Pega ladrão

 

CENA 1. CASA LONGARAY. FRENTE. EXT. DIA.

CAM focada em um meio fio, um barulho de música funk ao fundo, baixo. Uma roda de carro estaciona bem na frente da CAM. Liége estacionou o carro atrás de outro carro, um carro tunado. Descem do carro Liége e Thailyz.

THAILYZ — (irônica) Tá vendo? A casa tá inteira.

LIÉGE — Sem gracinha. (para) Que som é esse? De quem é esse carro?

THAILYZ  — (escuta) É funk.

LIÉGE — E tá vindo lá de casa?

THAILYZ — Esse carro é do Farelo.

LIÉGE — Não, não é possível… Eu vou matar um hoje!

Liége entra em casa as pressas, atrás vai Thailyz.

 ABERTURA

NARRADOR Episódio: Pega ladrão.

CENA 2. CASA LONGARAY. SALA. INTERIOR. DIA.

Aleff dançando seu ritmo de funk no meio da sala. Entrando pela porta da frente Liége, acompanha Thailyz. As duas estão perplexas com a cena. Os amigos de Aleff todos curtindo o embalo dele, que nem percebem que Liége e Thailyz entraram. Thailyz desliga a música, Liége enlouquece!

LIÉGE — Que palhaçada é essa?!

ALEFF — (no susto) Mãe?!

LIÉGE — (alterada) Pode me explicar porque tem um mini-baile funk instalado na sala da minha casa?

ALEFF — Calma, mãe! São só uns amigos meus! Esse aqui é o Farelo, aquela ali é a Ju, essa aqui é a Lu, eles tão/

LIÉGE — (rápido/aos gritos) Eu não quero saber! Eu não quero saber quem são, pouco me importa quais os nomes deles! Se é Ju, se é Pu, se é Gu, não quero saber! O que eu quero é que eles peguem as tralhas deles e saiam da minha casa, AGORA!

ALEFF — A gente só tava curtindo um/

LIÉGE — (corta) Aleff! Inferno! Transformou minha casa numa zona, e ainda acha legal dançando parecendo que estava tendo uma convulsão.

Aleff vai levando o pessoal até a saída.

ALEFF — A casa caiu, galera. Vamos embora; acabou.

LIÉGE — (se vira p/ filha) Tá vendo? Tá vendo? A culpa disso tudo é sua, Thailyz!

THAILYZ — Minha? Eu não mandei ele trazer essa gente aqui em casa.

LIÉGE — Sua por não ter feito o que eu mandei! Devia estar em casa, cuidando da casa, cuidando da tua vó. Não se assanhando na rua feito uma quenga.

Liége sobe as escadas, indo para o quarto de Iane.

ALEFF — Po, que vergonha.

THAILYZ — Você é um idiota, mesmo, né?! Trazer aquele povo todo aqui pra casa. Não tem noção das coisas.

ALEFF — Vai tomar banho. Perdi de ficar com a mina ali, muito gata. Um avião.

THAILYZ — Não sei em que rio você mergulhou pra conseguir essas piranhas! (ele ia retrucar; ela corta) E não me enche o saco, porque a mãe ainda nem terminou de esbravejar. Agora, ela vai ouvir umas da vovó por cauda desse barulho que você fez, e vai descontar tudo em mim. Idiota.

Aleff pouco se importa.

CENA 3. CASA LONGARAY. QUARTO IANE. INTERIOR. DIA.

Iane no chão, se arrastando até a porta, gemendo. Liége entra no quarto e leva um susto ao ver sua mão no chão.

LIÉGE — Mãe! Mãe! (ajuda-a) Meu Deus, que a senhora está fazendo no chão?

IANE — Socorro. Socorro. Eu vou morrer. Eles estão me matando. Isso é tortura, Senhor!

LIÉGE — Para, mamãe! Calma, se acalma. Tá tudo bem. Eu tô aqui. Se acalma. Que aconteceu? Eu vou te colocar na cama. Vem. (faz força) Ah! Isso. Aqui. Calma. Agora, tá tudo bem.

Liége consegue pô-la em cima da cama.

IANE — Ai.

LIÉGE — Deixa eu ajeitar o travesseiro aqui. Pronto. O que aconteceu? Que estava fazendo no chão?

IANE — (aérea) Você… você… você não devia ter feito isso comigo, Liége… não devia.

