Manhã seguinte.
Santa, está organizando o seu guarda-roupa, quando de repente. . .
SANTA: Que maleta é esta? Não lembro dela. Onde Camilo arrumou? Tá pesada. O que tem aqui dentro.
Santa abre a maleta e a mesma está cheia de dinheiro. Uma quantia considerável.
SANTA: (vai até a sala)Camilo. Camilo!
CAMILO: O que foi Santa?
SANTA: Que dinheiro é este que está nesta maleta? De quem é esta maleta?
Camilo se assusta, pensa rápido e responde.
CAMILO: Que dinheiro é este? Lembra que ontem eu e Pedro fomos ao banco tentar empréstimo?
SANTA: Lembro.
CAMILO: Então, tá aí o dinheiro. Mas não pode comentar com ninguém.
SANTA;E diante do acontecido com Pedro , você trouxe esse dinheiro todo pra dentro de nossa casa Camilo?
CAMILO: Mas ninguém ficou sabendo, a não ser o gerente do banco.
SANTA: Que loucura!
CAMILO: Guarda isso lá onde estava. E eu vou procurar o Luiz.
Camilo chama por Luiz e . . .
LUIZ: O que foi meu pai?
CAMILO: vá até ao Pedro e diga a ele que não poderei ir com ele ao banco. Que ele pode ir e resolver lá por mim.
LUIZ: Estou indo então. Mas, o senhor está parecendo nervoso meu pai. Está acontecendo alguma coisa?
CAMILO: Nada não meu filho . Impressão sua. Estou bem.
Valter e Filipe estão preparando a charrete para Pedro ir até ao banco .
FILIPE: Coitado do meu pai. Está preocupado demais e guardando toda preocupação só para ele. Está sendo forte com esta questão do roubo.
VALTER: Ele vai sair desta. Mas, tinha que descobrir o vagabundo que fez isto e dar um tiro bem na testa dele.
FILIPE: Este é o problema: descobrir. E vamos deixar para a polícia agir. Não vale apena sujar as mãos da gente com sangue .
Pedro se despede de Sônia.
PEDRO: Hoje vamos terminar a negociação com o banco e aguardar.
SÔNIA: E você vai só?
PEDRO: Não o amigo Camilo vai comigo.
Nesse momento, Luiz chega e avisa a Pedro que seu pai não poderá ir com ele.
PEDRO: Tudo bem irei, sozinho mesmo. Sou grato ao amigo Camilo por confiar em mim . Mas, também este problema não é dele. É meu!
FILIPE: Quer que eu ou o Valter vá com o senhor meu pai?
PEDRO: Carece não meu filho. Não vou brincar mais com a sorte.
SÔNIA: Boa sorte.
Pedro pega estrada em direção ao banco para buscar o dinheiro para pagar seus lavradores.
Luiz e Dyana conversam entre si, na varanda principal olhando Pedro seguindo a estrada.
DYANA: meu pai é homem batalhador e sofredor. Mas creio que ele sairá desta situação de dívida.
CAMILO: Também admiro seu pai, pelo caráter dele. Mas, confesso que estou preocupado com o meu. Hoje alguma coisa estava incomodando a ele quando saí de lá.
DYANA: Ele não estava sentindo bem? Por isso não foi com meu pai?
LUIZ: Não sei o que é, mas ele aparentava nervoso, preocupado com alguma coisa e não quis falar.
De repente, Cida chama por Dyana.
CIDA: Dyana corre aqui.
DYANA: O que foi Cida?
Sônia sente um mal súbito.
CIDA: Sua mãe não está sentindo bem.
DYANA: Mamãe! O que a senhora tem?
SÔNIA: Foi só uma tontura, está passando. Meu coração está apertado, como se algo ruim estivesse para acontecer.
FILIPE: Fica calma mamãe! Isso é por causa disso tudo que papai está passando. Mas vai dar certo, isso vai se resolver.
SÔNIA: Estou bem agora. Vou me sentar ali na cadeira da varanda e esperar pela volta de seu pai.
Luiz se despede de Dyana e volta para casa.
LUIZ: Preciso ir meu amor(os dois se beijam)
DYANA: Tchau!
LUIZ: Fique perto de dona Sônia, converse muito com ela. Parece muito triste.
DYANA: Sim e não é pra menos. . . Te amo.
Pedro, no banco, já está de posse ao dinheiro e já está saíndo de volta para casa e encontra o padre Samuel na rua.
PE. SAMUEL: Como vai seu Pedro?
PEDRO: Padre Samuel! Estou bem e o senhor?
PE. SAMUEL: Estou aproveitando o frescor da manhã e dando umas voltas.
PEDRO: Bem que o senhor poderia ir até a minha casa. Sônia ficará feliz em ver o senhor chegar por lá.
PE. SAMUEL: E não é uma má ideia. Irei sim. Não tenho pra fazer agora na igreja.
PEDRO: Sobe aí na charrete padre e vamos embora.
Pedro então vai conversando com o padre e explica o motivo de ter ido ao banco.
Cosme e Damião estão capinando na beira da estrada, quando Pedro e o padre Samuel passam de charrete.
COSME: A verdade virá à tona.
DAMIÃO: Mesmo em meio a dor, . . . ela virá.
COSME: A máscara cairá.
DAMIÂO: E sangue escorrerá.
CONTINUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .





