— Wei Xian?! – Cheng chamava ao telefone, já que não ouve resposta de Xian. – Xian?! Está ainda aí? XIAN!!!

— Estou sim Cheng…

— Demorou para fala… – Cheng estava receoso.

— Só precisei de uns segundos para assimilar o que ouvi. – Xian estava sentado na beira da cama levou a mão sobre o peito alisando na altura do coração. – Ele vai ser pai, que bom afinal é o que acontece com casal… – Xian afastou o telefone do ouvido para ofegar, estava tonto e seu coração apertava no peito.

— Então, eu acho que é a confirmação de que você precisa largar o passado. – Cheng fez uma breve pausa para beber um gole de suco. Voltou a falar logo em seguida. – Eu sei que você desejava que fosse diferente, mas…

— Está certo Cheng, eu entendi… – Xian tinha os olhos perdidos fitando o nada quando voltou a falar com Cheng. – Eu vou descansar.

— Está tudo bem?

— Sim, eu vou ficar bem. – Xian esboçou um sorriso seco e falou encerrando a chamada. – Boa noite até amanhã.

— Boa noite.

Alguns minutos antes…

Beth estava levando MianMian para o quarto depois do banho, quando ouviu a campainha da porta da cozinha, estranhou e ao deixou a menina vendo tv indo atender.

— Oi Tia.

— Alex! – Beth estreitou os olhos para o sobrinho pronta para lhe chamar atenção.

— O Tia eu estava fazendo um serviço no apartamento da dona Elenita Albuquerque Figueredo. – Entrou e fechou a porta. – A coroa é doidinha, sempre entoando o nome como se fosse da realeza hahahahaha… – Sentou-se na cadeira colocando a mochila na mesa.

— O que você faz aqui Alex?

— Vim te ver tia. – Alex espichava o pescoço para olhar a porta que levava a sala da cobertura, até que a sua tia entrou na frente.

— Alex!!!

— O que tia? – Levantou-se e foi até a geladeira pegar uma garrafa com água. – Vou tomar água e ir embora, até a Taquara é chão de busão.

— Eu já disse para parar desse fogo no rabo com sr. Wei. – A morena caminhou até a pia pegando o copo que o sobrinho acabou de beber água para lavar.

— Que fogo no rabo? Eu hen tia, está imaginando coisas. – Alex parou na porta da cozinha e de repente ouviu vozes. – Tia, escuta…? – Alex fez sinal com dedo para ela vir.

— Garoto para de ouvir conversa do meu patrão. – Beth bateu com pano de prato no ombro do sobrinho.

— Como se a gente entendesse chinês. – Alex estranhou e ficou parado na porta, disfarçando.

— Sai daí garoto.

Alex fez gesto com o dedo de silêncio.

— Sr. Wei está falando com alguém… – Alex inclinou o corpo e viu de relance um homem alto também asiático sair da sala indo para a porta. – Eles brigaram, o homem saiu nervoso.

Alex ainda perto do corredor notou que Xian vinha em direção ao corredor voltando rapidamente para a cozinha sentando-se na cadeira e para disfarçar pegou um livro.

Beth olhava feio para o sobrinho e ficou apreensiva pensando que o patrão viria até a cozinha, mas alguns minutos se passaram e Xian não apareceu.

— Sr. Wei deve ter ido para o seu quarto, agora você pega suas tralhas e vai embora para casa.

— Ahhh, são 18 horas tia! – Alex tentava enrolar Beth. – O trânsito essa hora é brabo.

— Alex, para de querer ganhar tempo, você vai embora…

— Só me deixa ficar mais um pouco até passar a hora do rush. – Alex juntou as mãos em forma de prece implorando.

— Você planejou isso, só para vir e ver sr. Wei.

Alex esboçou um sorriso arteiro e piscou para a tia. Beth negou com a cabeça indo para o fogão.

— Fique quieto e nada de sair pela porta para a sala. – Beth começou a pegar alguns ingredientes na geladeira. – Preparar a janta da menina.

— Ué, sr. Wei não janta? – Alex ainda olhava pela porta curioso.

— Ele como, bem pouco na verdade… – Beth voltou a resmungar. – Nunca vi homem tão seletivo para comer.

Alex pegou seu smartphone e começou a ver suas redes sociais, enquanto ouvia sua tia falar de Wei Xian. Alguns minutos depois e Alex estava entediado olhando para a porta que levava a sala.

— Bem que ele poderia aparecer aqui na cozinha.

