= FLASHFORWARD- Fevereiro de 2023 =
É noite e vemos uma chuva castigando o litoral paulista, as ondas do mar estão altas e focamos por alguns segundos na porta de uma pousada.
Essa porta se abre abruptamente e quem sai de lá é Isabella completamente desesperada.
— SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA! SOCORRO!
Saindo em seguida e com um corte na testa, está vindo Matheus carregado de ódio.
— VOLTA AQUI, ISABELLA!
Isabella corre na praia, a chuva caindo ainda mais forte dificultando a sua fuga. Os trovões e os relâmpagos aumentando a cada instante e Matheus está vindo correndo atrás dela disposto a tudo.
— VOCÊ NÃO VAI ESCAPAR DESSA VEZ!
— ALGUÉM ME AJUDA, POR FAVOR! SOCORRO!
Mesmo gritando aos 4 ventos, era quase impossível alguém ouvir a súplica de Isabella. Estavam na praia e o barulho dos trovões não permitiam que seus gritos chegassem às pousadas mais próximas.
Ela continua a correr, mas está cada vez mais cansada devido o excesso da chuva. Matheus corre ainda mais rápido, até que por fim a alcança e a empurra na areia.
— NÃO, NÃO, MATHEUS! POR FAVOR, POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO!
— VOCÊ ACHA QUE EU VOU DEIXAR ISSO BARATO? EU VOU TE MATAR, SUA VAGABUNDA!
Matheus começa a enforcar Isabella, seus olhos estão transtornados.
— VAI ME PAGAR POR TUDO, ISABELLA, POR TUDO!
Isabella quase perdendo as forças, pega um montão da areia molhada e joga nos olhos de Matheus.
— AAAAhHHH sua desgraçada!
Ela dá um soco em Matheus, ele cai para o lado, ela se levanta e volta a correr.
— SUA PUTA! SUA PUTA! EU VOU… EU VOU ACABAR COM VOCÊ!
Isabella continua a correr, encontra um barco pequeno ali perto. Ela tira o barco da borda, liga o motor mesmo sabendo que não duraria minutos por conta da tempestade.
O barco sai dali enfrentando as ondas. Matheus corre até a borda da praia, ele tira um revólver de dentro da cintura.
— Você me obrigou a fazer isso, Isabella.
Ele dá o primeiro disparo, passa de raspão nela.
Depois ele tenta mirar mais uma vez, e o tiro acerta em Isabella. Ela cai no mar, desmaia e sangue toma conta da água.
Na praia, vemos um Matheus ainda com a arma na mão completamente transtornado.
OPENING:
EPISÓDIO 2:
“PRECISAMOS CONVERSAR”
Outubro de 2022
Isabella acaba de flagrar Matheus no banheiro conversando com alguém.
— Eu estou falando com você, Matheus. Com quem você está conversando?
— Calma, meu amor. Calma, é o Daniel. Espera aí, Dan! Dá um salve aí pra Isabella!
— Isabella, desculpa, eu acordei você?
— Oi, Daniel, é que… Não, deixa pra lá.
Isabella volta pra cama, incomodada.
— Dan, eu vou desligar aqui e amanhã a gente se fala, irmão. A gente almoça juntos depois. Abraço!
Matheus desliga o celular e vai até Isabella.
— Amor? Amor, você ficou chateada?
— Não, é que… Ah não sei, Matheus! Eu ando bem estressada por conta da mudança e acho que eu fico imaginando coisas, não sei.
— Fica tranquila, deve ser essa fase chata de mudança mesmo. Mas faz parte. Logo, logo você vai estar melhor.
— É. Tomara que sim.
No dia seguinte, vemos Daniel em seu novo apartamento organizando as suas coisas. Ele tira alguns quadros de dentro de umas caixas e começa a coloca-los na parede.
Daniel sempre foi um rapaz muito organizado e sempre gostou de ter seu espaço arrumado. Vemos ele pintando uma parte na parede, colocando alguns móveis que havia comprado tudo em seu devido lugar.
Após horas, ele observa o cantinho que ele sempre quis ter e conquistou com o seu próprio suor. Ao terminar, ele tira da gaveta, um quadro pequeno com uma fotografia dele com Matheus e o coloca em cima da mesinha do lado da cama. Daniel suspira com nostalgia, senta na cama e dá um sorriso ao ver tudo aquilo realizado.
Casa de Isabella e Matheus.
Isabella está no jardim conversando com Lúcia.
— Como tá sendo essa primeira semana, Isabella?
