CENA 01: PENSÃO TITITI, QUARTO DE VERA, INTERIOR, NOITE.

Vera conversa por telefone com Shirley, a idosa da foto encontrada no quarto de Antonia.

VERA: – Eu vi pela foto que a Antonia me mostrou que a senhora veste umas roupas bem exóticas, trabalha com Carnaval? a pessoa responde. – É uma prostituta? Meu Deus! Mas…

A ligação cai e Vera está pasma com o que descobriu.

VERA: – A Antonia tem uma tia que é prostituta!

Vera começa a gargalhar no seu quarto, começando a tramar seu plano. Ela pega o telefone e liga novamente, por várias vezes, até que Shirley atende.

VERA: – Oi querida! A ligação caiu… Viu, eu estou organizando a festa surpresa do aniversário da Antonia, será daqui alguns dias. A senhora não gostaria de participar? a pessoa responde. – Ah, eu entendo, vocês estão brigadas… Poxa, que pena! Mas essa festa podia ser a reconciliação né? Faremos o seguinte: eu entro em contato contigo daqui alguns dias e a gente decide, ok? a pessoa concorda. – Beijos, boa noite!

Vera desliga o telefone e ri sem parar.

VERA: – Então, a Antonia tem uma tia idosa e prostituta? Quem diria! Deve ser daí que vem o fogo da Antonia. Ah, mas eu vou preparar uma vingança saborosa, a Antonia que me aguarde! Anos e anos aguentando as loucuras dela na pensão, agora vai ter troco!

Vera ri e planeja sua vingança.

CENA 02: CLÍNICA, SALA DE COLETA, INTERIOR, MANHÃ.

Luiza e Miguel estão sentados na cadeira da sala, com uma bomba extraindo o sangue de ambos para uma bolsa. Eles se olham, sorridentes, com a esperança de recuperar o filho perdido. Pouco depois, Marina e Ivan entram na sala com Davi no colo, juntamente com uma enfermeira.

DAVI: – A mamãe tá aqui!

LUIZA: – Filho! Quanto tempo!

Luiza e Davi se olham, emocionados, mas Marina não permite que a criança desça de seu colo.

MARINA: – Depois você fala com ela, agora tem que tirar sangue.

Davi fica chateado, mas senta na cadeira e a enfermeira começa a retirar seu sangue, enquanto Ivan fica ao lado do menino para ele não chorar.

CENA 03: CLÍNICA, EXTERIOR, MANHÃ.

Marina, Ivan, Luiza e Miguel estão em silêncio, enquanto Davi se aproxima dos pais de criação. Ele abraça Luiza pela primeira vez em nove meses, provocando o choro dela.

LUIZA: – Oh, meu anjo, que saudades de você! Não existe abraço melhor que seu, sabia?

DAVI: – Nem o abraço do papai?

LUIZA: – Bom… ela ri. – Como você tá vivendo lá na mansão?

DAVI: – Tô bem, é legal morar lá. A mamãe Marina e o papai Ivan são muito bons comigo, mas eu sinto falta de você e do papai Miguel também.

Luiza e Miguel se surpreendem ao ver Davi chamando Marina e Ivan de mãe e pai. Luiza põe Davi no chão e acaricia seu rosto. O menino abraça Miguel e, logo, volta para o colo de Marina.

IVAN: – Nos encontraremos em breve no fórum, não é?

MIGUEL: – É necessário diante de uma injustiça.

MARINA: – Injustiça é que nós passamos, de ter um filho gerado por vocês!

LUIZA: – Essa conversa é inútil, vamos poupar nossa saliva para a audiência daqui alguns dias. Até breve!

Luiza segura à mão de Miguel e caminham em direção ao carro, enquanto Marina e Ivan os observam intrigados.

IVAN: – Eles estão muito confiantes e isso me assusta.

Marina concorda e caminha com Ivan e Davi até o carro, partindo em direção a mansão.

CENA 04: DIAS DEPOIS.