No entanto, quem apareceu foi a pequena filha de Wei Xian, ela rapidamente pegou na mão de Beth depois olhou para Alex e fungou algumas vezes.

— MianMian a janta já está quase pronta. – Beth sorriu para a menina, costumava falar com ela em inglês.

Alex era muito observador e estranhou o jeito da menina, ela não aparentava está reclamando de fome, na verdade estava assustada.

— MianMian? – Alex se inclinou na cadeira e fez um gesto para ela vir até ele. – Olá sou Alex, está tudo bem?

A menina balançou a cabeça negando.

— Baba… Ele não acorda…

Alex não entendeu, a pequena falava em chinês, virou o rosto para Beth que estranhou a garotinha falando em sua língua natural.

— MianMian, meu sobrinho Alex não fala mandarim. – Beth se aproximou e continuou falando em inglês. –  O que disse? Eu entendi Baba, é sobre seu pai?

A menina balançou a cabeça confirmando e por fim falou em inglês com eles.

— Baba não acorda…

Alex olhou apreensivo para a tia e Beth virou o rosto para a porta engoliu seco e viu Alex se levantar segurando a mão da menina e indo para a sala. Beth seguiu logo atrás deles, estava nervosa.

— MianMian, onde está seu pai? – Alex demonstrava tranquilidade para a menina e seguiu atrás dela que o levou pelo corredor.

O trio chegou na porta do quarto e Beth teve a boca tapada pela mão de Alex para não expressar nenhuma reação. Ele olhou para a menina e depois para a tia. A troca de olhares era compreendida já que qualquer reação exagerada poderia assustar ainda mais a MianMian. Beth estava tremula e concordou com a cabeça.

Alex se aproximou da cama, viu que Wei Xian estava deitado de costas com o corpo atravessado. A posição que estava demonstrava que havia desmaiado.

MianMian olhava para o pai assustada e Alex examinou Xian, voltou a olhar para a tia e sorriu para pequena filha do patrão de sua tia.

— MianMian, não fique preocupada, seu pai está bem.

— Mas… Baba não acorda. – Murmurou.

— Seu pai está muito cansado e pegou no sono. – Alex olhou para a tia e sorrindo baixou o olhar para a menina.

Beth compreendeu que era para tirar a garotinha do quarto.

— Vem MianMian, vamos para seu quarto e deixar seu pai descansar.

— Ahhh, ele prometeu que nós íamos ver desenhos e comer besteiras. – A menina fez um beicinho chateada.

— Quando ele descansar e acordar vai ter mais disposição para brincar com MianMian. – Alex continuava olhando para a tia fazendo pequenos gestos para levar logo a menina.

Beth pegou-a pela mão e foi conversando com a pequena até deixá-la no quarto vendo tv. Voltou rapidamente depois de pegar uma caixa de remédios e álcool. Entrou no quarto, vendo Alex ajeitar o patrão na cama.

— Como ele está?

— Xiii, fala baixo tia, a menina pode ouvir… – Alex pegou o álcool e passou um pouco nos pulsos de Xian, depois pegou uma toalha de rosto molhada e passou no rosto de Xian. – Ele desmaiou, a pressão deve esta baixa.

— Meu Deus.

Alex continuou a passar a toalha no rosto descendo pelo pescoço e depois passou em cada braço. Nesse instante, Xian demonstrou uma pequena reação e seus olhos tremeram levemente.

— Tia pega um pouco de sal, Sr. Wei está acordando.

Beth saiu do quarto apressada e pouco depois voltou com um pouco de sal em uma colher de café.

— Sr. Wei, abra um pouca a boca, esse pouco de sal vai lhe ajudar.

Xian ouvia vozes, mas não compreendia, sua cabeça estava latejando e tonto resmungou algo em mandarim até sentir o gosto de sal nos lábios.

— Que isso? – Xian abriu os olhos e viu o rapaz a sua frente estranhando, virou o rosto para deparar com sua empregada. – Beth…?

— Sr. Wei está melhor?

Wei Xian tentou se levantar, mas sua cabeça girou e apoiado por Alex se encostou novamente na pilha de travesseiros.

— Cuidado sr. Wei. – Alex falou em inglês. – Respira devagar.

— O que aconteceu? – Xian falou em mandarim.

Alex soltou um leve sorriso e falou de novo:

— Sr. Wei eu não falo mandarim e nem minha tia.

Wei Xian olhou para eles quando levou as mãos a sua têmpora massageando.

