Se não for vocee
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A dor da Lótus

Mo XuanYu correu o máximo que podia, estava tremendo e ofegando muito quando parou na esquina da rua onde ficava o templo SanRen. Seu peito ardia e lutando para recuperar o fôlego andou cambaleando até o portão de entrada do lugar.

— A-ajudem… – Respirando com dificuldade começou a bater no portão e a gritar por ajuda. – M-mess…tra… A-aajuda… – Bateu mais forte que podia. – Wei WuXian, não pode… morrer… – Mo XuanYu se ajoelhou batendo sem parar no portão.

No beco, Wei Ying ainda tentava se soltar do aperto de Zidian em seu pescoço, porém quanto mais lutava para se libertar mais sentia dor e sufocado.

— Wei WuXian, solte-se! – Jiang Cheng puxava o chicote forçando o rapaz. – Solte-se se Zidian, sabe como fazer… SOLTE-SE!!!

Wei Ying não conseguia, afinal aquela era uma arma espiritual e sua avó havia falado de algumas das mais famosas e agora estava prestes a perder a vida diante com Zidian.

Jiang Cheng estava no limite, ele conhecia os diversos truques que Wei WuXian usava para enganar e se safar das diversas situações complicadas que se metia. Ele tinha total convicção que o rapaz iria se soltar a qualquer momento de sua arma e rir debochado de como o outro era idiota em acreditar que conseguia prendê-lo.

Wei Ying estava no limite, seu rosto já mudava de tom, seus olhos ficaram injetados de vermelho devido ao sangue que estava preso e a garganta doía com o aperto. Em um último ato desesperado levantou os dois dedos e invocou um arranjo tocando o chicote em seu pescoço, a energia percorreu todo o comprimento chegando à mão de Jiang Cheng.

O choque de ambas energias fez o líder do clã Jiang se arrepiar e incrédulo abriu os olhos surpreso foi nesse momento que o aperto de Zidian afrouxou e diante daquela inusitada descoberta puxou o chicote ao mesmo tempo que o som agudo das cordas da guqin acertou-o lançando para longe juntamente com Zidian.

WangJi parou entre Jiang Cheng e Wei Ying que nesse momento caia de joelhos tentando respirar com muita dificuldade.

— Wei Ying!!! – BaoShan apareceu logo em seguida e amparou o neto.

A situação era muito grave e WangJi olhou para o rapaz nos braços da mestra, seu semblante tornou-se mais frio e virou-se para Jiang Cheng sacando Bichen.

BaoShan enviava energia espiritual para o rapaz, assim que o deitou no chão o grupo que os seguiam chegou parando em volta deles. ZiXuan e SiZhui olhavam para a energia poderosa de WangJi assustados; imortais iriam batalhar e a intensão era assassina.

Jiang Cheng não viu outra escolha teria que lutar com WangJi já que o mesmo não o permitiria sair depois do que fez. Usando sua energia espiritual criou arranjo de proteção e Zidian para bloquear os ataques que a guqin de WangJi voavam para cima de si.

SiZhui baixou ao lado deles e examinou Wei Ying, apavorou-se ao perceber que sua traqueia estava ferida e com isso seu peito estava se enchendo de sangue.

ZiXuan invocou um escudo com sua energia espiritual para evitar os ataques que eram repelidos por WangJi.

— Mestra temos que sair daqui.

— Não temos como remover Wei Ying, está com hemorragia interna. – SiZhui rapidamente tirou do bolso um instrumento de corte e um pequeno canudo.

Para os cultivadores, certos itens sempre andavam em suas vestes que eram enfeitiçadas para carregar o que precisassem, era o mesmo princípio das mangas dos robes e da bolsa qiankun.

— Ele precisa respirar. – SiZhui rapidamente fez um talho na altura do pescoço e usou o canudo colocando na cavidade e usando os lábios puxou o sangue para sair e assim Wei Ying respirar.

Wei Ying arfou alto o ar e tossiu baixo, isso chamou atenção de WangJi que mesmo no embate com Jiang Cheng virou o rosto para ver se estava bem.

SiZhui olhou e fez um gesto para ele, voltando a face para a mestra BaoShan.

— Mestra, vamos leva-lo.