— Olha, pra ser sincera, tá um pouco complicado me adaptar. Tem… Tem muitas coisas que estão me incomodando, Lúcia. Eu… Eu não sei como explicar.
— Bom, caso queira apenas conversar… Eu sou psicóloga, então… Sou uma boa ouvinte.
Isabella fica pensativa por alguns segundos e em seguida já vemos ela e Lúcia conversando no sofá da casa de Isabella.
— … E aí ele ficou o tempo todo falando desse amigo dele e… Ah, foi uma loucura.
— Bom, mas se ele estava apenas conversando com um amigo dele, não vejo isso como algo ruim. A gente precisa entender que ele teve uma vida antes de te conhecer, ao igual que você também.
— Sim, eu sei, é que… Ás vezes eu sinto que o Matheus esconde coisas de mim, sabe? E eu percebi que desde quando chegamos nessa casa, ele tá cada vez mais estranho, está distante… Não sei, Lúcia, estou muito preocupada.
— Acha que… Teu marido pode estar tendo… Uma… Bom… Tendo um…
— … Ai não, Lúcia! Pelo amor de Deus, nem fale algo assim. Eu morreria se descobrisse que o Matheus estaria me traindo.
— Olha, querida. O melhor a se resolver é ter um diálogo com o teu marido. Talvez ele também está passando por essa fase de adaptação. Amanhã é Sábado, por que não vem vocês dois na minha casa almoçar? Assim todos conversamos.
— Ai, Lúcia! Você é um amor! Obrigada por me ajudar.
— Faço o que for preciso pela minha nova vizinha.
ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA.
Matheus está em sua mesa revisando alguns papéis, até que Helena bate na porta.
— Entre!
— Com licença, doutor. Tem um moço lá fora na recepção querendo falar com o senhor.
— E quem seria?
— Pediu pra eu não dizer o nome dele, mas que era para o senhor o encontrá-lo lá.
— Que estranho! Tudo bem, Helena. Obrigado!
Helena se retira. Matheus pega seu celular em cima da mesa, coloca no bolso e sai de seu escritório.
Ele vai até a recepção e fica procurando por esse tal homem que o chamou. Ele pergunta pra balconista:
— Livia, alguém me procurou aqui?
Antes que ela respondesse, Matheus ouve uma voz.
— Essa é a única forma de conseguir te ver… Doutor Cavalcante.
Matheus olha pra trás, seus olhos brilham, ele dá um sorriso.
— Dan?
— Se Maomé não vai à montanha, eu venho até ela.
— Eu não acredito, cara.
Matheus abraça Daniel com muita nostalgia.
— Por… Por que não me ligou?
— Ah, sei lá, pensei em… Fazer uma surpresa. Mas não pense que foi fácil eu convencer a tua secretária a não falar meu nome.
— Cara, que surpresa boa! Olha… Tá quase na hora do almoço, vamos almoçar juntos no restaurante aqui perto?
— Claro, hoje eu estou tranquilo, só volto a trabalhar semana que vem.
— Tá, eu só vou avisar à minha secretária que estarei ausente e depois iremos pra lá.
Alguns minutos depois, na casa de Isabella, esta começa a ficar pensativa diante tudo o que conversou com Lúcia. Ela desliga a TV e diz a si mesma:
— Quer saber? Eu mesma vou ao escritório de advocacia fazer uma visita pro meu marido. O que tem de mal nisso? Nada!
Ela vai para o quarto se arrumar.
Minutos mais tarde, Matheus e Daniel estão na mesa do restaurante comendo e conversando.
— … E graças a Deus não vou ficar devendo nada, o apê é todo meu.
— Poxa, Dan. Fico tão feliz que você enfim conseguiu teu cantinho.
— Sim, e… Como você tá? E a Isabella?
— Ah, nós estamos bem, ainda na fase de adaptação. Logo a Isabella se acostuma, relaxa.
Matheus não pode deixar de reparar na largura dos ombros de Daniel.
— Você… Você tá mais forte! Andou malhando?
— Eu? Bom, é que… Eu…
— … Espera aí, deixa eu ver.
Ele toca no braço de Daniel.
— O que é isso, cara? Quando a gente se conheceu você era bem magrinho.
— Então… Acho que são fases da nossa vida, né? Mas você também tá ótimo!
— Ah para! Já tem séculos que eu não malho. E… Você tá bonitão também, sei lá… Tá com um semblante diferente.
