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The Black List – Episódio 1×02 – A Grande Família Evans

Mason

 

– Pensando bem, qualquer um poderia ser o responsável por essas mensagens. – disse Emily enquanto caminhavam em direção ao campo de futebol para o primeiro encontro do time de cheerleaders.

Mason andava, as vezes, com o trio mais famoso de cheerleaders da Harper : Jade, Bridgit e Emily. Ele tinha conseguido ser escalado para o time no ano passado e também arranjado uma amizade com as três, e também a confiança de Jade Evans que logo o colocou como assistente de suas redes sociais.

– Deve ser algum rejeitado, um nerd, talvez. – disse Jade. – Esse pessoal que sabe mexer com tecnologia e redes…eles podem fazer tudo.

– Ou talvez seja mais de uma pessoa. – sugeriu Mason. – Um grupo.

– Um grupo terrorista. – riu Bridgit.

– Terrorista. – Jade riu com deboche. – Quem seja, vai cair bem rápido.

Mason franziu a testa e observou o rosto de Jade, ela parecia bem irritada com a única mensagem que tinham recebido.

– Calma, foi só uma única mensagem. Não precisa desse medo todo. – ele sorriu para ela.

– Sei. – ela não olhou para Mason. Pegou o telefone, olhou para tela com uma certa ansiedade e guardou-o novamente.

 

Todos do time de cheerleaders estavam reunidos no campo, a capitã Joanna discursou por longos minutos sobre o campeonato que iriam competir no meio do ano, dos jogos interescolares que iriam ocorrer durante o ano, e todas as obrigatoriedades do time.

Eles tiveram que correr pelo campo de futebol, fazer agachamentos e flexões, e logo em seguida, os verdadeiros exercícios de cheerleaders.

– Estou enferrujado. – murmurou Mason, arfando.

– Se quiser continuar na equipe, Mason, terá que dar o seu melhor esse ano. Há muitos calouros querendo entrar na equipe. – Joanna se aproximou do garoto.

Obrigado, Joanna, pelo incentivo” Mason pensou, as vezes ele odiava a postura da capitã perante aos outros membros da equipe. Ela sempre queria mostrar superioridade, e ele não era o único que não gostava dela. Jade não suportava nenhuma palavra contrária da capitã.

– Deixe ele em paz, Joanna. – Jade murmurou.

– Não pode proteger seus amiguinhos aqui, Evans. – Joanna encarou a garota com frieza.

– Por quê? – debochou Jade. – Você não manda em ninguém aqui. Quem deveria tomar conta da gente é a treina-

E nesse momento, com um grande megafone na mão, chegou a treinadora da equipe de cheerleaders, a verdadeira líder daquele grupo : treinadora Alma.

– O que diabos está acontecendo aqui? – perguntou Alma. – Joanna, eu deixei o time por sua conta por uma hora e você já está arrumando picuinha com os outros?!

– Treinadora eu só chamei a atenção do Carter, ele não estava fazendo um bom trabalho! – Joanna apontou para Mason, que franziu a testa.

– Está tudo bem. – Mason riu, sem graça. – Estou meio enferrujado mesmo…

– Quem deve ver isso sou eu, não você. – Alma apontou para Joanna. – Quer perder seu cargo de capitã?

– J-Jamais. – Joanna estava vermelha. Mason conseguiu olhar para Jade, que estava com um largo sorriso encarando o gramado.

– Então se meta apenas nas suas funções como capitã. – ela murmurou. – Vamos, garotos, quero ver quão alto vocês conseguem dar uma pirueta. AGORA!

 

Mason acabou se sentindo mal com tudo aquilo com Joanna. Ele odiava a postura da capitã mas aquilo tinha tomado outras proporções quando Jade e Alma se meteram. Ele mesmo sabia que deveria treinar pelo dobro durante esse ano pois a concorrência poderia ser altíssima nos campeonatos, de certa maneira, Joanna não estava errada.

– Aquela idiota, se mijou inteira quando a Alma chegou no treino. – riu Emily, quando caminhavam pelo corredor até a aula de Biologia. – Sério, você fez isso de caso pensado, Jade?

– Pior que não. – riu Jade. – Como eu iria saber que Alma estava chegando?

– Até que Joanna tinha razão, sabe. – murmurou Mason. – Preciso treinar bastante para continuar no time. Sou apenas um novato.

– Ela não tinha o direito de falar aquilo na frente de todos. – disse Jade. – Eu te defendi, o que você queria?

– Eu agradeço a defesa, Jade. Sério mesmo. – ele parou no corredor e encarou a amiga. – Mas…uma coisa tão pequena se tornou algo tão grande por nada, sabe? Não precisava daquele esporro todo.

