Maria entra angustiada no hospital da capital paulista e localiza Catarina na recepção.
Catarina: Vó? – se levanta da cadeira ao vê-la.
Maria: Eu vim no primeiro táxi assim que você me avisou! Cadê a Carolina? Cadê Cacá? – agarra Catarina desesperada.
Catarina: Calma, levaram pra emergência!
Maria: Emergência?
Catarina: É grave… Tiveram que raspar o cabelo dela pra dar os pontos no corte da cabeça… – começa a chorar junto com Maria.
Maria: Ah Deus! E o Edu?
Catarina: Não resistiu. Morreu no acidente… – o choro aumenta e as palavras saem com dificuldade.
Maria: É sofrimento demais! Por que isso tinha que acontecer? Por quê?
Lúcia: Catarina! Assisti na televisão e nos jornais, o que ocorreu com a Carolina? — aparece de repente.
Maria: Quem é a moça?
Catarina: Essa cretina é a culpada. Por causa dela que a Carolina saiu nervosa e perdeu o controle do carro!
Lúcia: Cacá, por favor! Não me culpe! Você que jogou tudo no ventilador! Não deveria ter dito uma palavra pra Carolina daquele jeito!
Catarina: Era pra ser revelado há muito tempo! Acabei deixando passar com medo das ameaças que o Eduardo fazia!
Lúcia: Eu não queria, eu juro…
Catarina: Você queria sim! Tanto que arruinou a vida da tia!
Maria: Não tô entendendo!
Lúcia: Sou amiga da Carolina, ela trabalhou comigo na lanchonete… — cumprimenta Maria.
Catarina: Como tem a coragem de dizer amiga? Você escondeu da Carol que vendia animais da reserva ambiental enquanto tinha um caso com o nojento do Eduardo!
Maria: É verdade?
Lúcia: Me arrependo amargamente… — lágrimas escorrem do rosto.

Maria: Seu arrependimento não ajuda. Fora daqui!
Lúcia: Gostaria…
Maria: Sai!
Lúcia abandona o local após alguns segundos de silêncio e Maria abraça Catarina.
Jorge dirige apressado sem perceber que é seguido no caminho.
Gustavo encosta a bicicleta na parede do bar de Maria. Encontra Zeca na varanda.
Zeca: Onde tava Gustavo?
Gustavo: Passeando por aí.
Zeca: Não engana moleque! A professora veio reclamar! Contou que você continua matando aula! – segura o braço dele.
Gustavo: Outra hora se falamos, beleza?
Zeca: Outra hora não! O que você espera da vida faltando na escola, hein rapaz?
Gustavo: Só desejo não virar um caipira chucro igual a você. — toma um tabefe de Zeca na cara.
Zeca: Me respeita!
Isadora: Enloqueceu Zeca? Batendo no menino?
Zeca: O malcriado merecia uma surra! Se tornou um vagabundo porque você nunca se importou com o comportamento dele!
Isadora: E você se importou?
Zeca: Nós dois erramos.
Isadora: Talvez o maior erro fosse o nosso casamento.
Zeca: Não diga baboseira Isa, sabe quanto eu te amo… Meu coração não aguenta uma nova separação. Lembra quando brigamos antes dos gêmeos nascer?
Isadora: Nem chega perto Zeca!
Zeca: A gente pode viver na tranquilidade agora longe da Maria implicando! Terminei a reforma na casa nova! Faremos a mudança hoje. A transportadora já veio buscar as coisas.
Isadora: Depois de tantos anos aguardando!
Zeca: Aliás, onde insuportável da sogra se meteu?
Isadora: Se mandou imediatamente pra São Paulo.
Zeca: São Paulo? Pra quê?
Isadora: Recebeu ligação da Cacá informando que a Carolina sofreu um acidente de trânsito.
Zeca: Acidente?
Isadora: Enviou mensagem dizendo que a Carol tá na cirurgia.
Zeca: Caramba…
Isadora: O Eduardo que acompanhava ela no automóvel, infelizmente não sobreviveu.
Zeca: O Edu?
Isadora: Sim. E a Carol lutando entre a vida e a morte.
Zeca: Roberto ficará chocado…
Isadora: Zeca, pare de espalhar fofoca para o Roberto! Larga o homem em paz com a Laura!
Jorge estaciona a camionete na frente do laticínio. Uma moto freia bruscamente ao reparar no velho abrindo a porta do veículo.
O fazendeiro se assusta ao notar o motoqueiro tirando um revólver da cintura.
Jorge: É um assalto? – começa a andar pra trás preocupado.
Juca: Adeus velhote! – dispara.
Atingiu o peito esquerdo de Jorge e foram três tiros na barriga até Juca escutar um grito e acelerar a motocicleta pra fugir.
Roberto: Paiiii! — corre da entrada do laticínio.
Roberto se abala com a situação. Logo se aproxima de Jorge caído.
Roberto: Não… Acorda! – se abaixa diante do corpo.
Jorge: Rober… Roberto… A Laura… A… — resmunga e Roberto se suja de sangue ao balançar Jorge.
Roberto: O quê? Fala!
…
Música de encerramento: Harry Styles – Sign of the Times Tema: Livre





