EPISÓDIO 4
VIDA LONGA AO REI?
CENA 1. INT. VIVENDA DE URIAS. SALA/ALCOVA. MANHÃ.
Gemidos altos. Respiração ofegante. O rei caminha sorrateiramente, passo a passo.  A CAM foca nos pés do rei seguindo em direção à alcova. CLOSE no rei apreensivo. O rei arreganha a porta entreaberta e arregala os olhos abismado.
REI PETRUS II (Surpreso/Decepcionado): Como eu pude me enganar tanto?
Minerva e Urias desesperados, se afastam, despidos.
REI PETRUS II: Moinhos de pedra vão rolar. (TEMPO/Ele com olhar doentio foca em Minerva) Prepare-se para lastimar, querida. Lastimar!
CLOSE em Minerva chorando, desesperada.
CONTINUAÇÃO DIRETA DO EPISÓDIO ANTERIOR:
Minerva se cobre com o lençol. Urias se veste rapidamente. O rei os observa, ríspido.
REI PETRUS II (Chorando/Decepcionado): O que corrói é saber que lhe chamei de amigo, Urias. Te considerei como um amigo, mais que isso, um irmão. Irmão esse que não tive, que não vi. Se eu choro não é a fraqueza, e sim o desgosto de descobri essa orgia, tenho asco de vê-los.
URIAS (Ressentido/Temeroso): Foi um equívoco, majestade.
REI PETRUS II: Não! Não foi! E agora o desgraçado do Apolo deve está à zombar de mim.
URIAS (Confuso): E o que ele tem (TEMPO/Ele pensa)
*FLASHBACK:
Apolo se aproxima. Urias monta no cavalo.
APOLO: Para onde vais?
URIAS (Sorrindo/Entusiasmado): Esqueci-me de um compromisso com minha amada. Inaugurarei minha alcova com êxito.
*VOLTA À CENA:
URIAS: 
Óbvio! Ele contou-lhe. Desgraçado!
REI PETRUS II (
Revoltado): Desgraçado é vós, maldito! Vós e essa cortesã barata. Medíocres!
O rei se afasta, furioso. Minerva e Urias se entreolham, confusos.
MINERVA (Sussurrando/Desesperada): O que faremos, Urias?
Urias acena confuso. Minerva ia se vestir. O rei entra abruptamente com dois soldados, ambos envergonhados cobrem os olhos. Minerva constrangida, se reprime.
REI PETRUS II (SarcásticoNão precisa vestir-se, esposa. A população precisa ver vossos seios desgastados e vossos ombros caídos. (TEMPO/ Ele olha para Urias vestido ao canto) E à vós, Urias, dou-lhe apenas uma noite na masmorra e logo após terás um fim.
Um esquadrão de soldados entram abruptos e o pega. Minerva é arrastada por Petrus para fora da alcova.
MINERVA (Chorando/Desesperada): Tenha piedade, Petrus!
O rei desfere uma bofetada. Minerva chorando, põe a mão no local atingido.
REI PETRUS II: Não sou Petrus para vós. Reverencie-me! Sou o rei, a majestade, o líder de Atenas.
O rei continua o trajeto. CLOSE em Minerva, chorando, desesperada.
CENA 2. INT. PALÁCIO. ALCOVA DA SRA. MARTINE. MANHÃ.
Sra. Martine pressiona Agatha.
AGATHA (Confusa)Por que queres tanto o Apolo? O que ele fez à vós que agradou-a demasiadamente?
SRA. MARTINE: Já disse-lhe que é o mais manipulável. (TEMPO/Ela olha para Agatha) Penso em vosso bem, querida neta. No bem de vós, se não lhe apraz casar-se por um conselho da conselheira de Atenas, considero-me inválida nesse governo.
AGATHA: Não precisa entristecer-se, apenas estranho tal relação momentânea e repentina. Mas ainda não considero essa situação aceitável, avó, prefiro esperar mais e encontrar uma pessoa menos detestável.
SRA. MARTINE: E detestar alguém que tampouco conhece não é repentino e momentâneo? Incoerente! Ouça a voz experiência, Agatha, sei que o que faço é bom para ti. Não a quero mal, sabes disso.
AGATHA: Chame-o aqui. Dialogarei e saberei se me agradará como esposo.
SRA. MARTINE (Entusiasmada): Não sabes como alegra minh´alma. Se falecesse agora, estaria alegre por demasiado.