– Culpe isso a Joanna, ela quem começou isso tudo. – Jade apontou para Mason, Emily e Bridgit cruzaram os braços e encararam o garoto. – Na próxima eu não te defendo mais. – e seguiu para a aula sem os três.

Mason não acreditava que Jade havia se enfurecido por nada, ele só tinha dado a opinião dele. Emily e Bridgit suspiraram e encararam o garoto.

– O que eu fiz? – ele disse.

– Esquece isso, Mason. – Emily suspirou novamente. – Ela está estressada por causa da mensagem que a gente recebeu.

– Eu sei disso. Sei bem o porque dela estar estressada. – Mason seguiu para a aula, deixando Emily e Bridgit sozinhas no corredor.

 

Quando o sinal tocou, anunciando o final das aulas, foi um alívio geral. Jade decidiu continuar sem trocar uma palavra com Mason, porém ele teve que insistir pois além de amigo, ele trabalhava para a garota.

– Jade. – ele chamou quando todos estavam indo para o grande portão da Harper. – Me desculpe se me expressei mal.

– Mason. – ela suspirou. – Minha casa hoje às 20h.

– Eu preciso que me escute!

– Trabalho apenas. – ela continuou até o portão. Austin Evans, o irmão de Jade, se junto a ela com seu imenso casaco dos Harper Wolves, o time de futebol da Harper. Ele olhou para Mason com um olhar de desconfiança.

Mason seguiu até a saída com a mente totalmente bagunçada , ele ainda não acreditava que Jade tinha feito tudo aquilo por apenas uma briguinha idiota. E agora, ele tinha chances de perder seu primeiro emprego.

O emprego que pagava sua vida cara em Nova York. O emprego que ele conseguia manter sua mãe viva.

Distraído, ele e mais alguém deram um grande encontrão, o que fez com que o corpo pequeno de Mason fosse jogado contra os armários. Ele segurou um palavrão por causa da dor que sentiu em seu ombro.

– Caramba, foi mal. – era Harry Cooper, um dos caras do time de futebol. – Não te vi.

– Tudo bem, eu também não te vi. – Mason massageou o ombro.

Os dois ficaram se encarando por longos 5 segundos, sem saber o que responder um ao outro. Harry se recompôs, ainda com a mente absorta, disse:

– É…então, até logo.

Mason franziu a testa, ele odiava os caras idiotas da Harper Wolves. Sempre achavam ser o topo da cadeia alimentar da escola, a elite acima de todos.

– Até.

Harry foi o primeiro a sair, enquanto Mason ainda se estabilizava em seu estado normal. Eram muitos sentimentos ao mesmo tempo, a raiva pela briga idiota com Jade e ódio de estudar numa escola repleta de marmanjos sem miolos na cabeça.

Mason se sentiu livre quando finalmente estava livre para aproveitar o resto de seu dia, pelo menos até chegar na casa dos Evans.

 

Harry

 

A dor de cabeça chegara para realmente acabar com o dia de Harry, que já não estava um dos melhores. Primeiro foi uma garota aleatória perturbando sua mente logo cedo, depois foi Austin e Travis com a reunião idiota do time de futebol, as perguntas de Travis sobre Bridgit, e no final o encontro com aquele tal de Mason.

– Oi filho. – disse sua mãe quando ele chegara em casa. – Como f-

Ele subiu as escadas correndo para se jogar em sua cama, sem dar tempo da mãe continuar sua pergunta. Sua cabeça estava realmente o matando.

– Ei! O que houve? – ela subiu as escadas e apareceu na porta do quarto de Harry.

– Dor de cabeça, mãe. – ele murmurou num tom xoxo.

– Vou pegar um remédio. Tem certeza que foi só isso?

– Sim. Só isso.

E não foi só isso.

Harry sentiu algo realmente muito estranho na presença de Mason, quando os dois se esbarraram de uma maneira um tanto agressiva. Um sentimento realmente muito confuso. Tão confuso que nem ele mesmo conseguia explicar.

Sua mãe surgiu com água e remédio para dor de cabeça. Ele a amava tanto, e torcia bastante pelo seu sucesso. A vida dos dois não tinha sido nada fácil quando Harry era pequeno, seu pai havia sumido quando ele tinha apenas 3 anos e o deixara aos cuidados de sua mãe, que o cuidou muito bem desde sempre. Demorou um tempo até sua mãe arranjar um bom emprego e hoje ser dona de seu próprio negócio no Brooklyn. Graças a tudo isso, ela consegue pagar um bom estudo ao filho. Mas apesar de tudo, ela se tornou uma mãe super protetora que de vez em quando, meio que invade a privacidade do filho.

Isso era um dos motivos de Harry gostar de se isolar de vez em quando. Porém com a chegada da garota estranha da arquibancada, agora tudo pode mudar.

