Palácio de Buckinghan, 16:00.

O agente Victor está na tribuna dando a sua opinião.

—… Tudo o que o Capitão Dan relatou aqui até agora é verdade. A Dra. Fionna se encontra desaparecida e o mais provável é que o próprio Dr. Addan tenha sequestrado ela.

Todos da corte ficam impressionados, o ministro o questiona.

— Sabes que é uma acusação muito séria que está fazendo, não é mesmo, agente Victor?

— Sim, eu estou ciente e não me arrependo.

O Dr. Addan argumenta.

— O agente Victor está falando isso unicamente porque perdeu o emprego na Organização Phoenix depois do incidente, já disse a ele que lhe darei um cargo depois das novas instalações…

— … Não se trata de emprego coisa nenhuma! Se trata de caráter. Eu é que estava no plantão naquela manhã onde tudo aconteceu. Eu vi a Dra. Fionna juntamente com os doutores Philip e August, que descansem em paz, se aproximando do Térreo. Foi ali que eu vi aquela porção de cães e pessoas descontroladas vindo em nossa direção.

O ministro pergunta.

— Então é mesmo verdade que as experiências foram usadas em cães?

— Sim, 80 deles pra ser mais preciso. Foi o que a própria Dra. Fionna nos contou. A esta altura do campeonato não existe mais nenhum deles, porém os humanos, na medida que são infectados, vão propagando ainda mais o vírus, um vírus que foi criado pelo próprio Dr. Addan e não pela Fionna.

— E o senhor tem como provar isso, agente Victor?

— Por que não perguntam a ele? Não é, Dr. Addan? Por que o senhor não mostra a eles o que veio trazer?

O Dr. Addan já entendeu o recado do agente Victor. Ele se levanta e vai para o meio, ele olha para todos os presentes e começa a fazer o seu discurso barato.

— Senhoras e senhores, o que estão fazendo contra mim é uma verdadeira calúnia. E pra provar que eu penso em recuperar o equilíbrio do nosso país, trouxe algo que possa interessar a vocês.

Ele saca um cilindro de seu bolso e o levanta ao céu mostrando para toda a monarca.

— Este é o Soro RV Positivo, o antídoto capaz de curar um humano e qualquer ser vivo que tenha sido infectado pelo vírus.

Todos ficam se entreolhando e cochichando entre os outros.

— E eu tenho muito mais de onde saiu este, majestades. Então… Querem ouvir a minha proposta?

Victor olha para o Dr. Addan confiante, pois sabe que não há como ele provar que aquele antídoto pode convencê-los de imediato.

Na estrada, Ellie está dirigindo e Marco está do seu lado e Julian no banco de trás.

— Olha, rapazes. Pelo nosso bem, é melhor que tragamos a filha do general a salva, já não basta o incômodo que estamos fazendo em morar debaixo do mesmo teto que eles.

Julian: Eu moro no meu trailer, colega. Não divido teto com ninguém.

Ellie: Você entendeu, Julian.

Julian: Tá bom, tá bom. Não tá mais aqui quem falou.

Marco: Precisamos ser rápidos, antes que… Mama mía!

Ellie: O que f… Mas que droga é essa?

Eles param o carro, descem do mesmo e testemunham algo no meio da rua.

Julian: Que porcaria é essa?

Se trata de Aragon que está simplesmente parado em frente a um prédio sem mover um músculo, é como se ele tivesse adormecido de pé, pois percebe-se que o monstro ainda está respirando.

Marco: Ellie, o que faremos?

Ellie: Acho que essa é a parte que precisamos sair daqui e cumprir primeiro nossa missão.

Marco: Mas… É aquele monstro que as crianças falaram.

Ellie: Sim, e o que eu posso fazer? Somos três vermes perto dele. E ele não está se mexendo, então significa que podemos ganhar tempo até chegarmos à Claire e a May. Depois voltamos aqui com artilharia pesada e acabamos com esse monstro. Temos que ter bom senso, gente… Não somos páreo pra esta criatura.

