CENA 01. RODOVIA. BARRANCO. EXT. NOITE.

O carro de Otávio está capotado no barranco. CAM mostra o homem nas últimas, mas ainda segurando o celular, que está intacto.

CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR.

 

CENA 02. RODOVIA. EXT. NOITE.

Uma ambulância que, por acaso, está passando pela rodovia, avista o carro de Otávio no barranco e para. Um médico e um enfermeiro que estavam nela descem rapidamente para ver se encontram alguma pessoa no meio dos destroços do carro. Eles descem o barranco.

 

CENA 03. RODOVIA. BARRANCO. EXT. NOITE.

Otávio se encontra todo ensanguentado. O médico e o enfermeiro o encontram e dão o sinal para o outro enfermeiro trazer a maca. Quando a maca chega, os três colocam Otávio em cima e sobem o barranco. CAM mostra Otávio ainda segurando o celular na mão.

 

CENA 04. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Pamela, Cecília e Joyce entram no hospital, preocupadas.

 

JOYCE – Eu queria muito ficar com vocês, mas infelizmente eu vou ter que ir.

PAMELA – Pode ir tranquila, Joyce. Qualquer novidade a gente te avisa.

JOYCE – Tá bom. Eu tô torcendo pra que dê tudo certo.

 

Joyce se despede de Pamela e Cecília, e sai. Cecília e Pamela seguem andando rumo ao sofá, enquanto conversam.

 

PAMELA – Com fé em Deus a polícia vai pegar aquele desgraçado.

CECÍLIA – Vai sim, vamos pensar positivo agora.

 

Quando estão quase sentando, Cecília e Pamela avistam o médico e vão até ele.

 

PAMELA – E a minha filha, doutor? Como é que ela tá?

MÉDICO – Pra sua alegria a Valentina já está acordada. A gente ainda não contou pra ela sobre a perda do bebê. Achamos que será melhor que a senhora conte.

PAMELA – Tudo bem. E a gente já pode ver ela?

MÉDICO – Pode sim, mas tem que ser uma pessoa de casa vez.

CECÍLIA – Pode ir, Pamela. Eu te espero aqui.

PAMELA – Tá bom, Cecília. Daqui a pouco eu venho.

 

O médico sai, e Pamela o acompanha. Cecília se senta no sofá, pensativa.

 

CENA 05. APARTAMENTO SECRETO DE BÁRBARA. SUÍTE DE BÁRBARA. INT. NOITE.

Bárbara e Tito estão deitados na cama, se beijando.

 

TITO – Eu te amo, Bárbara. Eu te adoro. Você é perfeita.

BÁRBARA – E você é um gato!

 

Os dois voltam a se beijar. Tito deita por cima de Bárbara, e os dois fazem amor.

 

CENA 06. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Cecília está sentada no sofá, esperando Pamela. Um médico acompanhado de dois enfermeiros entram carregado Otávio em uma maca. O homem está em estado grave. O médico se aproxima da recepcionista.

 

MÉDICO – Otávio Ribeiro Santos é o nome dele. Depois eu volto aqui. A gente vai ver como está o estado dele, mas acho que será difícil sobreviver.

 

O médico e os enfermeiros entram em um corredor levando Otávio. Cecília se levanta, curiosa, e entra no corredor do quarto em que Valentina está internada.

 

CENA 07. HOSPITAL. CORREDOR. INT. NOITE.

Cecília chega na frente da janela do quarto de Valentina, uma janela transparente. Ao vê-la, Pamela sai do quarto e se aproxima dela.

 

PAMELA – Deixaram você entrar aqui?

CECÍLIA – Não, mas eu vim mesmo assim. Você não sabe quem acabou de chegar ali em estado grave.

PAMELA – Quem?

CECÍLIA – O Otávio, Pamela. O mesmo Otávio da Valentina.

PAMELA – Você tá falando sério?

CECÍLIA – Sim. Parece que ele sofreu um acidente, algo assim. E pelo que eu ouvi será difícil sobreviver.

 

Pamela e Cecília se encaram.

 

CENA 08. SÃO PAULO. HOTEL. FACHADA. EXT. NOITE.

LETREIRO: São Paulo.

Um carro está estacionado na frente de um hotel. Marcão sei de dentro do hotel, com uma mala. Ele coloca a mala dentro do carro e fecha o porta-malas. Logo em seguida fica encostado no quarto.

 

MARCÃO – Me desculpa, mãe. Me perdoa por ter entrado nessa vida. Eu sei que não era isso que a senhora queria pra mim. Mas eu me arrependo muito de ter feito isso e eu vou fazer as coisas do jeito certo. Rio que me aguarde.

 

Marcão entra no carro, dá a partida e sai.

 

CENA 09. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Pamela e Cecília chegam à recepção. Elas avistam o médico que está responsável por Otávio e se aproximam dele.

 

PAMELA – Com licença, doutor. Por acaso existe um Otávio aqui no hospital?

MÉDICO – Sim. Eu mesmo que estou responsável por ele.

PAMELA – Ele é marido da minha filha, a Valentina. Me falaram que ele sofreu um acidente, é sério?

MÉDICO – Sim. Ele sofreu uma lesão na coluna, e a salvação é praticamente impossível. Só um milagre mesmo.

CECÍLIA – E a gente já pode ver ele, doutor?

MÉDICO – Só amanhã pela manhã.

PAMELA – Tudo bem. Obrigada.

 

O médico sai. Pamela e Cecília se encaram, preocupadas.

