Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on tumblr


Formato original:
Débora Costa

Apresentação:
Débora Costa
Lyvia Peroba
Melqui Rodrigues
Marcelo Delpkin

Participação especial:
Ozi Junior

Produção executiva:
Débora Costa
Cristina Ravela

Edição e Direção:
Wellyngton Vianna

Agradecimentos:
Canal Linkado no Vini
Canal José do Carmo
Canal Melqui Rodrigues

 

 

 

[yotuwp “videos” id=”enMmV0aH3v8″ column=”1″ per_page=”1″]

 

 

Para melhor experiência, DÊ PLAY E LEIA ENQUANTO ESCUTA.

Olá Cybers de plantão, como hoje é a estreia do Cyber Show estou usando o meu Louboutin, e neste quadro Mundo Latino, vai rolar papos sobre música latina e também o que acontece nesse M.V por aí a fora. Espero que curtam esse programa que foi feito pensando em vocês com muito amor e carinho (não você não tá no desenho dos ursinhos carinhosos).

E o nosso quadro de hoje vamos falar sobre a trilha sonora dessa novela que é o maior sucesso das 21:00 hrs do nosso cyber séries, que é Insensatez, escrita pela nossa querida novelista Débora Costa. O folhetim está bombando e estourando nos índices de audiência na grade de webnovelas da emissora.

 

[Desliga-se a trilha sonora –Thalia –Piel Morena (Remix)]

 

Para melhor experiência, DÊ PLAY E LEIA ENQUANTO ESCUTA.

 

A playlist que embala Insensatez vão desde do clássico da Bossa Nova como a primeiríssima faixa How Insensitive, de Sting feat. Tom Jobim, uma canção de fazer qualquer um fechar os olhos e imaginar está viajando pelas praias do Rio de Janeiro na década de 50.

A segunda faixa Camadas, de Céu, não a conhecia, mas gostei da pegada leve de jazz com blues. Achei exótico a voz da cantora combinada com a melodia parecia uma coisa só.

A terceira faixa Baião de Tarantino, interpretado por Cláudio Lins, Ricardo sim ele mesmo de Insensatez, confesso que foi uma novidade pra mim não sabia que o galã além de dar o ar de sua graça nas telinhas como ator também é cantor até que o “bunito” leva o jeito pra coisa.

A quarta faixa Avassaladora, de Gonzaguinha, eu sou suspeita em falar de Gonzaguinha porque sou fã desse poeta. Essa música, assim como a maioria de suas músicas, transmite os sentimentos em detalhes, neste caso em Avassaladora detalha a sedução e o ato de acasalamento propriamente dito da rainha (mulher) e o macho (homem). E falando nisso é nítido de que essa música seja da sedutora e insensata Giane.

A quinta faixa Deja-vú, de Pitty, traz o rock nacional, a letra leva aquela pegada revoltadazinha rockeira, seria da insensata Rayssa? Mas espero que ao contrário do que diz a música “Nenhum programa me distrai” esse possa distrair vocês e fazer todo mundo feliz é pra isso que estamos aqui. (Som de grilos –cri, cri, cri.).

A sexta faixa Infinito Particular, Marisa Monte, a nossa princesa da MPB, leveza e romantismo como toda as músicas de Marisa ou será Marciana? Pois suspeito que ela sabia antes da NASA que havia água em Marte e que dar pra beber, neste trecho “Eu sou daqui, eu não sou de Marte (…)Vem cá, não tenha medo. A água é potável daqui você pode beber só não se perca ao entrar no meu infinito particular.” Vai lá saber, eu hein.

 

A sétima faixa Pare de encher (é o nome da música, relaxa), de Lenine, essa música pode ser considerada uma música Bombril (mil e uma utilidades) principalmente com o boy chiclete como o Amon de insensatez que não aceita que você tá em outra. Bem que Giane podia usar essa música como resposta pro Amon.

 

A oitiva faixa Moonlight, Sting, sensual e elegante faixa com algumas pinceladas da Bossa Nova, Jazz e Blues, uma joia que completa essa playlist. Me lembrei do galãzão do Zé Mayer, Augusto.

 

A nona faixa Irrepetive, Alejandro Sanz feat. Ana Carolina, uma mistura latina, a voz roca e sensual de Alejandro Sanz, também sou suspeita em falar dele, pois sou fã também, com a voz roca e escura de Ana Carolina. Uma balada romântica que lembra o sucesso Corazón Partio, no refrão. Amei essa combinação musical espanhola-brasileira.