O exame de DNA do plasma é realizado com as amostras de sangue de Luiza, Miguel e Davi. O resultado saiu e foi entregue ao meritíssimo Armando Ramos. Dr. Bruno e Dr. Samuel preparam suas defesas para a audiência que se aproxima. Paula e Vanessa seguem suas vidas esbanjando luxo sem ter dinheiro. Ricardo estranha o silêncio de Paula e teme que Heloisa seja envolvida na mentira. Vera se comunicou novamente com Shirley e convenceu a idosa vir para Curitiba. Pietra teve muitas febres seguidas, o que preocupa Ricardo e Heloisa, pois o médico disse que a saúde está se debilitando cada vez mais.

CENA 05: MANSÃO DA FAMÍLIA AMORIM, INTERIOR, TARDE.

A mansão está toda decorada. Balões, brinquedos, doces e salgados. Era o aniversário de Davi, que está completando 6 anos. Os colegas da escola estão presentes, se divertindo com o pula-pula no jardim e um palhaço fazendo maluquices. Marina e Ivan aproveitam o momento com o filho, é o primeiro aniversário que passam juntos.

OLGA: – Que festa linda! É a festa mais linda que essa mansão recebeu desde o aniversário do João.

IVAN: – Essa casa estava precisando de alegria, Olga. O Davi teve a missão de trazer o sentido da vida para nós.

MARINA: – Eu quero só ver como será após a chegada da Luiza e Miguel na festa.

OLGA: – Será normal, Dona Marina. Eles criaram o menino, tem direito de participar da festa. Além do mais, foi um pedido da criança, não dava pra negar né.

Marina e Ivan concordam, mas sente-se incomodados com a situação. Minutos depois, Luiza e Miguel chegam à mansão com o motorista e o carro da Família Amorim, que foi os buscarem no subúrbio. O casal desce do carro, vestindo uma roupa simples e com um pequeno presente nas mãos. É a primeira vez que Luiza e Miguel conhecem a mansão e estão deslumbrados com o tamanho e o luxo do lugar. Eles se aproximam de Marina, Ivan e Olga, um pouco incomodados.

LUIZA/MIGUEL: – Olá, boa tarde.

MARINA/IVAN: – Oi.

OLGA: – Sejam bem-vindos, Luiza e Miguel. Eu vou chamar o aniversariante, ele tá numa alegria brincando no pula-pula!

Luiza e Miguel sorriem e Olga vai procurar Davi. Um clima tenso e silencioso toma conta do quarteto, que não sabem lidar com a situação.

MARINA: – O que acharam da minha casa?

MIGUEL: – É muito bonita, bem grande.

MARINA: – Tão vendo tudo que nós demos ao Davi e vocês não deram? Nós proporcionamos a ele uma vida que vocês jamais proporcionariam.

LUIZA: – Criança não quer saber de dinheiro, de luxo, elas querem carinho e amor. Isso pode ter certeza que não faltou na minha humilde casa.

IVAN: – Mas uma vida mais confortável não é desprezada por nenhuma criança também. O Davi agora estuda numa escola particular, tem um espaço para recreação na mansão, faz aulas de inglês e espanhol com professora particular e em breve entrará para a aula de violão. As oportunidades que o Davi teve sob a nossa tutela foi muito engrandecedor para ele.

MIGUEL: – Que ótimo, Ivan, mas ele continua me vendo como o pai dele. A sua arrogância não comprou o carinho do seu filho genético.

Ivan fica bravo e vai avançar em Miguel, mas Marina se põe em frente ao marido.

MARINA: – Hoje é o aniversário do nosso filho, não vamos estragar tudo!

Ivan se controla, enquanto Luiza e Miguel se sentem menosprezados. Logo, Olga entra com Davi na sala e o menino abre um sorriso imenso, correndo até Luiza e Miguel e recebendo um abraço carinhoso dos pais de criação.

