AEROPORTO INTERNACIONAL DE HONG KONG, CHINA, MANHÃ DE SÁBADO.

 

Vemos Takeru com uma pequena mala na mão e mochila nas costas chegando naquele aeroporto. Ele havia acabado de receber o seu cartão de embarque e já ia se dirigir para o portão onde irá esperar seu voo para o Japão.

Ele olha para a tela e vê no letreiro escrito “VOO 743- DESTINO TÓQUIO, JAPÃO- EMBARQUE EM 30 MINUTOS”.

 

Takeru se lembra do Japão com nostalgia. Ele suspira e, em seguida, olha para o lado e vê uma mulher de vestido branco e com os cabelos pretos caídos para frente tampando o seu rosto em cima da galeria do aeroporto, segurando-se no corrimão e supostamente disposta a se jogar.

Takeru observa aquilo e vê que ninguém está fazendo nada para impedir.

— Mas o que ela tá…?

A moça estica seus braços para trás, inclinando o seu corpo para frente. Takeru observa aquilo e tenta fazer algo.

— Não, espere! Alguém ajuda ela!

A moça se inclina cada vez mais e está disposta a se jogar. Takeru se desespera.

— MOÇA, PARE!

Takeru larga a sua mala no chão e corre na direção daquela mulher.

— PARE! NÃO FAZ ISSO!

A mulher ignora qualquer aviso feito por Takeru e se joga daquela galeria.

— NÃAAAOO!!!

Takeru se joga no piso disposto a segurar aquela mulher. Ele cai de bruços, fica segundos naquela posição já sabendo que o pior havia acontecido. Quando ele levanta a cabeça novamente, percebe as pessoas no aeroporto com olhares ressabiados na sua direção.

Ele não entende o motivo daquelas pessoas o estarem olhando daquele jeito. Quando olha pra frente, vê que não há nenhuma mulher ali. Olha pra cima na galeria e nada, não há corpo, ninguém se jogou dali.

Takeru se levanta assustado e as pessoas passam por ele com olhares de julgamento e podemos ouvir os burburinhos.

— Garoto estranho.

— Tá maluco, eu hein?

Takeru tenta entender o que acabou de acontecer, percebe as pessoas o olhando como se ele fosse louco.

— Não, não, vocês não viram? Uma mulher tinha se jogado, eu juro! Por que estão me olhando desse jeito?

Eles continuam passando longe dele, alguns pais afastam seus filhos de perto. Takeru coloca as mãos nos seus cabelos e fica totalmente desnorteado.

— Eu, eu não estou louco. Eu… Não estou louco!


 

OPENING:

 

 


 

           EPISÓDIO 2:

“EU TE LEVAREI AO ABISMO”


 

 

MANSÃO MIYAZAKI, TÓQUIO, 2 DIAS ANTES.

 

Antes mesmo de chegar o momento de Takeru ir para aquele aeroporto, aconteceu algo antes que precisava ser resolvido.

Saori, nervosa, pegando no celular, acaba acessando sem querer a sua galeria de fotos. Ela abre a última foto que tirou do lado de fora da mansão no dia que chegou e seus olhos se arregalam como nunca. Ela coloca a outra mão na boca sentindo o ar lhe sufocando diante do que está vendo naquela tela.

No outro quarto, Kaiba abre o armário de vez e sua expressão de valentia e determinação, muda drasticamente.

— Ai, meu Deus do céu!

E no quarto de Saori, ela continua imóvel olhando para o celular, com o choro entalado na garganta sentindo que o mundo irá desabar em cima dela naquele momento.

— Meu… Meu Deus.

Kato aponta para algo e grita:

— MANA, CUIDADO!

Saori deixa o celular cair, vira para trás e se assusta diante do que vê, exalando um grito desgarrador.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!

E diferente do que estávamos pensando, era o seu pai Kaiba que jogou um gato preto em cima dela.

Miaaaau! Olha só quem estava dentro do armário da Kato.

Saori, no chão, fica incrédula.

— O… O quê? Mas…

— Pode ficar tranquila, Kato. Era só um gatinho que te assustou, nada de mais.

Saori não engoliu aquela história, e possivelmente a própria Kato não acreditou que esse foi o motivo dela se assustar tanto. Afinal os gatos falam? Se não falam, então quem disse aquelas coisas horríveis para ela?

No dia seguinte, Saori tenta tirar essa história a limpo com sua mãe mostrando a foto no celular.

— Veja você mesma, mãe.

— Olha… Parabéns, filha! Ótima montagem!

— O… O quê? Tá brincando? Acha que eu fiz isso?

— E não foi?

— Mãe, pelo amor de Deus, olha bem. Quando eu tirei essa foto não tinha nada nessa janela, e agora tem o rosto dessa mulher no vidro.

— Ah filha, talvez o vidro refletiu de outra forma, não vai querer acreditar nas fantasias da tua irmã, né?

