A tensão virou desejo tóxico.
André saiu do apartamento.
Rafael foi atrás.
— Para de fugir!
— Eu não estou fugindo!
— Então para de agir como se todo mundo estivesse contra você!
— Porque está!
Rafael segurou o rosto dele.
— Eu não estou.
O beijo veio intenso.
Não suave.
Não romântico.
Quase desesperado.
André correspondeu com raiva.
Com culpa.
Com necessidade.
Eles se empurraram contra a parede.
Não houve descrição detalhada.
Mas houve entrega.
Foi sexo como anestesia.
Como tentativa de sentir algo diferente da culpa.
Depois, silêncio.
Rafael encostou a testa na dele.
— Eu amo você, caralho.
André fechou os olhos.
— Você ama o que sobrou de mim.
—
Mais tarde, Lucas apareceu.
Ele viu a tensão no ar.
Entendeu.
E não recuou.
— Você acha que ele é melhor que eu?
André estava exausto.
— Eu não acho nada.
Lucas se aproximou devagar.
— Você sempre volta pra mim.
— Não fala como se eu fosse objeto.
Lucas o beijou.
Diferente de Rafael.
Mais controlado.
Mais calculado.
André tentou resistir.
Mas não resistiu o suficiente.
Foi outra entrega.
Outra fuga.
Outra culpa.
Quando terminou, André empurrou Lucas.
— Vocês dois me usam.
Lucas respondeu:
— Você deixa.
A frase cortou.
Rafael entrou no apartamento naquele momento.
O olhar dele mudou.
Não de ciúme.
De dor.
— Eu não vou competir — ele disse baixo.
André começou a rir.
— Eu não sou prêmio.
—
A imprensa começou a pressionar oficialmente a mãe.
Ela estava perdendo espaço.
Mas ainda não havia confissão.
Ainda não havia prova direta de disparo.
—
Capítulo 24 termina com André sozinho no apartamento.
Lucas saiu.
Rafael saiu.
A televisão desligada.
O celular vibrando.
Notificação:
“Nova coletiva da família amanhã.”
Ele sente algo diferente.
Não é medo.
É cansaço absoluto.
Ele sussurra:
— Eu não aguento mais essa porra.
E dessa vez… ninguém está ali para responder.












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