Boa noite de domingão, querido(a) leitor(a). O Backstage está no ar com uma entrevista muito especial com Patrick Paim, o autor de Donos da Mentira, além do anúncio e das fofocas da vez. Come with me and have fun!

 


  • A votação para as próximas exibições do Vale a Pena Ler de Novo já estão abertas e assim seguirão até o fim do mês. Uma série, uma novela e uma minissérie serão selecionadas para exibições às segundas, quartas e sextas-feiras à tarde.

  • Para votar, entre em https://widcyber.com/interatividade.

  • Autor de Amores Imperfeitos, Henzo Viturino anunciou uma nova novela para 2020, sem dar detalhes.

  • Excelsior, de Débora Costa, é a substituta da trama de Henzo no horário das 21h. Estreia no dia 29, mas antes será postado um capítulo de apresentação.

  • Saber Amar terminou com chave de ouro com um conto homônimo em duas partes escrito por Isa Miranda. A parte final é seguida de um texto sobre o transtorno borderline (especialmente em mulheres que amam demais) e do poema-homenagem de Ellen dos Santos.

  • Aliás, a escritora disse que o conto será um pedaço de seu próximo livro. Como fã, estou ansioso para o lançamento da trajetória da protagonista Eva Cristiana, uma mulher atormentada pelo passado.

  • Partes de Mim, de Ramon Silva, vem mantendo ótima audiência. A trama emocionante e cativante será exibida até meados de novembro. Ou seja, a história de Sol e Marta ainda vai dar muito o que falar.

 


NOVELAS ANTIGAS EM COMPACTO

Há cerca de quinze dias, lá estava eu à procura de novelas para assistir no YouTube. Achei o compacto de uma novela a que gostaria muito de assistir: Final Feliz (Globo, 1982/83). E assim o fiz. Poucas horas antes de escrever esta edição do ClassifiCyber, terminei de assistir ao oitavo dos nove DVDs postados, divididos em partes de 20 minutos cada.

Simplesmente adorei a novela de Ivani Ribeiro, a ponto de querer ainda mais sua exibição completa no Canal Viva. Torci a favor ou contra os mais variados personagens da trama, da protagonista mimada, caprichosa e devoradora de homens até sua irmã doce e apaixonada, passando pela velhinha que vende carne de gato para um restaurante como se fosse de coelho e do pescador que procura por sua filha desaparecida e é tapeado por uma vigarista. Tem até o famoso “Quem matou?”. Drama, amor e comédia na medida certa.

Aproveitei para visitar o canal Saphiratias, onde dei de cara com compactos de outras novelas. Já até escolhi a próxima a assistir, assim que fechar Final Feliz. Se você gosta de novelas antigas e quer (re)vê-las, entre aqui e se divirta com o que o canal tem a oferecer. Recomendo muito!

 


Que Donos da Mentira é um dos maiores da Cyber TV em 2019, ninguém pode discordar. Tanto é que agora está no ar a segunda temporada da história. Aproveitei para trocar umas palavras com o autor, Patrick Paim. Confira o que ele escreveu:

1) Conta um pouco sobre sua vida de leitor. Lê pouco ou muito? Quais são seus estilos favoritos e seus livros de cabeceira?
Não leio tanto quanto deveria, minha leitura é a mais básica possível. Posso dizer que tento ter um ritmo bom de leitura; confesso. Atualmente o livro ficcional que estou lendo é uma obra de Stephen King – Cujo, aos que curtem o gênero, super recomendo.

2) Como você se descobriu escritor?
Eu assistia muito televisão. Os filmes, as novelas, e sempre ficava admirado quem foi que inventou aquela história, ficava tentando imaginar como aquilo tudo que aquele personagem está falando e fazendo poderiam ter saído da cabeça de um autor. Será que aquele detalhe estava escrito no papel? Esses tipos de coisa. Pensamentos bobos como esses me fizeram flutuar nesse campo imaginário e inventivo. Era isso que me estimulava, lembro até hoje minha primeira novela escrita a mão, em uma agenda. Eu deveria ter uns 15 anos. Nossa, era um máximo, eu adorava. Talvez, sem saber, naquele momento eu já me sentia um escritor.