— Meu Deus, por que não acredita em mim?

— Já chega, Saori! Já está bem grandinha pra ficar acreditando nessas lendas de fantasmas, vai acabar assustando a sua irmã. Vamos logo para o colégio, e não ouse contar nada disso para o seu pai. Amanhã o teu irmão está de volta e não quero essas historinhas pra ele também, estamos entendidos?

Saori fica completamente decepcionada com a descrença de sua mãe. Como não podia fazer mais nada, deixou as coisas como estavam e naquele dia até o dia seguinte, mais nada de estranho havia acontecido na mansão.

 

AEROPORTO DE TÓQUIO, SÁBADO, 1 DA TARDE.

 

Após 4 horas de voo, finalmente Takeru chega ao Japão. Ele sai pelo portão de desembarque com a mala e a mochila na mão e vê seu pai e sua mãe lá na frente segurando uma placa com o seu nome e uma caixa de bombons.

Mei acena para ele.

— Aqui, filho! Aqui!

Takeru enche seus olhos de lágrimas e corre para abraçar seus pais.

— Pai, mãe!

Mei e Kaiba o abraçam. Takeru chora como uma criança.

— Eu senti tanta saudade. Tanta.

— Nós também, meu filho, nós também.

— Vamos pra casa, campeão. Pra nossa nova casa e rever suas irmãs.

 

MANSÃO MIYAZAKI, 1 HORA DEPOIS.

 

A caminhonete dos Miyazaki buzina na entrada da mansão fazendo com que Saori e Kato saiam na porta.

O veículo estaciona e Takeru desce imediatamente. Kato, muito alegre, corre direto na direção dele.

— MANO! MANO!

— Cadê a minha cabeçuda fedorenta?

Takeru pega Kato no colo, a beija e fica fazendo cafuné no cabelo dela.

— Pensei que não lembrava mais de mim, cabecinha.

— Claro que lembro.

— Ainda bem porque senão eu ia morder esse bochechão.

— Ai, para! Faz cócegas.

Saori, um pouco receosa, se aproxima dele.

— Oi, Takeru. Bem vindo de volta!

Takeru olha para a irmã, coloca Kato no chão, vê que Saori apenas estendeu a mão pra cumprimenta-lo. Ele aperta a mão dela igualmente e a puxa para um abraço.

— Vem cá, minha irmã. É bom estar de volta.

Kaiba e Mei saem com a mala e a mochila dele do carro e os chamam.

— Vejo que já se enturmou de novo com suas irmãs, vamos entrando!- Disse Mei.

 

Cortamos para Mei e Kaiba apresentando o novo quarto de Takeru.

— Caral… Digo, caramba! Esse quarto é mil vezes melhor do que o meu em Kyoto. A propósito, como vocês conseguiram dinheiro pra comprar essa mansão?

— Sua irmã fez a mesma pergunta, mas no teu caso, é normal a dúvida, porque você ficou 1 ano fora. Mas teu pai vai te explicar melhor, filho. Vou deixar vocês dois conversando e mais tarde teremos um jantar super especial com a família inteira reunida. Até mais tarde!

— Tchau, mãe. Obrigado!

Mei sai do quarto. Kaiba se aproxima do filho colocando suas mãos sob seus ombros.

— E aí, filhão! Como você tá? Arrumou alguma namoradinha em Hong Kong?

— Não, pai. Esqueceu que o internato é só para garotos?

— Oh é verdade.

— Também não sou gay se é o que está pensando.

— Não pensei nada disso, filho. É que 1 ano sem te ver, eu fico… Sabe, senti falta do meu único filho homem.

— Também senti sua falta, pai. De todos vocês. Eu sinto muito por tudo que eu fiz, eu… Eu juro que mudei.

— Eu sei, filho. Vamos deixar o passado de lado. Desfaça suas malas e mais tarde vamos jantar.

Horas se passam, e pela primeira vez em 1 ano, a família Miyazaki estava toda reunida diante da mesa. Olhares e sorrisos de gratidão podem ser vistos entre eles. Antes de iniciarem a refeição, Takeru pede uma permissão.

— Com licença, pai, mãe, meninas… Será que eu posso hoje fazer a oração pela nossa comida?

Os 4 ficam até um pouco impressionados com o pedido, pois Takeru nunca foi muito de respeitar certas regras. Mei olha para Kaiba e ele acena com a cabeça fazendo a afirmativa.

— Claro, filho.

Ele pede para que todos fechem os olhos e ele inicia uma oração.

— Querido Deus, abençoe a refeição que estamos prestes a digerir, e… Além disso, gostaria de te pedir perdão.

Mei e Kaiba abrem um dos olhos atentos à oração de Takeru.