LIÉGE — Mãe, pelo amor de Deus, do que tá falando?

IANE — (variando) Eu estava na minha casa, dormindo, você apareceu. Você me tirou da minha casa, Liége. Você me deixou assim, sem poder andar… você me tirou o direito de andar…

LIÉGE — Mãe, por favor… para, por favor…

IANE — Eu odeio… (caindo no sono) eu te odeio tanto por isso, tanto… (sussurrando) você não devia ter feito isso comigo, não devia… (dormir)

Liége limpa as lágrimas, suspira. Cobre Iane, faz um carinho no rosto, e volta a chorar.

CENA 4. BARRACO. INT. DIA.

Darwin jogando videogame com um garoto, e está perdendo.

DARWIN — Ah, não, não, não… tá me roubando.

GAROTO — Roubando nada! Você que é ruim.

DARWIN — Como é que deu aquele golpe ali?

GAROTO — Sei lá.

DARWIN — Filho da … garoto endemoniado. Não te chamo mais.

Entrar Christian, meio decepcionado.

DARWIN — Ih… tá, tá… A festa acabou. Vai lá, vai dar uma volta, vai.

GAROTO — Peraí, eu ainda não ganhei.

DARWIN — Tá, olha, pega esse dinheiro aqui e vai lá comprar um picolé. Vai.

GAROTO— Esse dinheiro não dá.

DARWIN — Mas some daqui, garoto do Diabo!

O garoto sai correndo. Darwin percebe a cara de Christian.

DARWIN — Esses moleques não tem jeito. Me fala, como é que foi o encontro lá com a gordinha? Pela cara de cú, ela deve ter te dado um bolo.

CHRISTIAN — Não. Estava indo tudo bem. Ela estava caindo na minha.

DARWIN — E qual foi?

CHRISTIAN — A mãe dela apareceu.

DARWIN — Puta merda.

CHRISTIAN — Ah, fez um esparro. Um escândalo e blá, blá, blá… Ao menos ela não me reconheceu.

DARWIN — Ainda. Ainda não te reconheceu. Isso é questão de tempo.

CHRISTIAN — Não, ela nem tá ligada. Nem tá passando na cabeça dela isso. Quanto a isso eu acho que nem preciso me preocupar. O que eu tenho que me focar agora, é seduzir a Thailyz.

DARWIN — E o Johnny Bravo já tem uma ideia de como?

CHRISTIAN — Eu percebi que ela é esperta. Mas é sonhadora. Tá esperando um príncipe encantado. Um herói, quem sabe?!

DARWIN — Tá pensando em que?

CHRISTIAN — Eu vou xavecar ela bastante. Vou demonstrar estar muito interessado em namoro. Vou marcar um novo encontro. Só que dessa vez eu vou precisar da sua ajuda.

DARWIN — Ih… já não gostei.

CENA 5. MIRIPITUBA. GERAIS. EXT. ANOITECER.

Mostrar o por do sol ao som de Seu Cuca – Mente Aberta.  Algumas imagens da cidade, ainda no crepúsculo. Anoitecendo, mostrar o trânsito, ruas, prédios, por fim a fachada da casa Longaray.

CENA 6. CASA LONGARAY. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

Família jantando. Thailyz e Aleff ainda ouvindo sermão de Liége. Giovanni também está presente.

LIÉGE — Até agora, eu estou abismada com o que aconteceu hoje. (ao marido) Você acredita que aquele rapaizinho ali trouxe duas periguetes e um farofeiro aqui pra dentro, dançando aqui no meio da minha sala feito um retardado enquanto a minha mãe estava se rastejando no chão lá encima?! Vê se tem cabimento uma coisa dessas. E mais! A outra estava no shopping se assanhando sei lá com quem.

THAILYZ — Não estava me assanhando. A gente tá tendo um lance sério.

LIÉGE — Que lance sério? Esse cara tem idade pra ser teu pai.

THAILYZ — Não viaja! Nem sabe a idade dele.

LIÉGE — Olha como fala comigo. Cadê o respeito? Mal-educada! Se fosse lance sério, traria ele aqui pra apresentar pro seus pais. Não dando fugidinha pra ir em shopping, fazendo teu irmão perder um dia de aula.

THAILYZ — Não é má ideia. Eu posso trazer ele aqui?

LIÉGE — Claro que não!

THAILYZ — A senhora mesmo disse? Não disse?

