Ato XVII – Ilusão ou realidade?

“As ilusões que vem e vão,

as quais fazem me perder da realidade.

Elas vêm para tirar a minha sanidade,

Não!!! Por favor, não voltem!

Não agora que estou tão feliz!”

• ────── ✾ ────── •

Wuxian sentia seu corpo tremulo em um sono inquieto murmurava palavras incompreensiva enquanto dormia.

No sonho, tudo era nebuloso e sem sentido, ou aparente pelo o que ele tentava entender. Quanto tempo fazia que não tinha esses sonhos? Meses, desde que começou a medicação, Wuxian sentia-se sufocado com aquelas cenas que ele via de longe como em um filme ruim já gasto pelo tempo.

Rolando na cama, respirando com dificuldade sentia a face sendo molhada e o suor escorrer pelo pescoço. Quente ou frio, tanto faz aquelas cenas o incomodavam ao ponto de querer gritar.

“Por favor, de novo não… Eu não quero mais lembrar que estava enlouquecendo, por favor, não agora que estou tão feliz…”

Como em um rompante ele abriu os olhos, as lágrimas banhavam a vista deixando-a embaçada, estava escuro e como se conseguisse recobrar a consciência notou finalmente que estava sozinha naquela cama.

Suspirando Wuxian ergueu o corpo e sentou um tanto tonto por acordar de repente, olhou para a janela, ainda era noite e bocejando tateou até o criado mudo para pegar seu smartphone e olhar a hora.

— 4 horas da manhã… Hum… – Bocejando esticou novamente o corpo sobre a cama para alcançar o abajur e acender. – Zhan?! Será que ele estar no banheiro? – Esfregou os olhos úmidos com a manga do casaco enquanto afastava a enorme manta pesada de frio. Sentou-se por fim na beira da cama.

Olhou-se e sorriu com leve corar da face, estava vestido no casaco de Wangji, somente o casaco, depois que fizeram amor Wuxian sentiu frio e o seu amado lhe vestiu com seu casaco.

Wuxian catou a sua calça do chão e vestiu, caminhou bocejando até o banheiro e abriu a porta procurando por Zhan, estranhou e virou a tela de seu telefone para ver se tinha algum recado.

— Recado do Cheng… – Sorriu no canto dos lábios imaginando se o irmão teria conseguido conversar com Wen Qing. – Não aguenta esperar para me contar que ganhou a garota he, he, he… – Pensou um pouco. – Depois eu leio. – E rolou a tela para ver se tinha mensagem do Zhan, não havia nenhuma por fim. – Hum, será que aconteceu algo? – Um pouco preocupado Wuxian resolveu mandar uma mensagem.

“Zhan-ge???”

Caminhou pelo quarto e voltou a sentar na beira da cama, esperou alguma resposta o que não aconteceu.

— Ele nem visualizou, mas chegou ao menos… – Deu de ombros e colocou o aparelho no colo, depois de alguns minutos decidiu ir até seu quarto e pegar seus remédios, aquela hora não deveria ter ninguém acordado pelos corredores, então, não tinha como vê-lo descendo o andar de Wangji. Mas, antes mandou uma mensagem a Zhan.

“Zhan, ao chegar no quarto e não em encontrar é porque fui no meu quarto pegar os remédios.”

Satisfeito, calçou a bota ortopédica e levantou mancando um pouco do pé saiu do quarto de WangJi, andou até a porta de emergência e desceu em seguida o andar para finalmente abrir a porta do lugar onde ele e outros participantes do concurso tinham se hospedados.

Pegou o cartão chave do bolso e seu smartphone para ver se Wangji tinha visto a mensagem, ao que parece não e bufou um tanto chateado.

— Se não me responder vou começar a ficar preocupado… – Murmurou consigo quando abriu seu apartamento.

Dentro do apartamento, vasculhou uma gaveta da cômoda pegando os frascos de seu remédio, olhando-o por um tempo suspirou um pouco chateado. Desde que era criança, Wuxian tinha visões estranhas e muitas das vezes algumas pareciam até reais.

A sua família o levou ao médico e ele foi diagnosticado com “DP” (distúrbio de despersonalização-desrealização) Quem é despersonalizado costuma ter a impressão de que a realidade parece “errada”. Essa sensação acontece frequentemente.

