“Cheguei Pra Te Amar”

 

Daqui seis meses…

[CENA 01 – APARTAMENTO DE SAMUKA (NOVA YORK)/ SALA/ TARDE]
(Samuka e Pedro chegam ao apartamento. Pedro está com uma mochila nas costas, trazendo uma mala na mão. Samuka também está com uma mochila)
SAMUKA – Chegamos, Pedro! (deixa a mochila em cima do sofá) Bem-vindo ao seu novo lar.
PEDRO – Valeu mesmo, Sam.
SAMUKA – Nada. Pode deixar a mala aí, que depois eu te ajudo a organizar as tuas coisas no quarto. (indo até a cozinha) Quer beber alguma coisa? Antecipo que só tem água.
PEDRO – Não, obrigado. (coloca a mochila no chão, ao lado da mala. Caminha pela sala, Samuka retorna)
SAMUKA – O Arthur saiu com a Elisa. Os dois foram fazer uma seleção para um musical aí.
PEDRO – Sério?
SAMUKA – Sim. Mais tarde ele deve aparecer por aí. Enquanto isso, que tal te instalarmos. (pega a mochila que carregava segundos atrás) Me acompanhe! (Pedro pega sua mochila e mala, acompanha Samuka até seu novo quarto)

[CENA 02 – LANCHONETE (NOVA YORK)/ TARDE]
(após instalar Pedro em seu novo quarto, Samuka o levou para a lanchonete próxima a universidade)
PEDRO – Pensei que iriamos esperar o Arthur voltar para o apartamento?
SAMUKA – E vamos. No entanto, ajudar você com aquela bagagem toda deu fome. E mesmo assim, vamos voltar antes mesmo dele chegar em casa.
PEDRO – Onde ele foi fazer essa seleção?
SAMUKA – Num auditório duas quadras daqui. Foi uma indicação da Elizabeth. Obviamente ele conseguirá o papel. Você vai ver a cara de alegria dele, quando ele chegar no apartamento.
PEDRO – A Elizabeth já chegou a ajudar você?
SAMUKA – Olha… sendo bem franco, ela já me deu um papel em um dos musicais da universidade. Agora, papel assim fora, e como protagonista, não. Nenhum.
PEDRO – (pensativo) Como é a hierarquia na universidade?
SAMUKA – Você acabou de chegar, Pedro. Não quero estragar sua autoestima de cara.
PEDRO – (ri) Querendo ou não, irei saber amanhã.
SAMUKA – Poxa, nem me lembra. Amanhã as aulas começam!
PEDRO – Não está empolgado?
SAMUKA – Digamos que não tanto assim. Você eu entendo estar ansioso e tal, é calouro. Mas, logo sua empolgação vai acabar.
PEDRO – Eu não sei. Sei lá, Sam… (olha para a janela, observa a cidade, fica em silêncio) Acho que vou me adaptar bem em Nova York. (Samuka sorri, continua devorando seu hambúrguer)