ALEFF — Disse que eu ouvi.

LIÉGE — (ao filho) Só ouve o que te interessa, falei pra você juntar a tua cueca do chão do banheiro, e você não foi.

ALEFF — Eu estava de fone.

LIÉGE — (volta à filha) Thailyz, você tem que priorizar os estudos. Só com isso você vai poder conseguir um bom emprego, uma boa vida.

THAILYZ — Mãe, eu não quero começar a viver só depois que eu arrumar um emprego. Eu quero viver agora!

LIÉGE — Ai, meu Deus. (ao marido) Giovanni, você não diz nada? Me ajuda aqui.

GIOVANNI — (estava longe) Oi, que?

LIÉGE  — Ah! Eu não mereço. Eu vou levar o jantar da mamãe hoje, vai ser melhor.

Liége se levanta e sai. Giovanni olha para os filhos e diz:

GIOVANNI — Verdade que a velha se esborrachou?

Thailyz e Aleff faz sinal positivo com a cabeça.

ALEFF — Se rastejou que nem cobra.

Os três começam a rir e caem na gargalhada.

CENA 7. CASA LONGARAY. QUARTO IANE. INT. DIA.

Iane irritadíssima e quem ouve é Liége.

IANE — Nem uma surra? Nem uma tunda? Nem uma chinelada, uma paulada? Nada? É por isso que eles fazem o que fazem! Vocês não punem, não batem, não fazem nada! Daqui a pouco eles estão cuspindo na cara de vocês e vocês dando risada feito uns idiotas.

LIÉGE — (atenta amenizar) Eu já falei com eles, isso não vai mais acontecer.

IANE — Os seus filhos fazendo folia em casa e eu atirada no chão e você só falou com eles?! (irônica) Quanta fala! Fiquei toda arrepiada, agora! Você não lembra como eu te educava, não?

LIÉGE — Eu lembro! Me batia com cinto, chinelo com prego, mangueira, varinha, rabo de porco, ripa, bambu, fio e pau! Eu sei qual é a dor de sentir isso tudo no lombo, e prometi a mim mesmo, que nunca ia fazer isso com meus filhos! Nunca.

IANE — Não tem pulso firme.

LIÉGE — Eu prefiro o dialogo.

IANE — Você me anoja. Sai daqui. E leva essa lavagem porque eu não vou comer nada hoje.

LIÉGE  — (pegar a bandeja) Já lhe trago o seu remédio.

Liége sair. Iane séria, se ajeita na cama.

IANE — (resmungar) prefiro o dialogo…

CENA 8. BARRACO. INTERIOR. NOITE.

Os móveis estão afastados, para dar espaço onde Christian e Darwin estão ‘ensaiando’.

CHRISTIAN — (explicar) Depois que a gente estiver andando tranquilamente na rua, você vem e aparece. Obviamente de máscara, pra ela não reconhecer essa sua cara feia, e anuncia o assalto. Fazemos todo aquele joguinho ali de “mãos pra cima”, “é um assalto”, e tal… Daí é a hora que eu bato em você.

DARWIN — Tá legal. Peraí! O quê? Bater em mim?

CHRISTIAN — Claro, pra parecer realista.

DARWIN — Ih, não curti.

CHRISTIAN — Cara, você precisa ter mais foco. Eu não vou bater em você de verdade. Vai ser de mentirinha. Só pra ela achar que eu tô batendo de verdade. Vamos fazer uma ceninha, uma encenação. Entendeu? Vai ser barbada. Tanto que você vai conseguir fugir, sem roubar nada, pra você não ser preso. E eu parecer um herói.

DARWIN — Preso?? Tô gostando cada vez menos dessa história. Vem cá, precisa disso tudo mesmo?

CHRISTIAN — Precisa, eu tenho que conquistar essa garota. Ela tem que se sentir segura do meu lado.

DARWIN — Hum, que saco. Tá, vamos nessa.

CHRISTIAN — Não sei, estava pensando em um soco. Ou um tapão na orelha.

DARWIN — Não, na orelha não.

CHRISTIAN — Qual problema?

DARWIN — Machuca.

CHRISTIAN — Deixa de ser bicha. Não vou bater forte. Vai ser só um “bum” e você nem vai ver, assim. (acerta um tapa nele)

DARWIN — Ah, miserável! (quer bater)

CHRISTIAN — para, para… é assim que a gente tem que fazer.

