“O Que For Preciso”

 

[CENA 01 – SÍTIO DE FREDERICO (MINAS)/ COZINHA/ TARDE]
(Carla continua olhando para Miguel, séria. Ele olha para ela, aflito)
MIGUEL – Diz alguma coisa, mulher… estou para ter um infarto aqui, com esse seu silêncio.
CARLA – É inoperável! Ele continuou crescendo, que acabou afetando uma área do cérebro, que impede a operação.
MIGUEL – Certeza?
CARLA – Sim. (Miguel a abraça) O médico também disse que se ele continuar crescendo, a possibilidade dele estourar é praticamente 100%.
MIGUEL – Não tem outra forma de tratá-lo, reverter o crescimento?
CARLA – Não. O único conselho que ele deu, é que eu passasse mais tempo com a minha família. (começa a chorar, Miguel a consola)
MIGUEL – Eles precisam saber disso.
CARLA – Eu sei.. (limpa as lágrimas) … só não vou contar agora. Preciso prepara-los.
MIGUEL – Vou tá aqui do seu lado, sempre, viu! (volta a abraça-la) Não vou te abandonar.

[CENA 02 – CASA DE PAULA/ SALA/ TARDE]
(Paula permite que Luana entre, as duas estão na sala, Luana aparentemente nervosa, já Paula estar surpresa com a presença de Luana)
PAULA – Sobre o que você quer conversar?
LUANA – Como está sua irmã?
PAULA – Bem, pelo menos a ultima vez que falei com ela.
LUANA – Que bom.
PAULA – (percebendo-a estranha) Tá tudo bem, Luana?
LUANA – Não… (senta no sofá, colocando as mãos na cabeça) … Na verdade eu nem devia ter vindo aqui.
PAULA – (senta ao lado dela) Bem, mas se você veio até aqui, é porque algum motivo tem…
LUANA – Na verdade eu devia está tendo esse assunto com a sua irmã… Só que ela não está aqui, então eu devia ir embora. (levanta do sofá e caminha em direção à porta, Paula também levanta e vai atrás dela)
PAULA – Espera, Luana… não posso deixar que você saia nesse estado. Por favor, se acalma, respira fundo… vamos sentar, você se acalma e irá me contar o que veio fazer aqui.
LUANA – Desculpa, Paula… de verdade, só que eu não posso ter essa conversa com você. Precisa ser pessoalmente com a sua irmã. (abre a porta e vai embora)
PAULA – (fecha a porta, confusa) Gente, essa Luana é maluca. (sobe para o seu quarto)

[CENA 03 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
DÁCIO – Você quer terminar?
DANIEL – Não… mas você me entende… assim como você não quer que descubram quem você é, eu também não quero.
DÁCIO – Nunca daríamos certo mesmo… imagina se um relacionamento escondido igual o nosso, fosse durar muito tempo.
DANIEL – Confesso que eu não ligo de vez enquanto, a gente dar uns pegas dentro do banheiro da escola, de trás da quadra… (os dois riem) Mas, se precisamos engana-lo…
DÁCIO – Enganá-lo? Como assim?
DANIEL – Iremos terminar, e iremos ficar mais escondidos do que já éramos.
DÁCIO – Não estou te entendo, Daniel!
DANIEL – Vamos nos afastar publicamente. Não iremos conversar, não iremos ter contato, seremos desconhecidos um para o outro.
DÁCIO – Isso meio que a gente já faz, não?!
DANIEL – Sim, porém algumas pessoas sabem que somos próximos, somos amigos. Tenho certeza que ele colocou algum amigo dele para ficar me vigiando, suspeito até de alguém, porém não quero acusar ninguém. Mas, se fingirmos que estamos afastados um do outro, que não temos mais contato, ele vai acreditar.
DÁCIO – Esse seu ex tem as características perfeitas de uma cara ciumento, possessivo e controlador. Foi embora e continua sabendo de você. O que ele quer? Quer que você fique sozinhaopara sempre, que você não encontre alguém melhor que ele? (Daniel o observa, e sorri) Que foi? Que cara de bobo é essa?
DANIEL – Você fica fofo quando fica com ciúmes!
DÁCIO – Não é ciúmes, só não entendo como um cara que vai embora, diz que vocês não dariam certo e fica te vigiando.
DANIEL – Isso para mim é ciúmes.
DÁCIO – Tá, vamos voltar para o seu plano aí… por quanto tempo você quer que façamos isso?
DANIEL – Até eu conseguir fazer com que ele apague esse vídeo. Já que ele voltou a falar comigo, vou tentar me aproximar dele, fingir que estou com saudade, ser legal, enfim, e tentar convencê-lo a apagar.
DÁCIO – Ou você podia também procurar algo que pudesse usar contra ele.
DANIEL – Tipo, pagar ele com a mesma moeda!
DÁCIO – Sim.
DANIEL – Olha, gostei… vou fazer isso também. Ele também não é o único que quer ficar escondido.
DÁCIO – Se você quiser eu posso hackear as redes sociais dele e tentar encontrar algo.
DANIEL – Sim, mas cuidado. Se ele desconfiar de algo, que está sendo espionado…
DÁCIO – Não se preocupa, sei fazer as coisas bem escondido.
DANIEL – Isso você sabe mesmo. (esfrega sua perna na perna de Dácio, os dois sorriem)
DÁCIO – Viu, que quando estamos mais tranquilos, conseguimos encontrar soluções para tudo!
DANIEL – Se não estivéssemos em um local público, levantaria dessa cadeira e te beijaria agora mesmo.
DÁCIO – Nada impede de irmos no banheiro.
DANIEL – Mas que rapaz ousado. (os dois sorriem, levantam e vão para o banheiro)