DAVI: – Ainda bem que vocês vieram! Eu não podia passar meu aniver sem vocês!

LUIZA: – E nós não poderíamos deixar de dar um abraço apertado no nosso filho! Que Deus te abençoe, te dê muita felicidade e alegria!

Luiza beija o rosto de Davi e lhe entrega o presente. O menino abre e fica encantado.

DAVI: – Um ursinho de pelúcia! Eu adoro ursinho de pelúcia, obrigado!

MIGUEL: – Você merece, garotão. Agora, vai se divertir com os seus amiguinhos, vai.

Davi corre com seu ursinho para o jardim. Marina, Ivan, Luiza e Miguel ficam calados e deixam Olga sem-jeito.

OLGA: – Bom, que tal vocês conhecerem o resto da mansão, Luiza e Miguel? Eu posso mostrar.

MARINA: – Mostre a eles o quarto do Davi, acredito que é a parte da mansão que mais interessa a eles.

Luiza e Miguel permanecem calados e Olga leva o casal para o quarto da criança.

CENA 06: MANSÃO DA FAMÍLIA AMORIM, QUARTO DE DAVI, INTERIOR, TARDE.

Luiza e Miguel entram no quarto vagarosamente, impressionados com o tamanho e a beleza do cômodo. Eles observam cada objeto, cada brinquedo, cada fotografia, muito emocionados. Luiza senta na cama e alisa o cobertor, pegando em seguida o travesseiro e cheirando.

LUIZA: – Ai, que saudades do cheirinho do meu filho no travesseiro…

MIGUEL: – Esse quarto é tão lindo, a gente sempre sonhou em dar um quarto assim pro Davi, mas nunca tivemos dinheiro suficiente.

OLGA: – Entendo… Mas olha, não se culpem por isso, o Davi ama vocês.

LUIZA: – Ele se apegou aos pais biológicos, Olga?

OLGA: – Sim, isso era natural, não é? Ele tem afinidades pela consanguinidade, além de conviverem por meses. Só que isso não impediu do Davi se esquecer de vocês, ele ainda pede pra ver vocês, os chamam de pais.

MIGUEL: – O Davi deve ter uma vida mais tranquila aqui, sem viver com dificuldades financeiras, ele deve ser bastante mimado né?

OLGA: – A Dona Marina e o Seu Ivan realmente mimam o Davi, mas é por carência de filho. A perda do João abalou essa casa por anos, mas quando essa criança chegou aqui tudo renasceu!

LUIZA: – E quando o Davi foi embora da minha casa, tudo escureceu…

OLGA: – Bom, não vamos pensar em coisas tristes! Hoje é o aniversário do Davi, vamos descer pra aproveitar ao lado dele.

Luiza e Miguel concordam e descem para a festa junto com Olga, abalados após conhecerem o quarto do menino.

CENA 07: RODOVIÁRIA, INTERIOR, TARDE.

Vera está na rodoviária de Curitiba, aguardando a chegada da tia de Antonia. Logo, um ônibus vindo de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, chega à rodoviária de Curitiba. Várias pessoas descem do ônibus, até que uma idosa, vestindo um top clara, uma minissaia verde-limão e batom vermelho, desce com uma mala de estampa de onça. Vera a reconhece pela foto e fica pasma com o estilo, aproximando-se.

VERA: – A senhora é a Shirley?

SHIRLEY: – Senhora está no céu, meu bem, eu sou só Shirley mesmo. Você é a Vera?

VERA: – Sou! É um prazer conhecer a tia da minha grande amiga.

Shirley dá uma gargalhada tão alta que ecoa por toda a rodoviária. Vera sente-se envergonhada e Shirley a abraça fortemente, beija seu rosto e deixa uma marca de batom.

SHIRLEY: – Ai, essa viagem foi uma loucura! Não pensei que Florianópolis fosse tão longe de Curitiba. E as estradas? Uma porcaria! Tive tanto sacolejo que quase vomitei, e olha que de sacolejo eu tenho doutorado, se é que você me entende!