DARWIN — Ah, não gostei. Tá mais do que na cara que eu bato em você.

CHRISTIAN — Você me bater? Fala sério!

DARWIN — Claro que bato. Olha só!

Darwin dá uma porrada em Christian.

CHRISTIAN — Desgraçado. Agora, eu vou acabar com a tua raça.

DARWIN — Ah, vem! Agora, eu quero ver!

Christian se joga encima de Darwin e os dois caem no chão, começam a rolar pela sala. Entrar Lorelaine apavorada.

LORELAINE — Que isso? Ei!! Para com isso vocês dois!

Os dois se separam.

DARWIN — Para, para, calma! Ô, vai com calma.

LORELAINE — Para com isso! Vão destruir toda a minha casa!

CHRISTIAN — (se acalma) Tá! Chega! Olha só! Vamos parar de palhaçada. Vamos manter o foco.  Ah! A gente vai fazer tudo errado.

LORELAINE — Idiotice!

DARWIN — Não se mete, não. Briga de macho.

LORELAINE — Briga de mula, isso sim.

DARWIN — Ai, deixa eu recuperar o folego. Da próxima vez eu bato mais forte.

CHRISTIAN — (irritado) Você não tem que bater, não ô animal. Você tem que apanhar. É parte do esqueminha, será que não deu pra entender? Vou ter que desenhar?

LORELAINE — Já vi que vai precisar de papel e caneta.

CENA 9. CASA LONGARAY. QUARTO THAILYZ. INT. NOITE.

Thailyz deitada de bruços na cama. Está trocando mensagens com Christian. Enquanto ela fala, ela vai digitando a mensagem.

THAILYZ — (digitando) Minha mãe ficou furiosa por eu ter mentido. Não vou mentir mais. Vou dizer que nós estamos querendo nos conhecer. Ela vai apoiar. Ela curte esse lance de namorar sério.

Aleff entra no quarto sem bater, dando um susto na irmã sem querer.

ALEFF — Viu onde eu deixei meu fome vermelho?

THAILYZ — Ai, que ódio, garoto! Quer me matar do coração? Como é que você entra no meu quarto sem bater? E se eu estivesse pelada?

ALEFF — Aí quem ia tomar o susto ia ser eu.

THAILYZ — Some daqui, imbecil!

ALEFF — Não viu meu/

THAILYZ — (corta) Não vi merda nenhuma! Sai!

ALEFF — Tá estressada? Tá nos dias?

Thailyz pega um estojo, ele rapidamente sai correndo, ela joga nele e acerta na porta.

THAILYZ — Praga!

Thailyz volta ao celular, e recebeu uma mensagem.

THAILYZ — (lendo) Ok. Diz pra ela que eu te convidei para ir ao cinema amanhã. Com todo respeito. KKK. (digitando) Vou tentar convencer ela.

CENA 10. CASA LONGARAY. SALA. INTERIOR. DIA.

LIÉGE  — Já disse que não!!

Thailyz está tentando convencer a mãe a deixa-la sair com Christian.

THAILYZ — Tá bom, mãe, olha só, eu sei que eu comecei mal esse lance aí. Escondendo de vocês. Mas eu tô querendo fazer direito agora.

LIÉGE — Thailyz, você mal conhece o cara.

THAILYZ — É por isso mesmo que a gente vai sair hoje no cinema, mãe, pra se conhecer. Você vai ver que ele é um cara muito respeitador, de bom caráter. E lindo! Ai, mãe, quantas vezes eu já namorei? Quantas? Nenhuma! Nunca namorei. E agora, que pintou uma oportunidade, a oportunidade de conhecer alguém legal. A senhora tá me barrando.

LIÉGE — Filha, eu só quero o teu bem. Entende isso.

THAILYZ — Me deixa sair hoje à noite com o Christian. Vai ser só um cinema?

LIÉGE — (pensa) Que a sua avó nunca fique sabendo disso.

THAILYZ — (animada/ abraça e beija) Ah!! Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada…

Thailyz sai contende para o seu quarto. Liége suspirando.

LIÉGE — Ai, Jesus, já vi que vou me arrepender disso. (gritando) Vamos embora, Aleff, já tô atrasada!!

CENA 11. BARRACO. INTERIOR. DIA.

Darwin esperando seu café da manhã. Christian tentando passar as coordenadas de seu plano.