AGATHA: Não repitas tal dialeto. Sabes que não conseguiríamos viver sem vossos ensinamentos.
SRA. MARTINE: Dê-me um abraço!
Agatha a abraça.
SRA. MARTINE: Prometo que farei de tudo por vossa felicidade. Tudo!
Sra. Martine esbanja um sorriso.
CENA 3. INT. MASMORRA. CELA. MANHÃ.
Aquiles se aproxima de Eládio, tocando em seus punhos.
AQUILES (Preocupado): Desperta, homem. Eládio?
Aquiles se levanta e esmurra a porta.
AQUILES(Gritando): Socorro! Homem ferido aqui.
Eládio desperta, avariado.
ELÁDIO: O que aconteceu?
Aquiles surpreso se aproxima dele rapidamente.
AQUILES: Estás bem? Não sentes nada?
Eládio põe a mão na cabeça, gemendo.
ELÁDIO: Dói meu corpo. A cabeça é o que mais dói.
AQUILES: Fique quieto, parado, é prejudicial que fiques bem.
ELÁDIO: Sinto que meu tempo está findando.
AQUILES: Não digas isso. Vai ficar tudo bem, garanto-lhe.
ELÁDIO: É incrível como as coisas mudam, não? Até uns dias atrás, vós tratava-me como um reles velhote alucinado e hoje, és tão bondoso para comigo.
AQUILES: Tenho certa gratidão. Por tudo! Fostes um grande estrategista, reconheço. (TEMPO/Ele ri) Sinto-me na obrigação de cuidar de vós, sei que faria o mesmo.
ELÁDIO: Posso parecer um reles mas tenho um tesouro comigo.
Eládio tosse.
AQUILES: Evite as palavras. Quando estiveres melhor, poderás falar-me sobre vossas posses, sobre vosso passado.
ELÁDIO: Não! Preciso falar agora. (TEMPO/Ele tira um pergaminho da calça) Tenho aqui o adereço necessário para tornar-me um nobre.
AQUILES: E o que é isso?
ELÁDIO: O rei Hermes entregou-me tal pergaminho antes de minha vinda à Atenas.
AQUILES: Mas afinal, o que está escrito?
ELÁDIO: Um reconhecimento de honra e bravura, jurei-lhe lealdade e ele testificou que eu poderia entregá-lo à alguém de minha confiança caso não conseguisse retornar.
Eládio oferece o pergaminho. Aquiles afasta a mão dele.
ELÁDIO: Aceite.
AQUILES: Não há necessidade disso. Voltarás à Esperta em segurança.
ELÁDIO: E se não? Tenho idade suficiente para ser seu patriarca, não há mais segurança de vida, a vida não me garante mais.
Aquiles chora. Eládio põe a mão no rosto dele, enxugando as lágrimas.
ELÁDIO: Sei que sentes falta de vossos pais, de vossa família, darei-lhe a chance de recomeçar, meu filho. Precisas de uma chance e sei que posso oferecer-lhe isso, portanto, aceites o pergaminho e lhe favorecerei com o que resta de mim.
Eládio entrega o pergaminho. Aquiles aceita e o abraça.
AQUILES: Bendito seja! Mas creio que sairemos juntos daqui. Vivos! Vivinhos para testemunhar essa alucinação que fizemos. (TEMPO/Ele ri) As pessoas vão gargalhar ao nos ouvi.
Eládio tosse. Aquiles se afasta, observando-o.
AQUILES: Descanse, Eládio. Vai ser melhor.
ELÁDIO: Mas há um sacríficio proposto no pergaminho.
Aquiles o olha abismado.

ESPARTA

CENA 4. INT. PALÁCIO. ALCOVA DO REI. MANHÃ.
Heros entra. A rainha Ariadne sendo penteada pelas serviçais se assusta.
HEROS: Posso falar convosco, mamã?
A rainha acena, dispensando as serviçais. Heros se assenta ao lado dela.
RAINHA ARIADNE: O que lhe trouxe aqui?
HEROS (Angustiado): O que há de errado comigo?
Heros chorando põe a cabeça no colo de Ariadne.
RAINHA ARIADNE (Preocupada): Mas o que fizeram? Foi o seu pai?
HEROS (Chorando): O ciro brigou comigo, me acha passivo demais com meu pai. Ele é meu único amigo. Não tenho mais ninguém!