— Peço perdão por ter feito meus pais sofrerem, por ter feito minhas irmãs sofrerem. Sei que não sou digno de seu amor, mas… Obrigado por me trazer de volta à minha família novamente. Obrigado por me tirar daqueles dias nebulosos onde eu achei que não iria encontrar uma luz no fim do túnel, mas estou aqui agora diante deles implorando novamente para ser aceito em seu seio e em seu louvor. Os meus pecados, minhas maldades, meus feitos mal feitos não poderão ser justificados, mas… Peço que não deixe que eles paguem por um erro meu. Abençoe a minha mãe, abençoe o meu pai, abençoe a Kato e abençoe a minha irmã gêmea Saori, que… Estamos separados, mas creio que nos uniremos novamente. Abençoe essa casa e abençoe todos nós… Amém!

Ao encerrar, Saori não consegue disfarçar a emoção ao escutar aquelas palavras, ao igual que os outros que ficam bastante comovidos com a sinceridade do rapaz.

 

QUARTO DE TAKERU, 10 DA NOITE.

 

Takeru está arrumando a sua cama para poder dormir, alguém bate na porta.

— Pode entrar.

Saori espreita na porta.

— Posso entrar?

— Ah… Claro!

Saori entra um pouco tímida.

— Eu só vim aqui porque a minha mãe pediu pra eu fazer a sua matrícula no colégio e vim pegar seus documentos, se tiver fácil.

— Ah sim, mas quer fazer isso hoje? Não tá um pouco tarde?

— Não, prefiro fazer logo isso que aí amanhã eu fico livre.

— Tudo bem.

Takeru tira a carteira de dentro de sua mochila e entrega à Saori.

— Aqui, pode pegar, amanhã você me devolve, não tem dinheiro aí mesmo.

— Tá bom, obrigada!

Saori está se retirando, e Takeru a interrompe.

— Saori-chan!

Saori se detém por um instante e, em seguida, vira para ele novamente.

— Sim?

— Olha, eu estou tentando, tá legal? Será que poderia pelo menos fingir que tá feliz com o meu retorno?

— Fingir? Eu fingi por um ano inteiro que tudo estava bem enquanto você esteve fora.

— Não precisa carregar um fardo que não é seu, o que passou, passou.

— Você não tem ideia, Takeru… De ter que viver sob os olhares das pessoas durante um ano inteiro: “Olha lá, a irmã gêmea do traficante”, “Vejam, a drogadinha”, “Tal irmã, tal irmão”… Fui eu que segurei o mundo inteiro nas minhas costas enquanto você não estava.

— Eu já falei o quanto eu me arrependi por tudo o que fiz a você, a Kato e aos nossos pais. Será que eu não mereço uma segunda chance? Será que eu não mereço ao menos o teu perdão? Você é minha irmã gêmea, deveríamos ser mais unidos do que nunca.

— É engraçado, não é? Compartilhamos o mesmo útero durante 9 meses… Mas já faz 17 anos que eu não faço ideia de quem é você.

Saori sai do quarto e deixa Takeru pensativo. Pelo visto, a relação entre os irmãos gêmeos não era das melhores, e possivelmente isso vai permanecer assim.

 

COLÉGIO YAMATO- 2 DIAS DEPOIS…

 

A professora na sala de aula está apresentando Takeru à turma.

— Bom, gente. Esse aqui é o Takeru Miyazaki e vai estudar conosco este ano e… Ele é irmão gêmeo da senhorita Saori.

As meninas amigas de Saori ficam alvoroçadas.

— Amiga, sério que ele é teu irmão?

— Nossa, mas ele é um gatinho, ele é solteiro?

— Meninas, por favor.

Takeru prefere dispensar as suas apresentações pessoais e senta em uma carteira um pouco longe de Saori.

Mais tarde, na hora do recreio, Sakura mais uma vez está contando as suas histórias de terror para as meninas.

— Vocês já ouviram falar do poema “O Inferno de Tomino”?

Kaoro revira os olhos e diz:

— Lá vem ela!

— Conta a história de uma garota chamada Tomino que morreu e foi direto para o inferno. Diz a lenda que a pessoa que ler este poema em voz alta, será amaldiçoada com a morte ou com desgraças enormes na sua vida.

Aeka diz:

— Pelo amor, Sakura! Quem acredita nessas bobagens?

— Bom, não sei, mas… Eu imprimi uma cópia do poema pra a gente fazer o teste!

— Tá maluca, garota?- Confronta Kaoro.

— Ué, mas se vocês não acreditam, então pra que terem medo? Eu acho que vou começar a ler… “A velha irmã vomita sangue, a jovem irmã cospe fogo…”

Aeka interrompe tirando o papel das mãos de Sakura.

— Tudo bem, “Bruxa de Blair”, vamos parar com a brincadeira.

— Eii! Para com isso!

— Não, vamos sair daqui que você tá com muito estrelismo.