Por mais que pareça covardia, a atitude de Ellie é a mais viável no momento, eles não iriam conseguir enfrentar uma criatura desta magnitude. Mas a pergunta que não quer calar… Por que Aragon está ali como se tivesse adormecido?

Na ilha, Fionna tenta tranquilizar Ashley.

— Escuta, Ashley. Você precisa ficar calma. Você contou alguma coisa pra ela?

— Não, eu não contei nada.

— Talvez ela fez isso pra te pressionar, pra te deixar nervosa.

— É, e funcionou!

— Precisa ser mais forte que isso, Ashley. Temos tudo em nossas mãos, só temos que esperar o momento do Capitão Dan chegar aqui com todo mundo, até lá… Mantenha-se firme… Por favor!

Ashley está tremendo de nervosismo, sabe que qualquer passo errado pode colocar tudo a perder.

No supermercado, 4 infectados estão passando por um dos corredores até que May aparece no final de um deles provocando-os.

— E aí, seus babacas! Vem me pegar!

As criaturas imediatamente correm atrás dela, na contra partida vemos Claire atraindo outro grupo pra si. Scott está em cima de uma das prateleiras aguardando as duas.

Elas chegam imediatamente, já está tudo pronto.

May: Scott, este é o momento.

Scott ajuda Claire e May a subirem na prateleira e esperam que a maior parte das criaturas cheguem ao mesmo corredor. Eles começam a gritar para atraí-los de lá de cima.

Eles vão se aproximando deles e ficam tentando subir nas prateleiras. Estão ali em cima 3 baldes cheios de líquido misturado com soda cáustica. Vendo que eles estão em um bom número, May determina.

May: Vamos contar até três. Um… Dois… Três!

Ambos despejam a soda cáustica em cima das criaturas e elas começam a se retorcer de dor sentindo as queimaduras, de lá de cima eles comemoram o triunfo do plano.

Claire: Deu certo, May! A gente conseguiu!

Sem perceber, Claire escorrega sua mão de cima da prateleira e se desequilibra.

May: Claire!

Claire: Ai meu Deus! Me ajuda!

Scott consegue segurar a mão dela a tempo, ela está há um passo de cair em cima daquelas criaturas inundadas de soda cáustica.

Claire: Socorro! Socorro!

Scott: Calma, Claire! Eu estou te segurando, fica firme! Calma!

May: A gente vai te tirar daí.

De repente as criaturas faltantes vem com tudo no corredor em direção de onde está Claire pendurada.

Claire: Gente! Eles estão vindo! Depressa!

Prestes de ser alcançada por uma das criaturas, Claire é puxada por Scott pra cima da prateleira. Mas agora eles estão cercados.

Scott: Droga! Não tem como a gente escapar daqui.

May olha pra frente.

— Só tem um jeito.

May fica em pé na prateleira, Scott se preocupa.

— O que você vai fazer, May?

— Temos que passar de prateleira a prateleira até chegar à saída.

— O quê? Você tá… Tudo bem.

— O quê? Não, Scott! Eu não vou conseguir passar.

— Escuta, Claire, você precisa ser corajosa agora, a May vai na frente te guiando. Agora vai!

May vai correndo pelas prateleiras e pula até chegar na seguinte.

— Rápido, Claire!

Claire consegue pular na prateleira onde May está, Scott vem em seguida e eles continuam a correr, as criaturas começam a persegui-los olhando para o alto. Vendo que estão praticamente encurralados, May tem outro plano.

— Esperem! Olhem lá em cima! É o alarme de incêndio. Vamos ativá-lo! Scott, você tem isqueiro?

— Tenho. Mas é muito alto pra alcançar.

— Me passa o isqueiro e me segure firme.

— Gente, cuidado.