Ariadne acaricia seu cabelo.
RAINHA ARIADNE: E eu? E vosso pai? Todos lhe amam, Heros. Jamais estarás sozinho, meu filho.
HEROS: Pois é como me sinto. Reconheço vosso afeto, mamã mas o afeto dele é diferente, sabe.
O rei Hermes entra. Heros se levanta abruptamente. O rei Hermes olha furioso para ambos.
REI HERMES: Por que choras, Heros? Entrei e pensei que tinha uma filha frágil e delicada. (TEMPO/Ele encara Ariadne) E vós acobertando isso, Ariadne. A culpa dele ser assim é tua.
RAINHA ARIADNE: Ele é meu filho. Estou disposta à auxiliá-lo sempre e inclusive estavamos a falar sobre o casamento deste com Anastácia.
REI HERMES: E por que choravas? O enlace matrimonial é tão árduo que esse fracote não tem condição de assumi. Afinal, estou cansado disso! És uma mancha em minha família, Heros. A desonra que destoa dos antecedentes.
Heros revoltado se levanta.
HEROS (Revoltado): Estou cansado de vossas ofensas, de vossos insultos à todo instante. Cansei-me de vós.
Rei Hermes espantado o encara.
REI HERMES: Respeite a hierarquia que há entre nós, seu medíocre.
HEROS: É por vossa causa que choro, destruíste a única amizade que tenho com vossas imposições ridículas e estou convicto de que não coabitarei com Anastácia jamais, jamais, papá.
Rei Hermes desfere uma bofetada em Heros. Ariadne Boquiaberta se impõe entre eles.
RAINHA ARIADNE (Preocupada): Não sejas inescrupuloso, esposo. Ele não sabe o que diz.
HEROS: Eu sei! Sei e repito, não me submeterei mais às vossas ordens, rei Hermes.
O rei Hermes desfere um soco em Heros que cai. Ariadne boquiaberta, chora e se agacha, acariciando Heros.
REI HERMES: A culpa desse reino é vossa, Ariadne. Mimaste esse infeliz até torná-lo num líder fraco mas já que ele ousou desafiar-me, eu o desafio também.
HEROS: Só acatarei tal desafio se livrar-me de um enlace com Anastácia.
REI HERMES: Desafio-o como um valente, vá à arena e mate um leão, livro-o desse matrimônio.
RAINHA ARIADNE (Chorando/Desesperada): Não faça isso, esposo!
HEROS: Está aceita vossa proposta.
O rei abismado, sai. Ariadne desesperada, olha aflita para Heros. Heros confiante encara-a.

 

ATENAS

CENA 5. EXT. PRAÇA. MEIO-DIA.
Minerva despida, chora. A população cospe e zomba dela. O rei furioso olha para os soldados, acenando. Os soldados se aproximam rapidamente.
REI PETRUS II (Sussurrando): Chamem Agatha e Martine para verem esse inérgumeno morrer.
Os soldados saem. Alguns homens tocam nos seios de Minerva, ela olha aflita para Petrus.
RAINHA MINERVA (Chorando/Desesperada): Tenha misericórdia de mim, Majestade.
REI PETRUS II: E tiveste de mim?
O rei vira às costas.
REI PETRUS II (Ríspido): Apedrejam-na.
Minerva desesperada, grita.
MINERVA (Gritando): Petrus! Não faça isso! Nãããããão!
A população se aproxima com pedras nas mãos. Minerva assustada os olha aflita.
CENA 6. INT. PALÁCIO. SALÃO. MEIO-DIA.
Os soldados entram. Mirtes os olha, revoltada.
MIRTES (
Furiosa): Eis que consideram-se familiares para adentrarem dessa maneira?
Um soldado olha para os lados.
SOLDADO: Aonde está a Sra. Martine? O rei enviou-me para noticiar-lhe algo.
MIRTES: A Sra. Martine está ocupada.
A Sra. Martine e Agatha entram.
SRA. MARTINE: Estou bem aqui! O que desejam vós?
SOLDADO: O rei deseja que ambas vão à praça.
AGATHA(Assustada): O que há?
Agatha e Sra. Martine se entreolham, confusas.
SOLDADO: Não desejam vós, verem pessoalmente?
CORTE DESCONTÍNUO:
CENA 7. EXT. PRAÇA. MEIO-DIA.