Vera ri sem-jeito e Shirley dá um tapa no ombro dela, gargalhando alto novamente.

VERA: – A senhora é muito espontânea, Shirley. Aliás, qual seu nome mesmo?

SHIRLEY: – Querida, se me chamar de senhora outra vez, eu farei essa chapa da sua boca voar! Meu nome de batismo é Maria Aparecida, mas eu acho brega esse nome, gosto que me chamem pelo meu apelido: Shirley! Soa jovem, como minha alma.

VERA: – Ah, tudo bem… Bom, vamos indo pra pensão? A Antonia terá uma surpresa com a sua chegada!

Shirley dá uns pulinhos na rodoviária e Vera pega sua mala, caminhando com ela até um ponto de ônibus que as levem a Pensão Tititi.

CENA 08: MANSÃO DA FAMÍLIA TRAJANO, INTERIOR, TARDE.

Heloisa está lixando as unhas na sala da mansão quando a campainha toca. Inês, que estava arrumando um vaso de flores, caminha até a porta e abre. Era Paula, com uma roupa extravagante, que entra na casa e aproxima-se de Heloisa, que se surpreende com a sua presença e levanta-se do sofá.

HELOISA: – Dona Paula? Que surpresa a senhora por aqui depois de tantos meses. Tudo bem?

PAULA: – Não, tá tudo péssimo! Precisamos conversar seriamente e a sós.

Paula encara Inês, que compreende a indireta e vai para a cozinha. Heloisa está intrigada e senta-se no sofá com Paula.

HELOISA: – Estou curiosa para saber qual assunto tão ruim lhe trouxe aqui.

PAULA: – Tem a ver com o seu marido, sabia?

HELOISA: – O Ricardo? Mas o que houve, afinal?

PAULA: – Olha, é difícil ter que falar isso, eu sei que a senhora vai ficar abalada e não merecia sofrer as consequências da perversão do Ricardo. Infelizmente, faz parte da vida!

HELOISA: – Como assim, Dona Paula? Seja mais clara, por favor!

PAULA: – Quer que eu seja clara, então serei: o teu marido engravidou a minha filha!

Heloisa fica pálida e chocada com o que Paula disse, sem palavras ou reação.

HELOISA: – Grávida? Como assim?

PAULA: – Grávida, querida, não sabe como se fica grávida? O Ricardo tinha um caso com a minha filha, eles eram amantes! A Vanessa engravidou do teu marido e o Ricardo não quis mais saber dela. Agora a criança nasceu e não é justo ela ficar sem registro do pai e sem pensão.

HELOISA: – Não… Não, isso não pode ser verdade… Eu não acredito nisso! O meu marido é fiel a mim, ele me ama!

PAULA: – Isso é o que todo homem diz, mas eles sempre fazem o oposto! O Ricardo é um safado, ele tem um filho fora do casamento e isso não vai ficar barato! Ou ele assume a criança e paga pensão, ou eu jogo tudo isso no ventilador pra imprensa!

Heloisa começa a chorar e levanta do sofá, caminhando até a lareira acesa da casa. Paula a observa com insignificância.

HELOISA: – Eu não posso acreditar que o meu marido fez isso comigo… Isso que a senhora está dizendo é muito grave, um absurdo!

PAULA: – Grave é, mas absurdo não, é a mais pura verdade! Se você quiser, pode falar diretamente com a minha filha. A Vanessa pode explicar melhor como foi o relacionamento dela com o Ricardo.

HELOISA: – Relacionamento?

PAULA: – Eles foram amantes durante meses, Heloisa. Meses! Eu não sabia do relacionamento deles, fui pega de surpresa também, a Vanessa me escondeu. Eu só estou aqui revelando pra você toda essa história porque mais cedo ou mais tarde você saberia.

HELOISA: – Por acaso, o Ricardo já sabe da gravidez da sua filha?