No estremo oposto do beco, alguns cultivadores do clã Jiang apareceram e logo em seguida Li Qing que se assustou com a cena e o embate entre os dois imortais.

— Não Cheng, o que você fez? – Qing caminhou assustada para perto deles. – Jiang Cheng! Paraaaa!

Ambos imortais estavam extremamente focados na luta e mesmo que alguém tentasse intervir, era impossível, devido ao grande choque de energias poderosas. Um embate de imortais era totalmente proibido no mundo da cultivação justamente por ser uma batalha infinita em poderes equivalentes. Salvo algumas poucas exceções onde o imortal se tornasse uma grave ameaça para o mundo da cultivação.

Li Qing sabia que seu chefe nunca conseguiria vencer , todos sentiam as intensões assassinas na energia do segundo mestre Lan.

— HanGuang-Jun, por favor, poupe-o! – Ela gritou e se assustou em seguida com o olhar frio que Jiang Cheng lhe enviou.

— Não se meta!!!

Jiang Cheng voltou a deferir golpes com Zidian e sua espada Sandu, no entanto, mesmo que conseguisse evitar os ataques diretos de WangJi, as cordas finas da guqin eram certeiras e rasgavam a pele do braço e perna.

WangJi enviava Bichen para bloquear os ataques de Sandu com uma mão e a outra dedilhavas as cordas de sua guqin.

BaoShan olhava o cenário e sabia que aquele imortal desatinado iria sucumbir nas mãos de HanGuang-Jun, baixou o rosto para fitar o neto que respirava com dificuldade.

— Wei Ying. – Tocou o rosto do rapaz com carinho. – HanGuang-Jun estar lutando…

Wei Ying abriu ligeiramente os olhos e girou na órbita ocular procurando por Lan Zhan, se arrepiou ao sentir aquela energia pesada. Seu corpo tremeu e assustado começou a chorar.

“Lan Zhan, não o mate…”

O coração do rapaz batia forte no peito temendo por WangJi, aquela sensação de que o pior estava para acontecer o deixou apavorado e queria impedir de cometer o ato cruel. Incondicionalmente começou a sussurrar o nome de WangJi, mas sua voz não saia.

— Lan Zhan… – Ofegava forte a cada tentativa.

— Jovem mestre Wei não se force. – SiZhui tentou impedi-lo de falar. – Mestra, precisamos leva-lo agora para o hospital, ele está com hemorragia.

— Claro. – BaoShan levantou e com ajuda de ZiXuan que tentou levantar o rapaz nos braços.

Jiang Cheng estava recebendo a maior parte dos ataques e bastante ferido não conseguia sequer acertar um golpe em WangJi.

— HanGuang-Jun, estar disposto a ir até o fim, ótimo… – Jiang Cheng preparou novo ataque ergue o braço e invocou um feitiço onde diversos círculos roxos surgiram na sua frente. Com gesto de baixar os dedos os círculos voaram em direção a WangJi.

Para impedir que WangJi bloqueasse, usou Sandu culminada com Zidian, desviando atenção do segundo mestre Lan, toda aquela sequência de golpes foi em frações de segundos.

Nesse instante, Wei Ying que mesmo muito fraco, viu o que aconteceria em seguida e com enorme esforço conseguiu gritar por WangJi.

—LAN ZHAN PARAAA!!!

As energias se chocaram, o golpe de Jiang Cheng foi evitado com a energia da guqin, no entanto WangJi sentiu a perna doer e ao baixar os olhos viu um talho feito pela Sandu. Ele parou o ataque com Bichen ao ouvir a voz de Wei Ying.

Li Qing estava tremula e caminhou até Jiang Cheng que estava estático, tão logo que parou ao seu lado arregalou os olhos apavorada. Bichen estava inerte parada no ar e com alguns centímetros de sua lâmina frio enterrada no peito de Jiang Cheng.

WangJi em todo o embate não demonstrava nenhuma expressão em sua face gélida, mas ao ouvir seu nome sendo chamado por Wei Ying, sua face mudou para uma sutil expressão de dor. Virou o rosto para ver o rapaz desfalecer nos braços de ZiXuan, rapidamente recolheu Bichen que saiu do peito de Jiang Cheng, deixando um rastro de sangue no ar.