 

A décima faixa,Amei te ver, Tiago Iorc, música chiclete ficou muito tempo nas paradas das rádios, refrão gostoso, jovem e solar dessa revelação do pop nacional finalizando assim a trilha sonora de Insensatez.

 

A trilha sonora de Insensatez é pra quem tem gosto musical refinado, indo da clássica Bossa Nova, o americanismo do blues e do jazz, das baladas românticas e da MPB. Eu recomendo.

 

Curtiu? Espero que tenham gostado do quadro.

Liga-se a trilha sonora –Amei te ver, Tiago Iorc.

 

No próximo programa vou falar sobre a trilha sonora de… É surpresa! Até lá!

Beijo de gloss!

 

1º PARTE

[yotuwp “videos” id=”PhXHG7FWNns” pagination=”off” column=”1″ per_page=”1″]

 

 

[yotuwp “videos” id=”JmXejlVOtcA” pagination=”off” column=”1″ per_page=”1″]

 

 

[yotuwp “videos” id=”BK4qYCcT4Lk” pagination=”off” column=”1″ per_page=”1″]

 

Nossa, de arrepiar… semana que vem tem mais contos de terror do canal JC.

 

Gato Preto | Psicopata será revelado no penúltimo capítulo!

 

 

Se você está acompanhando a web série Gato Preto certamente já fez suas apostas sobre quem é o assassino da trama, correto? Pois o psicopata, que já deixou seu rastro de sangue na Fazenda Santos, fará nova vítima a partir do penúltimo capítulo.

Mas quem matou? Quem, de fato, traz o caos à cidade? Qual a motivação? Trouxe para você uma lista com os suspeitos mais suspeitíssimos de Gato Preto. Confira!

PADRE BATISTA- Padreco da cidade. Finge que é santo, mas odeia Avelino por ele ter matado seus pais. Perdeu a principal prova contra ele.
AVELINO – Suspeito desde que nasceu. Fica puto com acusações bem fundadas, imagine infundadas? Rivaliza com João e odeia todos da família, exceto o filho Alessandro.

NOEL – O confidente e primo de Alice, mais azarado que você quando encontrou o trevo de 5 folhas. É odiado pelo pai, dois tios, o irmão, espírito santo e amém.

WALTER – O bobo da corte. Irmão de Avelino, sensato, o esquisitão da turma. Foi flagrado por Ana beijando a sobrinha Alice. Quando bateu em Mazinho, seu irmão, causou mais que a Débora Costa entrevistando o Dedé Santana aqui.

PAULO – Capataz de João Guerra, o rival de Avelino. Apaixonado por Catarina (1ª vítima) e amícissimo de Ana (2ª vítima), o cara roubou a única prova que Batista tinha, mas perdeu, ao deixar com Ana.

HELÔ – Mãe de Noel, esposa de João. Descobriu o que Paulo fez e ficou mega preocupada com o pobre rapaz. É uma boa pessoa. Tá fazendo o quê nessa lista?

CÍCERO – Velhaco da roda. Irmão de João Guerra. Sempre quis ser o herdeiro direto do irmão, mas Catarina nasceu e estragou os planos do véio. Viu Paulo deixando a prova de Batista com Ana.

E aí? Será que o bandido está na lista? Como diria o Avelino: “Você deu esse mole, p*?”.

O último capítulo será marcado por mais violência e morte. Não percam! A partir de amanhã, reta final de Gato Preto.

DE OLHO NO CYBER

com Marcelo Delpkin

Boa noite, caros leitores e caras leitoras da primeira edição do nosso show dominical. Para quem não me conhece, sou autor da novela O Leão – exibida aqui mesmo no CyberTV. E agora faço parte do time do Cyber Show.

No quadro De Olho no Cyber, minha tarefa se compara a comer chocolate – a metade é gostosa, e a outra é amarga. A parte gostosa está em ler as diversas obras do canal, algo que faço desde que conheci o CyberTV. Aqui há novelas, séries, minisséries, contos, filmes e tudo mais que se possa imaginar em produção escrita. A outra parte está na análise dessas obras. E é sempre muito difícil fazer uma crítica à obra alheia.

Meu objetivo é mostrar as impressões positivas, sinalizando tudo aquilo que cada autor aplica de forma interessante e/ou eficiente; e as medianas, assinalando os aspectos que podem-se ajustar a fim de tornar o texto cada vez mais organizado e bem elaborado. Ou seja, a crítica construtiva.

Semanalmente serão analisadas duas ou três obras exibidas. Os primeiros escolhidos são um conto, um episódio de série e um capítulo de novela. Vamos lá!