– Obrigado. – ele sorriu.

Ela sentou na beirada da sua cama e afagou os cabelos do filho, seu olhar tentava diagnosticar de uma forma bem meticulosa o que ele realmente sentia. Ela sabia que não era uma simples dor de cabeça.

– Como está o Austin? – ela tinha um certo carinho pelo amigo do filho.

– Rico. – riu Harry.

– E os outros garotos? Planejando a temporada de jogos que está por vir?

– Tivemos uma reunião com o técnico hoje. Bem chato.

– Precisa se concentrar nos estudos e no futebol, Harry. – ela suspirou. – Você tem futuro. Seu pai-

– O que tem ele? – ele interrompeu a mãe. – Não fale dele como se ele se importasse comigo, mãe.

A mãe de Harry fez uma cara de tamanho horror, ela abaixou os olhos e suspirou novamente. Ela ainda nutria uma paixão pelo pai de Harry, mesmo ele tendo a abandonado há muitos anos.

– Esquece isso, ok? – ela disse. – Ele não se importa mesmo conosco.

– A senhora tem mais o que se preocupar. – ele pegou na mão dela. – Sua empresa, sua família. Esquece ele.

– Vou esquecer. – ela deu um beijo na testa do filho e se levantou. – Hoje é meu dia de folga. – ela sorriu. – Se quiser alguma coisa para comer, pode me pedir.

– Beleza, mãe. – ele sorriu de volta. Ela virou-se e saiu do quarto.

Harry pegou o celular para ver suas redes sociais. Travis Hopper, um dos caras do time, estava novamente exibindo seus músculos no Instagram ; Austin estampava novamente a capa de uma revista ; Jade divulgava o perfume de uma marca italiana; e a solicitação de uma nova seguidora : Maria Santiago.

– Quem? – ele perguntou a si mesmo.

Era a caloura, uma dos três bolsistas que entraram na Harper devido aquele sorteio aos alunos daquela escola que tinha sido demolida. Até que ela era bonita. Harry decidiu seguir de volta.

Uma mensagem surgiu nas notificações do celular de Harry. E novamente, o tal de anônimo atacava.

 

EU ESTOU EM TODOS OS LUGARES.

ATÉ MESMO ONDE VOCÊS ACHAM QUE ESTÃO SEGUROS.

EU TENHO ACESSO A TUDO E A TODOS.

AS GRANDES FAMÍLIAS DE NOVA YORK QUE PREZEM POR SEUS FILHOS.

PRINCIPALMENTE A

GRANDE FAMÍLIA EVANS

 

 

Mason

 

E lá estava Mason, no meio de um jantar da família Evans quando a mensagem do anônimo chegou.

Mas antes, ele chegou no imenso apartamento de 4 (talvez 5, contando com o rooftop) andares da família Evans no horário marcado por Jade. Ela o recebeu friamente e ele não conseguiu se segurar.

– Antes de tudo, precisamos conversar.

Ela o olhou com frieza e dispensou a governanta da família que havia recebido Mason na porta e o levado até a sala onde Jade estava. O apartamento era imenso, cada cômodo dava quatro do quarto de Mason.

– Olha, eu não quis te magoar.

– Tudo bem, Mason. – ela encarou as unhas. – Deixa isso pra lá. A única prejudicada dessa história foi a vaca da Joanna, e nisso, nós concordamos em odiar ela.

– Ah. – Mason sorriu, ele se sentiu até mais leve. – Então…

– Negócios. – ela apertou o braço do amigo. – O que temos de novo?

Mason mostrou as inúmeras propostas para Jade, havia várias marcas a querendo como modelo e outras querendo que ela divulgasse seus produtos em seu Instagram.

– Pode fechar com essas duas. – Jade sempre era bem criteriosa na escolha em quem iria representar, e ela sempre fazia questão de participar de todo o processo. – Eu preciso bater a minha meta de 10 milhões de seguidores pra fazer a festa de comemoração.

– Isso vai ser fácil. Com essas duas marcas, vamos ter mais seguidores e mais marcas olhando para você. E sua família já tem holofote próprio.

– Preciso de 2 milhões. Será que consigo em 2 semanas?

– Acho que até em menos. – disse Mason, rezando para dar tudo certo.

Os pais de Jade chegaram na sala onde os dois estavam, acompanhados pelo irmão Austin. Morgan Evans era um homem que exalava poder, e quando se juntava à sua esposa, Victoria Evans, os dois formavam um casal cujo poder aquisitivo dava para comprar praticamente toda a ilha de Manhattan.

– Olá, Mason. – disse Victoria Evans. Apesar dos seus 40 e poucos anos, Victoria se cuidava muito bem e tinha uma coleção de cirurgias plásticas em todo o seu corpo.