Agora…

[CENA 03 – EM ALGUM LUGAR/ TARDE]
ARAEL – (sério) Você quer ir para terra como humano?
GASPAR – Sim. Mas não se preocupa. Eu posso continuar muito bem acompanhando os passos de Pedro e Alice como humano. Só eu preciso voltar como alguém próximo deles.
ARAEL – Você sabe que isso é impossível, Gaspar.
GASPAR – Não, não é. Eu visitei o Nathaniel ontem. Eu vi como ele estava feliz como humano.
ARAEL – Você não é feliz como anjo?
GASPAR – Não é isso, Arael. Eu gosto de ser anjo. Só que com esse cargo, vem certas responsabilidades, certas informações que no momento eu não preferiria saber. Acho que na forma humana, isso resolveria.
ARAEL – Acho que agora entendi tudo. Você quer virar humano, para esquecer o que irá acontecer com Pedro daqui alguns meses. (Gaspar abaixa a cabeça) Mesmo que Ele aceite te levar para a terra, nada mudará o destino do garoto.
GASPAR – Eu só não quero ter que suportar uma série de coisas boas acontecerem na vida dele, para no final suportar a sua partida.
ARAEL – Não existem mais anjos como antigamente! (se aproxima dele) Eu não vou te impedir. Se você quer conversar com Ele, fique à vontade. Mas nada que faça, afetará o que vem por aí. (desaparece em frente de Gaspar, que fica apreensivo)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ COZINHA/ TARDE]
(Ivo contínua de frente para Jorge, que o observa sério)
IVO – Pela cara que você está fazendo, coisa boa que não deve ser.
JORGE – (caminha pela cozinha) Até que não é algo tão sério assim.
IVO – Então fala logo o que é!
JORGE – Fico feliz que você tenha decido adiar a turnê dos garotos. Este ano não será um bom ano para viagens.
IVO – Como assim?
JORGE – Só não acho que os garotos precisam sair agora do estado.
IVO – Os garotos são reféns agora? Eles não podem sair do Rio de Janeiro?
JORGE – (ri) Calma, você me interpretou mal. Não é que eles estejam presos. Eles podem fazer viagens curtas para algumas cidades vizinhas, de ônibus claro. Eles só não podem entrar em nenhum avião.
IVO – Por que não? O que vocês sabem? (se aproxima dele)
JORGE – Sempre ansioso você, hein. Confie na gente. Alguma vez te decepcionamos?
IVO – Cara, se vai acontecer algo, por favor, me avisa. Dessa vez podemos impedir um acidente. Dessa vez poderemos salvar vidas.
JORGE – (vira-se de costa, desaparece assim que termina sua frase) Não seja impaciente, meu amigo. Nada acontece sem que não haja um proposto por trás.

[CENA 05 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(Larissa se aproxima de Eduardo e Otávio)
LARISSA – O que estão fazendo aqui?
EDUARDO – Viemos te fazer uma proposta.
LARISSA – Proposta?
EDUARDO – Sim. Quer falar Otávio?
OTÁVIO – (se aproxima dela) Eu ouvi você cantando nas gravações do programa.
EDUARDO – Sim. Você está participando também.
OTÁVIO – Isso. Eu queria saber se você poderia praticar algumas músicas comigo?
EDUARDO – É que Otávio montou uma pequena playlist que ele gostaria de cantar no programa. E tem algumas músicas que só funcionam como dueto. Especialmente, se a segunda voz for feminina.
LARISSA – E por que você quer ensaiar comigo? Até onde eu sei, somos concorrentes. Eu também estou participando do programa. (Otávio abaixa a cabeça, seu rosto entristece um pouco)
OTÁVIO – É que tirando o Edu… eu não tenho ninguém a quem recorrer. (Larissa percebe que ele está falando a verdade, e se pergunta se essa falta de amigos, seja pelo fato dele ser cego)
IONE – (aparecendo ao lado de Larissa) Oi, gatinho. Lembra-se de mim? (Otávio levanta a cabeça em direção a voz de Ione, solta um leve sorriso)
OTÁVIO – Oi. É claro que eu lembro.
IONE – Eu adorei a ideia dele, Larissa. Acho que você deveria aceitar.
NATHANIEL – (aparece do outro lado dela) Eu concordo com a Ione. Veja isso como uma grande oportunidade.
LARISSA – Oportunidade?
NATHANIEL – Sim. Veja só… Com essa parceria, um poderá ajudar o outro. Larissa encontrará um parceiro novo para cantar, assim como o rapazinho aí.
LARISSA – Eu não sei não, gente. Não acho uma boa ideia a gente se reaproximar dessa maneira. No final das contas, chegará um momento que iremos competir um com o outro.
OTÁVIO – Eu estou ciente disso. (foca-se nela) Eu te ouvi cantar na gravação do programa. Sei o quanto você é talentosa e será um prazer dividir uma música com você.
IONE – Ah, gente. Que fofinho ele.
LARISSA – Você que sugeriu essa ideia Eduardo?
EDUARDO – Não. Confesso que fiquei tão surpreso como você agora.
OTÁVIO – Essa ideia é inteira minha. Edu não tem nada a ver com isso.
LARISSA – (fica alguns segundos pensativa, olha para Otávio) Eu aceito, mas não vai pensando que irei pegar leve com você no programa, viu. (Otávio sorri, Ione comemora)
IONE – (caminha até ele e o abraça de surpresa) Parabéns, querido. Isso significa que você virá mais vezes aqui.
OTÁVIO – (se afastando um pouco dela) Eu não sei. Quer dizer, eu não posso sair de casa sozinho, dependo de alguém. (olha para Eduardo)
EDUARDO – Eu posso te trazer aqui, sem problema. Mas isso quando eu não estiver no trabalho.
NATHANIEL – O local é o de menos, meus queridos. Importa, que acabamos de criar uma forte parceria neste momento. (olha para Larissa, que em seguida caminha até Otávio)
LARISSA – Ficarei feliz em dividir o palco com você. (Otávio olha direto para ela, uma vez que está sentindo sua presença a sua frente)
NATHANIEL – Bem, que tal aproveitarmos e vocês dois já não cantam uma música juntos.
IONE – Eu apoio.
LARISSA – Por que não?! (Larissa pega na mão de Otávio e o leva até o palco. Os demais voltam para a mesa onde está Salete. Uma música começa a ser tocada, Larissa entrega um microfone para ele, começam a cantar)

