheiro que é do fio.

— E depois?

— Ele foi simbora. Nunca mais o vi. Soube mais tarde que ele tinha se matado.

— Sem mais perguntas, Excelência. — sentou à mesa.

O defensor público tomou o lugar da palavra e se dirigiu até Dario.

— Por que você mata por dinheiro?

— É o único jeito de pode colocar comida na mesa. É errado, eu sei que é, doutor, o que posso fazer?

— Já pensou em procurar algum emprego honesto?

— Pensar eu penso, o probrema é achar quem quer dá emprego por um caba como eu e também não tem lá muito o que fazer nesta terra é seca, quase nada dar pra fazer e criar.

— Você foi a escola?

— Não, nem eu e ninguém lá de casa.

— Vejam jurados que este cidadão não teve direito à educação, é mais um miserável desta terra que encontrou no crime uma maneira de matar a sua fome. Ele…— apontou para Dario. — É uma vítima da sociedade como muitos outros que lotam as celas deste país que entram na vida da bandidagem por ser essa a via única para terem um pouco do seu direito que é roubado pela corrupção e as injustiças. Dario poderia ser um familiar dos senhores, poderia ser os senhores, ou eu, ou todos nós. Este homem precisa de mais uma chance…

Após encerrar o réplica do defensor público, o promotor de justiça se aproximou dos jurados e iniciou a tréplica.

— Este réu é um réu confesso. Dario assume que foi contratado pra matar, apesar de não termos provas dos outros crimes que ele cometeu sabemos que se ele voltar as ruas continuará matando em troca de dinheiro. Então, a decisão está nas mãos dos senhores jurados e pensem que o próximo Raimundo pode ser um dos senhores ou seus familiares.

Terminada a tréplica do promotor de justiça, os jurados entraram em uma sala e fizeram a votação. Alguns minutos depois os jurados retornaram a sala, e Dario conversava com o defensor público.

— Como conseguiu trazer a Joana pra cá?

— Eu estava na missa e no final ela veio conversa comigo e disse que queria ser sua testemunha.

— Eu vou continuar preso…eu sei.

— Vamos esperar.

— Será que Maria Rita de que estou preso e do júri? — olhou para a porta.

— Você tinha esperança que ela aparecesse, não é?

Dario ficou em silêncio.

— Mesmo que ela quisesse não poderia vim ela está casada. Dario seja qual for o resultado desse júri pense no seu futuro.

— Oxe, qual futuro, doutor? Tenho não.

O juiz retorna a sala de audiência.

— Os votos dos sete jurados foram dois votos contra absolvição do réu e cinco a favor da absolvição do réu. O júri em sua maioria decidiu pela absolvição de Dario da Silva pelo crime de homicídio qualificado contra Raimundo dos Santos.

O burburinho tomou conta do lugar.

— O que isso quer dizer, doutor?

— Você tá livre, Dario, livre.

— É mesmo, doutor? Eu tô solto! Solto! — abraçou o defensor e pulou em cima da mesa. — Eu tô livre! Livre!

Ao sair do fórum uma multidão aguardavam Dario e gritavam por seu nome parecia que esperavam ansiosamente a chegada de um popstar, um jogador de futebol de time europeu ou uma estrela do cinema hollywoodiano. No corredor, Dario saiu escoltado com os policiais, o defensor público e o povo que queriam se aproximar dele.

— O que tá acontecendo, doutor? Oxente, acho que se eu for pra fora não vou ficar muito tempo vivo. Esse povo vai me lixar.

— Vai não, Dario, você fez a sua fama…

Alfredo com dificuldade tentava se aproximar de Dario.

— Dario, depois dessa vitória de cinco contra dois, o que você tem a dizer ao povo de Vila de São Cristóvão?

— Eu? Oxe, nada. — riu.

As portas do fórum de abriram e a multidão tentavam tocar em Dario e gritavam.

— Justiceiro! Justiceiro!

Era gente querendo tirar uma self, outros dizendo que o conhecia desde criança, que eram amigos dele, mulheres interessadas em Dario. Acreditem leitores o jogo virou e o assassino virou celebridade que se tornou justiceiro.

— Eu não tô entendo nada, oxe, esse povo tá doido, doutor.