CHRISTIAN — Você entendeu bem?

DARWIN — Já entendi. Fica tranquilo. (gritando p/ Lorelaine) Ô mulher, eu quero meu ovo com a gema mole.

LORELAINE — (off) Se não parar de me encher o que vai ficar mole vai ser seus dentes!

DARWIN — Mole!! Ai eu dou valor. (ao amigo) Christian, relaxa, velho, cê tá pilhado. Vai ser só encenação, não foi o que você falou? Mentirinha.

CHRISTIAN — Eu sei! Seria a coisa mais fácil do mundo fazer isso. Mas o meu problema mesmo é com você. É que você tem fortes tendências à imbecilidade!

DARWIN — Não entendi nada do que você falou. Já tá tudo esquematizado, já tá tudo nos trisques. Toma, toma teu café aí. (gritando p/ mulher) Cadê esse ovo que não chega?!

LORELAINE — (off) Vai tomar no cú!

CENA 11. MIRIPITUBA. GERAL. EXTERIOR. ANOITECER.

Takes rolando da cidade ao som escolhido pela direção. Até o momento que fica noite; mostrar alguns locais de encontros. Bares, festas, ruas…

CENA 12. SHOPPING. LOCAL. INTERIOR. NOITE.

Christian esperando Thailyz, eis que ela aparece.

CHRISTIAN — Oi!

THAILYZ — Oi!

Não sabem se dão beijo no rosto ou na boca, soltam risinhos.

THAILYZ — Demorei muito?

CHRISTIAN — Nada. Eu cheguei não faz muito. E aí? Já decidiu que filme vamos ver?

THAILYZ — Sim! Ah! Você gosta de comédia romântica?

CHRISTIAN — É. Eu curto.

THAILYZ — Legal. Eu prefiro terror. Mas dizem que esse que a gente vai ver é legal.

CHRISTIAN — Então. Vamos lá!

CENA 13. CINEMA. ACENTOS. INTERIOR. NOITE.

Christian e Thailyz assistem ao filme. Eles riem com o filme. Christian aproveita e pega na mão de Thailyz quando ela vai pegar pipoca que está no colo dele. Thailyz sorri para ele.

CENA 14.  CASA LONGARAY. QUARTO IANE. INT. NOITE.

Aleff entrega a bandeja com a janta de Iane para ela. Iane fica cismada com um detalhe.

IANE — Hoje não é o dia da Thailyz?

ALEFF — Pois é. Era.

IANE — Aconteceu alguma coisa com ela?

ALEFF — Não vó, não aconteceu nada com a Thailyz.

IANE — Então por qual motivo você viria no lugar dela?

ALEFF — Ai, meu Deus, qual e a diferença? Se fosse ela a comida ia ser a mesma.

IANE — Onde está a sua irmã?

ALEFF  — Eu mereço.

IANE  — Não minta pra mim, Aleff. Não me diga que a Liége deixou ela sair depois do que vocês dois me aprontaram.

ALEFF — Então, tá. Não lhe digo. Tá servida! Tchau!

Aleff sai do quarto. Iane com uma cara de nojo.

CENA 15. CINEMA. ACENTOS. INT. NOITE.

Christian dando pipoca na boca de Thailyz. Ela adorando. Rola então um beijo. Termina o beijo, Thailyz fica sem jeito, vira o rosto. Ele puxa seu rosto novamente e lhe dá outro beijo.

CENA 16. RUA. EXTERIOR. NOITE.

Christian e Thailyz caminham tranquilamente pela rua.

THAILYZ — Adorei o filme!

CHRISTIAN — (sedutor) Adorei muito mais ter estado em sua companhia.

THAILYZ — (se derrete) Ai… lindo. Eu também.

Rola mais um beijo deles.

THAILYZ — Nossa! Já tá tarde. Minha mãe vai me matar!

CHRISTIAN — Não se preocupe, vamos indo rapidinho pra casa. Qualquer coisa eu falo com ela.

Aparece, “de repente”, Darwin com uma touca ninja, informando um assalto, com algo escondido na camisa simulando uma arma.

DARWIN — Ô, ô… quietinhos, quietinhos! Vão passando o dinheiro, celular, rapidinho! Vamos se não querem tomar chumbo!

CHRISTIAN — Calma, rapaz… vamos com calma. Tá bom?

Thailyz assustada atrás de Christian.