Aeka joga o papel que acidentalmente cai dentro da bolsa de Saori que estava aberta.

— Vamos nessa, Saori?

— Tá, vamos.

Saori fecha a bolsa sem saber que o papel do poema estava lá dentro.

As amigas andam pelo corredor da escola e elas avistam Takeru do outro lado encostado em uma pilastra sozinho. Aeka pergunta:

— Você e seu irmão nem parecem que são irmãos, nem vejo vocês conversando e nem nada.

— É uma longa história, meninas! No qual eu preferia nem mesmo ficar me lembrando.

— Tudo bem, só achei estranho mesmo.

— Vou aqui no banheiro rapidinho, me esperem aqui fora, eu não demoro.

Saori entra no banheiro. Ela vai para a pia lavar o seu rosto. Esfrega bem os seus olhos e quando olha para o espelho vê a imagem de um homem com a cabeça sangrando, dizendo:

— Boa aula, querida!

— AAAAAHHHHH!

Saori tropeça, cai no chão, se arrasta pra trás tentando se levantar. Se levanta, sai do banheiro assustada, as amigas tentam acudi-la.

— Saori, o que tá acontecendo?

— Não é nada!

Saori apressa o passo.

— SAORI! SAORI!

Takeru observa a irmã correndo e assustada pelo corredor do colégio, atravessa o pátio rapidamente e corre até ela alcançando-a.

— Ei, Saori! O que foi?

— Não é nada.

Ele segura no braço dela.

— Mas você está nervosa, o que foi que…

— TIRA AS MÃOS DE MIM!

Takeru recua totalmente sem acreditar na reação da irmã. Os demais alunos no pátio estranham o comportamento dela e ficam a observando. Saori sai apressada e deixa Takeru com “a pulga atrás da orelha”.

 

MANSÃO MIYAZAKI, HORAS DEPOIS…

 

Os três irmãos chegam da escola e Saori larga a mochila de qualquer jeito no sofá e sobe as escadas para o seu quarto.

Kato, estranhando a atitude da irmã, pergunta a Takeru.

— A mana está bem?

— Eu não sei, mas… Por que não fica um pouco aqui na sala e vai rabiscar?

Na hora que Saori jogou a mochila, a ponta do papel onde está o poema fica um pouco a vista. Takeru sem saber do que se tratava, pega a folha, entrega à Kato e dá um lápis pra ela.

— Aqui, por que você não faz um desenho bem legal nesse papel? Eu vou conversar com sua irmã.

Kato pega o papel e o lápis e coloca em cima da mesa, ela começa a rabiscar a parte de trás daquela folha, mas a curiosidade fez com que ela virasse a folha para frente.

No quarto de Saori, esta se encontra chorando na cama toda encolhida e abraçando seu travesseiro.

Takeru bate na porta.

— Saori? Saori, vamos conversar!

— Vai embora!

— Você precisa me dizer o que aconteceu.

— Não! Nada do que eu disser, vai adiantar alguma coisa, então vá embora!

Takeru ignora o pedido da irmã e abre a porta do quarto de vez.

— Escuta, eu…

Saori irritada, se levanta na cama e joga uns travesseiros em Takeru.

— EU JÁ FALEI QUE EU NÃO QUERO CONVERSAR COM VOCÊ!

— Saori, pelo amor de Deus! Para um minuto! Se não quer fazer por mim, faça por tua irmã, ela tá preocupada contigo.

Lá embaixo, Kato se sente tentada em começar a ler aquele poema em voz alta.

A velha irmã vomita sangue, a jovem irmã cospe fogo.

 

Doce Tomino cospe joias preciosas.

 

Tomino morreu sozinha e caiu no inferno.

 

Inferno, escuridão, sem flores…

 

No quarto, Saori insiste em negar para Takeru o que viu.

— Eu já disse que não aconteceu nada, você está exagerando.

— Exagerando? Você gritou pra escola toda ouvir.

 

Na sala, Kato continua lendo aquele poema:

É a irmã mais velha de Tomino que a açoita?

 

O número de vergões vermelhos é preocupante.

 

Açoitando e batendo e espancando,

 

O caminho para o inferno eterno é a única via.

 

Implore por orientação na escuridão do inferno…

 

Lá em cima, continua a discussão.

 

— Eu sou teu irmão, só estou tentando te ajudar.

— Não precisa se preocupar comigo, eu já disse!

 

Kato segue recitando o poema.

 

Da ovelha dourada, ao rouxinol.

 

Quanto falta na bolsa de couro,

 

Prepare para a jornada infindável no inferno.

 

Primavera vem e nos bosques e vales,

 

Sete voltas no vale sombrio do inferno.

 

Há um rouxinol na gaiola, no carrinho uma ovelha,

 

Nos olhos da doce Tomino há lagrimas.

 

No quarto, Saori quebra o silêncio.

— Eu vi um fantasma! Pronto? Satisfeito?