— Mano, você tá exagerando. E outra… Você também tá bonito. Espero que essa lenda de que quando um homem se casa, ele fica barrigudo e feio, seja mentira, porque olha…
Matheus dá uma gargalhada.
— A gente sempre fazia piada disso no colegial, era um máximo!
— Sim, eu lembro.
Em meio às gargalhadas, Matheus dá uma pequena pausa e aproxima as tuas mãos do prato do Daniel.
— Eu… Eu estou muito feliz em te ver, sabe? E melhor ainda, saber que… Você está bem. Eu sei que… Não foi nada fácil pra você e… Eu não estive com você no momento que você mais…
— … Matheus, por favor.
— Não, sério, eu… Eu preciso falar agora que você tá aqui… Daniel, eu… Eu sempre admirei muito você, mas… Depois do ocorrido, eu vi o quanto você é forte, você foi muito mais forte que eu. Só que eu me sinto culpado, porque você esteve comigo em todos os momentos e eu… Eu…
— Matheus… Isso… Isso não é prioridade agora. Nós viramos essa página da nossa vida. Eu estou recuperado e acredito que você também esteja.
— Sim, eu estou, mas… Eu queria ter feito mais por você, sabe? Você esteve no dia do meu casamento e… Tinha todo o direito de não estar. E eu entenderia se você não tivesse ido, porque… Acho que o que eu fiz… Foi irreparável.
— Eu fiz uma promessa a você quando ainda éramos adolescentes… Que eu sempre estaria com você. Mas… Acho que esse tempo que ficamos afastados foi bom pra a gente refletir um pouco.
— Sim… De uma certa forma sim. Mas meu coração doeu porque… Porque eu não estava com você… Eu… Eu queria tanto voltar no tempo e poder mudar tudo isso.
Matheus está com os olhos cheios de lágrimas e se exaltando cada vez mais. Daniel se inclina na mesa, puxa a testa de Matheus pra junto da dele.
— Ei, ei! Já chega! Tá? Passou… Tudo isso passou… Eu já te perdoei, então esquece isso.
Seja lá o que foi que aconteceu com eles no passado, parece ter deixado algumas marcas.
Alguns minutos mais tarde, Isabella aparece no escritório de advocacia e se apresenta à recepção.
— Olá! Meu nome é Isabella Reis Cavalcante, eu sou a esposa do Doutor Matheus Cavalcante, poderia avisar a ele que eu estou aqui?
— Desculpa, senhora, mas o Doutor Cavalcante saiu faz uns minutos e creio que ele ainda não voltou.
— Saiu? Mas pra onde?
— Ah, veja, aquela ali é a secretária dele. Helena, faz um favor aqui.
Isabella não gostou nada de ver que a secretária de seu marido é uma mulher muito atraente.
— Sim, Lívia. O que houve?
— Essa é a esposa do doutor Cavalcante, ela veio vê-lo.
— Muito prazer, senhora! Uma honra conhecê-la! Bom, o doutor saiu para almoçar com um amigo dele e até agora não voltou.
— Um amigo? Sabe me dizer quem é?
— Pra ser sincera não.
— Mas… Mas… E sabe me dizer que horas o meu marido volta?
Neste momento, o doutor Afonso Padilha está chegando.
— Boa tarde, Helena! Poderia avisar ao doutor Matheus que eu estou aqui?
— Boa tarde, promotor! Pelo visto a agenda do doutor Matheus está cheia hoje, a esposa dele também veio vê-lo.
— Ow, então a senhora é a felizarda?
— É, digamos que sim.
— Por que vocês dois não se assentam? Ele não deve demorar a chegar.
Afonso responde:
— Eu vou esperar, pois tenho assuntos muito importantes a tratar com o Matheus.
— A senhora quer alguma água ou um café, senhora Cavalcante?
— Ahh, quer saber? Eu vou pra casa, eu vim aqui só de passagem mesmo. Muito obrigada, é… Senhorita…
— Helena, senhora.
— Obrigada… Helena.
Isabella sai dali um pouco incomodada com toda a situação. Afonso a observa saindo com um olhar de malícia.
— Então essa é a esposa do Matheus? Nada mal, meu jovem… Nada mal.
Mais tarde, Isabella está dentro de um Uber e tenta ligar para Matheus diversas vezes, o celular só chama até cair na caixa postal.
— Droga. Onde que você tá, Matheus?
Ela decide mandar um áudio pelo whatsapp.
— Amor, onde você tá? Estou preocupada, já te liguei várias vezes e você não atende. Me liga aqui, tá?