May se apoia nas costas de Scott, se eles se desequilibrarem ali pode ser fatal, pois ao redor deles, várias criaturas se encontram ali dispostas a ataca-los. May acende o isqueiro e faz força pra conseguir alcançar o alerta de incêndio, mas é inútil.

— Conseguiu, May?

— Não, eu não estou conseguindo.

Quando nada estava dando certo, a porta do supermercado se abre, todos olham em direção à porta e ali está o homem misterioso que enfrentou Aragon. Ele está fumando um cigarro, até que ele mira o mesmo no local onde May está tentando ativar com o isqueiro, ele usando habilidades jamais vistas pela compreensão humana lança a ponta do cigarro ainda aceso em direção ao alarme de incêndio. A faísca do cigarro pega bem no alarme e no mesmo instante tudo é ativado e o supermercado começa a ser inundado.

May desce das costas de Scott.

— Mas… Quem é esse cara?

O homem desembainha sua espada das costas e aguarda que todas as criaturas apareçam. Ele vai em direção a elas e começa a destruí-las uma por uma, ele vai girando pelo corredor decapitando automaticamente a todos que se aproximavam, em cima da prateleira, May, Scott e Claire estão completamente impactados diante do que estão vendo.

Quem é este homem? Para quem ele trabalha? E como surgiu assim do nada?

Palácio de Buckinghan, 16h10.

Na reunião parlamentar, o Dr. Addan continua a argumentar sobre o falso antídoto.

— Esse soro é capaz de reverter o processo de mutação provocado pelo vírus feito através de hibridomas e do lissavírus, ou o vírus da raiva como conhecemos. Proponho um acordo que vai fortalecer tanto a minha parte como a parte do capitão Dan e dos outros… Que é deixar o assunto dessa reunião como está e em troca eu forneço a vocês esse soro que é capaz de tirar a mutação de um infectado.

A Rainha Elizabeth o questiona.

— Dr. Addan, o senhor tem como provar se esse soro realmente funciona, o senhor já realizou testes com ele?

Victor pensa consigo mesmo.

Agora que eu quero ver.

— É claro que sim, majestade. Inclusive gostaria de pedir a todos os parlamentares a permissão para que eu possa fazer uma demonstração.

Os ministros olham para a rainha e ela concede o pedido.

— Com licença. Edward, traga-o!

Edward vai pra fora da sala e em questão de minutos entra com outro agente do Dr. Addan segurando um homem, ele está infectado. Todos da corte se assustam com o que estão vendo, ele está com uma espécie de focinheira pra não correr o risco de morder ninguém.

O primeiro ministro tenta interver.

— Dr. Addan, quero que nos dê um bom motivo para ter trago esta criatura pra cá.

— Calma, senhores, não se assustem, eu tenho tudo sob controle.

O Capitão Dan pensa consigo mesmo.

Agora é que vai ser o “pulo do gato”.

Os dois guardas seguram o homem com força.

— Segurem ele firme, vou aplicar o antídoto.

O Dr. Addan pega uma seringa, retira o soro do vidro e em seguida ejeta no pescoço do homem. Ao injetar ele começa a se retorcer, os guardas o soltam e ele vai parar ao chão como se tivesse tendo uma convulsão, todos no recinto ficam horrorizados vendo aquilo, o príncipe Henry teme que aquilo saia do controle.

— Parem com isso! Esta criatura vai acabar matando a gente.

O Dr. Addan pede com a mão para que ninguém se aproxime, após segundos de agonia, o homem para de se retorcer no chão.

Todos ficam olhando aquela cena sem mover um músculo que seja, até que o homem começa a se mexer lentamente e se levanta quase mareando.

— O que… O que tá…

Edward tira a focinheira da boca do homem.

— O que tá acontecendo aqui? Onde eu estou?

O capitão Dan e Victor ficam sem palavras diante do que estão vendo.

