Se não for vocee
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Uma visita inesperada

Wei Ying estava sonolento quando saiu do quarto caminhando pelo corredor do apartamento, eram mais de 9 horas da manhã e tão logo chegou na sala se jogou no sofá, pegou o controle da TV e a ligou.

WangJi aquela hora já havia preparado um dejejum para o rapaz, saiu da cozinha e parou ao lado do sofá.

— Wei Ying.

— Lan Zhan, nunca mais paralisa meu corpo, é estranho… – Murmurou entre um ou outro bocejo.

— Comporte-se e não precisarei paralisa-lo.

Wei Ying fitou no canto dos olhos com um leve sorriso arteiro.

“…”

WangJi voltou para a mesa e pegou uma caneca de chá e o seu telefone, olhou a tela falando em seguida.

— Venha comer, SiZhui vai leva-lo para o orfanato.

Wei Ying levantou e espreguiçou, caminhou com o sorriso preguiçoso até sentar e se serviu.

— Lan Zhan, se pensa que vai se livrar de mim, está enganado, fim de semana estarei de volta.

“…”

WangJi parou o que fazia e ficou olhando para Wei Ying por uns instantes, o rapaz comia a refeição enquanto olhava a tela de seu smartphone. A visão de tê-lo finalmente consigo era tão reconfortante como feliz.

Wei Ying sorria, possivelmente falando com amigos da escola foi quando se virou para falar algo a WangJi e nesse instante sua mente teve um vislumbre. Ele estava vestido com as túnicas brancas de seu clã, os longos cabelos negros estavam estranhamente desgrenhados e as vestes sujas de sangue. O sorriso sumiu da face dando lugar ao assombro da visão, piscou os olhos algumas vezes até que WangJi lhe pareceu normal.

WangJi estranhou o silêncio repentino e quando fez menção em ir até o rapaz foi impedido

WangJi estranhou o silêncio repentino e quando fez menção em ir até o rapaz foi impedido.

— Fique aí…

Wei Ying levantou e caminhou até WangJi, frente a frente encarrou os olhos claros dessa pessoa. Suspirando suavemente ergueu a mão e tocou a face do homem que amava.

— Wei Ying, algum problema?

— Lan Zhan, seu rosto estava sujo…

WangJi ficou preocupado e segurou o braço de Wei Ying, mas especificamente tomou seu pulso para sentir a energia espiritual.

— Wei Ying, está sentindo algo?

O rapaz balançou a cabeça negando e voltou a sorrir mais agitado.

— Não deve ser nada, estou bem Lan Zhan. – Wei Ying olhou para o corpo de WangJi e sentiu enorme vontade de abraça-lo. — Eu quero um abraço.

WangJi soltou o pulso dele e deu uns passos para trás analisando uns segundos e ponderando sobre deixa-lo se aproximar tanto. Estendeu a mão e recebeu-o em seus braços, mesmo que fosse um contato rápido, desejava da mesma forma senti-lo junto a si.

Wei Ying sorriu e sem pestanejar voou para os braços de WangJi envolvendo-o pela cintura e pousando o rosto em seu ombro.

— Lan Zhan, gosto de sentir seu calor… Ouvir seu coração batendo ahahahahahaha…

WangJi o abraçou de volta e afagou carinhosamente as costas de Wei Ying, seus olhos havia um tom de alegria com aquelas palavras.

— Eu também…

Wei Ying mordeu o canto dos lábios e seu coração ganhou asas para prosseguir com uma pequena provocativa, suas mãos deslizaram por cima da camisa social de WangJi e logo depois ele puxou pela costa a blusa para tocar a pele do outro.

Imediatamente WangJi paralisou e seus olhos estreitaram para o rapaz.

— Lan Zhan que pele macia hahahahaha… – Quando começou a gargalhar pela brincadeira ousada, Wei Ying sentiu seus músculos paralisarem e arregalou os olhos. – LAN ZHAN, DE NOVO NÃO!!!

WangJi saiu dos braços do rapaz e caminhou para a mesa ajeitando a blusa social colocando para dentro da calça. Logo que estava novamente alinhado, começou a arrumar a mesa.

Wei Ying estava ali de pé paralisado com os braços abertos e reclamando sem parar.

— Lannn Zhannn, me solta logo ou vou começar a gritar por socorro. – O rapaz encheu o peito de ar e abriu a boca para gritar, mas para seu espanto não conseguiu imitir nenhum som.

Os olhos de Wei Ying estreitaram e correram para o canto da órbita ocular para ver WangJi terminar de arrumar a mesa.