Matheus continua no restaurante com Daniel, seu celular está no bolso, mas ele nem ouviu as chamadas de Isabella. Ele olha a hora em seu relógio de pulso.
— Meu Deus, fiquei mais tempo do que devia aqui! Vou pedir logo a conta.
— Foi mal, eu não queria te atrapalhar.
— Não tem problema, irmão. Vai lá em casa domingo agora, por favor.
— Tá bom, eu vou sim.
Minutos mais tarde, Matheus chega novamente ao escritório, ele tira o celular do bolso e vê várias chamadas perdidas de Isabella.
— Dro… Droga, a Isabella me ligou, ela vai ficar uma fera! Deixa eu retornar logo pra ela.
Helena chega até ele.
— Doutor? O promotor Padilha o está esperando.
— O… O Padilha? Ah, eu…
— Ele te esperou, porque disse que era importante.
— Ah tá bom, tá bom. Eu já estou indo. (Depois eu te respondo, Isabella).
Um pouco mais tarde, Isabella chega à sua casa um pouco decepcionada. Ela tira suas sandálias e começa a andar pela casa o tanto pensativa. Não consegue entender essa mudança repentina do marido, ainda que tudo pareça apenas um mal entendido, têm mais coisas nessa história que ela quer tirar a limpo.
É final de tarde no escritório e a reunião com o promotor Afonso foi maior do que eles imaginavam.
— Bom, eu já vou indo e lamento por ter tomado o seu tempo.
— Sem problemas, promotor Padilha. Eu agradeço por tudo e pode deixar que iremos alinhar as coisas.
— Eu é que agradeço. Ah e a propósito… Parabéns, meu jovem! Têm uma esposa muito bonita!
— Como? Como você sabe?
— Bom… Ela esteve aqui ainda hoje. Ela não te avisou?
— Não, ela… Ai, droga! Preciso retornar pra ela depois.
— Bom, de qualquer modo foi um prazer. Gostaria de convidá-los para jantar em minha casa qualquer dia desses.
— Pra mim parece perfeito! Ficamos gratos pelo convite.
— Disponha, jovem. Até mais!
Matheus espera o promotor sair e pega rapidamente o seu celular pra ligar pra Isabella.
— Atende, Isa. Atende!
Na casa, o celular está tocando em cima da cama, mas Isabella está no chuveiro e não o ouve tocar.
No escritório, Matheus tenta chamar várias vezes e nada.
— Droga! Ela deve tá puta comigo… Ah! Eu sou um lixo de esposo!
APARTAMENTO DE DANIEL.
Daniel está no banheiro escovando os dentes. Ele cospe na pia e depois quando olha novamente para o espelho, começa a ter lembranças.
=FLASHBACK= CENA DO RESTAURANTE.
— Matheus… Isso… Isso não é prioridade agora. Nós viramos essa página da nossa vida. Eu estou recuperado e acredito que você também esteja.
— Sim, eu estou, mas… Eu queria ter feito mais por você, sabe? Você esteve no dia do meu casamento e… Tinha todo o direito de não estar. E eu entenderia se você não tivesse ido, porque… Acho que o que eu fiz… Foi irreparável.
=FIM DE FLASHBACK=
Daniel para de pensar e lava o rosto, em seguida guarda a escova dentro do armário. Ele vai para o quarto, está com uma camiseta regata branca e enxugando o cabelo com uma toalha.
Ele vai ao móvel próximo à cama e observa a fotografia dele com Matheus. Ele se assenta na cama, fica por alguns segundos olhando “pro nada” e diz:
— Deus, não me deixa passar por isso tudo de novo, por favor… Eu não vou aguentar essa dor.
CASA DE ISABELLA, 19H30.
Isabella está na cozinha tomando um chá e lendo uma revista na mesa. Ela deixou o seu celular lá em cima e ainda não viu as ligações de Matheus.
Ele está no carro tentando voltar pra casa e manda um áudio para Isabella.
— Meu amor, eu estou quase chegando, peguei um trânsito daqueles, mas logo eu estou aí. A gente precisa conversar. Beijo!
O áudio chega no celular de Isabella, mas ela continua lá embaixo na cozinha.
Ela bastante distraída com sua leitura, não percebe um barulho de porta rangendo na casa. Após alguns segundos, quando está prestes a dar mais algum gole de seu chá. Ela ouve um barulho.
— Matheus? Matheus, é você?
Ela deixa a caneca de chá na mesa, vai até o hall de entrada e se depara com a porta aberta.