Wuxian sabia quando iria começar uma crise, era sempre vinha depois que ele tinha os pesadelos. Suspirando ele abriu a tampa do frasco e pegou do frigobar uma garrada de água para tomar um comprimido. Tremulo suspirou novamente e seus olhos lacrimejaram pensando na possibilidade de uma crise.

— Eu não vou ter crise.

Cheng e YanLi sempre estavam por perto dele, para quando tivesse esses rompantes os dois conseguissem fazer ele voltar a realidade. O sonhar acordado era frequente, Cheng temia muitas das vezes que seu irmão não pudesse voltar.

— Tudo estar perfeito, não vou ter uma crise.

Repetindo para si,como um mantra interno, guardou o frasco no bolso do casaco. Voltando para sairdo quarto e retornar ao de Wangji, quando fechou a porta pegou seu smartphone eviu que ainda não tinha nenhuma resposta de Zhan.

Suspirou e caminhou pelo corredor para a porta de emergência, até que um bang forte o jogou contra a parede.

Assustado, Wuxian olhou em volta, mas estava vazio o local, ali encostado na parede sentindo o ombro ele tremeu, seus olhos estavam vivos e alertas. Decidido tentou se afastar da parede e novamente sentiu algo o empurrar de volta como se o presasse na parede.

— Não vou ter crise.

Fechou os olhos e voltou a tentar se afastar da parede, nesse instante teve a sensação de que estava tudo a sua volta aumentando de tamanho e seu corpo diminuindo. Novamente a pressão o empurrou contra a parede.

— Cheng… Socorro…

Wuxian estava em desespero, sabia que seu irmão conseguiria trazer ele de volta, pegou o seu smartphone e abriu a mensagem, foi quando leu a de Cheng e arregalou os olhos tremendo incontrolavelmente.

• ────── ✾ ────── •

Algo mais de uma hora antes…

Wangji estava no quarto de seu pai, fora chamado por ele que um ser superior requisitava sua presença.

— Wangji, desculpa… – XiChen demonstrava uma leve chateação sabendo que havia tirado o outro do quarto onde estava com WuXian.

WangJi olhava sério para o filho que estava sentado na cadeira tentando ao máximo não sorrir, estava satisfeito por ter socado a face de Feng Jin, no entanto tal atitude atraiu para ele e seu pai um problema.

— Eu apaguei a memória de todos. – Murmurou por fim, na tentativa de livrar-se de uma bronca e punição. – Não terá fofoca em sites amanhã e Feng Jin só tropeçou e caiu… – Sorriu leve no canto dos lábios ao lembrar do nariz quebrado do seu desafeto.

— Yingjie.

— Baba… – Levantou-se e curvando solene com as mãos unidas a frente do corpo. – Eu receberei minha punição.

Wangji fechou os olhos e por fim soltou um suave suspiro, voltou a face para o pai.

— E o mortal?

— Feng Jin está bem, o nariz não ficou quebrado, mas ficará com o rosto inchado um tempo. – XiChen olhou o sobrinho e disse. – Não sei ao certo o que aconteceu, mas não previ que ele estaria aqui, caso soubesse, não teria mandado você vir A-Zhian.

Zhian voltou a face para o tio e depois para o pai, desfazendo a pose solene esboçando certo desdém ao falar de Feng.

— Ele disse algo ao meu mama, eu senti a dor dele… – Zhian estreitou os olhos e a face ficou fria como a geada de inverno. – Não pude evitar…

WangJi compreendia, apesar de não concordar com a postura, ele mesmo sentiu raiva ao ouvir de WuXian a frase repetida por Feng para magoá-lo.

— O terceiro mestre Lan agrediu um mortal. – A voz suave e delicada ecoou no quarto, a mulher de longos cabelos negos e vestida em tons claros de rosa e azul no vestido antigo se abanava com o leque redondo que tinha nas mãos.

— Sheung Ngo ciente estamos, porém, é até compreensivo. – XiChen tentava ser plausível com a deusa da lua.

— Humm… O mortal pode até ser mal, mas ainda assim é um humano e Lan YingJie é imortal e para agravar um Deva. – Cruzando os braços ela olhava-o severamente.

— A madrinha Ngo, eu nem usei meus poderes espirituais. – Zhian sorriu e se aproximou ajoelhando de frente a deusa. – Eu fui humano e agi com força humana. Além do mais ele ofendeu meu mama.

A deusa olhava-o sem pestanejar, ela sabia bem que seu afilhado era bom com as palavras e persuasivo se assim desejasse.

