Jorge continua puxando a camisa do Carlos na esperança pela resposta.

Jorge: O gato comeu a língua Carlos?

Carlos: Não sei, não sei de nada!

Jorge: Confessa miserável!

Carlos: Sou eu que tenho uma pergunta! Existe algum segredo envolvendo você e a família do Rodrigo?

Jorge: Não tô entendendo!

Carlos: Curioso pra compreender o motivo da Laura me contar sobre sangue derramado no passado. Afinal, quem são Francisco e Marta?

Jorge: O que você tem haver? O que tem haver com isso? – grita em cima dele.

Carlos: Afim de desvendar o que o Rodrigo e Laura escondem!

Jorge escapa furioso, entra na camionete e Carlos corre atrás.

Carlos: Jorge!


Lúcia estaciona ao lado do pet shop e encontra Eduardo dando banho no cachorro de um freguês. 

Eduardo: Lúcia?

Lúcia: Ainda possui arara pra vender? Surgiu cliente interessado.

Eduardo: Acho que sobrou filhote.

Lúcia: Posso dar uma olhada?

Eduardo: Beleza. Terminando de secar o cãozinho. A moleca da Cacá me largou sozinho no serviço! — Lúcia segue Eduardo para os fundos.

Lúcia: Ótimo! O passarinho rende boa grana!

Eduardo: Avise o Zeca pra trazer mais. Acabando o estoque. Nem imaginava que daria tanto dinheiro.

Lúcia: Estarei na próxima semana no interior pra falar com o Zeca.

Eduardo: Ei! – segura ela.

Lúcia: Indo pra lanchonete, os negócios estão bombando lá também!

Eduardo: Veio só por causa do bicho mesmo?

Lúcia: Só. — mostra um sorriso.

Eduardo: Até parece… – a beija e se encostam na parede.

Lúcia: Edu aqui não…

Eduardo: Aqui sim… Aproveitar um pouquinho! – novas trocas de carícias. 

Carolina: Então é verdade… — interrompe a cena acompanhada de Catarina.

Eduardo: Carol…

Carolina: Os animais presos nas gaiolas vieram da reserva ambiental? Hein Edu? – observa ao redor enquanto Eduardo e Lúcia ficam sem reação.

Lúcia: Carolina, a gente pode explicar…

Carolina: O que vi é suficiente! Você é uma falsa Lúcia! Além do romance secreto, está no meio da crueldade com a natureza!

Eduardo: Carolina! Vamos conversar… — ao vê-la fugir no corredor.

Carolina: Não encosta!

Eduardo: Me perdoa?

Carolina dá um tapa no rosto de Eduardo.


Jorge abre a porta do casarão da fazenda Corais e repara Laura descendo as escadas.

Laura: Que cara brava sogrinho!

Jorge: Cadê o Roberto?

Laura: No laticínio, por quê? — diz ao passar no último degrau.

Jorge: Eu já sei de tudo desgraçada! – agarra o pescoço de Laura e começa a enforcá-la.


Retornamos à cena do Eduardo que recebe o impacto de Carolina.

Eduardo: Bate. Eu mereço. — leva outro de Carolina.

Carolina: Monstro! Você é cruel! – espancando ele e Eduardo se protege através dos braços.

Eduardo: Calma Carol, calma…

Carolina: Fui uma idiota! Não queria acreditar no que a Cacá me revelou… Você abusava dela… Depois do que eu presenciei… Sanou as dúvidas!

Eduardo: Não faço ideia do que a Cacá te disse, mas eu não fiz mal pra ela…

Carolina: Nenhuma palavra da sua boca me convence! A máscara caiu! Covarde! Se não bastasse a judiação dos coitados presos na dispensa! Pensar em você se esfregando na minha sobrinha… Nojo! Eu sinto nojo de você! — reclama chorando.

Eduardo: Carolina, por favor! Pra onde vai? — persegue ela que abandona o lugar.

Carolina: Pegar os meus pertences e da Cacá, voltaremos pra São Roque.

Eduardo: Carol, não precisa ser assim!

Catarina: Tia me espera!

Carolina: Fique aí Cacá! Resgatar nossas bagagens na casa alugada, logo venho te buscar!

Eduardo: Carol…

Carolina: Cai fora do carro!

Eduardo: Eu não vou deixar você ir sem me perdoar…

Carolina: Eu nunca te perdoarei! Será que não percebe o que fez?

Eduardo: Você tá nervosa, não pode dirigir nesse estado! — resmunga do banco de passageiro. Ela o ignora ao manobrar apressada numa rodovia movimentada.

Carolina: Me larga!

Eduardo: Escuta! Pare Carol! — se esforça pra pisar no freio e tirar ela do volante.

Carolina: Não atrapalha! — faz zig zag na pista e ouve um barulho de buzina.

Eduardo: Carolina cuidado! O caminhão, Carolina! – era tarde. Ela desvia do caminhão que vinha à frente, no entanto perde o controle e capota o automóvel que vira no asfalto. O silêncio toma conta do acidente.


Jorge sufoca Laura que tenta quase sem fôlego se livrar dele.

Jorge: Hora de aprender no que se meteu! Ansioso pra te esganar cobra!

Laura não consegue arrancar as mãos de Jorge, porém ataca um vaso de cerâmica na cabeça dele que a solta finalmente. Jorge fica atordoado e Laura mantêm distância tocando a garganta machucada.

Jorge: Como eu não reparei antes… Após vinte anos…

Laura: É claro que você não se lembraria…

Jorge: Por que tá no meio da história que é do Rodrigo? — apoiando o corpo nos objetos da sala, se recuperando da tontura.

Laura: Não é somente do meu pai!

Jorge: Eu deveria te matar! Acabar com você e aquele infeliz do Rodrigo por terem me enganado o tempo todo! Porém o Roberto terá que descobrir primeiro! – sai do local.

Laura liga para alguém no quarto.

Laura: Juca, necessito da sua ajuda imediatamente!

Música de encerramento: Iron Sky – Paolo Nutini Tema: Livre

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