[CENA 04 – HOSPITAL/ Q. DE LETÍCIA/ TARDE]
(Regina deixa os remédios de lado, e senta-se ao lado de Letícia na cama)
REGINA – Minha querida, no seu caso, não há como prever uma data, sabe… Pode ser dias, meses, anos… assim como de qualquer pessoa.
LETÍCIA – O médico deve ter dado um prazo, algo sim… por favor, Regina, não me esconda. Se eu vou morrer, preciso saber quando.
REGINA – Mas é a verdade, querida… não tem um prazo, não tem uma data. O que o médico falou, só que você precisa continuar o tratamento aqui. Por isso, ainda não pode voltar para casa.
LETÍCIA – E quando vou poder voltar pra casa?
REGINA – Isso também não tem uma data. (segura as mãos dela) Não quero que você fique pensando nessas coisas, isso não faz bem para você. (levanta, volta a separar os comprimidos) Lembre-se que você tem uma competição, e sua irmã precisa de você. (leva um copo d’água com alguns comprimidos)
LETÍCIA – (recebe os comprimidos, engole, toma água, devolve o copo para Regina) Vou descansar um pouco! (deita-se na cama, olha para cima por alguns segundos, vira o rosto para o lado e fecha os olhos)
REGINA – Qualquer coisa, estou lá fora. (termina de guardar os remédios, organiza tudo na bandeja e sai do quarto, assim que vai embora, Letícia abre os olhos, e volta a olhar para o teto, pensativa)

Anoitecendo…

[CENA 05 – CASA DE SAMUKA/ SALA/ NOITE]
(Samuka está sentado no sofá, conversando por vídeo chamada com Mônica)
MÔNICA POR VÍDEO – Semana que vem pego o avião e vou para o Rio.
SAMUKA – Minha mãe já preparou um quarto aqui para você, mas já disse para ela, que se você preferir, pode dormir comigo… (sorri)
MÔNICA POR VÍDEO – Vou preferir ficar no quarto preparado por sua mãe. Não quero fazer essa desfeita com ela.
SAMUKA – Minha mãe não ficaria incomodada em você recusar.
MÔNICA POR VÍDEO – Mesmo assim, ficarei com o quarto. Tenho que desligar agora, minha avó está me chamando para jantar. Mais tarde a gente conversa.
SAMUKA – Está bem então, até mais. (desliga, campainha toca nesse momento, Samuka levanta e vai atender)
EDUARDO – Foi aqui que pediram uma pizza?!
SAMUKA – E eu que já estava pensando que iria comer pizza de graça!
EDUARDO – Não enquanto eu for o entregador.
SAMUKA – Entra. (Eduardo entra, e junto com Samuka vão para sala)
EDUARDO – Cadê sua mãe?
SAMUKA – No quarto, mas logo desce.
EDUARDO – Nossa, sua casa continua a mesma.
SAMUKA – Mamãe não gosta muito de mudanças aqui.
EDUARDO – Tem um tempo já que não à vejo.
SAMUKA – Bem, vamos lá para o estúdio. Tô com saudade da gente cantar uma.
EDUARDO – E a pizza?
SAMUKA – Leva ela junto. Depois que cantarmos, a gente devora ela. (os dois vão para o estúdio de Samuka)

[CENA 06 – CASA DA LUANA/ COZINHA/ NOITE]
(Luana e Verônica estão jantando, Verônica percebe Luana pensativa e que mal tocou na comida)
VERÔNICA – Algo te incomoda?
LUANA – Sei de algo que pode mudar a vida de duas pessoas. Uma a deixará feliz, a outra não…
VERÔNICA – E o que você sabe?
LUANA – Não irei contar para senhora. Mesmo a senhora sendo a originadora de tudo isso.
VERÔNICA – (curiosa) Então tem a ver comigo!
LUANA – Não, mamãe! Não tem nada a ver com a senhora. Licença, preciso fazer uma ligação. (levanta da mesa e vai para seu quarto, Verônica fica na cozinha, pensativa)