WangJi caminhou sem se importar com seu ferimento na perna, tomou o rapaz dos braços de ZiXuan e ordenou a SiZhui trazer o carro.

Jiang Cheng caiu sobre um joelho e levou a mão ao peito tentando conter o sangue que escorria, olhando para as costas de WangJi que carregava Wei Ying nos braços.

Li Qing baixou ao seu lado e tentou ajuda-lo, mas foi impedida com olhar reprovador do seu chefe.

BaoShan olhava o líder do clã Jiang com total desprezo e caminhou até parar de frente a ele. Nesse momento, YanLi aparece na entrada do corredor sendo seguida por Mo XuanYu, a jovem ao ver o estado de seu irmão soltou um grito de dor e chorou desesperada.

— Wei Ying… – Ela queria ir junto, mas foi segurada por ZiXuan.

— YanLi… – ZiXuan a abraçou para acalma-la. – Ele vai ficar bem…

— Quem fez isso? Quem machucou Wei Ying? – Murmurando nos braços de seu marido ela avistou o homem de joelhos aos pés de sua avó. Sua face mudou e uma fúria correu pelo seu corpo.

BaoShan encarava aquele homem e seu olhar era sombrio e foi em um tom suave, porém, ameaçador que ela lhe falou:

— Líder do Clã Jiang verdadeiramente não merece o título que seus pais perderam a vida para lhe dar… – A imortal se continha, afinal seu neto não desejava mais mortes por sua causa. – Quero longe de meu templo, longe de minha família…

Jiang Cheng encarava a imortal, com o peito doendo por conta da lâmina fria de Bichen ter deixado o seu poder avassalador ardendo na ferida. Quando de repente uma mão apareceu na sua frente acertando sua face ao ponto de virar o rosto para Li Qing.

— O que?!

— MONSTRO!!! – YanLi estava ofegando de raiva. – NUNCA MAIS TOQUE NO MEU IRMÃO, MONSTRO!!!

BaoShan ainda mantinha os olhos cruéis para Jiang Cheng.

— YanLi, vamos deixe que a vó cuide disso. – ZiXuan pegou a esposa e puxou-a.

—YanLi… – Jiang Cheng ao ouvir aquele nome olhou para a jovem que era levada pelo outro rapaz.

— Líder do clã Jiang.

Jiang Cheng voltou o olhar para a imortal, dessa vez estava totalmente desnorteado.

BaoShan aproximou e lhe sussurrou com total sadismo mesmo com sua voz suave e delicada.

— Sim, é ela…

— N-não…

— Sandu Shengshou. – BaoShan agarrou o pulso dele e puxou para ela. – Nunca mais chegue perto de minha família, nunca mais chegue perto de meu templo, nunca mais chegue perto de Wei Ying e YanLi.

Conforme a mestra entoava aquelas palavras o pulso se Jiang Cheng começa a esquentar até que uma marca se formou. Jiang Cheng segurou a dor enorme que sentiu no braço trincando os dentes encarando os olhos da mestra BaoShan.

Li Qing tremia de medo pelo seu chefe e sem saber mais o que fazer se ajoelhou ao lado da imortal implorando pela vida de Jiang Cheng.

— Mestra BaoShan, por favor poupe sua vida…

Jiang Cheng inclinou a cabeça olhando para a sua assistente, estava sentindo tanta dor que mal conseguia falar.

BaoShan soltou o braço do outro e olhou para a jovem ajoelhada aos seus pés.

— Ele não merece que se humilhe pela sua vida, uma vida patética e inútil. – BaoShan abriu se leque e abanou suavemente quando se virou para deixá-los, sem antes dizer: – Ele não morrerá, afinal é um imortal, mas a punição que lhe apliquei o fará desejar a morte.

— O que? – Li Qing olhou para o braço de Jiang Cheng e arregalou os olhos ao reconhecer a marca. – O amaldiçoou com as mil mortes.

— Não se preocupe, só surtirá efeito se ele se aproximar de nós. – BaoShan parou na saída do beco e diversos véus brancos a envolveram e com uma brisa suave desapareceu na noite.