Minerva agoniza. A população desfere pedras. Sra. Martine e Agatha se assustam. O rei se aproxima delas.
REI PETRUS II: Essa maldita foi pega num ato de adultério.
Agatha desesperada, tenta se aproximar mas é pega pelos soldados.
AGATHA (Chorando/Gritando): É minha mamã. Não posso permiti! Não!
Sra. Martine ajoelha aos pés de Petrus.
SRA. MARTINE (Desesperada): Tenha piedade, Petrus! Haja como vosso pai agiria. Eu suplico!
Minerva olha para Agatha, ensaguentada.
MINERVA (Agonizando/Sussurrando): Seja feliz!
Agatha desolada tenta se soltar. Minerva suspira fundo e desfalece. CLOSE em Sra. Martine desesperada chorando. Corta para: Close em Agatha gritando. A CAM foca em Petrus, contido. CLOSE no olho de Petrus lacrimejando.
CENA 8.  INT. MASMORRA. CELA. MEIO-DIA.
AQUILES: 
Do que se trata?
Eládio tossi e olha aflito para Aquiles.
ELÁDIO: Precisarás ser meu sucessor na pederastia do futuro rei de Esparta.
AQUILES: Pederastia? Não sei como farei tal se nem idade tenho.
Ouve-se passos. A porta é aberta. Urias é jogado ao chão. O carcereiro olha para o local, estranhando.
CARCEREIRO: Está mui claro! Há algo estranho aqui.
Aquiles apreensivo, olha aflito para Eládio. Um soldado puxa o carcereiro.
SOLDADO: Adiante o processo. O rei me aguarda!
O carcereiro fecha a porta. Urias resguardado olha para o teto e ver uma fresta enorme.
URIAS (Entusiasmado): Como conseguiram? Aquiles, jamais o subestimei.
Aquiles o esnoba.
URIAS: Hoje sei que o que fizeram convosco foi uma injustiça.
AQUILES: E como sabes? O mesmo povo colocaste-o aqui?
URIAS: Vosso irmão confessaste com entrelinhas.
Aquiles desacreditado, ri.
AQUILES: O Apolo jamais faria isso. Foi uma conspiração do governo.
URIAS: Será? Nesse exato momento ele deve está no palácio e sequer lembrou de vós. Em nenhum momento, lembrou-se. Inclusive o vi num desses jantares ao lado do rei.
Aquiles furioso pressiona Urias no chão.
AQUILES (Revoltado): Seu desgraçado! Ages como um hipócrita, sendo que vós mesmo era um dos grandes amigos de Apolo e como estás em minha presença, desmerece-o e enaltece à mim.
Eládio os olha, enfurecido.
ELÁDIO: Solte-o, Aquiles. Aproveite a oportunidade e use-o para sair daqui.
Urias olha para o teto novamente, abismado.
URIAS: Mas como conseguiram fazer isso?
ELÁDIO: Se sabes da inocência do rapaz, ajude-o à fugir.
URIAS: E o que deseja que eu faça?
Aquiles revira os olhos. Urias os olha confuso.
CENA 9. EXT. PRAÇA. MEIO-DIA.
A Sra. Martine agachada, abraça o corpo de Minerva desfigurado. Agatha chorando, angustiada, cobre seu rosto com as mãos.
AGATHA: Não consigo vê-la assim. Talvez seja meu erro crucial.
SRA. MARTINE: Não faz mal, querida. Ela tinha noção de vosso afeto. (TEMPO/Ela olha para Agatha, resguardada) Deixe-me à sós com ela, preciso dialogar com a morte.
AGATHA: Não me prive desse último instante com ela, vó.
SRA. MARTINE: Afinal, só lhe fará mal. Vá para o palácio, o corpo dela será embalsamado às tantas e terás acesso à tumba.
Agatha escora em Mirtes e se levanta. Sra. Martine acaricia o rosto de Minerva. As duas se afastam.
SRA. MARTINE: Tão teimosa. (TEMPO/Ela ri) Lembrei da primeira vez que lhe vi roubando uvas e sempre mentia dizendo ser os serviçais. Que menina esperta dizia vosso pai. Sinto falta dele! É inconsolável a dor da morte, né, filha? Mas apesar de ter te aconselhado, persistisse nesse devaneio, nessa mania de querer e ter. (TEMPO/Ela olha para Minerva morta e grita) Minerva!