[CENA DE MÚSICA – CHEGUEI PRA TE AMAR (IVETE SANGALO part. MC LIVINHO)]

[LARISSA]
Chega de saudade 1
Quero sentir seu perfume
Tô de malas prontas pra felicidade
Correndo pra te ver
Pra ficar com você

Amor de verdade não acaba, não
Mesmo que a distância às vezes atrapalhe

[OTÁVIO]
Quando o dia amanhecer 2
E o sol vier me aquecer
Meu coração, de barco a vela
Vai navegar no seu mar
No seu colo, o meu destino
Seu olhar, meu paraíso
Seu sorriso me enche de vida

[LARISSA E OTÁVIO]
Me faz sonhar, me faz voar
Vou te encontrar, vou te beijar

[LARISSA]
Cheguei pra te amar 3
Trouxe estrelas pra plantar
No nosso céu particular
Cheguei pra te amar
Nós dois na constelação
O universo de paixão
Cheguei pra te amar

[LARISSA E OTÁVIO]
Pra te amar (cheguei pra te amar)
Pra te amar
Cheguei pra te amar

[OTÁVIO]
Amor de verdade não acaba, não 4
Mesmo que a distância às vezes atrapalhe

[LARISSA]
No seu colo, o meu destino
Seu olhar, meu paraíso
Seu sorriso me enche de vida
Vou te beijar

[LARISSA E OTÁVIO]
Cheguei pra te amar 5
Trouxe estrelas pra plantar
No nosso céu particular
Cheguei pra te amar
Nós dois na constelação
O universo de paixão
Cheguei pra te amar

(Cheguei pra te amar)
Pra te amar
Me faz voar, me faz cantar
Vou te encontrar, vou te beijar (te amar)