Jiang Cheng mal conseguia se levantar, fora derrotado e amaldiçoado, no entanto o que ele mais sentia era a bofetada que recebeu da jovem que acabou de descobrir ser sua irmã reencarnada.

Jiang Cheng mal conseguia se levantar, fora derrotado e amaldiçoado, no entanto o que ele mais sentia era a bofetada que recebeu da jovem que acabou de descobrir ser sua irmã reencarnada

Mo XuanYu estava parado em um canto observando o segundo mestre Lan passar com Wei Ying nos braços, ao parar na calçada quando SiZhui parou com o carro para entrarem. Atento as palavras da mestra BaoShan para o líder do clã Jiang começou a lamentar o triste fim daquele embate.

ZiXuan amparava YanLi quando retornaram para o templo, sem antes agradecerem ao rapaz por ter ido avisa-los. Por fim, olhou a mestra sumir em uma leve rajada de vento e voltou os olhos para a dupla de mestre e serva que estavam sendo ajudados pelos demais cultivadores de seu clã.

— Que silêncio… – Murmurou para si, ao depara-se com aquele beco vazio.

Por fim pegou seu smartphone e enviou uma mensagem, caminhando para longe do local e pouco tempo depois sentiu o aparelho vibrar no seu bolso. Pego-o e viu na tela quem ligava, suspirou baixo e atendeu.

— Mo XuanYu, realmente vai desistir de seus planos?

— Já tomei minha decisão, não quero continuar com isso e me deixe em paz. – Não esperou a pessoa do outro lado responder, desligou a chamada e jogou o aparelho no chão pisando em cima e quebrando-o. – Wei Ying seja feliz!

Mo XuanYu pegou o aparelho e jogou na lixeira continuando seu caminho de volta para a residência da família Mo.

Mo XuanYu pegou o aparelho e jogou na lixeira continuando seu caminho de volta para a residência da família Mo

Pequim, 4 meses depois… 

A situação de Jiang Cheng ficou delicada, o cultivador chefe ordenou que lhe fosse aplicado uma punição e com isso ele perdeu o cargo que tinha junto aos demais lideres de clãs. Jiang Cheng não parecia mais o mesmo, apesar de sempre se mostrar sério ele não retrucou o contestou sua punição.

Com isso, decidiu comandar sua empresa longe de Pequim, voltando para o Pier Lótus. Li Qing viajava entre Pequim e Pier Lótus para tocar os negócios durante o período da punição de seu chefe, lamentando o caso e tentando anima-lo de alguma forma.

Os últimos meses foram intensos, após o lamentável ataque do líder do clã Jiang, Wei Ying precisou de pelo menos os meses de férias para se recuperar, viajou para Gusu onde recebeu os cuidados e tratamentos espirituais, com isso interrompeu o seu treinamento. Para recuperar o tempo perdido, logo que retornou para as aulas, se dividiu em cultivar e estudar para as provas, era seu último ano na escola e tentaria entrar para a Universidade de Pequim. WangJi o auxiliava com os estudos e BaoShan com a cultivação.

— Lan Zhan, Lan Zhan, Lan Zhan

— Lan Zhan, Lan Zhan, Lan Zhan… Vamos comprar pipoca, ir ao cinema sem pipoca não tem graça. – Wei Ying sorria caminhando um pouco a frente puxando o namorado pela mão.

Ajeitou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e parou de frente a bancada debruçando em seguida para pedir a pipoca e bebida.

WangJi olhava-o solicitar diversas guloseimas e inspirou sutilmente imaginando de onde vinha tanta fome para bobagens, afinal acabaram de sair do MC Donald’s e decididos a irem ao cinema.

— Lan Zhan, estou ansioso a vó disse que hoje eu receberei minha espada. – Wei Ying falava de boca cheia tomando um pouco de refrigerante.

— Ótimo.

— Lan Zhan, será que agora vai me ensinar a montar a espada?

— Vamos um passo por vez, ainda não a recebeu. – WangJi pegou um pequeno punhado de pipoca e levou uma a boca, mastigando tranquilamente.

— Hum… – Fez uma leve careta. – Eu sei, ainda tenho que me conectar ao espírito da espada para me servir.

— Hm.

