AMANHECE O DIA EM ESPERANÇA.
Trilha Musical: This Moment (Katy Perry)
 
CENA 01 – MANHÃ – SHOPPING – INTERNA:
 
Rafael e Mirella passeiam pelo shopping.
Rafael: Você está só me enrolando.
*Fad Out Trilha Musical
Mirella: Não, não é que eu esteja te enrolando. É que ta acontecendo tanta coisa na minha casa, meu irmão dando problema, minha mãe discute com meu pai…
Rafael: Mas, poxa… Eu me declarei pra você. É só você me falar que sim ou que não.
Mirella: Não. Não é bem assim. Eu quero pensar bem. Com calma. Por favor, me dá esse tempo.
Rafael: Tá, tudo bem. Eu espero. Mas que eu seja bem recompensando pela espera hein.
Mirella: E será. – ela dá um beijo no rosto do rapaz.
*Trilha Musical – Marvin Gaye – Charlie Puth Ft. Meghan Traynor
Os dois continuam a caminhar pelo shopping
 
CENA 02 – MANHÃ – APARTAMENTO DE OFÉLIA – INTERNA:
*Fad Out Trilha Musical.
 
Ofélia, no telefone: Oi. Helena? Sou eu, mamãe.
Helena, do outro lado da linha: Oi, mamãe tudo bem?
Ofélia: Filha, vem almoçar com a mamãe, hoje.
Helena, do outro lado da linha: Ih mãe, não da não. To cheia de trabalho aqui por causa da exposição e do Vernissage.
Ofélia: Poxa, filha. Você nunca vem almoçar com sua mãe. Hoje seu pai não está em casa, foi para a capital, e eu to sozinha. Vem filha!
Helena, do outro lado da linha: Ai, mãe ta bom. Eu vou.
Ofélia: Isso! Vou fazer aquele strogonoff de carne com bastante champignon que você adora.
Helena, do outro lado da linha: Eita, agora que eu vou hein.
Ofélia: To te esperando ta?! Beijos, tchau!
Helena, do outro lado da linha: Beijo, mãe. Tchau.
Ofélia desliga o telefone.
 
CENA 03 – MANHÃ – CASA DA FAMÍLIA BARRETO – INTERNA:
 
Joana está sentada na cama e tenta ligar para Francisco.
Joana: Atende, Francisco… Atende…
Finalmente ele atende.
Francisco, do outro lado da linha: O que você quer, Joana.
Joana: Francisco, por favor. Eu só quero conversar com você.
Francisco, do outro lado da linha: Eu não tenho mais nada pra conversar com você.
Joana: Tem sim! Você precisa me ouvir. Você precisa saber o que realmente aconteceu.
Francisco, do outro lado da linha: Eu já sei de tudo, Joana. Está tudo escrito naquele diário que eu li.
Joana: Não! Aquele diário é muito superficial. Mas eu preciso conversar com você. Me fala onde você está e eu vou até aí, não precisa você vir aqui.
Francisco, do outro lado da linha: Ahhh. Tudo bem. Eu estou naquele hotel em frente a Praça das Três Cruzes. E o Olavo, como está?
Joana: Ele está bem. Está na escola já. Vou aí! – ela desliga o telefone.
Close no olhar aflito de Joana
 
CENA 04 – MANHÃ – GALERIA ART’ VIDA:
 
Helena está em sua sala em sua sala e entra Daniel.
Daniel: Bom dia, Helena. Posso entrar?
Helena: Bom dia, Daniel. Pode, sim.
Daniel: Eu só queria saber se você já escolheu os convidados para o vernissage.
Helena: Ainda não. Eu ainda estou na duvida, pois são tantos especialistas e jornalistas conhecidos nossos.
Daniel: Pois é. Era isso que eu estava pensando.
Helena: Mas isso é o de menos agora. E o tema da exposição será o que? Qual obras apresentar?
Daniel: Eu estava pensando em fazer uma exposição sobre a nossa cidade, esperança. O que você acha? Temos várias pinturas ótimas sobre a cidade.
Helena: É. Legal, pode ser. Boa idéia. Acho que vai ser uma boa exposição.
Os dois continuam conversando em OFF.
 