— Lan YingJie, não comece, não sou seu tio-avô Lan QiRen. – Se abanando, olhou para WangJi. – Por que ele não puxou a você? – Suspirou fechando os olhos. – Eu vou ter que arrumar toda essa bagunça.

Zhian sorriu e puxou a barra da manga.

— Madrinha Ngo, eu arrumei tudo.

— A-Zhian, quantas vezes eu tenho que repetir, se continuar agindo dessa forma tempestiva não poderei mais intervir por você. – A Deusa olhou Lan WangJi e Lan XiChen e continuou. – Perderá o direito de conviver com os mortais.

Lan Zhian engoliu seco e curvou a cabeça.

— As ordens celestiais são bem claras sobre a permissão que foi lhe dada, não a perca por simples bobagem. – A Deus se levantou e caminhou até as duas jades. – Hanguang-jun… ZeWu-Jun… Preparem Dashi-Jun para logo mais partirmos para que receba sua punição.

Zhian se sentou na cadeira e pegou uma almofada colocando no rosto para abafar sua indignação.

— Droga, droga, droga… – Resmungando levantou colocando a almofada no lugar e parando diante da deusa curvando para ela. – Pelo menos poderei ver meu mama, antes de partir?

— Eu queria ser mais cruel, mas não sou, terá 24 horas.

— Só 24 horas?!

A deusa olhou-o sério.

— He he he… 24 horas dar para fazer muitas coisas. – Sorriu olhando para o pai e tio.

WangJi curvou a deusa e agradeceu por não ter sido tão severa dessa vez. Tão logo a deusa partiu, WangJi chamou Zhian e ambos se sentaram para conversarem. XiChen preferiu se encontrar com Mingjue no seu quarto e saiu deixando pai e filho a vontade.

— Baba, eu sei que errei, mas não consegui me controlar quando vi Feng falando aquelas coisas para meu mama. – Os olhos de Zhian tinha um leve brilho de lamento.

— Wuxian está bem, ele sabe de tudo em relação ao Feng Jin.

— Você contou? – Zhian suspirou com certo alívio. – Se Feng falar algo no futuro, ao menos ele não será pego de surpresa.

Wangji suspirou concordando e notou a face do filho que não escondia a ansiedade e emoção.

— Eu quero vê-lo de perto. – Murmurando Zhian tentava inutilmente controlar suas emoções, seus olhos se encheram de lágrimas. – Eu tinha acabado de chegar quando o vi no corredor com o Feng Jin dizendo a frase de vocês e despejando um monte de mentiras. – Nesse momento a face de Zhian era tão fria quanto a do pai ao recordar da raiva que sentiu.

— A sua punição passará rápido, mas logo mais pela amanhã irei apresentá-los, a princípio ele acredita que somos primos. – WangJi segurou a mão do filho lhe acalmando. – 30 dias passam logo e vocês poderão conviver, aos poucos vamos ajudá-lo a lembrar de tudo.

— 30 dias… – Zhian bufou chateado. – Para quem esperou mil anos… 30 dias passará rápido… – Finalmente aceitando a sua punição Zhian se levantou e curvou ao pai. – Queria poder vê-lo agora, sinto tanta a falta dele.

— São poucas horas, mas controle-se para não parece estranho ao lado de Wuxian. – WangJi levantou e pegou o seu telefone. – Vamos descansar.

Nesse exato momento que ambos saiam do quarto de XiChen o amuleto vibrou dentro do bolso do casaco de WangJi, alarmado este o pegou vendo aquele pedaço de papel brilhar fortemente e sumir.

— WuXian!!!

Os amuletos que WangJi carregava ligavam a pulseira que havia dado a WuXian para avisa-lo se algo atacasse o amado.

Zhain agitou-se e ambos correram tão rápido que em segundos entraram no quarto de WangJi que olhou o lugar procurando por WuXian, foi até o banheiro e ao sair pegou o seu smartphone vendo que havia duas mensagens.

— Ele foi para seu quarto.

Zhian saiu sendo seguido por Wangji, assim que ele abriu a porta do andar de baixo uma forte energia negra o atingiu, em fração de segundos ele empurrou Wangji fechando para voltar e fechou a porta.

— Yingjie!!! – Atordoado com o empurram voltou para a porta.

— Não abra! – Zhian olhava o lugar, tudo estava envolto a energia pesada. – É a morte súbita.