— Mmmmm…MMMMMMMM….MMMMMMMMM… – Wei Ying suspirou. ~mmmmmm…

WangJi voltou e parou de frente a ele com a expressão apática, um sutil suspirar foi o máximo que Wei Ying pode notar.

— Vá terminar de se arrumar, SiZhui está chegando.

— Ahhhhhhhhhh Lan Zhannnn… Você está sendo mal comigo… – Wei Ying estava novamente se mexendo e falando sem parar. – Por que fez isso? Aliás, como se faz isso? – Os olhos brilharam curiosos.

“…”

WangJi se afastou pegando seu blazer branco o vestindo.

— Treinamento.

— Lan Zhan, vai me ensinar? – Wei Ying andou atrás de WangJi animado.

— Não.

— Por quê? Ah, já sei tem medo que eu faça com você.

“…”

— Hahahahahahaha… Me ensina Lan Zhan? E eu não farei com você. – Sorriu. – Ao contrário de ti, que algo me diz que sente um prazer mórbido em me paralisar. – Wei Ying estreitou os olhos para o outro.

“…”

Nesse momento a campainha tocou e WangJi olhou para o Wei Ying.

— Tudo bem, Lan Zhan, estou indo me arrumar.

SiZhui havia pedido a WangJi um tempo com Wei Ying, por isso se ofereceu para levar o rapaz para casa e poder conversar um pouco mais com ele

SiZhui havia pedido a WangJi um tempo com Wei Ying, por isso se ofereceu para levar o rapaz para casa e poder conversar um pouco mais com ele. Durante o trajeto, Wei Ying tagarelava sobre querer aprender a fazer os feitiços e arranjos que os cultivadores praticavam. SiZhui explicava que normalmente o treinamento e depois a prática de cultivação começavam quando ainda eram muito crianças. Certamente no caso de Wei Ying seria mais trabalhoso para ele cultivar, no entanto não era impossível visto que o rapaz aprendia com muita facilidade. Tão logo chegaram no orfanato, SiZhui perguntou se poderia passar o dia com ele, a resposta positiva era tudo que queria.

— Dr. SiZhui minha vó pediu para ir ao mercado, vamos juntos? – Wei Ying colocava o casaco de frio e o gorro.

— Claro. – O jovem médico fez o mesmo e seguiu logo atrás.

O mercado não era tão distante, optaram por não ir de carro, já que não estava nevando e o carro da limpeza já havia passado com a escavadeira removendo a neve. Ambos conversavam, caminhando na calçada e não imaginaram que estavam sendo observados de longe.

“Hum… Wei WuXian, não me parece o ser ameaçador que todos temem…”

Li Qing estava com o carro parado na calçada perto da esquina da rua onde ficava o orfanato, havia chego alguns minutos antes de ver a dupla sair. Aguardou voltar e tão logo os viu, saltou do carro e caminhou até eles.

— Wei WuXian?!

Wei Ying que carregava uma sacola e olhava a tela do seu telefone mostrando algo a SiZhui se arrepiou ao ouvir o nome virando o rosto para a direção de onde vinha a voz.

SiZhui acompanhou toda a cena até encarar a mulher que estava de pé na esquina, ele sabia quem era ela e olhou para Wei Ying. Virou-se então, dando uns passos a frente cobrindo o campo de visão da mulher e o protegendo ao mesmo tempo.

— Srta. Qing, que surpresa a sua presença na periferia. – Sorriu gentilmente, apesar de seu olhar desconfiado.

— Jovem mestre SiZhui. – Ela sorriu e o cumprimentou, depois inclinou a cabeça para olhar Wei Ying. – Olá. – Acenou para ele.

Wei Ying sentiu a tensão de SiZhui, ao olhar para a mulher, no entanto achou-a muito bonita e simpática.

— Olá. – Respondeu por fim.

— Srta. Qing é uma cultivadora só que de outro clã/família. – SiZhui explicou a Wei Ying

— Ah, legal, prazer em conhece-la. – Sorriu mais abertamente para ela.

— Srta. Qing, seu chefe a mandou aqui?

Li Qing não conseguia tirar os olhos de Wei Ying, era uma sensação estranha que a primeiro momento pensou ser por causa do passado dele, porém em uma rápida analise de sua energia espiritual não notou nenhuma anomalia maligna. Pelo contrário, quanto mais ela o olhava, mais sentia necessidade de se aproximar e conversar com o garoto.

— Não, meu chefe nem imagina que eu vi até a periferia. – Voltou a face para SiZhui. – Eu só queria conhecer o tal falado Wei WuXian.