— Desculpa. – Dessa vez falou com ele em inglês.

— Sr. Wei que susto que nos deu. – Beth pegou um copo com água ao qual havia preparado um soro caseiro. – Beba sr. Wei, ao menos vai te dar mais forças para levantar-se… Vou interfonar para o sr. Jiang a esposa dele é médica…

Xian que nesse momento estava bebendo aquela mistura salobra arregalou os olhos e ainda tonto falou alto com Beth.

— NÃO!

Alex e Beth assustaram voltando a trocarem olhares estranhando aquela postura de Xian.

“Droga, por que tive que desmaiar? Se Qing e Cheng souberem disso me colocam no avião para a China amanhã.”

Xian estava sem jeito olhando Beth e Alex, curvou a cabeça leve se desculpando novamente por ter gritado com a empregada.

— Ok, sr. Wei não quer que os chamem, mas precisa ir ao médico…

— Sr. Wei precisa ir ao médico, se passar mal de novo? – Alex insistiu. – Você na certa tem plano de saúde, vamos chamar o Jorge e ir a uma emergência.

— Não precisa, estou melhor. – Xian tentou se levantar e sentiu o peito doer. – Ai… – Gemeu baixinho.

Alex se alarmou e pegou no braço de Xian com cuidado para ele se apoiar dizendo em seguida.

— Vamos ao médico Sr. Wei? – Olhou para a Tia. – Tia Beth fica com a MianMian e eu acompanho.

Xian olhou para o rapaz e virou o rosto para Beth.

— É melhor eu ir ao médico.

— Sim, vamos eu te ajudo. – Alex ficou de pé ao lado da cama. – O aplicativo do plano deve falar onde fica a emergência mais próxima.

Xian olhou em volta procurando o telefone e ao pegar abriu o app vendo que havia uma clínica de emergência em Botafogo.

— Botafogo.

Alex sorriu gentilmente a ele e estendeu a mão para ajudá-lo. Xian estava muito envergonhado com toda aquela situação ao sentar-se na cama bufou chateado ao perceber que estava molhado entre as pernas. Sem jeito ele resmungou. Havia urinado nas calças e cada vez mais sem graça queria voltar para cama e se enterrar entre os lençóis.

Alex notou e para não o deixar sem jeito andou até a tia dizendo:

— Tia vai ver a MianMian, pode ficar tranquila que vou ajudar sr. Wei, pede para o Jorge preparar o carro que vamos a clínica.

Quando Beth saiu do quarto, Alex foi até o banheiro e pegou uma toalha trazendo para Xian.

— Sr. Wei não fique assim, acontece com quem passa mal como o sr. – Virou-se e foi até o guarda-roupa procurando algumas peças mais confortáveis. – Pegou uma bermuda e blusa ambas as peças eram pretas. Xian não tinha muitas roupas e a grande maioria era peças sociais para trabalhar.

Nesse momento Xian já estava no banheiro, pouco depois de se lavar e trocar a roupa ambos saíram do quarto e MianMian apareceu sorrindo e agarrando o pai.

— Baba acordou obaaa…

— Claro filha, mas agora seu baba vai resolver um assunto urgente e volto logo.

— Ahhh de novo?! – A pequena emburrou cruzando os braços.

— Olha MianMian, espera a gente voltar e vamos comer as besteiras que seu pai prometeu.

— Ebaaa… – Sorridente a menina concordou.

Xian olhou para Alex e suspirou.

— Vamos?

— Claro. – Alex acenou para a tia. – Voltamos logo tia.

— Se sr. Jiang me procurar diga que fui dormir… – Xian a instruiu, ainda estava receoso em que Cheng descobrisse.

— Vão tranquilos vou ficar com MianMian até voltarem.

Xian curvou a cabeça e acenou para a filha, seguindo com Alex, logo a dupla estava fora da cobertura descendo pelo elevador.

— A garotinha é esperta, mas foi custo enrolar ela. – Alex demonstrava um olhar amigável para Xian. – Foi ela que te achou desmaiado e nos chamou na cozinha.

— Ts… – Xian estava chateado.

— Sr. Wei está sentindo algo?

— Vai passar…

Quando saíram do elevador encontraram Jorge na portaria e Alex mostrou para ele o endereço da clínica e assim o trio já estava no carro.

— Sr. Wei se sentiu mal? – Jorge olhava pelo retrovisor para o patrão no banco de trás.