— Estão vendo isso, senhoras e senhores? Este homem estava perdido e graças ao meu soro, ele voltou a ser um humano normal. Ainda tem dúvidas de aderirem a este soro milagroso?

Todos ficam no recinto cochichando um com o outro, Victor lança o olhar ao Capitão Dan, ninguém está entendendo o que está acontecendo.

— Podem levar esse homem pra fora e descubram quem ele era antes de tudo isso. Bom… O que achas, majestade?

A rainha fica pensativa, na verdade nem ela consegue processar tudo isso que viu.

— Eu solicito um recesso de alguns minutos, precisamos estudar algumas coisas, peço para que o conselho se reúna e no mais tardar em meia hora voltamos para decidir algo a respeito. Recesso de 30 minutos!

A Rainha determinou o recesso e sai do local. O agente Victor se aproxima do Dr. Addan, o capitão Dan também se aproxima.

— O que é isso? O que você pensa que tá fazendo?

— Eu avisei a vocês. Não vão escapar dessa, tudo está ao meu favor agora, desistam antes que seja tarde!

O Dr. Addan se retira deixando os dois completamente sem reação, poderia o Dr. Addan ter conseguido criar o antídoto sem que ninguém soubesse?

Mansão Maximilion, 16h20.

Hillary está no jardim da mansão procurando por Jennifer.

— Jennifer! Jennifer, cadê você? Ai, onde se meteu essa mulher?

Brian chega por trás dela e a levanta do chão.

— Opaaaa!

— Ai, Brian! Me solta! Me solta agora!

— Ei, calma. Só estou brincando.

— Me põe no chão, eu não gosto desse tipo de brincadeira.

— Ei, Hillary! Pega leve. Por que tão nervosa?

— Vê se cresce, garoto! Para de ficar me irritando, me enchendo o saco… Tá na polícia, mas se comporta como um garoto do jardim de infância.

— Escuta, Hillary. Agora é sério, o que você tem contra mim?

— Ah sério isso? Dá um tempo, Brian.

— Não, não, agora eu é que quero uma explicação. Desde que a gente começou a trabalhar junto tudo o que você faz é me tratar mal, eu nunca fica nada pra você.

— São essas tuas atitudes.

— Que atitudes?

— Essas atitudes de criança que você tem. Caramba, você tem mais de 20 anos e fica brincando de soldadinho com um adolescente? Me poupe!

— E o que isso tem a ver?

— Tem tudo a ver, Brian.

— O garoto tá sozinho nesse mundo, Hillary. Ele não tem mais ninguém, os pais dele foram mortos no meio dessa carnificina toda e eu fui uma das pessoas por qual ele se apegou e eu me apeguei ao garoto. Você tá levando tudo pra um lado muito pessoal.

— Como assim levando pro lado pessoal?

— É exatamente isso sim. Nada justifica a forma que você me trata. Poxa! Eu faço de tudo pra deixar o ambiente feliz pra que você se sinta a vontade e tudo o que você me faz é dá patada, me trata como se eu fosse o teu fantoche. Tudo bem, eu cometo meus erros, mas nem o Capitão Dan que é meu chefe por direito me trata como você… Por que esse ódio todo por mim, Hillary?

— Brian, escuta…

— Não, escuta você! Eu já estou cansado de ser tratado como um garoto que não tem responsabilidades, você não sabe o que eu tive que passar pra chegar até aqui, Hillary. Custou a vida do meu irmão e a destruição em massa da minha família.

— Mas eu não queria…

— … Você age com toda essa frieza porque eu fico brincando com o garoto, eu queria ter alguém pra brincar comigo na época que meu irmão morreu.

Hillary começa a ficar balançada e tenta se aproximar de Brian.