SiZhui inspirou baixo e virou o rosto para Wei Ying, sorriu gentilmente e voltou a falar com Qing.

— Seu chefe não foi nada gentil. – Voltou a face para Wei Ying. – O chefe dela é o líder do clã Jiang

— Ah?! O cara maluco do chicote. – Olhando para ela tagarelou. – Srta. Qing certo? Ele foi muito grosseiro com todos.

— Eu sei, sinto muito por isso. – Sorriu sem jeito.

— Srta. Qing se nos dar licença, estamos indo. – SiZhui não estava muito à vontade com a presença da assistente de Jiang Cheng. WangJi havia alertado para a possibilidade de outros cultivadores virem atrás de Wei Ying.

— Desculpe-me Lan SiZhui. – Ela rapidamente se aproximou. – Wei WuXian, eu somen…

— Ei, moça, desculpe o mal jeito, mas não me chama assim, por favor? – Wei Ying aparentava está irritado. – Não fala como seu chefe, Wei WuXian morreu, eu sou Wei Ying. – Virou-se para SiZhui e continuou. – Vamos? Está esfriando.

Li Qing corou levemente por ter sido repreendida pelo garoto, rapidamente se recompôs e voltou caminhar atrás deles.

— Sinto muito novamente cometi uma gafe, Wei Ying, eu entendo perfeitamente. – Ela andava ao lado dele sorrindo gentil. – Olha, vamos tentar de novo… Eu gostaria muito de arrumar a situação e não dar a impressão errada do que aconteceu.

— Impressão errada? – SiZhui sorriu irônico. – Seu chefe tentou atacar Wei Ying, mesmo sabendo que não é Wei WuXian.

— Exatamente por isso que eu vi, estou disposta a arrumar essa situação e para isso quis conhecer Wei Ying.

Os três pararam diante do portão do templo ao qual era o orfanato e Qing olhou para o lugar, sorriu novamente ao notar que estava todo encantado com arranjos de proteção.

— é realmente poderosa, com essa proteção dificilmente algum mal atacaria sem sofrer danos graves. – Voltou o olhar para a dupla. – Será que posso entrar?

Wei Ying e SiZhui se olharam, nesse momento o portão se abriu e a imortal apareceu diante deles com seu guarda-chuva de bambu envolta em um casaco de frio.

— Nós temos visita?

— BaoShan SanRen. – Li Qing curvou-se com as mãos unidas a frente erguendo em seguida. – Eu sou Li Qing do clã Jiang, vim para conhecer seu neto e claro a imortal.

Bao Shan olhava para a jovem cultivadora por uns segundos até que virou-se e caminhou para voltar ao templo.

— Vamos todos sair desse frio

— Vamos todos sair desse frio. – Ela caminhava a frente.

Tão logo todos entraram o portão se fechei e a proteção voltou a ser erguida, Li Qing olhou para o lugar e sorriu achando-o muito convidativo e bonito. Imaginou que na primavera deveria ficar muito belo com as árvores florescendo e a vida acordando.

— Wei Ying, leve as compras para sua irmã e ZiXuan na cozinha.

— Sim, vó. – Wei Ying pegou a sacola de SiZhui e mesmo que estivesse curioso com a moça fez o que foi pedido.

SiZhui retirou o casaco e pendurou, educadamente se ofereceu para pendurar o casaco de Li Qing.

— Sentem-se. – Bao Shan sentou em sua velha poltrona e olhou para Li Qing.

Li Qing a primeiro momento ficou sem jeito, logo ela que era uma leoa nos negócios e encarava muitos empresários com pulso firme, se sentia um tanto intimidada por aquela imortal.

— Pode parecer estranho minha vinda, mas garanto que só tenho boas intensões.

BaoShan pegou seu leque e abriu. Com movimentos graciosos abanava-se ainda olhando a jovem. SiZhui inspirou baixo e voltou a face para a visitante indesejada.

— Srta. Qing, é estranho que venha aqui com “boas” intensões um dia depois do que seu chefe fez na conferência que ele mesmo negou presença.

— Justamente por isso que vi, foi uma enorme indelicadeza e principalmente falta de respeito com a mestra BaoShan. – Li Qing olhava para a mulher vez ou outra para SiZhui. – Eu, somente queria entender toda a situação para evitar futuros problemas.

BaoShan continuava na posição silenciosa observando a cultivadora responder ao jovem médico.

Wei Ying, voltou da cozinha e parou na porta da sala, olhou para a Li Qing e com sorriso breve se aproximou de sua vó.