 

 

O conto, exibido em 8 de setembro, se chama Lucas – Um Adolescente À Beira de um Ataque de Nervos. Foi escrito por Francisco Siqueira, responsável por sucessos no CyberTV como Inimigos, Um Homem Singular e o mais recente Eu, Kadu – que acaba de estrear no Wattpad.

Na história, Lucas é um jovem de 17 anos que está com sua vida a todo vapor, cheio de conflitos como qualquer pessoa dessa idade tão complicada. Um deles está em como tenta lidar com a separação dos pais e com sua iminente mudança de cidade – do Rio de Janeiro para uma cidadezinha do interior mineiro, Laranjeiras – acompanhado de sua mãe. A pacata cidade, segundo ele sem atrativos para um adolescente, é muitas vezes comparada a uma espécie de Nárnia. Outro conflito está na relação com o ex-namorado David, conturbada desde que este rompeu o romance. E a história termina no aeroporto, quando Lucas entra no avião, deixando sua mãe e sua melhor amiga emocionadas.

Francisco escreve suas obras de maneira que seus protagonistas nos cativem facilmente. Eles trazem características tão humanas, que logo os imaginamos gente como a gente. Foi assim com Kadu na série dominical, e aqui ocorre o mesmo com Lucas. A maioria de nós passa ou passou por situações semelhantes em casa como as dele: namoros (hétero e/ou homossexuais), pressão dos pais e dos parentes, cobranças na escola, e assim por diante. E o conto fala exatamente sobre isso em sua essência.

Agora vamos dar uma lida em alguns trechos interessantes:

 

 

Logo no começo do conto, temos um exemplo de frase muito longa, cujas separações são feitas apenas por vírgulas. Este é um recurso que tem que ser utilizado com moderação e sabedoria. Dependendo do contexto, pode ficar cansativo. Aqui funcionou super bem.

 

 

Ficou muito interessante o uso de parágrafos contendo apenas uma frase em cada, no trecho acima, dando ênfase aos questionamentos de Lucas.

 

 

A partir do trecho acima, continuando nos sete parágrafos seguintes, o autor sai do foco principal para fazer uma crítica à geração de novos escritores e novas obras, em especial aos do site mencionado. Até mesmo as “livres adaptações” da série 50 Tons são citadas. Tudo começou quando Gabriela, a melhor amiga de Lucas, sugeriu que ele dividisse suas expectativas e frustrações com outros adolescentes através da escrita.

 

 

Aqui, a dupla de amigos fala de uma maneira um pouquinho formal para a idade. Não é comum ver adolescentes falando em “elucidar questões” ou “demover alguém de ideias”.

 

 

Mais uma analogia entre Laranjeiras e Nárnia, desta vez em uma linda mensagem via celular de Lúcia para seu filho Lucas.

Em relação à ortografia e à gramática, está tudo impecável. Apenas duas coisinhas valem menção:

 

 

No trecho de cima, ocorre o uso indevido do conectivo destacado. ONDE deve ser usado apenas para lugares, o que não é o caso ali. Uma possibilidade seria trocá-lo por EM QUE.

A adolescência é um período da vida de uma pessoa em que seus pais começam a dar trabalho.

E no de baixo, notem o problema com a concordância, também destacado.

No mais, trata-se de um conto muito gostoso e fluido de ler. A adição de imagens dos personagens junto ao texto é um recurso muito utilizado pelo autor, ajudando a contextualizar o leitor na trama. E o final dá aquele gostinho de quero mais. Desejo parabéns ao autor em mais uma bela obra.

Agora é a vez da série escrita por Apollo Souza. Ele é autor de outro sucesso daqui do Cyber: Anjos de Metal, cuja segunda temporada acabou de chegar ao fim.

O protagonista da trama tem um nome diferente. M’icelus, ou simplesmente Mick, é um jovem que tinha tudo pra ser feliz e ter uma bela família. Porém, quando ainda era um garotinho, viu sua vida virar de cabeça pra baixo. O pai se tornara alcoólatra, chegando a bater na esposa e no filho. Ambos fugiram de casa e chegaram a morar nas ruas. Até que Renata conheceu o novo namorado, Álvaro, acreditando que ele poderia ser um pai melhor para Mick. Mas novamente a vida mostrou que as coisas seriam muito diferentes. Tragédias e mais tragédias acabam por levar o protagonista à morte precoce – como mostra o prólogo.