— Brian, eu…

— Não! Não chega mais perto de mim! Eu não quero mais saber de nada sobre você, nunca mais fale comigo, não se dirija mais a palavra pra mim, creio que isso não vai ser difícil pra você, porque é o que você sempre faz. Sabe por que você é fria assim, Hillary? Porque com certeza nunca perdeu alguém na vida… Tá na cara que não. Espere perder alguém que aí você vai ver como que a vida te ensina.

— Brian, espera!

— Não! O imaturo aqui vai voltar a brincar.

Pela primeira vez, Brian ficou nervoso e Hillary parece ter sentido que realmente estava magoando o rapaz. Mas como isso vai ficar? No momento uma desavença entre os aliados é a última coisa que queremos, já temos inimigos demais pra isso.

No supermercado, o homem misterioso já havia eliminado todas as criaturas que estavam atacando o local. May, Scott e Claire já desceram das prateleiras e vão até ele.

May: Oi… É… Obrigada por… Bom…

— Não precisam me agradecer. Vocês passaram por maus bocados aqui hein?

Scott: Como sabia que a gente estava aqui?

— Na verdade eu não sabia, eu segui os rastros dessas criaturas horrorosas, por sorte eliminei todas elas no caminho, aí cheguei aqui nesse supermercado e vi todos eles reunidos. A propósito o que estavam fazendo em cima das prateleiras?

May envergonhada responde.

— É uma longa história!

— Eu entendo.

Claire: Escuta, como você conseguiu derrotar todas essas criaturas apenas usando uma espada? Você sequer usou armas de fogo.

— E olha que eu adoro minhas belezinhas, mas esses eram muito fracos pra eu desperdiçar munição.

Scott: Muito fracos?

— Claro, comparado ao monstro enorme que eu enfrentei agora a pouco. Bom, eu vou indo nessa, precisam de alguma coisa?

Os três ficam sem palavras.

— Foi o que eu pensei. Adeus!

O homem vai pra fora do supermercado, May e os outros seguem ele até a calçada.

— Espera!

— Sim?

— Como você se chama?

Ele sobe na moto, dá um sorriso, passa a mão no cabelo e responde:

— Meu nome é Benjamin e eu sou apenas um matador de aluguel.

Claire: Matador de quê? Oi?

— Foi um prazer conhecer vocês! Nos vemos por aí, até mais!

(Obs: O personagem Benjamim pertence ao conto “A Cobrança” de Cristina Ravela. Todos os direitos de uso do personagem foram autorizados pela autora).

Benjamin sai do local deixando os três boquiabertos, no mesmo instante chegam Ellie, Marco e Julian. Eles descem do carro e vão imediatamente até eles.

Ellie: Scott, May! Vimos ajudar vocês, tá tudo bem?

May: Eu acho que… Vocês estão um pouco atrasados.

Ellie: Por quê? O que aconteceu aqui?

May: Melhor a gente contar em casa. É sério… Foi demais pra mim!

Ellie e os outros ficam olhando para os três sem entender e vendo na porta do supermercado a carnificina que ficou lá dentro.

No Palácio de Buckinghan, Maximilion chega ao local e consegue permissão para entrar e falar com o capitão Dan.

— Capitão! Capitão!

— General Maximilion? O que faz aqui?

— Vim assim que pude. Onde está o príncipe Henry?

— Ele deve tá lá em cima resolvendo algumas coisas, por quê?

— Primeiro vocês precisam deter o Dr. Addan, a senhorita Fionna entrou em contato conosco de lá da ilha dizendo que ele quer enganar a rainha que tem o antídoto para o vírus.

— Sim, nós já sabemos e inclusive ele acabou de fazer o teatrinho dele lá em dentro.

— Mas… A Rainha vai acreditar nessa história?

— É por isso que está havendo esse recesso, o Dr. Addan fez uma cena lá dentro que tira todo o nosso argumento.

— O que ele fez?

— Ele trouxe um infectado pra dentro da sessão.

— O quê? Ele enlouqueceu?