— Wei Ying, me diga deseja conversar com a Srta. Qing? – BaoShan finalmente falou, perguntando ao neto.

— O que srta Qing quer falar? – Wei Ying olhou-a.

— Wei Ying, sei que as palavras de meu chefe foram duras demais, porém eu quero de coração fazê-lo entender que o passado é passado… Que a vida continua…

Wei Ying olhou para a vó e depois para SiZhui, caminhou por fim e sentou no sofá de frente para Li Qing.

— Eu não acho que esteja mentindo, mas sinceramente falando, o que pode fazer para evitar que seu chefe venha me atacar?

Li Qing sorriu e continuou.

— Wei Ying, eu somente quero paz e tenho meus meios de conseguir evitar problemas maiores, principalmente com HanGuang-Jun e claro com a mestra BaoShan.

— Ah, Lan Zhan não gosta do seu chefe.

— Sim, eu sei, mas as empresas estão para fechar uma grande parceria e quero realmente que tudo ocorra bem… Ao menos até ontem antes da besteira toda, agora não sei mais o que acontecerá.

— Srta. Qing, seu chefe pareceu não ligar muito para parceria das empresas.

— O passado dele é complicado, só peço que tente entender e posso garantir que ele não irá lhe importunar mais, jovem mestre Wei.

BaoShan continuava abanando o leque em seu silêncio observador.

Wei Ying baixou o olhar e falou.

— Acredito na srta. Qing, só quero viver minha vida com minha família em segurança, sem ameaças.

— Sim, um desejo mais que justo jovem mestre Wei. – Qing levantou e curvou a mestra. – Obrigada por me receber, mesmo sem ter avisado. – Olhou para Wei Ying. – Vou fazer o possível para não ocorrer mais aborrecimentos entre nós. – Sorriu gentilmente ao rapaz.

Poucos minutos depois, Li Qing deixou o orfanato e seguiu para seu carro estacionado perto, a neve voltou a cair, logo que entrou ficou pensativa sobre o rapaz e a sensação que teve ao vê-lo.

— Essa sensação é como se o já conhecesse, será que nos vimos em vidas passadas?

Ligou o carro e partiu com aquele pensamento lhe martelando o coração.

No orfanato, SiZhui demonstrava preocupação.

— Dr. SiZhui parece-me preocupado. – BaoShan dobrava peças de roupa das crianças para guardar.

— Não gostei dessa visita.

— Cultivadores virão até meu templo, seja para me ver ou para ver Wei Ying, algo pelo qual é bem esperado, no entanto só passará por aquele portão quem realmente vier de bom grado. – BaoShan sorriu gentil ao rapaz.

SiZhui olhou pela janela o portão.

— A srta. Qing teria queimado viva se não tivesse boas intensões. – Carregando o monte de roupas dobradas seguiu para os quartos no final do corredor.

SiZhui abriu os olhos surpreso, voltou a olhar o portão analisando e bestificado por não ter notado o arranjo tão poderoso.

— SiZhui está precisando treinar mais e largar um pouco os plantões…

— Ah, ZiXuan para de me expulsar da cozinha eu estou com fome essa comida não sai… – Wei Ying voltou para a sala e pegou o outro murmurando perto da janela.

— Hahahahahaha, falando sozinho dr. SiZhui?

Ele sorriu ao rapaz e voltou para se sentar com ele na sala.

— Wei Ying, o que achou da srta. Qing?

— Ah, achei ela legal e o que falou me pareceu sincero.

— Achei o mesmo, mas só tome cuidado com pessoas que possivelmente devam vir aqui ou tentar se aproximar.

— Lan Zhan me alertou.

— Srta. Qing realmente tem certo poder de influência sobre o Líder do Clã Jiang acredito que fará o que diz, é do seu interesse que tudo relacionado a empresa e seu chefe ocorra sem inimizades e brigas.

— Coitada, parece que o chefe dela não liga muito. – Wei Ying deu de ombros e pegou o controle da TV ligando em seguida.

— …, porém, ainda assim, fique em alerta com ela.

— Ué, por quê? – Wei Ying desviou o olhar da TV curioso.

— Por que ela ama o chefe. – BaoShan retornou e parou perto do sofá. – Pessoas apaixonadas são capazes de tudo, mesmo com boas intensões. – Tocou leve o braço de Wei Ying, piscando em seguida.

Wei Ying sorriu sem jeito e voltou a face para a TV. O restante do dia foi tranquilo e no final da tarde SiZhui partiu logo que JingYi veio lhe encontrar para irem juntos para casa.

Continua…

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