No capítulo 18, de título O Pecado Bate À Porta, Mick acaba de entrar no reformatório. Ali, precisa se adaptar às novas regras, como a do toque de recolher, e aos perigos constantes de se viver num ambiente hostil como aquele. Num segundo momento, ele se recorda de um momento no qual fora assediado ainda menino pelo namorado da mãe. Esta era a abertura para, de volta à ação atual, a introdução de um novo personagem: o assistente social Adão. Aparentemente amoroso e pacato, ele esconde uma personalidade pra lá de perversa. Chega até a ser chamado de “assistente do diabo” entre os cochichos dos internos.

Vamos aos trechos de destaque:

A segunda frase ficou um pouquinho confusa em sua construção. Também há a questão da concordância do verbo ocorrer, que deve ser feita neste caso com a palavra apagar (um verbo substantivado). Uma opção seria: “Após o toque de recolher e a revista da noite ocorreu o apagar das luzes.

No segundo parágrafo, mais alguns problemas com a concordância. Também substituiria a vírgula por um ponto, no meio da frase. Com alterações: “Alex e eu ficamos diante da porta da cela abertura esperando um dos guardas terminar a contagem e efetuar a revista. Uns tremores inesperados percorreram meu corpo (…)”.


Notem como o espaço grande – visível na imagem acima – ajuda a separar a primeira cena (jovem Mick na cela) da segunda parte (lembranças de sua infância). Este recurso dá uma expectativa, uma tensão a mais durante a leitura. Porém a falta de um cabeçalho ou de uma sinalização mais clara poderia confundir um leitor que começou a ler a série a partir de um capítulo mais adiantado sem conhecer o contexto da obra.

 

Eis a cena, escrita de forma muito sutil, do “cavalinho”. Muito pertinente para a trama de Mick e para a discussão na nossa sociedade. Um ponto muito positivo!

Aqui, o autor usa o mesmo recurso dos parágrafos de uma frase só já visto na análise de Lucas. Porém, em vez de perguntas, usam-se frases de efeito. Elas também poderiam ser ligadas aos parágrafos anteriores sem problema algum; embora deem, do jeito que estão, bastante ênfase ao pensamento dos internos. Enfim, torna-se uma questão de preferência pessoal. Isto se repete nos trechos seguintes, até o fim do episódio.

Aqui, duas observações: usa-se a forma TRÁS (com S) para se referir à parte traseira de alguma coisa. No trecho acima, a palavra foi grafada com Z. E a última frase ficou um pouco confusa para os leitores. Uma sugestão seria:

Durante o dia, um calor dos infernos; à noite, o frio comparável ao da morte.”

Na metade final do episódio também foram encontrados problemas com acentuação e com pontuação. Nada que uma boa revisão não possa resolver. Vai que é tua, autor! 😉

No mais, um capítulo inspirado e muito forte – no bom sentido. As descrições que o autor faz do reformatório e do assistente social duas caras Adão são angustiantes – aqui está o grande trunfo do capítulo.

Parabéns e sucesso ao autor na empreitada! O Vazio que Habita em Mim é um ótimo programa para as noites de terças, quintas e sábados. Não percam!

A novela da semana é escrita por Erick Alexandre, com exibição nas terças, quintas e sábados, às 19h. A personagem principal é a sofrida Júlia. Ainda jovem e em plena gravidez, ela é abandonada pelo marido. Assim que dá à luz os gêmeos João Henrique e Pedro Henrique, ela se vê obrigada a entregar o primeiro para a melhor amiga criar na Europa. Só que o menino acaba tendo uma doença grave e é dado como morto. Sem saber da verdade, Júlia refaz sua vida ao se casar com Vinícius, e assim começa uma busca desesperada por João. Muitos anos se passam, e a partir daí se seguem encontros, desencontros e revelações – entre estas, a de que João está vivo após ter sido roubado pela perversa Jessica e dado para Manuela criar.

Na última terça, dia 11, foi exibido o sétimo capítulo. Após uma breve retomada dos episódios anteriores, ele começa com uma discussão entre Jessica, Manuela e Hagata. Desde que a fase atual se iniciou, Pedro investiga o paradeiro do irmão “morto”. Só que os gêmeos quase se encontraram num restaurante, o que deixou as vilãs temerosas de terem seu crime descoberto. Na sequência seguinte, outro quase encontro. Pedro visita a namorada Clarisse na frente da casa onde João está. As vilãs fazem o “morto” sair para comprar carne, sem ser visto por Pedro. Em seguida, o casal de pombinhos começa a namorar. Com isso a vilãzinha Hagata fica receosa de que a mocinha descubra que os dois rapazes são gêmeos, afinal Clarisse namorou João no passado e poderia desconfiar de sua semelhança com Pedro. E assim termina o capítulo.