— Matheus?
Ela vai até a porta, olha para o lado de fora e não vê ninguém.
— Ai, espero que não seja aquele gato horroroso de novo.
Ela entra novamente e tranca a porta. Volta para a cozinha, pega o seu chá e continua a ler sua revista. Mais uma vez, um barulho de porta é ouvido. Ela sai de lá com a convicção que dessa vez é o seu marido.
— Matheus, até que fim você chegou! Eu passei o dia todo preocupada, fui até o teu escritório e…
Mas ao chegar na entrada, percebe que não é Matheus que está ali na porta.
— Quem… Quem é você?
É um homem com uma máscara de bandido trajando uma jaqueta de couro preta e calça jeans. Isabella começa a suar frio, tenta pronunciar algumas palavras e o bandido mostra as chaves da casa pra ela.
Ela fica paralisada, até o momento dele colocar a mão no bolso e enfim mostrar uma faca. Isabella toma um impulso e vendo que sua passagem está impedida, ela corre pras escadas.
O bandido tenta segui-la. Isabella pega um vaso de decoração na parte superior da escada e joga em cima dele.
— SOCORRO! SOCORRO!
O bandido parece não se acovardar e continua o seu trajeto. Ele alcança Isabella no corredor e a puxa pelos cabelos fazendo com que ela caia no chão.
— Sai! Sai! Quem é você? O que você tá fazendo na minha casa?
O bandido sem querer dar muitas explicações, rapidamente pega a faca e está disposto a matá-la.
— NÃO! PARA!
Isabella segura as mãos do criminoso que está a ponto de enfiar aquela faca em sua garganta. Ela percebe que está perdendo as forças, aquele homem estava decidido a fazer o mal.
Quando a faca está prestes a atingi-la. Ela consegue chutar as partes íntimas do bandido deixando-o atordoado e dando tempo pra ela correr.
— MATHEUS! SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA!
O bandido fica no corredor ainda sentindo dor.
Enquanto isso, Matheus está estacionando o carro em frente da casa. Ele sai do veículo tranquilamente e percebe que a porta está aberta.
Matheus entra, percebe que algo está errado. Isabella está dentro do quarto trancada.
— Isa… ISABELLA!
Isabella ouve a voz do marido e não hesita.
— MATHEUS! SOCORRO! TEM ALGUÉM NA CASA!
Matheus rapidamente corre subindo as escadas, vê a bagunça que já está no local.
— ISABELLA! ISABELLA!
Ele corre até a porta do quarto.
— Meu amor, sou eu. Você está bem?
— Ele tá aqui.
— Quem? Quem tá aqui?
Neste momento, o criminoso aparece no corredor e derruba Matheus no chão. Ele revida dando um soco nele, o homem pega a faca e tenta avançar em Matheus, ele desvia, segura-o pela camisa e o prensa contra a parede.
— Isabella, vai pra fora e chama a polícia! RÁPIDO!
Quando Isabella passa por eles, o homem dá uma rasteira nela e larga Matheus para ir diretamente atingi-la.
— NÃO! ME SOLTA! ME SOLTA!
— FICA LONGE DA MINHA ESPOSA!
Matheus o agarra pelo pescoço, o criminoso dá uma cotovelada nas costelas dele. Matheus urra de dor e o bandido escapa pela saída dos fundos.
— DROGA! DROGA! Meu amor, você tá bem?
— Eu… Eu não sei.
— Chama a polícia, eu vou atrás dele!
— Não, espera, Matheus! Espera! É perigoso!
Matheus não escuta a súplica da esposa e prefere perseguir o bandido. Ela rapidamente volta para o quarto, pega o seu celular na cama e disca o número da polícia.
No quintal, Matheus está procurando o bandido perto da piscina.
— APARECE, SEU ARROMBADO! VAMOS! QUERO VER SE TU É MACHO!
O criminoso aparece pelas costas e derruba Matheus no chão, ambos começam a trocar socos e chutes ali.
O bandido empurra Matheus para a beira da piscina e começa a enforcá-lo.
Matheus tentando lutar, arranca a máscara do rosto do criminoso. Aparentemente não é ninguém que ele conhecia.
— Quem… Quem é você?
— Vai me agradecer depois, doutorzinho.
Matheus vendo que não tem outra alternativa, agarra o bandido pela cabeça e o empurra para dentro da piscina. Lá dentro da água, começa uma luta pela sobrevivência. Matheus distribui socos e mais socos no criminoso.
Isabella está vindo para o lado de fora.