CENA 05 – MANHÃ – APARTAMENTO DE BRUNO:
 
Bruno e Fernanda conversam.
Fernanda: Aquela sonsa da Helena ta organizando a exposição com o Daniel. Você acredita que ela quer fazer um vernissage antes da exposição?
Bruno: Um verni o que?
Fernanda: Vernissage, Bruno. É uma pré exposição, que é restrito a convidados, antes da exposição oficial que é aberta ao publico.
Bruno: Ahh. Gente, mas que frescura, né? Pra que tanta coisa? Faz logo essa exposição e entrega logo essa galeria.
Fernanda: Eu já saquei a dela, Bruno. Ela quer comover o Daniel. Ela ainda ta achando que tem esperança pro casamento dela. Mas, sabe, que esse evento restrito é bom?
Bruno: Bom pra quê?
Fernanda: Eu estou com algumas ideias aí… Quem sabe, dar um sustinho na Helena.
Bruno: Como assim, Fernanda. O que você vai aprontar? Vê lá hein!
Fernanda: Calma, Bruno, não é nada demais. É só uma brincadeirinha. Mas minha mente ta fervilhando aqui!
Close no sorriso maléfico de Fernanda.
 
CENA 06 – HORA DO ALMOÇO – APARTAMENTO DE OFÉLIA
 
Ofélia e Helena estão conversando e rindo.
Ofélia: Ontem sua irmã me ligou.
Helena: Serio? Que bom, como ela tá?
Ofélia: Ela está bem. Ela vem embora para o Brasil
Helena: Gente, mas que maravilha!
Ofélia: Pois é. Ela vai ser transferida na empresa, disse que em até dois meses ela vem pra cá.
Helena: Nossa, que bom.
Ofélia: E você, minha filha. Como você está?
Helena: Ah… Vou indo…
Ofélia: Filha, você acha que é seguro vender a sua parte na galeria?
Helena: Mãe, não sei se é seguro. Mas é o melhor a ser feito. Pela minha vida.
Ofélia: Sei lá, filha. Parece que não é tão seguro. Mas seu pai me disse ontem que você é adulta. Mas que eu me preocupo com você, ah! Meu preocupo.
Helena: Eu sei mãe. E agradeço muito por isso. Mas vamos almoçar né? Cadê o Strogonoff? To salivando só de pensar nele.
Ofélia: Ta bom! Vou la buscar.
 
CENA 07 – TARDE – APARTAMENTO DE HELENA:
 
João Victor recebe os amigos em casa. Eles começam a fazer bagunça e colocam o som alto tocando rock.
Zoraide: João Victor. O que está acontecendo aqui?
João: Zoraide, é melhor você ir pra cozinha. – a empregada sai e eles continuam a bagunçar
Um dos amigos de João mostra droga pra ele.
Thiago: Toma ai amigo, curte ai.
João: Cara, isso é cocaína? Na minha casa não. Eu já falei que não quero cair nessa. Esconde isso ai, se a empregada vê ela conta pra minha mãe.
Thiago: Ta bom, já guardei. – o rapaz se afasta dos outros sem ser visto e vai até O quarto de João.
Lá…
Thiago: Tá na hora de ensinar o filhinho da mamãe a ser um homem de verdade.
Ele esconde a buchinha de cocaína nas coisas de João. Ele sai correndo de lá.
 
CENA 08 – APARTAMENTO DE OFÉLIA – TARDE:
 
Helena: Esse almoço me fez um bem danado.
Ofélia: Viu! Eu te disse. Comida de mãe faz muito bem.
Helena: É… Ta bom.
Ofélia: Filha, eu não to muito bem, eu acho que… – ela desmaia
Helena, socorrendo a mãe: Mãe, mãe… Ai Meu Deus.
Ela apoia a mãe no ombro e a leva para o elevador do prédio.
Embaixo, na portaria, ela sai do elevador e pede ajuda para o porteiro, que a ajuda até o carro dela.
Ela entra no carro e a leva para um hospital.
 
CENA 09 – TARDE– HOTEL:
Joana foi encontrar com Francisco.
Francisco atende a porta: O que você quer aqui?
Joana: Eu vim aqui para conversarmos. Civilizadamente.
Os dois ficam se olhando. Termina num close no rosto apreensivo de Joana.
 
A imagem congela e se transforma em um quadro pintado a óleo em uma grande exposição juntamente com os quadros dos capítulos anteriores.
 
FIM DO CAPÍTULO 13
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