Vamos aos trechos da vez:

O primeiro detalhe percebido está na questão da concordância e da pontuação. Por exemplo, a conjunção MAS foi escrita duas vezes como “mais”. Na primeira fala de Hagata, ocorrem também dois problemas de concordância. Segue uma sugestão para este caso:

Hagata: Não sei, mas eles quase se encontraram aqui na pizzaria. Temos que ficar de olho, porque se eles se encontrarem, é só um passo pra eles descobrirem toda a história.

O mesmo acontece na segunda fala de Jessica. No caso, trocaria a forma PASSOU por PASSARAM, pois o termo (todas as crianças) a que o verbo se refere está no plural. Sim, os nomes das duas vilãs são grafados sem acento mesmo – o que se releva, embora seja mais adequado acentuá-los em obras escritas.

Uma coisa muito interessante que se observa nesta e em outras novelas é a maneira de escrevê-las num formato que mescla o roteiro e o literário. Alguns leitores gostam desse estilo, outros nem tanto. É apenas uma questão de preferência pessoal. No caso de O Tempo Não Volta, as características do literário são colocadas sem exageros, o que deixa o texto bem fluido. Por outro lado, podem-se aprimorar alguns detalhes relacionados à produção de um roteiro.

Por exemplo: ainda na primeira cena, não há nenhuma indicação de onde e de quando se passa o diálogo entre as vilãs. Mesmo que essa descrição tenha sido feita no capítulo anterior, é muito válido retomá-lo no capítulo atual. Assim contextualiza mais facilmente o leitor que pegou a trama pela metade. Isto pode ser feito no próprio texto ou por um cabeçalho. Vejam os exemplos:

Na casa da Hagata, à noite, continua a discussão entre ela, Manuela e Jessica… (texto)

ou

CENA 01. CASA DE HAGATA. SALA. INT. DIA. (cabeçalho)

Outro truque está em como apresentar emoções dos personagens em um diálogo, colocando-as entre parênteses. Aproveito aqui para sugerir uma maneira um pouquinho mais organizada, coerente, de expor a fala da personagem. Afinal, é o caminhão que vai ao local fazer a mudança em nome da empresa. Ok? 😉

Jessica (estressada): Vou ligar pra uma empresa de mudança e pedir para que envie um caminhão amanhã.

Já na sequência acima, é possível notar que a ação acontece em dois lugares ao mesmo tempo – com Jessica dentro de casa, com Pedro e Clarisse do lado de fora, e com Manuela indo e voltando entre os dois cenários. Uma sugestão seria usar espaços um pouco maiores, como a que Apollo usou na série do Mick, quando houvesse mudanças de cenário – mesmo que velozes como na sequência acima. Outra alternativa poderia ser o uso de cabeçalhos.

Bem, é isso. O Tempo Não Volta tem um ponto de partida muito promissor e emocionante, que é a busca de uma mãe pelo filho desaparecido. É impossível não se emocionar com a trajetória dela, e não se revoltar com as maldades de Jessica. A história é capaz de prender o leitor do começo ao fim.

Uma atençãozinha do autor a esses detalhes que foram expostos, e a leitura se tornará ainda melhor. Contextualizar e dividir as cenas em relação ao tempo e ao espaço, e fazer aquela revisão maravilhosa no texto pra eliminar o máximo de erros. Assim o texto se torna mais bonito e bem elaborado, como o enredo já é. Meus parabéns e sucesso ao autor!

Bem, leitores, por hoje é só. Espero que tenham gostado. Muito obrigado pela leitura. Aguardo vocês na próxima semana com o DE OLHO NO CYBER.

O Cyber Show está terminando, mas fique ligado, estaremos de volta no próximo domingo com mais conteúdos especiais para vocês! Obrigado por nos acompanhar!

Tchauuu!!

 

REALIZAÇÃO:


www.cybertv.com.br
2018

LEIA MAIS DESTE CONTEÚDO:

A Widcyber está devidamente autorizada pelo autor(a) para publicar este conteúdo. Não copie ou distribua conteúdos originais sem obter os direitos, plágio é crime.

  • Pesquisa de satisfação: Nos ajude a entender como estamos nos saindo por aqui.

    Você também poderá gostar de ler:

    Você também poderá gostar de ler:

    >
    Rolar para o topo