Takeru fica em silêncio e, em seguida, começa a rir.

— Ahahahahaha, um fantasma? Por favor!

— Por que você tá rindo?

— Quantos anos você tem, irmã? 8 anos?

— Eu disse que não adianta nada eu te contar alguma coisa.

— Deixa eu adivinhar, foi a mulher do banheiro que você viu?

— CALA A BOCA!

 

Na sala, Kato está recitando os versos finais daquele poema.

 

Choro, rouxinol, para os bosques e a chuva

 

Expressando seu amor por sua irmã.

 

O eco do seu choro uiva pelo inferno,

 

E uma flor vermelho-sangue desabrocha.

 

Pelas sete montanhas e vales do inferno,

 

Doce Tomino viaja sozinha.

 

Continua a discussão entre os irmãos no quarto.

— Você me pede pra eu contar as coisas pra você e quando eu conto, você faz rir da minha cara, o que adianta?

— Esperava alguma coisa mais verossímil da tua parte.

— Verossímil? Você achou verossímil a sua bolsa cheia daqueles pacotes ou vai dizer também que um fantasma colocou elas lá?

— Saori, não começa, isso já foi resolvido, e já paguei pelo meu erro, agora estou tentando recomeçar uma nova vida aqui e eu espero que…

— … Eu já estou exausta de carregar todo esse fardo sozinha!

— Não tem que carregar nada sozinha, agora eu estou aqui e…

— … EU ODIEI QUE VOCÊ VOLTOU, TAKERU! ODEIO TER QUE OLHAR PRA VOCÊ DE NOVO!

Takeru fica impactado com as duras palavras vindas da irmã. Na sala, Kato recita o final do poema.

Para receber você no inferno,

 

As estacas brilhantes da montanha espinhada

 

Fresco espeto perfura na carne,

 

Como um sinal para a doce Tomino.

 

Kato vira a folha novamente e diz:

— Que poema feio! Eu vou é brincar.

 

Kato sai da sala saltitando feliz deixando a folha daquele poema ali na mesa de centro. Quando focamos mais uns segundos naquela folha, ela começa a pegar fogo até não sobrar nem as cinzas daquele pedaço de papel.

No quarto de Saori, Takeru sai dali decepcionado.

— Beleza. Faz o que você quiser da tua vida então, depois não venha me pedir ajuda, porque não estou mais nem aí pra você.

Takeru bate na porta. Saori continua ali chorosa. Até quando essas intrigas entre eles vão continuar?

 

MANSÃO MIYAZAKI, 1 MÊS DEPOIS.

 

Já se passou um mês que a família Miyazaki se mudou para a aquela mansão. Após os últimos incidentes, mas nada de anormal havia acontecido.

Mei está tapando os olhos de Takeru para ele ir até o lado de fora da casa.

— Espera um pouco, não olha ainda.

— Olha, eu não estou gostando nada disso, hein?

— Ok… Pode abrir!

Quando Takeru abre os olhos, vê seu pai ao lado de um carro novinho em folha.

— Presente pra você, meu filho.

— Ai, meu Deus! Sério? É pra mim, mãe?

— Claro que sim, meu filho. Sabemos o quanto você gostava de dirigir e como seu pai e eu ficamos muito tempo fora de casa, vai ser bom pra você levar suas irmãs para o colégio.

— Ahh eu te amo, mãe!

Ele beija o rosto de sua mãe e, em seguida, vai para perto do carro, abraça o seu pai. Ele entrega as chaves para ele e ele entra no carro admirando o veículo.

Ele coloca a cabeça na janela e vê que as meninas estão ali do lado de fora.

— Aí, cabeçona! Dois ienes ou uma carona misteriosa?

— Obaaa!! Eu posso ir, mamãe?

— Pode sim, Kato. Mas coloque o cinto de segurança, por favor.

— Tá bom. Maninho, eu vou com você!

Mei pergunta a Saori:

— Não quer ir também, Saori?

— Não, eu estou de boa. Até logo.

Meia hora depois, Saori está no escritório conversando com o seu pai.

— É sério isso? O Takeru pinta e borda e ganha um carro 0 quilômetros como prêmio de consolação?

— Filha, qual é o problema? O Takeru vai fazer 18 anos, já está na hora de ter um carro.

— E eu vou fazer 12 né, papai?

— Filha? Não entendo essa implicância tua com o teu irmão.

— Implicância? Eu sempre fiz tudo certo na nossa família e o máximo que eu recebi foi um tapinha no ombro.

— Não pode pensar assim, você sempre foi uma filha exemplar e nos orgulhamos disso. Teu irmão passou por maus bocados, achei que já teria entendido isso, mas vejo que você não consegue esquecer o passado de jeito nenhum.

— Sabe qual foi um dos motivos que eu quis vir pra Tóquio, papai? É que eu não aguentava mais as pessoas me olhando e dizendo… Que eu era a irmã de um traficante.