Vou te amar (te amar)
Vou te amar (te amar)
Vou te amar
Cheguei pra te amar

1. Assim que a música começa ser tocada, Larissa anda pelo palco, dançando no ritmo da canção. Otávio continua parado no centro, um pouco tímido, mas sente ela ao seu redor se movimentando. Embaixo, ambos são observados por Nathaniel, Ione e Eduardo. Larissa se aproxima de Otávio, fica ao lado dele assim que ele começa a cantar.
2. Otávio continua parado, embora sentisse Larissa dançando ao seu redor. Larissa segura na mão dele e o puxa pelo palco, tentando fazê-lo dançar também. Ione se diverte na mesa. Eduardo foca um pouco em Larissa.
3. Larissa solta da mão de Otávio, começa a dançar esperando que ele o seguisse. Otávio sente a presença dela dançando a sua frente, e aos poucos vai deixando a música entrar em seu corpo.
4. Larissa se aproxima dele e o ver dançando, sorri. Volta segurá-lo na mão e o puxa para o centro do palco. Os dois ficam um de frente para o outro, dançando e cantando.
5. Ione começa a bater palmas pela desenvoltura de Otávio em cima do palco, Eduardo a acompanha. Larissa volta a andar, Otávio continua na sua posição, porém dançando. Os dois encerram a música, são aplaudidos. Larissa se aproxima dele.

LARISSA – Parabéns! Adorei meu novo parceiro! (o abraça, Otávio sorri)

[CENA 06 – CASA DE PEDRO/ SALA/ TARDE]
(Pedro e Felipe continuam abraçados. Ele encerra o abraço, se afasta um pouco)
FELIPE – Eu pensei em ligar, mas achei melhor vim aqui pessoalmente.
PEDRO – Entra, por favor. (Felipe entra e os dois caminham até o sofá)
FELIPE – Paula está no trabalho?
PEDRO – Sim.
FELIPE – Bem, eu não pretendo prolongar essa minha visita. Só vim mesmo te parabenizar por ter entrado naquela universidade de música e vim te fazer um convite.
PEDRO – Convite?
FELIPE – Sim. Quero convidar você a Paula para jantarem lá em casa. Precisamos comemorar essa sua nova conquista.
PEDRO – Sério, não precisa se incomodar com isso.
FELIPE – Não é incomodo nenhum. Todos lá em casa apoiaram esta ideia. Sua avó inclusive que vai organizar tudo.
PEDRO – (sem jeito) Eu não sei, Felipe… Acho que não é necessário.
FELIPE – (fica um pouco entristecido, por Pedro não o chamá-lo de pai ainda, mas consegue disfarçar) Anda, para de ser modesto. Tenho certeza que se a Paula estivesse aqui, ela aceitaria.
PEDRO – Sem dúvida. Aquela ali está toda empolgada! Ok. Aceito. Quando vai ser?
FELIPE – Eu aviso para você ou para sua tia, não se preocupa.
PEDRO – Ok.
FELIPE – (caminha em direção a porta, Pedro o segue) Bem, tenho que ir agora. Saí do trabalho direto para cá. (Pedro abre a porta) Você já visitou sua irmã?
PEDRO – Ainda não. Mas trocamos mensagens já.
FELIPE – Sempre que quiser, aquela casa vai estar sempre de portas abertas, viu. Afinal, ela é sua também. (Pedro fica sem jeito, fica um curto silêncio entre os dois) Bem, eu vou indo.
PEDRO – Até.
FELIPE – Até, Pedro. (pensa em abraçá-lo, mas acaba desistindo. Se afasta de Pedro em direção ao carro. Entra, coloca o sinto, o liga e volta a observa Pedro. Acena para ele e vai embora em seguida. Pedro fecha a porta, caminha até o sofá, fica pensativo)

[CENA 07 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ TARDE]
(Alice e Marcelo continuam se beijando. Ela o empurra, se afasta dele)
MARCELO – Sua dívida está paga. (volta para cadeira, guarda seu notebook)
ALICE – O que você espera com isso? Não vamos voltar. Esse beijo não significou nada.
MARCELO – Eu sei. (vira-se para ela) Mas, não custava nada tentar. (caminha em direção a saída, Alice continua desviando olhar para ele) A música ficou ótima. Espero que seja um grande sucesso. Tchau! (saí do estúdio, Alice olha em direção a porta. Senta-se em seguida, olha para seu computador, coloca os fones de ouvido e volta a escutar a música)