WangJi arregalou os olhos vendo a barreira que seu filho criou para protegê-lo. No passado os cultivadores morriam ao simples contato dessa energia negra. Mesmo após sua morte e de Wuxian no passado, ainda levou alguns anos para conterem e descobrir um meio de se protegerem da energia que devorava núcleos dourados. A técnica sagrada do clã Jiang, escudo de lótus era o único que evitava o ataque mortal.

Zhian caminhou entre a densa energia negra até encontrar WuXian que estava encolhido contra a parede, seus olhos estavam arregalados e murmurava palavras sem sentido.

Zhian imediatamente ergueu seu ataque e um brilho esverdeado ofuscou todo o andar, abrindo as janelas, logo em seguida um vento forte vindo de fora preencheu o local, gelando todo corredor. E como se sugasse a energia negra a puxou para fora lançando ao céu noturno. Sentindo o ambiente seguro, Zhian estendeu o escudo por todo resort e com gesto de mão fez a porta se abrir para seu pai.

WangJi apareceu apressado e abaixou levando Wuxian aos seus braços, levantou-se e voltou para o corredor indo para o quarto, logo atrás, Zhian os seguiam até fechar a porta atrás deles.

WangJi deitou Wuxian na cama e tocou sua face falando com ele, estava nervoso e um leve desespero tomou seu coração.

— WuXian, por favor… – Wangji tocou seu peito para sentir a centelha do núcleo adormecido do rapaz. Suspirou aliviado ao notar que não foi afetado.

WuXian olhava estático para ele sem nada dizer. Zhian se aproximou e se sentou na cama segurando a mão dele.

— WuXian, está tudo bem. – Fazendo carinho na mão de Wuxian, ele olhou para o pai. – Por que a morte súbita apareceu aqui?

— Não sei. – WangJi tocou o cabeça do filho. – Você está bem?

— Sim, a morte súbita não me afeta, ainda bem que fui na frente… – Zhian estremeceu. – Se fosse você… – Engoliu seco não querendo imaginar perder o pai novamente.

WangJi voltou a olhar para WuXian que olhava para ambos sem falar uma palavra, havia um ocre vazio nas suas pupilas e ainda uma descrença em sua face.

— Wuxian, esse é Zhian, lembra que lhe falei dele? – WangJi estava preocupado com aquele estado.

Zhian estranhava aquele estado, por mais que o outro nunca tivesse visto nada de sobrenatural, ainda assim o choque dele estava duradouro demais.

— Ele está em choque… – Zhian murmurou.

WangJi por fim tirou o sapato de um dos pés de WuXian e a bota ortopédica. Puxou a manta para cobri-lo e pegou o smartphone de sua mão.

— Vá até seu tio.

Zhian olhava Wuxian não querendo se afastar, mas por fim se levantou para ir ao seu tio e contar o que aconteceu.

Nesse momento, Wangji olhou a tela do aparelho de WuXian que estava aberta na mensagem de Cheng, seus olhos estreitaram ao ler o conteúdo e rapidamente tirou um print da tela enviando para seu aparelho pelo seu chat. Pegou em seguida o seu telefone e salvou a imagem apagando depois do chat de ambos os aparelhos.

— Wuxian, tem que me contar o que está acontecendo com você.

WuXian olhava o nada, ainda mudo sem demonstrar nenhuma reação. Wangji se aproximou e se sentou ao seu lado segurando sua mão passou a lhe transmitir energia espiritual.

Poucos minutos e batidas na porta sendo aberta em seguida onde WangJi viu seu pai, Mingjue e Zhian entrarem.

— Wangji… – A face de XiChen era de assombro, atordoado com aparecimento da morte súbita no resort. – Como ele está?

— Em choque.

MingJue olhou para Zhian e falou pôr fim a todos.

— Vamos fazer uma varredura por todo lugar. – Fez um sinal para Zhian o acompanhar. – Eu sei que você quer ficar aqui, mas de todos nós é o único que essa merda não atinge.

— Claro, vou acompanhá-lo. – Zhian se aproximou da cama e curvou tocando leve a cabeça de Wuxian. – Você está seguro, confie, que nada deixarei que te aconteça. – Zhian olhou para WangJi e se virou para ir com Mingjue inspecionar todo o resort.

XiChen pegou uma cadeira e colocou ao lado da cama, quando WangJi que ainda ministrava a energia espiritual em Wuxian lhe entregou seu smartphone com a imagem da mensagem de Cheng na tela. Olhando aquela mensagem, virou a face surpreso para Wangji.