Kaiba sente o peso das palavras de Saori.

— Ele pode até ter se arrependido, mas nada vai trazer a minha reputação e dignidade de volta. Parecia que eu era a criminosa, com o tempo as pessoas não falavam mais sobre o que ele fez e sim sobre de quem eu era irmã… Pra vocês homens, é fácil, papai. Experimenta ser uma garota de 16 anos no colegial e ter que lidar com isso dia após dia.

Saori sai do escritório. Kaiba fica pensativo sem saber se fez certo dar toda essa proteção a Takeru.

 

ESTRADA PARA A MANSÃO MIYAZAKI- SEGUNDA-FEIRA- 10 DA MANHÃ.

 

Um carteiro está em sua motocicleta na estrada que dá direto aos arredores da mansão da família Miyazaki.

Ele está suando muito em seu rosto, o sol naquela época do ano era mais quente. Ele finalmente chega próximo da propriedade, limpa o suor do seu rosto com um lenço e, em seguida, tira duas cartas de sua bolsa.

— Vamos ver… Carta para os senhores Miyazaki. Então, eu…

O carteiro fica confuso, olha para frente e, em seguida, olha novamente para a carta e confirma o endereço.

— Mas… Esse era o endereço.

Finalmente podemos ter a visão do carteiro e ele não vê absolutamente nada naquela propriedade. Não havia mansão, apenas um terreno grande e vazio, é como se a casa hoje ocupada pelos Miyazaki nunca tivesse existido.

 

COLÉGIO YAMATO, HORAS DEPOIS…

 

Uma das coordenadoras do colégio interrompe brevemente a aula de uma das professoras para chamar os garotos.

— Com licença, eu queria conversar com os Miyazaki um minuto.

Saori pergunta:

— Fizemos alguma coisa errada?

— Não, não, só queria bater uma palavrinha com vocês dois rapidamente.

Os dois saem da sala. Minutos depois, eles estão no corredor conversando.

— Então, eu queria entregar pra vocês o boletim escolar mensal que todos os alunos recebem, mas… Vocês tem certeza que colocaram o endereço certo na matrícula?

— Hum… Foi você que fez minha matrícula, não foi, Saori?

— Sim, mas eu fiz certo e coloquei o mesmo endereço da minha matrícula. Mas qual é o problema?

— Bom, é que… Teve uma coisa que me deixou um pouco intrigada. O carteiro que foi levar o bolhetim de vocês disse que chegou nesse mesmo endereço que vocês colocaram e não viu nada.

— Como assim não viu nada?- Pergunta Takeru.

— Sim, sim, ele disse que o local onde ele foi só tinha um terreno grande e vazio e não viu nenhuma casa lá perto.

— Mas isso é logicamente impossível, a nossa casa pode ser vista há vários metros de distância antes mesmo de chegar na propriedade.- Disse Saori.

— Sim, por isso estou perguntando a vocês, e veja, ele até tirou uma foto e me mandou, olhem!

A coordenadora mostra a foto para os irmãos e eles ficam completamente chocados ao ver que não há mansão nenhuma ali naquele terreno.

— Mas… Impossível!- Disse Saori.

— Isso é alguma brincadeira?

— Quer saber? Acredito que o carteiro se enganou de rota e acabou entrando em algum outro terreno baldio, né? O importante é que já estão com os boletins de vocês. Se me derem licença, vou voltar ao trabalho.

A coordenadora sai, mas deixa Takeru e Saori bastante intrigados ali no corredor.

De trás de uma parede, está uma das professoras daquela escola ouvindo a conversa. Ela parecia saber de alguma coisa.

 

MANSÃO MIYAZAKI- 1 HORA DEPOIS.

 

Dirigindo está Takeru levando suas duas irmãs de volta para casa. Ele murmura, dizendo:

— Bem, pelo visto nossa casa não fugiu do lugar, né?

Saori desce do carro e, em seguida, ajuda a sua irmã também a descer, e ambas se dirigem para a porta.

— Aí! Eu vou no centro comprar umas coisinhas, vocês querem algo pra comer?

— Não, obrigada!

— Eu quero, mano.

— Kato?- Reprova Saori.

— Tá legal, princesa. Vou trazer waffles pra você.

— Oba!!

— Venha, Kato. Vamos entrar.

As duas entram. Takeru manobra o carro para pegar estrada novamente.

Saori se senta no sofá e fica um pouco confusa pensando no que a coordenadora tinha dito.

Kato se aproxima pegando nas mãos de Saori.

— Mana, vamos brincar de esconde-esconde?

— Ai não, Kato, eu estou muito cansada.

— Mas você nunca brinca comigo.

— Quando o seu irmão voltar, peça pra ele brincar com você.