Anoitecendo…

[CENA 08 – CASA DE OTÁVIO/ COZINHA/ NOITE]
(Otávio e Eduardo estão jantando e conversando sobre o que ocorreu hoje à tarde)
OTÁVIO – Eu tava aqui pensando. Eu acho que você devia convidar a Larissa para sair!
EDUARDO – Não adianta, já tentei assim que a gente se conheceu. Mesmo ela sendo semelhante a Letícia, as duas são totalmente diferentes.
OTÁVIO – Talvez porque você tenha tentado se aproximar de maneira errada.
EDUARDO – Errada?
OTÁVIO – Eu não conheci a Letícia. E mesmo se a tivesse conhecido, seria impossível para mim dizer que as duas são semelhantes fisicamente. Talvez, se eu tivesse a oportunidade de ouvir a duas cantarem, eu poderia afirmar alguma coisa. (Eduardo sorri)
EDUARDO – É, essa possibilidade é impossível.
OTÁVIO – Eu acho que você está errado nisso. Em comparar as duas. Por máximo que as duas sejam parecidas, elas são pessoas diferentes. Letícia, pelo que você me contou era uma garota que cresceu presa em casa, por conviver com um câncer raro. Já Larissa… bem, eu não sei nada dela. (ri) Mas ela trabalha em um cabaré. Me parece ser uma garota forte, e que passou por muita coisa, até chegar naquele lugar.
EDUARDO – E o que você quer que eu faça?
OTÁVIO – É a Larissa quem você deve conquistar. Você deveria começar primeiramente com isso.

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Larissa está sentada em um dos banquinhos no balcão, Nathaniel está ao lado dela)
NATHANIEL – (a observa pensativa demais) Posso saber o que está incomodando está cabecinha?
LARISSA – Estava aqui pensando. E se na verdade, o Otávio tiver pensado nisso para espionar quais músicas eu tenho planejado cantar no programa.
NATHANIEL – Não. Acho que não. Para mim, ele me pareceu ser sincero na busca por uma parceira de dueto.
LARISSA – Eu não sei, Nathan. Eu já confiei demais nas pessoas em erradas.
NATHANIEL – Tira isso da sua cabecinha, está bem. Otávio é um fofo e vocês dois vão se ajudar muito. Vai por mim. (Gaspar entra no salão, caminha direto ao bar. Aparece ao lado de Larissa)
GASPAR – (olhando para Nathaniel) Oi!
NATHANIEL – Olá. Você de você por aqui?
GASPAR – Pois é. Estava de passagem, decidi vim aqui. (senta-se no banquinho)
LARISSA – (percebendo que estava acontecendo alguma coisa ali) Bem, deixa eu dar uma voltinha no salão. Licença. (levanta-se e caminha até algumas mesas)
GASPAR – Eu atrapalhei alguma coisa?
NATHANIEL – Não. Você não atrapalhou nada. Aceitar beber hoje?
GASPAR – Não, obrigado.
NATHANIEL – Já sei. Você veio conversar!
GASPAR – Isso. Será que você teria um tempinho para me ouvir? (Nathaniel o observa, Gaspar demostra estar apreensivo)

Daqui seis meses…

[CENA 10 – APARTAMENTO DE SAMUKA (NOVA YORK)/ SALA/ DIA]
(Pedro está em pé na sala, andando de um lado para o outro. Arthur entra na sala)
ARTHUR – Bom dia, garoto!
PEDRO – Bom dia, Arthur.
ARTHUR – Tudo isso é ansiedade para o primeiro dia de aula?
PEDRO – (ri) Digamos que sim. O Samuka vai demorar muito?
ARTHUR – Essa aí sempre se atrasa. Se você for desse que gosta de ser pontual, acho bom nem esperar a gente.
PEDRO – Não, que é isso. (olha para o relógio) Temos tempo ainda.
ARTHUR – Vamos passar na lanchonete ainda, de lá vamos para universidade.
PEDRO – Sério?
ARTHUR – Relaxa está bem. Primeiro dia de aula não tem nada de importante assim. Será mais uma inclusão dos calouros. (Samuka entra na sala)
SAMUKA – Pronto. Vamos lá para mais um semestre!
PEDRO – Vamos. (caminha até a porta, um pouco apressado)
ARTHUR – Vamos logo, Sam. Antes que o Pedro faça um buraco no nosso apartamento. (os três saem do apartamento, Pedro bem a frente deles)