THAILYZ — Ai, meu Deus, calma moço. Pode levar tudo.

CHRISTIAN — Calma aí, cara…

DARWIN — (agressivo) Bora, meu irmão! Você acha que eu tô brincando?

Christian pisca pra Darwin, como se dissesse “é agora”; então Thailyz se intromete na frente.

THAILYZ — Tá bom, moço! Olha aqui, na minha bolsa. Pode levar! Tem dinheiro aqui.

DARWIN — É?!

De surpresa Thailyz dá uma porrada nele, e já acerta outra, deixando-o surpreso e zonzo. Ela já o agarra e o derruba no chão. Christian surpreso com a reação dela, que nem sabe o que faz.

THAILYZ — Vagabundo! Ladrão!! Toma desgraçado!

Thailyz imobiliza Darwin no chão.

DARWIN — Ai, ai, para aí gordinha! Para aí!

THAILYZ — Olha aqui, é um cano! Não é arma nada, olha aqui! Desgraçado! (acerta mais umas porradas)

CHRISTIAN — Calma, Thailyz! Larga esse vagabundo!

THAILYZ — Não, não! Chama a polícia! Chama a polícia!

Pessoas passando, se aproximam.

THAILYZ — É bandido! Tentou me assaltar. Liga pra PM.

HOMEM — Eu ligo! Eu ligo! Tem um posto policial aqui perto.

DARWIN — Socorro!! Me larga, moça… eu não faço mais!

MULHER — Agora, chora, né?!

CHRISTIAN — (sussurrar) Merda, merda, merda…

CENA 17. CASA LONGARAY. SALA. INT. NOITE.

Giovanni, Liége e Aleff assistindo filme na TV.

GIOVANNI — Thailyz ainda não chegou?

LIÉGE  — Me arrependi de ter deixado ela sair.

GIOVANNI — Hum. Já sei. Se sensibilizou porque ela te disse que nunca teve um namorado, não foi?

LIÉGE — Foi. Ela é ingênua. Tadinha da minha filha. No quesito relacionamento ela não dá certo com ninguém. Espero que com esse ela não quebre a cara.

ALEFF — Falando nisso vovó ficou puta da cara em saber que a senhora deixou ela sair.

LIÉGE — Você contou?

ALEFF — Claro que não. Ela deduziu. Hoje era dia dela.

LIÉGE — Merda! E você não desmentiu?

ALEFF — Eu não falei nada. Eu só sai.

GIOVANNI — (suspirar) Prepare-se para o inferno amanhã.

CENA 18. RUA. EXTERIOR. NOITE.

Thailyz prensando a cara de Darwin no chão, algumas pessoas em volta xingando ele, e se possível alguns chutes. Christian pensando numa maneira de tirar o amigo dessa.

CHRISTIAN — Thailyz! Thailyz! Deixa comigo.

THAILYZ — O que?

CHRISTIAN — Deixa que eu seguro esse marginal! Isso, pode deixar pra mim!

THAILYZ — Tem certeza?

DARWIN — (apavorado) É, ele tem certeza!

THAILYZ — Cala boca!!

DARWIN — Não me leve a mal, é que você é muito pesada, eu não tô conseguindo respirar! Chama a polícia!

CHRISTIAN — Sai daí, Thay. Vem. Deixa que eu seguro ele. Peraí. A polícia já tá chegando.

Christian segura Darwin, Thailyz sai de cima. Dá mais um chute nele pra demonstrar sua revolta.

THAILYZ — Filho da mãe, desgraçado! Assaltante idiota.

CHRISTIAN — É! Idiota. Muito idiota!!

Uma viatura da polícia estaciona perto.

THAILYZ — Graças a Deus, a polícia chegou!

Christian solta Darwin, que sai correndo rapidamente!

THAILYZ  — Não!! Pega ele! Pega ladrão! Pega ladrão!

Os policiais saem correndo atrás dele. Christian abraça Thailyz.

CHRISTIAN — Calma, calma! Vai ficar tudo bem!

Ouvisse três tiros!

THAILYZ — Meu Deus, é tiro!!

CHRISTIAN — Caralho! Caralho! Caralho!

Tocar a música: Hardknox – Fire Like This. Christian abraça Thailyz mais forte num canto, CAM focar a cara de tensão dele, e olhos arregalados.

CORTA.

FIM DESTE EPISÓDIO

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