— Mas é sempre ele que brinca comigo, eu queria dessa vez brincar com você. Por favorzinho.

— Ah tá bom, tá bom.

— Oba!

— Mas vamos estabelecer algumas regras. Como a casa é muito grande, só pode se esconder aqui no primeiro piso, beleza? Nada de subir as escadas e nem de ir pra fora. Combinado?

— Combinado!

— Então vamos começar com 1, 2, 3…

— Ei, assim não vale!

— Corre que o tempo tá passando! 4, 5, 6…

Saori fecha os olhos dando sequência à contagem e Kato procura algum lugar para se esconder. Ela vê que alguns desses esconderijos são óbvios demais, então ela observa a porta do elevador de serviço.

Aquele elevador na verdade é feito para mandar roupas sujas, objetos de descarte e dentre outras coisas ali dentro. Possui um formato quadrado, que só cabe uma pessoa dentro. Um adulto teria que ficar encolhido para conseguir se acomodar ali.

Ele fica embutido na parede perto da escada. Tem uma porta marrom que abre pra cima e uma grade depois dessa portinha que serve pra dar proteção ao objeto transportado ali dentro.

Kato consegue alcançar e abrir a primeira portinha e destranca a grade. Ela sobe naquele elevador com um pouco de dificuldade, mas finalmente se acomoda lá dentro.

A garota fecha primeiramente a grade e depois fecha a outra portinha externa para que sua irmã não perceba que ela entrou ali. Saori está terminando a sua contagem.

— 46, 47, 48, 49, 50! Prontos ou não, aqui vou eu!

Saori começa a procurar Kato pela casa.

— Kato-chan. Eu vou te pegaaar!

Kato fica dentro do elevador se esforçando para não sorrir.

Saori procura pela cozinha.

— Eu sou boa em encontrar, hein? Então eu acho que você está… DEBAIXO DA MESA!

Ela levanta a toalha da mesa, olha debaixo e vê que Kato não está ali.

— Droga! Então vamos lá, vamos continuar procurando.

 

Ainda na estrada, Takeru está mexendo na sua carteira.

— Saco! Meu cartão ficou em cima da minha cabeceira. Merda, merda, merda!

Takeru manobra o carro para fazer o retorno.

 

Na mansão, Kato continua escondida e colocando a mão na boca pra não começar a ter uma crise de riso.

Saori continua procurando por ela e já está a beira de desistir.

— Tá legal, pestinha! Dessa vez você realmente me pegou. Se escondeu melhor do que eu imaginei. Pode sair.

Kato dá uma risada discreta e quando está prestes a abrir a grade, o elevador faz uma pequena pressão. Ela estranha, ignora a princípio e quando se movimenta para tentar sair, as cordas se movimentam e o elevador cai de uma vez.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH MANA!

— KATO-CHAN! KATO-CHAN, CADÊ VOCÊ?

O elevador continua a cair até chegar ao fundo de um porão escuro, sujo e cheio de velharias.

Lá em cima, Saori abre a portinha do elevador, abre a grade, e olha para o fundo daquele lugar.

— KATO! KATO-CHAN, ME RESPONDA!

Lá no fundo, Kato sente uma dor de cabeça e percebe que fez um pequeno corte na testa com a queda. Para a sua sorte, as cordas tinham um limite e que não permitiram que o elevador chocasse totalmente com o chão, ficando apenas há uns 10 centímetros do mesmo.

Kato ouve a voz de sua irmã bem longe vindo de lá de cima.

— MANA!

— Kato! Você está bem?

— Eu me machuquei!

— Ai, meu Deus! Muito?

— Minha testa tá saindo sangue! Mana, aqui é escuro, eu estou com medo.

— Calma, maninha, calma. Eu estou indo pra aí, vou te tirar daí.

Saori tenta encontrar alguma entrada que possa levar até aquele porão onde Kato se encontra. Todas as tentativas pareciam fracassar.

Ela vai até a cozinha, tenta descobrir algo ou alguma coisa que a ajude e então ela encontra uma porta atrás da geladeira. Ela com dificuldade, move aquela geladeira para o canto e consegue abrir aquela porta.

Ela deixando a porta aberta, vai parar em um corredor grande e lá no fundo, uma outra porta velha e maltratada, de cor esverdeada, supostamente ali fica a entrada do porão.

Lá embaixo, a pobre Kato sai daquele elevador e com as mãos cruzadas para frente, ela começa a andar procurando alguma saída.

Kato vai andando devagar se escorando nas coisas por conta da escuridão. Ela percebe que mais a frente tem um pouco de iluminação, supostamente deve haver alguma janela ali.

A pequena garota anda mais um pouco e vê que realmente há uma janela retangular pequena onde está entrando um pouco da luz do sol ali.

— MANA! MANO! PAPAI! MAMÃE!