PAULA: – Sim, há muitos dias, eu fui pessoalmente à refinaria de petróleo contar pra ele. Bom, agora eu preciso voltar pra casa e cuidar do meu neto. Fica com Deus, querida! Força para aguentar o tranco!

Paula levanta do sofá e aproxima-se de Heloisa, dando um beijo falso em seu rosto e indo embora da mansão em seguida.

Heloisa começa a chorar compulsivamente e caminha pela sala, desgovernada, esbarrando em móveis e objetos, totalmente fora de si. A possibilidade de Ricardo ter a traído a deixou abalada e atormentada. Heloisa pega um porta-retrato de família na mão e vê ela com Ricardo e Pietra. Lágrimas escorrem de seus olhos sem parar, inundando o vidro do porta-retrato. Em fúria, ela atira o objeto na parede, estilhaçando tudo. Heloisa senta no chão e chora compulsivamente.

CENA 09: MANSÃO DA FAMÍLIA AMORIM, INTERIOR, NOITE.

Davi está em frente a uma mesa com um bolo de aniversário gigante e velas acesas, com todos os convidados cantando o tradicional “parabéns pra você”. Marina e Ivan do lado esquerdo de Davi, enquanto Luiza e Miguel do lado direito. Todos batem palmas e cantam, alegres, para o entusiasmo do menino, que assopra as velas. Logo, Olga corta um pedaço e põem no pratinho, entregando a Davi.

OLGA: – Bom, Davizinho, agora você tem que escolher para quem vai o primeiro pedaço de bolo, é o pedaço mais especial!

Davi fica dividido entre as suas duas famílias e pensa um pouco, gerando expectativa nos comentários.

DAVI: – Bom, eu não sei muito bem pra quem dar esse pedaço, pois o papai do céu foi generoso comigo e deu duas mães e dois pais. Então, eu gostaria de dar esse bolo para o João. Eu não conheci o meu irmão gêmeo, mas gostaria de ter conhecido. Vou deixar esse pedacinho de bolo em memória dele.

Marina, Ivan, Luiza e Miguel se emocionam. Davi põe o pedaço de bolo ao lado do porta-retrato de João na mesa da sala da mansão, comovendo os convidados. Marina deixa uma lágrima escorrer, mas logo a limpa. Ele se aproxima do bolo novamente.

DAVI: – No meu aniver, eu ganhei vários presentes, grandes e pequenos, eu gostei de todos. Mas o melhor presente foi ter reunido minhas duas famílias pela primeira vez. As mamães Marina e Luiza, e os papais Ivan e Miguel, eu amo muito todos vocês e quando eu soprei a velinha do bolo, eu fiz um pedido pro papai do céu unir vocês. Ops, não se conta pedido de aniver né? Foi sem querer!

Todos riem da ingenuidade de Davi, que tocou o coração dos pais biológicos e de criação com a declaração. Logo, Olga corta mais pedaços de bolo e começa a servir os convidados, enquanto Davi se lambuza comendo seu pedaço.

CENA 10: PENSÃO TITITI, INTERIOR, NOITE.

Vera chega com Shirley à pensão, que se impressiona com a simplicidade do local. Os hóspedes estão sentados à mesa de jantar e se surpreendem com o estilo exótico da idosa.

VERA: – Bom, sinta-se em casa!

SHIRLEY: – Graças a Deus que chegamos, não aguentava mais! Preciso pôr meus pés em água quente e dormir bastante. Minhas costas estão mais tortas do que da última vez que eu tentei fazer o Kama Sutra!

Vera ri e os hóspedes se chocam. Logo, Antonia sai da cozinha com uma vasilha de feijão nas mãos, quando vê Shirley na sala. Antonia fica pálida e tensa, perdendo as forças e deixando a vasilha cair e espedaçar, sujando todo o chão.

ANTONIA: – O que essa piranha está fazendo aqui?

Shirley fica incomodada e Vera fica feliz com o conflito que criou. Antonia encara seriamente a tia

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