— Matheus! Matheus!
Matheus está na piscina apertando o pescoço daquele homem com toda a força. Quando ele percebe que já está ficando sem ar, sobe novamente para a superfície.
— Ahhhh!
— Matheus! Matheus!
O que Matheus não esperava, eram as consequências disso tudo.
O homem está flutuando na água, Matheus se aproxima dele para trazê-lo à superfície. Isabella chega na beira da piscina.
— Matheus! A polícia já está a caminho.
— Não, não pode ser.
— O que houve?
— Ele… Ele tá morto, Isa.
— Quê?
— Ele tá morto. EU MATEI ELE, ISA! EU O MATEI!
— Ai, meu Deus!
Naquele dia, Matheus descobriu o seu lado mais sombrio.
= FLASHFORWARD- FEVEREIRO DE 2023 =
Uma pessoa que não podemos ver está se aproximando da porta de um escritório. Podemos ver uma mão feminina e bem maltratada girando o trinco da porta. Quando a porta se abre, a primeira pessoa que vemos é Matheus em uma mesa com várias pessoas fazendo uma reunião.
— I… Isabella?
— Eu já me cansei dos teus maus tratos, Matheus!
Isabella está com uma arma na mão e apontando pra ele. Todos na sala ficam eufóricos.
— Meu amor, calma. Como você pegou essa arma? Fica tranquila, vamos conversar.
— Conversar? VOCÊ TENTOU ME MATAR!
— Você tá exagerando, Isabella. Para com isso.
— Por que não conta pra eles o que você faz comigo? CONTA! DIGA A ELES QUE VOCÊ ME PRENDE NO PORÃO E ME ESPANCA! FALA PRA ELES!
— Senhores, minha esposa está passando por um período traumático após o aborto, não levem isso a sério.
— CALA A BOCA!
A tensão fica ainda maior, as pessoas dali do recinto começam a resmungar.
— Meu Deus, essa mulher é louca!
— Uma desiquilibrada!
— Precisam chamar a segurança.
Matheus tentando apaziguar a situação, diz:
— Meu amor, larga essa arma. Vamos, vamos conversar em casa, tá bom? Para com isso.
— Eu já estou farta de tudo isso, farta de ser maltratada e todo mundo achando que você é um santinho. Mas isso acaba hoje e agora, doutor Matheus. TOMARA QUE VOCÊ APODREÇA NO INFERNO!
— JÁ CHEGA, ISABELLA!
Depois desse momento, vemos apenas o prédio do escritório de advocacia de longe.
Após isso, só podemos escutar…
… O som da morte.







Amigooooo!!!! O episódio já começou com tudo!!! Fico vendo os Flashfowards e ao mesmo tempo que sinto o impacto fico imaginando o que ainda vai acontecer para eles chegarem a esse ponto. Daniel e Matheus…clima de brotheragens no ar kkkk, será?! Isabella, seria melhor se fosse o gato novamente né amiga?! Sequência maravilhosa do bandido invadindo a casa e terminou de uma maneira chocante!!!! E esse ganchooooo???? Amigo você mestre em iimpactar kkkkk
Amiga, esses flashforwards acabam com o nosso emocional kkkk. Justamente pelo fato de que não sabemos como essa relação dos dois chegou nesse ponto. Daniel e Matheus, aí tem kkkkk. A sequência da invasão também foi bem forte.
Aguarde o próximo ep haha.
Amigooooo!!!! O episódio já começou com tudo!!! Fico vendo os Flashfowards e ao mesmo tempo que sinto o impacto fico imaginando o que ainda vai acontecer para eles chegarem a esse ponto. Daniel e Matheus…clima de brotheragens no ar kkkk, será?! Isabella, seria melhor se fosse o gato novamente né amiga?! Sequência maravilhosa do bandido invadindo a casa e terminou de uma maneira chocante!!!! E esse ganchooooo???? Amigo você mestre em iimpactar kkkkk
Amiga, esses flashforwards acabam com o nosso emocional kkkk. Justamente pelo fato de que não sabemos como essa relação dos dois chegou nesse ponto. Daniel e Matheus, aí tem kkkkk. A sequência da invasão também foi bem forte.
Aguarde o próximo ep haha.
Já começou as suposições. Algo me diz que nada é o que parece.
Esse segundo ep abriu um leque de possibilidades kkkkkkk.
Já começou as suposições. Algo me diz que nada é o que parece.
Esse segundo ep abriu um leque de possibilidades kkkkkkk.