
Diogo e Mildred continuam discutindo enquanto Thiago assiste tudo.
-Eu sei que tu me queres. Não será capaz de deixar de me ver.
-Então, é o que veremos. Disse Mildred caminhando em direção à porta.
Diogo a puxou tomou em seus braços e a beijou.
-MÃE!
Rafael não estava se sentido bem foi direto pra casa quando entrou sabia que não havia ninguém, ficou ali mesmo no hall de entrada com a porta meio aberta e observando a prateleira que havia na entrada do apartamento, uma escultura chamou sua atenção, reparou que ela não estava ali antes, então se supôs que era nova. Aproximou-se e pegou-a na mão, era um cervo com uma ganhada pontuda feita de metal, sua base era de madeira pura e Rafael observou que havia um nome “DIOGO” entalhado na peça.
Na Livraria, Juliano estava muito surpreso com a cena que acabara de presenciar.
-Mãe! Porque está aos beijos com esse homem? Quem é ele?
-Filho… Olha ele é só um amigo…
-Amigo? Reparei que vocês são bem íntimos. Quem diria, que desta vez quem decepcionaria com a senhora era eu. Tenho dó é do bobo do meu pai.
-Juliano, me respeite, sou sua mãe.
-A senhora não está em hipótese alguma de pedir respeito. Me da licença estou enojado. Disse Juliano saindo puxando Douglas pelo braço.
Aos prantos Juliano sentou-se na beira do chafariz da praça, não estava entendendo nada, a sua família estava acabando e não havia nada que ele podia fazer.
-Meu amor, acho que a partir de agora é só você e eu.
-Preciso contar a papai o que minha mãe está fazendo.
-Creio que ele tem que descobrir isso sozinho.
Douglas inclinou-se e o beijou.
-Vamos pra casa? Você precisa esquecer isso tudo quero te amar a cada dia mais.
Dirigindo sobre a cidade chuvosa, Juliano olhava triste a paisagem da praia na janela do carro, ele pela primeira vez percebeu que mesmo com todos os problemas era um rapaz abençoado e tinha encontrado no mais improvável o amor.
As nuvens tinha dado lugar à lua cheia e sua luz era a única que entrava entre as cortinas brancas do apartamento de Douglas, Juliano foi descendo os lábios sobre a barriga de Douglas, bem devagar deixando um rastro de saliva sobre seu corpo, bem devagar eles se abraçavam sentindo o calor do corpo um do outro, beijos intermináveis, os lábios de Douglas percorria todo o pescoço de Juliano.
-Eu Te Amo Juliano.
As lagrimas começaram a cair dos olhos de Juliano.
-Porque choras? Indagou Douglas.
-Choro de felicidade, pois sei que você está do meu lado, me amando incondicionalmente.
Um largo sorriso se estampou no rosto dos dois, e mais uma vez eles se entregaram ao prazer e ao amor. Aquela gélida noite fizeram com que eles dormissem bem abraçados totalmente entregues a paixão juvenil.
No apartamento de Diogo, Laila o esperava muito furiosa, quando ele abriu a porta ela foi logo indagando.
-Onde esteve?
-Na editora.
-Mentira eu passei lá e você não estava.
-Sai de lá e fui tomar um café não posso? Diz ele tirando as chaves do bolso e colocando na escrivaninha.
-Claro que pode, mais porque desligou o celular?
-Pra vê se assim você me deixa em paz! Disse ele zangado.
-Como assim? Agora o problema sou eu?
Ao sair do banho o celular de Rafael toca, era Thiago.
-Oi Rafael.
-Oi.
-Eu a encontrei na livraria.
-Serio?
-Sim, mais você nem imagina o que aconteceu lá.