— Dario, você entrou nesse fórum como um assassino irrecorrível e saiu como o justiceiro, afinal, você matou um abusador. Aproveite a fama, Dario.

— Oxente, o que estão fazendo? Me coloca no chão, caba, me coloca no chão!

O povo pegou Dario, o colocou em cima de um cavalo e saíram fazendo uma comitiva pela cidade, onde ele passava os carros e motos buzinavam, famílias o acenavam para ele nas calçadas, pessoas levavam as crianças para que ele as abençoassem, mulheres corriam atrás do cavalo gritando que o amava, homens caminhavam do seu lado gritando que ele era o justiceiro do sertão e assim Dario tinha aos seus pés os seus seguidores.

Na porta do fórum, Alfredo estava no ar em transmissão ao vivo.

— Hoje aconteceu um marco na estória de Vila de São Cristóvão, onde seu ilustre foi inocentado ao fazer justiça pela honra de duas mulheres que eram abusadas violentamente pelo próprio genitor. Agora os cidadãos de Vila de São Cristóvão finalmente tem o homem que fará justiça contra as arbitrariedades. Depois de Antônio Conselheiro, Lampião e Padre Cícero, chegou a vez dessa terra de ter seu nome gravado na estória e será com o Dario, o justiceiro do sertão contemporâneo. Após os comerciais vamos ver o que os videntes preveem no futuro de Dario, não saíam daí é depois do merchan…

Caros, leitores como algo pode ser tão cômico ao ponto de se tornar ridículo e cenas como essas de um criminoso se tornar o herói da nação com direito à desfile montando sob um cavalo e a massa em um perfeito transe totalmente cegas pela adoração a este novo santo, Deus ou rei completa o cenário deste frenesi que se repetem por séculos. Mudasse a cabeça, mas o corpo da imagem é o mesmo. Sobre o julgamento de Dario, apesar dele ser o protagonista deste romance não significa que sua absolvição seja uma forma de justiça, jamais esse é o intuito desta autora. A testemunha Joana mentiu em plenário que não tinha o visto na noite do crime e que nunca o viu, porém, ela omitiu a vez que o procurou no açude na tentativa desesperada de agradecer a Dario pelo feito de ter matado Raimundo, ao se despir e implorar em ser sua mulher. Se os leitores se recordam desta cena talvez lembrem que Dario negou-se a está com ela e a mandou embora e a fez jurar que nunca o viu, ela foi fiel ao seu juramento ao ponto de mentir no julgamento para salvá-lo.

Se Joana mentiu ou não sobre os abusos do pai contra ela e a irmã, não sabemos e assim como a vida será igualmente este livro que nem tudo ficará perfeitamente esclarecido. E se for mentira por qual motivo ela criaria uma estória tão absurda sujando a imagem e a honra do pai? Mentir todos mentem, falar a verdade todos também falam e se Joana estava mentindo ou falando a verdade só o tempo dirá. O depoimento de Joana comoveu e virou a estória em favor de Dario, essa foi a cartada coringa do defensor público e por isso o interesse dele de escolher mulheres no júri, afinal, o crime de abuso sexual vindo de um genitor se põem em um nível elevado do que é intolerável à sociedade em comparação ao homicídio qualificado, ou seja, para o povo o Dario apesar de ter sido pago por outra razão: rivalidade por time de futebol, ao matar Raimundo tirou um risco maior à sociedade que era um abusador sexual que se revestia de uma imagem imaculável de um homem de família.

Se a absolvição de Dario foi justa ou não fica essa resposta ao critério dos leitores, a sentença é dos senhores e sem julgamentos. O que pode se concluir é que neste crime houveram três mortes, a de Raimundo, homicídio, ao de Pedrinho, filho de Quirino que sua saúde se agravou por falta de medicamentos, pois o dinheiro dos remédios o pai pagou a Dario, e de Quirino, suicídio por se sentir culpado pela morte do filho, e a raiz deste problema está conectado ao radicalismo.