— Eu estou melhor. – Xian olhava pela janela que estava meio aberta e o ar fresco da noite entrava lhe dando uma boa sensação. – O ar fresco está ajudando. – Virou o rosto para Alex resmungando. – O garoto aí que insistiu para eu ir ao médico.

— Hahahaha… – Com brilho arteiro nos olhos passou a mão em seu cabelo black e se ajeitou no banco. – Eu tenho esse poder é?

Wei Xian estreitou os olhos e resmungou em mandarim.

— Moleque abusado.

— Ei não vale, falar em mandarim… – Alex olhou para Jorge. – Aí Jorge deve ter me xingado hahahaha…

Jorge sorriu negando com a cabeça.

— Sr. Wei trabalha muito, tem que descansar mais… – Jorge falou enquanto estavam parados em um sinal. – É muito novo para se acabar de tanto trabalhar. – Jorge acelerou com o carro depois que o sinal abriu. – Por isso que nas minhas folgas eu vou para meu quintal, acendo a churrasqueira abro meu litrão e relaxo.

— Opa, melhor pedida… – Alex sorria dando papo ao motorista.

— O que é litrão? – Dessa vez Xian arriscou a falar em português.

Alex arregalou os olhos surpreso.

— Eita, porra! E ele fala português. – Alex riu nervoso lembrando que falou várias vezes que o patrão da sua tia era lindo.

— Sr. Wei vem estudando. – Jorge falou para Alex. – Três meses no Brasil e já sabe alguma coisa…

— Sério? – Alex se encostou no banco e fitou Wei Xian esboçando um sorriso arteiro. – Malditos asiáticos, sempre na frente…

— Eu entendi o que disse… – Continuou olhando sério para Alex. – Ok, mas o que é litrão?

— Cerveja, é como chamamos aliás apelidamos a garrafa grande de cerveja. – Alex respondeu continuando com o sorriso brincalhão para Wei Xian. — Aí Jorge, quando sr. Wei ficar legal, vamos tomar um litrão juntos?

Jorge olhou para o retrovisor vendo o leve sorriso nos lábios do seu patrão e satisfeito concordou.

— Chegamos. – Jorge anunciou tão logo parou no acostamento de frente a clínica.

Xian olhou o local e desceu do carro, Alex foi logo atrás e ambos entraram na clínica. Depois de fazer os procedimentos na recepção, não demorou muito para Xian ser atendido. Alex aguardou na sala sentado em uma das cadeiras da recepção. O local era de alto padrão e muitas pessoas olhavam para Alex como quem estranhasse a presença dele.

Alex conhecia bem aquele olhar, era negro e vestido de Jeans e blusa larga que denunciava que não pertencia àquela elite local. Sorriu no canto dos lábios e espero calmamente até que viu Xian sair da sala se aproximando dele.

— Vou fazer alguns exames, deve demorar um pouco. – Xian acenou com a cabeça e se afastou seguindo a enfermeira para outra sala.

Alex continuou sentado observando o movimento enquanto estava no celular falando com sua tia. Algo mais de uma hora e finalmente o diagnóstico, Wei Xian estava com anemia.

No carro voltando para casa Alex se aproveitou da liberdade que conquistou com o patrão de sua tia e foi logo dando uma bronca.

— Anemia ts, ts, ts… Sr. Wei tem que se alimentar melhor.

Jorge ria da expressão de seu patrão.

— Sr. Wei não fique assim, estamos mesmo preocupados, afinal é um bom homem e pai. – Jorge continuou a tagarelar. – Trabalhar é bom, mas tudo tem limite e tem que se cuidar ou não vai aproveitar muito a vida.

Alex concordava apontando para Jorge e rindo em seguida para Xian.

— Viu, segue o coroa aí que ele está certo. – Alex virou para Jorge e disse: – Se preocupa não Jorge, o Sr. Wei agora que vai saber quem é dona Beth, já me mandou mensagem dizendo que vai curar a anemia dele em uma semana.

Xian olhava ambos um tanto confuso, algumas das frases ditas rápidas ele não conseguiu compreender.

— O que os dois estão tramando? – Xian olho desconfiado para Alex.

— O plano é te fazer comer e engordar, claro curar sua anemia. – Alex riu alto. – Está lascado com minha tia hahahaha…

Wei Xian negou com a cabeça ainda não entendendo muito, mas ao menos ele estava se sentindo melhor e se distraiu um pouco, esquecendo do motivo real de ter passado mal.