CAM AÉREA. A imagem se afasta, pegando um plano que mostra Sra. Martine numa possa de sangue com Minerva no colo.
CENA 10. INT. TEATRO. ARQUIBANCADA. MEIO-DIA.
Aristides ler algo. Melina desanimada, permanece sentada.
MELINA: 
Quando iremos degustar algo, Tide?
Aristides olha surpreso para Melina.
ARISTIDES: Que audácia! Tide é para os íntimos, menina. Pra vós é Sir Aristides. Sir de senhor, entendeu?
MELINA: Pra quem dormiu ao meu lado ontem, jurei que éramos íntimos.
ARISTIDES: Falas como se houvesse escolha. Mas sobre a degustação, iremos jejuar.
MELINA (Confusa): Jejum? Por que?
ARISTIDES: Há um saco de maçãs mas usarei na reinauguração do teatro, portanto, jejuaremos até lá.
MELINA: Desejas matar-nos de fome?
ARISTIDES: Tudo pela arte.
MELINA: Mas isso é injusto! Com fome, não poderei auxiliá-lo.
ARISTIDES: Olha! Cale-se! Fizeste uma propaganda enganosa à vosso respeito com direito à insinuar ser humilde e descansar em qualquer lugar. Só não lhe expulso daqui, nem sei o motivo.
MELINA (Assustada): Não faça isso! Juro-lhe que não resmungo mais.
ARISTIDES: Acho bom! Muito bom.
Melina com birra fica afastada. Aristides a olha, esnobe.
CENA 11. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. MEIO-DIA.
Apolo cochilando em pé. O Rei Petrus entra, triunfante. Apolo se assusta e o olha aflito. Os soldados põe a espada nua no pescoço de Apolo. O rei os olha furioso.
REI PETRUS II: Estás absolvido, homem.
Apolo respira fundo, aliviado. Os soldados abismados se afastam.
REI PETRUS II: Desde quando sabes desse infortúnio?
APOLO: Soube hoje pela manhã, majestade.
REI PETRUS II: Como posso acreditar se ambos eram amigos? Ele deve ter escapado tal ato, anteriormente.
APOLO: Por incrível que pareça, não, majestade. Ele não disse-me nada até a manhã no bosque.
REI PETRUS II: Parece que os deuses estão ao vosso favor. Salvaste a vida de Agatha e minha família da desonra, creio que desejas algo de mim, um benefício. Seja sincero e corresponderei ao desejo do teu coração.
Apolo ri disfarçadamente.
APOLO: Ó rei, o que desejo é grande demais para ser executado.
REI PETRUS II: Ainda insistes na retomada das terras de vosso pai?
APOLO: Desejo ser o esposo de vossa filha, Agatha. Sim, eu sei que não sou nobre mas posso corresponder aos vossos anseios.
FLASHBACK – Rei Petrus lembra da última conversa com Minerva.
APOLO: É realmente impossivel?
REI PETRUS II: Vá ao meu palácio à noite e oficializarei a vossa união.
Apolo surpreso, abre um sorriso.

 

ESPARTA

CENA 12. INT. VIVENDA DE CIRO. SALA. TARDE.
Damásia tece, em silêncio. Ariadne entra. Damásia assustada põe a mão no peito.
DAMÁSIA: Rainha? Nossa! Puseste meu coração na mão.
RAINHA ARIADNE: Perdoe-me! Sabes que detesto às ruas, sinto um furor enorme.
DAMÁSIA: O que a trouxe aqui, majestade?
RAINHA ARIADNE: Desejo falar com o Ciro. Donde está?
DAMÁSIA: Na alcova. (TEMPO/Ela grita) Ciro? Ciro, meu filho, vem ter comigo.
Ariadne abismada, arregala os olhos. Ciro se aproxima e ao se deparar com a rainha, se recompõe.
DAMÁSIA: Vou deixá-los à sós.
Damásia sai.
CIRO (Constrangido): Perdoe o meu estado, majestade. Não sabia que vós estavas aqui.
RAINHA ARIADNE: Não se preocupe, querido. Preciso de vós para evitar uma tragédia.
CIRO (Preocupado): Houve alguma coisa com o Heros?
RAINHA ARIADNE: Ainda não. Mas preciso que vós convença Heros à se casar com Anastácia.
CIRO: Não acho viável me envolver com as decisões alheias. Se ele não quer, não posso obrigá-lo.