[CENA 07 – CASA DE SAMUKA/ ESTÚDIO DE SAMUKA/ NOITE]
(Samuka e Eduardo estão fazendo alguns ajustes nos equipamentos, Samuka está na bateria, Eduardo com o baixo)
EDUARDO – Vamos ver mesmo se você anda aprendendo alguma coisa nessa faculdade. (começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – WHATEVER IT TAKES (IMAGINE DRAGONS)]

[EDUARDO]
Falling too fast to prepare for this 1
Tripping in the world could be dangerous
Everybody circling, it’s vulturous
Negative, nepotist

Everybody waiting for the fall of man
Everybody praying for the end of times
Everybody hoping they could be the one
I was born to run, I was born for this

Whip, whip 2
Run me like a race horse
Pull me like a ripcord
Break me down and build me up
I wanna be the slip, slip
Word upon your lip, lip
Letter that you rip, rip
Break me down and build me up

[EDUARDO E SAMUKA]
Whatever it takes 3
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

[SAMUKA]
Always had a fear of being typical 4
Looking at my body feeling miserable
Always hanging on to the visual
I wanna be invisible

Looking at my years like a martyrdom
Everybody needs to be a part of ’em
Never be enough, I’m the prodigal son
I was born to run, I was born for this

[EDUARDO]
Whip, whip 5
Run me like a race horse
Pull me like a ripcord
Break me down and build me up
I wanna be the slip, slip
Word upon your lip, lip
Letter that you rip, rip
Break me down and build me up

[EDUARDO E SAMUKA]
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

[SAMUKA]
Hypocritical, egotistical 6
Don’t wanna be the parenthetical, hypothetical
Working onto something that I’m proud of, out of the box
An epoxy to the world and the vision we’ve lost
I’m an apostrophe
I’m just a symbol to remind you that there’s more to see
I’m just a product of the system, a catastrophe
And yet a masterpiece, and yet I’m half-diseased
And when I am deceased
At least I go down to the grave and die happily
Leave the body of my soul to be a part of me

[EDUARDO E SAMUKA]
I do what it takes

Whatever it takes 7
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do whatever it takes
‘Cause I love how it feels when I break the chains
Whatever it takes
You take me to the top, I’m ready for
Whatever it takes
‘Cause I love the adrenaline in my veins
I do what it takes

1. Eduardo começa cantar de frente para Samuka, o mesmo apenas o observa.
2. Samuka começa a tocar, olhando para a bateria. Eduardo começa a andar um pouco pelo estúdio.
3. Eduardo fica próximo a Samuka, os dois começam a cantar.
4. Eduardo se afasta de Samuka, e o observa cantar. Começa a andar novamente pelo estúdio.
5. Volta para a posição inicial que estava antes, olhado para Samuka.
6. Samuka olha para Eduardo, e o ver animado.
7. Eduardo e Samuka cantam de frente para o outro, empolgados.

[CENA 08 – CASA DE ANDRÉA/ Q. DE ANDRÉA/ NOITE]
(Andréa está vendo alguns vídeos em seu computador, quando recebe uma ligação de Ramon)
ANDRÉA – Estou ocupada, Ramon!
RAMON POR TELEFONE – Ainda não escolheu sua música?
ANDRÉA – Não, se ao menos uma certa pessoa que diz ser meu amigo me ajudasse.
RAMON POR TELEFONE – Não sei se você esqueceu, mas temos uma vida escolar ainda, viu. Estamos no final do ano, não podemos reprovar.
ANDRÉA – Se você não quer me ajudar, Ramon, para que você me ligou?
RAMON POR TELEFONE – Liguei para saber se você tinha terminado e se poderia me ajudar. Tá muito difícil fazer esse trabalho sozinho.
ANDRÉA – Eu ainda não terminei, Ramon. Você me ligando é aí mesmo que não vou terminar. (desliga e volta a prestar atenção nos vídeos)

[CENA 09 – SÍTIO DE FREDERICO/ Q. DE CARLA/ NOITE]
(Carla está sentada na cama, pensativa, segurando a foto de Pedro)
CARLA – Será que você vai conseguir me perdoar?! (Miguel entra no quarto)
MIGUEL – Seu pai está chamando. Tudo bem?
CARLA – (colocando a foto de Pedro ao lado) Sim, estava descendo já. (levanta e caminha até Miguel. Ambos sorriem, Miguel segura a mão dela e saem do quarto)