Já era perto das nove da noite quando finalmente chegaram na cobertura, Wei Xian foi ver MianMian, mas a pequena já havia adormecido. Voltou para a sala onde Beth e Alex estavam esperando.

— Que bom que não foi nada grave. – Beth comentou. – Anemia se trata com alimentação e bem que eu estranhava que o sr. Wei come muito pouco. – Acenou com a mão para seu patrão. – Vou preparar uma refeição cura anemia, vai comer algo antes de deitar-se.

Alex estava ali do lado de Xian, ambos vendo Beth se afastar resmungando o que iria preparar o novo cardápio para seu patrão. Por fim, Alex se inclinou de lado sussurrando a Xian.

— Falei que você não vai escapar da comida da minha tia… – Sorriu baixinho.

Xian olhou para Alex e suspirou.

— Não sei que vou gostar da culinária brasileira.

— Minha tia cozinha muito, aprendeu até fazer as comidas chinesas, experimenta as comidas brasileiras, você vai gostar.

— Obrigado.

— Ei, agradeça quando comer hahahaha…

— Não é isso, foi por me ajudar antes. – Xian caminhou para a sala e se sentou no sofá. – Se você não estivesse aqui, Beth iria chamar Cheng e na certa amanhã eu estaria voando para China.

Alex se sentou em um puff ao lado do sofá.

— Não precisa agradecer.

— O que veio fazer aqui? – Xian olhou-o curioso.

— Ah, eu fiz um serviço em um apartamento dois andares abaixo e como terminei bem na hora do rush pedia tia para esperar aqui pelo menos uma hora até o trânsito melhorar. – Alex se justificou, porém a intensão dele era mesmo ver Xian.

— Entendo. – Xian inspirou baixo pegando seu telefone. – Não comenta com ninguém sobre o que aconteceu.

— Aconteceu o que? – Alex sorriu cumplice aquele segredo.

Xian esboçou um curto sorriso.

— Esquenta não, minha tia e o Jorge são discretos, ninguém vai saber. – Piscou para Xian sorridente.

Xian olhou a hora e comentou.

— Vou pedir ao Jorge para te levar para sua casa.

— Que isso, sr. Wei, precisa não…

— Garoto, você me ajudou e acabou ficando até tarde aqui… – Xian se levantou do sofá dizendo. – Beth sempre comenta que mora um pouco longe.

— Taquara é longe, mas essa hora tem condução ainda.

Xian chamou Jorge que estava na cozinha pedindo a ele que levasse Alex e depois estava dispensado para seu descanso.

— Vamos Alex te dou a carona para casa.

— Ah, está bom já que insistem vou de carro rs… – Alex passou por Xian e entregou a ele um cartão.

Xian pegou e olhou o número depois voltou a face para o rapaz.

— Meu WhatsApp. – Sorrindo seguiu logo atrás de Jorge sem antes fazer um gesto com o smartphone na mão. – Para avisar que chegamos bem rs

Xian estreitou os olhos, depois acenou com a cabeça concordando. Alex sorriu satisfeito e acenou saindo para a cozinha despedindo da tia e deixando o apartamento.

Pouco depois, Xian comeu uma sopa feita por Beth e ao finalizar agradeceu indo para seu quarto. Olhando o cartão, ficou na dúvida se adicionava o contato de Alex, enrolou entre os dedos pensativo e nesse instante as palavras de Cheng dizendo que Zhan seria pai o atingiram com um peso grande sobre sua cabeça.

Xian pegou seu smartphone e salvou o número, logo em seguida abriu o whats e enviou um olá para Alex.

“Eu não quero pensar no Zhan, ao menos esse garoto falando bobagens vai me distrair.”

Xian estava chateado, havia parte dele que queria se jogar nos braços de Zhan e dizer que o amor que sentia nunca morreu, porém, havia aquele novo empecilho e seus sentimentos cada dia mais sufocados. Wang era dele no passado, mas o Zhan do agora não…

Continua…

 

A Widcyber está devidamente autorizada pelo autor(a) para publicar este conteúdo. Não copie ou distribua conteúdos originais sem obter os direitos, plágio é crime.

  • Pesquisa de satisfação: Nos ajude a entender como estamos nos saindo por aqui.

    Publicidade

    Inscreva-se no WIDCYBER+

    O novo canal da Widcyber no Youtube traz conteúdos exclusivos da plataforma em vídeo!

    Inscreva-se já, e garanta acesso a nossas promocionais, trailers, aberturas e contos narrados.

    Leia mais Histórias

    >
    Rolar para o topo