RAINHA ARIADNE: Eu concordo consigo mas meu esposo desafiou-o à ir à arena lutar com um leão. Achas que ele consegue vencer um leão?
CIRO: Perdoe a franqueza mas a culpa disso tudo é de vosso esposo. Ele é extremamente prepotente.
RAINHA ARIADNE: Me ajude nessa empreitada, Ciro. Serei grata eternamente.
CIRO: Eu vou, majestade. Vou por Heros, apenas.
Ciro olha friamente para Ariadne e sai.
CENA 13. INT. PALÁCIO. JARDIM. TARDE.
Heros observava as flores. Anastácia o vê e se aproxima.
ANASTÁCIA: Posso falar consigo, Heros?
Heros a esnoba e permanece estagnado.
ANASTÁCIA: Soube dos rumores de que duelará com um leão por minha causa. É válida a informação?
HEROS (Surpreso): Nas alcovas há escutas? Me abismaste! Sim, vou à arena.
ANASTÁCIA (Entusiasmado): Bravo! Estarei na primeira fileira para aplaudi-lo.
HEROS: Se vós soubesse o verdadeiro motivo que me levara à tal decisão.
ANASTÁCIA: Não sejas falastrão! Deixe-me com minhas suposições.
HEROS: Se preferi assim.
ANASTÁCIA: E não darás nenhuma flor desse jardim à vossa futura esposa?
HEROS (Sarcástico): Uma flor de cada vez, querida. Uma flor de cada vez!
ANASTÁCIA: Tudo bem! Até mais tarde, querido.
Anastácia sai. Heros a observa, sorrindo.
HEROS: Você não perde por esperar, querida.
CENA 14. INT. MASMORRA. CELA. TARDE.
Aquiles se aproxima de Eládio, emocionado.
AQUILES (Preocupado): Achas que fica bem, meu amigo?
ELÁDIO: Se a morte não aparecer. (TEMPO/Ele respira fundo) Não garanto, meu filho. Me sinto mal. Na verdade, me sinto péssimo.
Eládio tossi e escorre sangue pelos cantos da boca. Aquiles o sacode, chorando. Eládio respira fundo.
ELÁDIO (Ofegante): Vá, Aquiles. Não há mais tempo à perder, o carcereiro pode regressar à qualquer momento.
AQUILES: Como desejas que eu vá sendo que estás em assolação?
ELÁDIO: A morte é uma surpresa, ela pode aparecer à qualquer momento, a vida não, temos poucas oportunidades e se perdemos, talvez, nunca mais consigamos tê-las novamente, portanto, vá em paz, filho e sejas feliz.
Urias escorado na parede olha para Aquiles.
URIAS: Venha, Aquiles. Os carcereiros voltarão em breve para buscar-me, temos que sair imediatamente daqui.
Aquiles abraça Eládio. Ambos choram.
ELÁDIO (Chorando): Sei que vosso futuro será próspero, meu jovem. Mereces isso! Torcerei por ti, donde quer que eu esteja.
Ouve-se passos. Urias se desespera. Aquiles sobe no ombro de Urias e se esforça para subi. CLOSE na porta, balançando. Corta para: Aquiles soado, subindo. Close em Urias desesperado.
CARCEREIRO (Gritando): Comida!
A fresta na porta é aberta. Aquiles ao consegui subi, acena para Urias.
URIAS (Sussurrando): Me ajude à subi.
CARCEREIRO (Gritando): Pelo jeito, não estão com fome.
O carcereiro estranha e força a porta, fazendo um barulho. Aquiles se afasta. Urias revoltado, bate o pé na parede.
URIAS (Gritando/Revoltado): Aquiles?
O carcereiro abre a porta e se espanta ao ver a brecha no teto. Eládio dá o último suspiro e desfalece. O carcereiro ao vê-lo caído, corre e deixa a porta entreaberta.
URIAS: Essa é a minha chance!
CENA 15. EXT. MASMORRA. SUPERFÍCIE. TARDE.
Aquiles olha para o Mar e teme.
(
V.O de Eládio): Sei que vosso futuro será próspero, meu jovem. Mereces isso! Torcerei por ti, onde quer que eu esteja.
Aquiles chora.
(V.O de Eládio): A liberdade vai cantar.
Aquiles se joga. CAM AÉREA mostra Aquiles caindo no mar.

CONTINUA…. PARTE II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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