Tudo começou com uma briga de bar, Raimundo e Quirino já alcoolizados, times rivais se desentendem e juram um matar o outro caso o time seja o perdedor em uma partida. O que são times de futebol? Apenas cores? Símbolos? Um lazer que fazia parte de uma comunidade? Essas coisas juntas que se transformaram em empresas multimilionárias e seus jogadores e equipes são pagos para vencer, caso percam são demitidos, caso apareça uma oportunidade melhor são empregados em outros times e assim sucessivamente. Um time de futebol lucra com a paixão do torcedor ainda agregado a sua afetividade como lembranças ou algo como tradição, entretanto a rivalidade na seara da competição é essencial, porém, o ponto fora da curva é quando essa paixão descabida se torna radical onde um indivíduo ver o seu opositor, o torcedor ou jogador do time rival, como um alvo à ser destruído de qualquer maneira ou hipótese ferindo a sua dignidade com ser humano como os crime de racismo, injúria racial e homicídio.

O radicalismo neste caso em tela é o mesmo que se repete em outros setores sociais como político, religioso, classe sociais, sexual, racial, etnias e qualquer outro tipo de diferenças que possa existir e que dividem a sociedade à aqueles de um grupo que distingue de outros. Até as margens obscuras como as facções são constituídas pela inflamável escória do radicalismo.

O problema é que a ideia ao nascer era boa e inocente, por exemplo no futebol, geralmente nasce de um grupo de pessoas que jogavam na comunidade geralmente carente sendo este talvez o único meio de se distraírem de uma vida economicamente difícil, o tempo passa e a brincadeira daqueles jovens se torna um time de futebol, virou empresa, anos depois se tornou um time milionário que alimentam outras empresas bares, rede de televisão, o comércio de camisas e qualquer outro objeto que tenha o símbolo do time, estádios de futebol, e outros interesses políticos como concessões e por aí vai.

O futebol é usado como espelho de todas as diferenças neste livro, o que também vem junto com esse movimento radicalista são os vícios, por isso a bebida, neste caso o bar, o cigarro, as drogas consideradas ilícitas, o sexo, os jogos, e outros são mecanismo que trazem a sensação de bem-estar e de liberdade para aqueles que os consomem. É como o que ocorre tradicionalmente ao se preferir comer pipoca no cinema? No Brasil se come pizza com ketchup, ou para assistir uma partida de futebol deve ser acompanhada por um geladinha? (risos) essas coisas que são tão comuns e de tão automáticas que não percebemos que alguém ditou essas regras apenas com o objetivo de lucrar. Se é errado ou não em usar o meio de ludibriar a sociedade em busca do lucro essa aí a questão de que apesar de se ter leis que asseguram os direitos do consumidor existe o elo quase que um hímen incorruptível que impede a eficácia chega no status pleno, ou êxtase, e o direito do cidadão seja garantido e isso se chama corrupção.

De todos os modos e de todo jeito a corrupção seja qual escala social, classe, raça ou qualquer coisa que caracterize uma pessoa da outra, sendo óbvio de que não existe um ser humano igual ao outro mesmo os gêmeos tem digital única, é o que dificulta o desenvolvimento de um país.

O consumo, ou seja, o capitalismo é o grande mal da humanidade, o que posso dizer é que essa pergunta não tem resposta única e depende da ótica e como se desenvolve uma sociedade. Há países capitalistas em que se encontra apesar de existir ricos e não tão ricos, certa igualdade e respeito às leis e quem todos ganham com isso. Como há também países comunistas ou socialistas que vivem da maneira deles e seu povo em sua maioria afirmam que essa é a visão ideal para suas vidas, talvez seria como cada um sabe o que tem e o que é melhor para sua casa. Para esta autora a proibição das liberdades que uma sociedade já possuía ou na diminuir direitos seja qual “máscara” usada é um regime autoritário mesmo que a massa (povo) em sua quase unanimidade queria está nessa nova onda. Se todos vão se afogar ou enfrentar marolas só o tempo dirá e se no caminho surgir culpas, arrependimentos, orgulho ou paixões desenfreadas faz parte da viagem.

Retornando a estória a multidão virou a madrugada fazendo festa na cidade pela liberdade de Dario, o justiceiro do sertão, assim que o chamavam agora. Dario saiu a francesa, pegou o cavalo e pegou estrada rumo ao açude.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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