— Sim, mas esse não é o pior, ele mostrou a todos o suposto antídoto para o vírus, e ele ejetou no infectado na frente de todo mundo e adivinha? Menos de 2 minutos ele voltou a ser “humano” de novo. O agente Victor estava lá também.

— Sim, eu confesso que fiquei surpreso, porque minutos antes o Dr. Addan teve a cara de pau de nos contar que pretendia enganar a rainha dizendo que esse soro é o antídoto para o vírus, mas que na verdade é o próprio vírus em si. Ele vai conseguir transformar qualquer humano em uma daquelas criaturas utilizando aquilo. Mas o pior é que aquilo que vimos lá dentro destrói o nosso argumento.

— O Dr. Addan está jogando com todas as suas cartas, esse homem é pior do que eu imaginei…

O celular do general toca.

— Com licença! Alô?… Sim?… Ai graças a Deus! Obrigado! Pelo menos isso, mais tarde estarei aí, até logo.

O capitão Dan questiona:

— Algum problema, general?

— O teu filho, a minha filha e a senhorita May estavam correndo perigo.

— O quê?

— Sim, ficaram presos em um supermercado na Rua Strand e humanos infectados invadiram o local.

— Por que não me disseram?

— Tentamos ligar para você, mas acredito que seu celular estava no silencioso.

— Droga! É verdade, coloquei no silencioso quando entrei na sessão.

— Mas não se preocupem, a oficial Ellie acabou de me ligar e ela disse que eles estão bem e já estão indo pra casa.

— Graças a Deus!

— Mas agora… Precisamos deter o Dr. Addan.

Na mansão Maximilion, Trevor percebe que Brian está um pouco chateado.

— Brian?

— Oi?

— O que foi? Você parece triste. Eu nunca vi você assim.

— Pra dizer a verdade… Estou sim, campeão.

— Mas o que aconteceu?

— Eu tive uma discussão com a Hillary.

— Com a Hillary?  Mas… Mas por quê?

— Trevor, vai ser difícil de te explicar porque você ainda é um adolescente, tem muito o que aprender… Mas acontece que eu já estou cansado da Hillary, da forma que ela me trata… Cara, não tem um minuto que ela não para de brigar comigo como se eu fosse um lixo.

— Eu achei que era só impressão minha.

— Tá vendo como não é? Eu estou cansado, cara. Muito cansado!

— Não fica assim, Brian. Você é meu irmão mais velho agora.

— Pra dizer a verdade você é o que me motiva a continuar, não sei o que seria de mim hoje se não tivesse você, maninho.

Trevor devolve o elogio com um sorriso, é notório que a amizade entre os dois acabou formando um laço de irmãos muito forte.

Palácio de Buckinghan, 16h30.

A Rainha Elizabeth está saindo do banheiro do andar de cima do palácio, ela fecha a porta e quando começa a andar pelo corredor, ouve uma voz vindo de trás.

— Olá, majestade!

Ela vira pra trás e o cumprimenta.

— Pois não, Duque Washington? O que deseja?

— O que eu desejo? O que eu mais desejo neste momento, majestade… É acabar com o reinado desse teu neto idiota.

— Do que você tá falando?

— De algumas escolhas difíceis, majestade… Que precisamos fazer para alcançarmos o que queremos. E entre essas escolhas você está nela.

O Duque Washington puxa um revólver e aponta para a rainha.

— O que pensa que tá fazendo, Duque Washington? Abaixa essa arma!

— Não, rainha. Não sou eu quem vai atirar na senhora… Será o teu neto, príncipe Henry, pois essa arma não é minha, é dele e hoje teremos a notícia que vai abalar o palácio real… Príncipe Henry assassinou a rainha.

Elizabeth começa a ficar assustada e faz gestos com as mãos pra ele parar.

— Por… Por favor.

— É melhor começar a rezar, majestade. Um… Dois e…

 

 

 

 

 

Próximo Capítulo:

Sexta- 29 de Novembro.

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