— Eles podem sentir, isso quer dizer que…

— Ao que parece sim.

Wangji olhava preocupado para WuXian, não havia nenhum sinal de reação do outro e isso o estava assustando.

— Melhor chamar o irmão.

— Vamos esperar, se ele não reagir o chamamos.

Wuxian via aquelas cenas, seu coração apertava… Seus pais feridos, sua irmã chorando e seu irmão brigando com ele… Era tudo tão nebuloso, o que estava acontecendo?

— Cheng…

A voz saia em sussurro, queria gritar para ele, todos falavam a sua volta, dor e lágrimas.

— Irmã…

Dor…

Wuxian via as cenas desenrolando a sua frente, palavras soltas e lágrimas de todas que ele amava, estavam ali dor e mais dor… ele caiu…

— Lan Zhan…

Wuxian suspirou ao ouvir a voz, virou o rosto para ele, sorriu se aproximando do seu amado. Aquele que lhe fazia se centrar, trazia-o para realidade.

WangJi desde que o vi na tv debutar os pesadelos sumiram, com sua voz e dança eu mantinha minha mente equilibrada.

Wuxian ouviu a melodia vinda daquele instrumento, havia também um som de flauta, era um dueto e o chamavam. Virou lentamente o rosto para ver sentado na beira da cama com um instrumento de cortas dedilhando a melodia. Piscou os olhos algumas vezes até finalmente perceber onde estava, era a cama de Wangji, era o quarto dele.

— Zhan-ge. – Falou finalmente.

XiChen encerrou a melodia de seu xiao e Wangji encerrou a de seu guqin, ambos voltaram-se para WuXian.

— WuXian. – WangJi entregou a guqin a XiChen e sentado ao lado dele segurou sua mão. – Como se sente? – O tom de voz era calmo, mas seus olhos demonstravam preocupação.

— Cansado. – Olhou em volta quando notou XiChen do outro lado, rapidamente se encolheu com a face corada. – Minha nossa, seu pai me vendo na sua cama. – Puxou a manta tentando se esconder agarrando o braço de WangJi.

XiChen sorriu em um misto de alívio e divertimento com a forma do rapaz de se envergonhar.

— Não se preocupe, Wangji já me contou sobre os dois. – Sorrindo este se levantou colocando sobre a mesa no centro do quarto a guqin. – Vou deixá-los à vontade, agora que sei que Wuxian estar bem. – Xichen sorriu e acenou leve com a cabeça para WangJi, saindo em seguida.

— Que vergonha, seu pai me viu na sua cama. – WuXian escondeu o rosto no braço de WangJi.

— Fique calmo, não há com que se envergonhar. – Wangji afagava os cabelos dele, demonstrando alívio por aquela melodia ter trazido seu Wuxian de volta. – Lembra do que aconteceu?

WuXian suspirou e fechou os olhos, voltando a se afastar dos braços do outro, sentou-se na cama e ajeitou o cabelo.

— Eu fui buscar meu remédio, o pé estava doendo, mas não lembro depois que sai do quarto. – Demonstrando certa confusão nos pensamentos olhou para WangJi. – O que aconteceu?

WangJi entendeu que o choque que WuXian sofrera no ataque no corredor, fez ele esquecer os momentos que viveu pouco tempo atrás. Decidiu por fim que não iria forçar lembrar de algo ruim.

— Eu vi sua mensagem e fui atrás de você. – WangJi tirou o tênis e se sentou na cama ao lado de Wuxian. – Eu achei desmaiado no corredor e chamei meu pai para ajudar.

— Desmaiado?! – Wuxian suspirou e lembrou que estava preste a ter uma crise, olhou para Wangji e ficou temeroso em contar algo que ele havia escondido ao fazer a ficha de inscrição do concurso com medo de não ser aceito. – Que estranho, mas, agora me sinto bem. – Wuxian sorriu abertamente ao outro.

Wangji ao ver aquele sorriso que tanto o fazia feliz em vida passada, se desvencilhou da preocupação e o envolveu em seus braços, beijando logo em seguida seus lábios.

— Eu fico aliviado que esteja bem.

WangJi apertou-o em seus braços protegendo Wuxian, ainda não sabia o que estava acontecendo, mas os mistérios em torno do acidente dele e o que aconteceu nessa noite tinham que serem respondidos, ou o mal do passado poderia voltar.

Continua…

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