Kato está sozinha. Ou pelo menos era o que ela estava pensando. Pois tudo muda quando ela vira para trás e vê o seu coelho de pelúcia ali no chão daquele porão.

— Senhor coelho? O que faz aqui?

Do lado de fora, Takeru chega com o carro, desce do veículo. Entra rapidamente na casa.

— Aí, gente! Eu só vim buscar…

Ele percebe que as duas não estão ali por perto.

— Saori? Kato? Vocês estão aí em cima?

Ele começa a pisar no primeiro degrau da escada, mas estranha ao ver a portinha do elevador de serviço aberta.

Ele vai até lá e começa a perceber que tem algo estranho. Por que a porta daquele elevador está toda aberta e suas irmãs não respondem?

— SAORI! SAORI!

De costas para uma janela na sala, há o rosto de uma mulher de cabelos longos colocando as mãos no vidro observando diretamente Takeru.

Ele vira para olhar a janela e aquela mulher não está mais ali.

— O que tá acontecendo aqui?

No porão, Kato se aproxima de seu coelho.

— Por que você está aqui embaixo?

Quando se inclina para pegá-lo, o coelho se afasta para trás como se estivesse sendo puxado por uma linha.

Kato estranha, dá dois passos e tenta apanhá-lo mais uma vez. O coelho se afasta de novo. A medida que vai para trás, fica cada vez mais perto da escuridão.

Kato está com medo, insiste em tentar pegá-lo mais uma vez. Fica parada esperando para ver se o coelho vai permanecer ali ou não.

Ele está na última extremidade entre a luz da janela e a escuridão absoluta. Kato ao invés de se abaixar, apenas estira uma de suas mãos.

O coelho vai para trás de vez, saindo da vista de Kato. Ela dá um suspiro carregado por um soluço embargado de sua garganta. Seus olhinhos finos brilhando com a umidade das lágrimas querendo sair. A respiração ficando acelerada por conta do medo invadindo o seu pequeno corpo e fazendo com que seu coração palpitasse de maneira acelerada. Ela encara para a escuridão daquele porão, ouve um barulho incomum vindo de sua frente, mas ela não pode enxergar. Disposta a tentar alcançar alguma resposta do que acabara de acontecer ali. Kato rompe o silêncio:

— Senhor coelho, é você?

De trás da escuridão, surge um garoto de cabeça raspada, com sangue escorrendo pela boca e o coelho de pelúcia nas mãos.

— ESSA É A MINHA CASA!

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH SAORI!

No corredor onde acabara de entrar, Saori ouve o grito desgarrado de Kato.

— KATO-CHAN!

Ela corre na direção daquela porta velha e esverdeada.

No porão, Kato corre buscando saída e ouve os sussurros violentos daquela entidade.

MATAR, MATAR, MATAR, MATAR…

— MANA! SOCORRO!

 

Na casa, Takeru entra na cozinha e vê a geladeira escorada no canto e uma porta aberta.

— Mas o que será isso?

Takeru vai até aquela porta.

No corredor, finalmente Saori alcança a porta velha e esverdeada. Ela abre, vê uma enorme escadaria para baixo do porão.

— EU JÁ ESTOU INDO, KATO!

Ao pisar no primeiro degrau, ela sente uma forte tontura e a sensação de que aquelas escadas estão cada vez mais longas.

— Ai, não. De novo não. Agora não, agora não, por favor, por favor.

Ela se escora na parede da escada, respira fundo.

— Eu não posso, tenho que chegar lá embaixo e ajudar minha irmã.

Saori pega o celular e usa a lanterna do mesmo para iluminar o chão e tenta ir descendo se escorando nas paredes.

No corredor, Takeru aparece e busca pelas garotas.

— SAORI-CHAN!

— TAKERU-KUN! AQUI! A KATO TÁ EM PERIGO!

Takeru começa a correr como nunca na direção daquele porão.

Saori tenta descer mais um degrau, mira a lanterna do celular para trás, na direção da porta, e vê a imagem de um homem com a cabeça sangrando e vestindo um terno marrom.

— TENHA UMA BOA AULA!

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH!!

Saori derruba o celular, se desequilibra e cai rolando as escadas daquele horripilante porão.

No corredor, o desespero invade os sentidos de Takeru.

— SAORI-CHAN!!!!!!

Takeru corre. Chega finalmente à porta do porão, mas a mesma fecha bruscamente e o empurra para trás.

— Ahhhhhhh!

No chão, Takeru tenta se levantar e se depara com algo demoníaco. A entidade de uma mulher de vestido branco e cabelos longos em sua frente.

— FOI VOCÊ, TAKERU?

Direto dos pulmões de Takeru, o grito mais certeiro que já dera em sua vida.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!


 

 

CONFIRAM O SINGLE ORIGINAL “LAÇOS DE SANGUE” DA BANDA FURTHER RED, TEMA PRINCIPAL DE SAORI E TAKERU.

 

 

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