 

CENA 10. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. MANHÃ.

SONOPLASTIA: Cores – Anavitória.

Amanhece. CAM AÉREA sobrevoa uma avenida e logo em seguida corta para a fachada do prédio em que fica o apartamento de Bárbara.

 

CENA 11. APARTAMENTO SECRETO DE BÁRBARA. SUÍTE DE BÁRBARA. INT. MANHÃ.

Bárbara e Tito estão deitados na cama, já acordados. Ela está fazendo carinho na cabeça dele enquanto fala.

 

BÁRBARA – A herança foi dividida, e eu fiquei com uma boa parte da grana. Já tá tudo certo pra nossa viagem só de ida. Nós vamos hoje à noite, no horário que combinamos, logo após eu cumprir umas tarefinhas. Não vai se atrasar, viu?

TITO – Claro que não. Eu chego antes de você ainda.

 

Os dois riem e se beijam.

 

CENA 12. HOSPITAL. QUARTO. INT. MANHÃ.

Valentina está deitada na cama, chorando. Pamela está perto dela.

 

VALENTINA – Eu não acredito, mãe. Aquele cachorro… Ele me fez perder o bebê, a senhora tem noção do que é isso?

PAMELA – Eu sei, filha. Deve ser uma dor horrível mesmo. Mas ele vai pagar por tudo isso. Se não for aqui, será depois da morte.

 

Pamela abraça Valentina e consola a filha.

 

CENA 13. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA DE JANTAR. INT. MANHÃ.

Cristina, Elias, Laila e Jussara estão sentados, comendo. Cecília vem da sala acompanhada de Bryan.

 

CECÍLIA – Então, gente. Esse é o Bryan, e eu apresento ele oficialmente pra vocês como meu namorado.

ELIAS – Opa, seja bem-vindo à família, Bryan.

BRYAN – Obrigado, seu Elias.

CRISTINA – Bora sentar pra comer?

BRYAN – Eu comi ainda agora, dona Cristina.

CRISTINA – Você vai mesmo me fazer uma desfeita dessas?

BRYAN – Tá bom, eu vou comer um pouco sim. (ri)

 

Bryan e Cecília se sentam à mesa com os outros. Todos voltam a comer, felizes. Eles conversam em FADE.

 

CENA 14. MANSÃO ALBUQUERQUE. SALA. INT. MANHÃ.

Marina está sentada no sofá, lendo uma revista. Lorenzo desce as escadas carregando uma mala. Marina se levanta ao vê-lo.

 

MARINA – Pra quê essa mala, Lorenzo?

LORENZO – São as minhas coisas, mãe. Hoje mesmo eu saio daqui.

MARINA – E você vai pra onde?

LORENZO – Eu vou me mudar pra um apartamento pequeno com a Priscila. Nós vamos nos casar em breve, a senhora já sabem bem disso.

MARINA – E eu, filho? Onde eu vou morar?

LORENZO – Não sei, isso é problema da senhora! Eu andei avaliando os seus comportamentos, dona Marina. E a senhora não merece a minha compaixão. Tudo o que a senhora pensa é em dinheiro. A senhora não gosta de mim de verdade, e por isso eu não me importo mais com a senhora.

MARINA – Isso não é verdade, filho. Eu te amo muito.

LORENZO – Mentira! Para de mentir! Eu cansei de viver nessa ilusão! Sobre o lugar que a senhora vai morar, fale com a Barbara. Essa casa agora é dela, tchau.

 

Lorenzo sai, carregando a mala. Marina fica arrasada no sofá. Bárbara entra. Marina se levanta rapidamente.

 

MARINA – Filha…

BÁRBARA – Fala logo, que eu tô com pressa, mãe.

MARINA – Pressa? Pra quê?

BÁRBARA – Eu vou arrumar minhas coisas. Hoje mesmo eu me mudo.

MARINA – Por acaso você e o Lorenzo estão combinando? E eu? Onde eu vou morar?

BÁRBARA – Se vira. A senhora já é bem grandinha pra arranjar um lugar pra ficar. Essa casa eu já vendi, e é isso.

MARINA – Você vai mesmo me abandonar? Eu que sempre te dei carinho. Sempre fiz tudo por você.

BÁRBARA – Mentira! O papai sempre fez tudo por mim, e embora eu fosse grossa com eles às vezes, ele sim merecia o meu amor. Mas agora já é tarde. Com licença, que eu vou arrumar minhas coisas.

 

Bárbara sobe as escadas apressada. Marina se senta no sofá, paralisada. A mulher começa a chorar muito enquanto pensa em tudo o que já viveu com os filhos.

 

CENA 15. HOSPITAL. QUARTO. INT. MANHÃ.

Otávio está deitado na cama. Pamela entra no quarto e se aproxima do homem, ele está nas últimas. Ao ver Pamela, Otávio começa a chorar.

 

OTÁVIO (com dificuldade para falar) – Me desculpa, Pamela. Me desculpa por ter feito a Valentina perder o bebê. Eu já tô pagando caro por isso.

PAMELA – Tudo bem, Otávio. Se você está realmente arrependido, eu acredito.

OTÁVIO – Eu não posso morrer calado. Eu sei quem matou o Murilo.

PAMELA – Como?

OTÁVIO – Isso mesmo que você ouviu. Eu sei que matou o Murilo e tenho provas que podem ajudar as meninas a provarem a inocências delas.

 

Pamela fica intrigada com o que acaba de ouvir.

Imagem congela na personagem Pamela.

 

FIM DO CAPÍTULO.

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