[CENA 10 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO DE ALICE/ NOITE]
(Alice está criando a melodia para sua música, Felipe entra no estúdio)
FELIPE – Filha, vamos jantar?!
ALICE – Estou indo. Só vou terminar essa melodia. O senhor poderia ouvi-la, e dizer se está boa?
FELIPE – Claro. (senta-se na cadeira ao lado de Alice, a mesma entrega um fone para Felipe, ele o coloca e começa a ouvir) Boa!
ALICE – Boa? Precisa ser ótima, pai. O que eu devo melhorar, acrescentar?
FELIPE – Bem, primeiramente preciso ver a letra da música.
ALICE – Está aqui. (entrega seu caderno para Felipe)
FELIPE – Está em inglês?!
ALICE – Sim, pai. Eu a compus para a próxima fase do programa. Será que a melodia irá combinar com a letra?
FELIPE – Vamos fazer o seguinte… vamos jantar, e a manhã, prometo te ajudar com ela.
ALICE – Quero termina-la hoje, pai. (pega seu caderno das mãos dele) O programa é daqui duas semanas, tenho que ensaia-la ainda.
FELIPE – Amanhã a gente finaliza ela, te garanto. Agora vamos jantar, todo mundo em família?
ALICE – (queria ficar para finalizar sua música, porém, não querendo contrariar seu pai, para não correr o risco de perder tudo novamente, acaba aceitando) Está bem, só vou desligar aqui as coisas e desço.
FELIPE – Ok. (levanta e sai do estúdio, Alice salva o que já criou e desliga os equipamentos)

[CENA 11 – CASA DE SAMUKA/ ESTÚDIO/ NOITE]
(Samuka e Eduardo estão comendo a pizza)
SAMUKA – E não tem cura para o câncer dela?
EDUARDO – Creio que no início até tinha, só que agora… não sei mais!
SAMUKA – Poxa, isso é foda, cara! Você já imaginou o que vai fazer se ela…
EDUARDO – Nem penso nisso! Quero aproveitar o agora, sabe… Por falar nisso, passou da hora de falar com ela. (deixa o pedaço de pizza que estava comendo na caixa, limpa as mãos, pega seu celular e liga para Letícia) Oi, desculpa está lingando só agora!
LETÍCIA POR TELEFONE – (um pouco cansada) Estava indo dormir já.
EDUARDO – (preocupado) Tudo bem?
LETÍCIA POR TELEFONE – Só estou cansada, só isso.
EDUARDO – Está bem. Durma bem viu, não esquece que eu te amo, tchau! (desliga, fica olhando alguns segundos para o celular)
SAMUKA – Algo errado?
EDUARDO – Letícia não está bem. Ela precisa de mim ao lado dela, e eu não posso por causa da madrasta dela.
SAMUKA – Não aprova a relação de vocês?
EDUARDO – Não. Tenho uma raiva dessa mulher, que a culpa da doença da Letícia ter chegado nesse estado é dela, que manteve a garoto anos dentro de um quarto, sem buscar o tratamento adequado.
SAMUKA – Sério que ela fez isso?
EDUARDO – Pior que eu não entendo isso, sabe?! Por que ela faria isso com a garota? Também não quero mais falar disso… (levanta, pega o baixo) Quero apenas cantar com meu amigo!
SAMUKA – Calma, não sei se você percebeu mas ainda não devorei meu pedaço de pizza.
EDUARDO – (ri) Tá, termina aí! (ajusta as cordas do baixo)

[CENA 12 – CASA DE FLÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Paula e Flávio estão na sala vendo um filme, ele hora ou outra tenta beijá-la, porém a mesma vem se esquivando)
FLÁVIO – (estranhando-a) Algum problema, Paula?
PAULA – Não, nenhum. Por que teria?
FLÁVIO – Sei lá, talvez porque estou tentando de beijar algumas vezes, e você vem me evitando.
PAULA – É que eu quero prestar a atenção no filme, desculpa.
FLÁVIO – (brinca) Se eu soubesse que seria trocado por um filme, nem teria escolhido esse. (sorri, Paula finge um sorriso) Bem, vou trazer mais pipoca então. (levanta do sofá, pega a bacia de pipoca e vai para a cozinha. Segundos depois de Flávio ter ido para cozinha, Laura vem descendo as escadas, em direção à Paula)
PAULA – Oi, Laura. Tudo bem? (Laura não responde, apenas entrega uma filmadora para Paula) O que você quer me mostrar? (Laura aponta para filmadora, Paula dar play em um vídeo, e se surpreende com as cenas que ver de Flávio abusando de Laura)

Contínua no Capítulo 58…

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