– Olá, Sra. Evans. – ele sorriu. – Sr. Evans.

– Olá. – Morgan sorriu para o jovem. – Irá se juntar a nós para um jantar?

– Ah, não quero incomodar. Só vim tratar de negócios com Jade. – Mason se sentiu desconfortável só de pensar em jantar com os Evans.

– Ora, faço questão. – Victoria bagunçou seus cabelos. – Você faz muito bem a Jade, durante esse período que trabalhou conosco ela conseguiu muitas coisas boas.

– Ela conseguiria sem mim, Sra. Evans. – Mason disse. – Sua filha tem um brilho próprio.

– Isso nós sabemos. – Morgan disse. – Vamos, rapaz, jante conosco.

– Ok. – Mason se levantou, olhando nervoso para Jade. Ela retribuiu revirando os olhos e o empurrando para a sala de jantar.

Austin e Jade eram incrivelmente parecidos, apesar de não serem gêmeos. Porém Austin era mais fechado com pessoas que não eram do circulo social dele, como Mason. Os dois já trocaram palavras sobre a escola e sobre internet mas nada além disso. Mason tinha até um pouco de receio em conversar com ele.

Austin e Jade começaram a carreira bem jovens, aparecendo em eventos da alta sociedade, estampando comerciais, revistas e até aparecendo em filmes e novelas. Porém foi na internet onde eles cresceram e se tornaram verdadeiras potências entre os jovens da idade deles.

– Como foi o primeiro dia de aula? – Morgan perguntou, sentando-se à mesa.

– Tudo normal. – disse Austin, olhando para Jade.

– É. – Jade estava olhando para o celular enquanto o mordomo e a governanta serviam o jantar.

– Sem celulares à mesa, querida. – Victoria disse, séria.

Jade abaixou o celular e fitou os olhos da mãe. Mason agradeceu ao mordomo que colocou o prato na sua frente, ele retribuiu com os olhos. Mason não entendeu o que realmente era aquilo que estava prestes a comer.

– Salmão ao molho silvestre, madame. – a governanta disse. Mason estava tão preocupado em entender o que era aquilo que não ouviu Victoria fazer a pergunta.

– Delicia. – sorriu Morgan. – Ah, o vinho. – o mordomo trouxe a garrafa de vinho e serviu.

O mordomo passou direto por Jade e Austin, que se entreolharam e deram uma leve risadinha. Mason entendeu o sentido daquilo, os dois não podiam beber pela concepção dos pais. Porém quando estavam com os amigos, eles se acabavam de bebida. Victoria percebeu o tom debochado dos dois e os encarou.

– E como vai sua mãe, Mason? – perguntou Morgan.

– Ah, senhor, ainda tentando uma recuperação. – Morgan não gostava de falar da mãe com aquelas pessoas. – Os médicos tentam de tudo.

– O que ela tem mesmo? – Austin perguntou.

– Câncer.

Todos engoliram em seco e ficaram em silêncio. Foi Morgan que quebrou o clima:

– Mas ela tem melhorado, sabe? Meu pai e eu estamos sempre lá no hospital, dando a maior força e-

– Fico feliz. – disse Victoria. – Todos nós torcemos pela recuperação dela.

– Com certeza. – disse Morgan. – E as namoradas?

– Pai. – Jade disse, num tom de desespero. – Não acredito que você vai começar com esse assunto.

Austin abaixou a cabeça e soltou uma risada, Morgan arregalou os olhos para a filha.

– Que foi? – ele riu. – Não posso perguntar?

– Não tenho namorada, senhor. – Mason estava vermelho de tanta vergonha. – Na verdade…

E o celular dos três tocou. Jade prendeu a respiração e foi logo chegar a notificação.

– Sem celular na mesa, Jad- – começou Victoria.

– Meu Deus. – Austin disse, olhando a tela do telefone. – Eles…

Jade não acreditava no que estava vendo, sua boca estava aberta de tamanho choque. Mason pegou o celular e viu a mensagem anônima, ele arregalou os olhos e franziu a testa.

– Isso não pode ser sério. – disse Mason.

– O que houve?! – gritou Morgan.

E foi bem nesse momento em que o caos se instalou na grande casa da família Evans.

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  • Seus diálogos são muito bons, sem enrolação, esse dinamismo é o que deixa a leitura fluida. Por mais, achei seus personagens convictos do que querem, eles sabem o que querem e isso nos faz torcer por eles. Gostei do gancho final, é clichê mas deixa a vontade de ler o capítulo seguinte. Parabéns!!!

  • Amei o episódio. A série apresenta várias temáticas comuns das que já somos acostumados a ver. Porém, com uma pegada diferente. Já me fisgou s2

  • Pesquisa de satisfação: Nos ajude a entender como estamos nos saindo por aqui.

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