3) Conta um pouco da sua trajetória de escritor antes de Donos da Mentira.
Um projeto com o qual eu tenha me metido de cabeça como Donos da Mentira não houve. O que rolou foram apenas outros roteiros de teatro, pilotos de outras series. Escrevi uma novela que acabei pondo na gaveta. Escrevi dois contos que infelizmente acabei perdendo com troca de computadores. Ou seja, nada com tamanha importância como essa que publico semanalmente na Cyber TV.

4) Como você conheceu a Cyber TV?
A Cyber TV me foi apresentada por Hugo Martins. Ele que leu minha história em outra plataforma de leitura, e achou que Donos da Mentira era a cara da Cyber TV. Fez as devidas apresentações e hoje cá estou.

5) Como surgiu a ideia de Donos da Mentira?
O nome original era “Efeitos da Mentira”. O Hugo que acabou me convencendo de permanecer com o nome Donos da Mentira. Queria passar a ideia de até onde uma pessoa seria capaz de mentir para cobrir outras mentiras e quais seriam suas consequências. A ideia de ter uma pessoa com pouca mobilidade e ser um dos personagens mais importantes também me estimulou muito em criar certas situações. Os enredo principal foi ganhando forma dessa maneira. Sempre algo profundo como base, aquilo que você quer passar, e as consequências de subtrama sempre aparece. Ao menos comigo sempre funciona.

6) Você esperava todo o sucesso que esta minissérie teve na primeira temporada e repete agora na segunda?
Meu pensamento inicial de todos os episódios é “o que eu quero assistir nesse?”. Partindo desse princípio eu desenvolvo os episódios e eles acabam ficando interessantes por chegarem naquilo que eu quero, naquilo que me foi esperado. E talvez por esse motivo eu acabo aguçando a curiosidade do leitor e fazendo com que ele queira saber o que vai acontecer. Nada melhor do que uma história com um bom ritmo. E que não pode faltar um drama, um amor, um humor, uma ação…

7) Quais são seus planos para o futuro literário? Você pensa em escrever para editoras, antologias, plataformas novas?
Escrever não e meu foco principal. Eu trabalho em algo completamente diferente. Pra mim é um hobby prazeroso e ser bem reconhecido por isso é algo que me deixa ainda mais feliz. Eu nunca deixo as oportunidades passarem, sempre estudo bem elas para ver se vale a pena investir, como foi no Cyber TV. Tá sendo muito recompensador todo esse carinho, inclusive participar dessa entrevista. Agradeço desde já.

8) Que história (filme, série, novela, peça de teatro, etc.) você gostaria de escrever? Por quê?
Gostaria de ter escrito o Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, tanto a peça como o filme. Pra mim é uma obra-prima. Ter 10% da genialidade do mestre Ariano eu já estaria por demais satisfeito.

9) Que dicas ou conselhos você daria para aqueles que desejam começar a escrever histórias?
Escreva com verdade, escreva o que gosta, aprofunde-se por inteiro naquilo que deseja escrever. Nunca escreva com pressa. Escreva, leia, releia, mude, adapte… Se escrever algo que não é a sua praia, algo que você não curta muito, não faça. Vai ser maçante, tedioso, você não vai dar o seu melhor. Dê o seu melhor naquilo que pra você é bom.

10) Como você lida com as críticas construtivas e com as destrutivas?
Não me preocupo com críticas. Elas são sempre bem-vindas. Penso muito pouco nelas, por isso não me atingem e não refletem em nada naquilo que quero escrever. Agora, as construtivas que tem embasamentos e elogios eu confesso que fico todo bobo.

11) Deixe seu recado para os leitores do Cyber Backstage.
Agradeço demais pela oportunidade da entrevista. Aproveito também para agradecer os leitores assíduos de Donos da Mentira. Não percam essa segunda temporada que está ainda mais emocionante. Aos leitores do Cyber Backstage meu MUITO OBRIGADO, espero que tenham gostado da entrevista. Por terem me conhecido um pouquinho mais. Ao Marcelo, que me apoiou e muito no início, com muita paciência ele foi me ajudando nas postagens. É isso, pessoal! Desejo muita paz e um forte abraço a todos!!

A minissérie é exibida às terças e sextas-feiras às 23h. Não perca, que cada episódio é mais instigante que o outro.

 


 


O Backstage fica por aqui, mas na semana que vem tem mais. Não deixe de conferir o Observatório (clique aqui). Tenha uma excelente semana! Até mais!

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