[CENA 11 – LANCHONETE (NOVA YORK)/ DIA]
(Samuka e Arthur estão comprando alguns lanches, Pedro ficou fora da lanchonete, olhando frequentemente para o relógio)
PEDRO – Eita, que demora essa dos meninos. (começa a andar de uma lado para o outro, sem perceber acaba esbarrando em alguém) Oh, desculpa! Desculpa, cara. Eu não te vi. Você não deve estar me entendendo, né? Sorry, man!
GASPAR – Te entendi sim. E fica tranquilo. (sorri) Estar tudo bem. Eu também deveria estar prestando atenção.
PEDRO – Você é brasileiro?
GASPAR – Sim. Você também.
PEDRO – Sim, sou.
GASPAR – Me chamo Gaspar. (estende a mão para cumprimentá-lo)
PEDRO – Pedro.
GASPAR – Toma cuidado na próxima, Pedro. Nova York é uma cidade muito agitada. (segue seu caminho, Pedro o observa por alguns segundos. Samuka e Arthur saem da lanchonete com algumas sacolas nas mãos)
SAMUKA – Comprei esse aqui para você, Pedro. (entrega para ele)
PEDRO – Valeu. Será que agora podemos ir?
SAMUKA – Vamos, vamos sim. (os três seguem, caminho ao metrô)

[CENA 12 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ AUDITÓRIO/ DIA]
(todos os alunos estão reunidos no auditório para o momento de inclusão dos calouros a universidade. Pedro está sentado na primeira fileira, junto com os demais calouros. Arthur, Samuka, Elisa e Mônica estão sentado no meio do auditório)
ELISA – (observando Pedro) Impressão minha ou ele está nervoso?
ARTHUR – Tá desse jeito desde que saímos do apartamento.
ELISA – Me lembro do meu primeiro dia de aula. Eu estava sentada ao seu lado, como agora. Você lembra?
ARTHUR – É claro que eu me lembro. (os dois se beijam, prestam atenção em Elizabeth no palco)
ELIZABETH – Hello everyone! It is a pleasure to start another semester a tour fantastic university. Welcome, freshmen. This will be your new home for years to come. I hope everyone feels at ease and knows how to take good care of her. Veterans, it is a pleasure to have you here with us, for another productive year. I do not intend to prolong my opening speech, because some teachers also want to talk a little. Not to mention that we will still have the university tour with the freshmen. For veterans, we will have normal class. I believe that everyone knows their schedule, right?! Well, without further ado, applaud Professor Olivia Benedit. (todos batem palmas, Elizabeth saí do palco, enquanto Olivia se posicionava, agradecendo)
OLIVIA – Thanks. Thank you all. Welcome freshmen, the big family. I look forward to seeing how talented each of you are. (enquanto Olivia dava seu discurso, Pedro prestava atenção em tudo, com os olhos brilhando, não acreditando que realmente estava naquele lugar. Gaspar estava em pé ao lado esquerdo do auditório, observando-o)

Contínua no Capítulo 07…

A Widcyber está devidamente autorizada pelo autor(a) para publicar este conteúdo. Não copie ou distribua conteúdos originais sem obter os direitos, plágio é crime.

Pesquisa de satisfação: Nos ajude a entender como estamos nos saindo por aqui.

Leia mais Histórias

>
Rolar para o topo