— Lan Zhan e se a espada me rejeitar? – Olhou-o pensativo.

— Não rejeitará.

— Como sabe?

— Wei Ying, tem uma espada só não a encontramos.

— Suibian.

Wei Ying inspirou suave e pensou sobre a espada que lhe pertencera no passado. Ambos vinham procurando-a sem sucesso.

— A mestra BaoShan disse que me dará uma espada.

— Hum, o filme vai começar.

— Oba! Nossa, quanto trailer? Eu já estava entediado hahahahahaha…

A dupla aproveitou a sessão de cinema aquela tarde, depois retornaram para o templo SanRen, onde todos esperavam para comemorarem o aniversário de 16 anos de Wei Ying. SiZhui saiu do plantão e juntamente com JingYi foram para o templo.

Todos reunidos em volta da mesa, entregaram presentes ao rapaz e comeram macarrão e YanLi trouxe um bolo de aniversário que comprou em uma loja no shopping aonde trabalhava.

— Wei Ying, faça um pedido? – A irmã sorridente colocou o bolo de frente ao rapaz.

As crianças em volta dele queriam apagar as velas e brincavam com a demora de Wei Ying em apagar as velas.

Wei Ying fechou os olhos e fez seus pedidos unindo as mãos, logo depois soprou as velas e todos estouraram balões a sua volta.

WangJi estava perto da janela olhando a cena com um semblante sutil de paz e felicidade. SiZhui olhou-o e sorriu para o pai, inspirando em seguida com o coração pulsando, pois sabia exatamente como o outro se sentia naquele momento.

— SiZhui, agora que vem a parte divertida. – JingYu tomou um gole de refrigerante.

— Ele vai receber a espada. – SiZhui olhou novamente para WangJi. – Eu acredito que não terá problemas.

WangJi curvou levemente a cabeça concordando com o outro.

BaoShan esperou que todos terminassem de comer, para sair e voltar com uma caixa longa de veludo branco, parou na sala com todos a olhando.

ZiXuan e YanLi sorriram um com o outro ao ver a face eufórica de Wei Ying.

— Xiiii, será que consegue usar a espada?

— Ah, cala a boca ZiXuan. – Wei Ying levantou e parou ao lado da sua avó.

— Vamos todos para o pátio. – A mestra passou pela porta e caminhando elegantemente até o centro do pátio.
Todos a seguiram e pararam em volta da mestra, Wei Ying avançou uns passos e olho para a caixa. A mestra imortal, abriu a caixa e tirou a espada que estava dentro da bainha.

— Wei Ying, já conhece Shenfeng e presenciou parte de seu poder. – BaoShan tinha a espaga pousada na horizontal em suas mãos. – Todo cultivador tem que ter uma espada é com ela que firmamos o nosso compromisso em seguir o caminho correto e proteger as pessoas comuns do mal. Essa espada não é como as demais, ela é dita como rara por ser uma espada gêmea.

No instante que a mestra falou sobre a dualidade da espada a mesma brilhou e logo em seguida a segunda espada pousou sobre sua mão.

Todos no pátio olhavam para aquelas espadas, os mais jovens estavam encantados e sorriram.

Wei Ying chegou a arfar de tão maravilhado que ficou ao ver a espada se duplicar.

— Esta é ShenFu, a espada que é a tempestade e Shenfeng que é a brisa, ambas unidas controlam os ventos. – A mestra pegou sua espada e colocou-a ao seu lado e estendeu a outra para Wei Ying. – ShenFu irá acompanha-lo e com ela poderá cultivar, tome-a. – Estendendo a espada para o neto ela completou. – Lembre-se que a união entre a espada e seu mestre é feita do mais sutil sopro espiritual que vem de seu núcleo dourado, receba-a e ela o receberá.

— Sim vó, que a receberei. – Wei Ying estendeu a mão e segurou a espada ShenFu.

A mesma soltou uma forte rajada de vento em volta do rapaz e em seguida brilhou sutilmente até voltar ao normal.

— Wei Ying, agora tire-a da bainha e use cultivação para guia-la a seu propósito.

Wei Ying estava com a espada nas mãos e abriu um largo sorriso, virou o rosto procurando WangJi e assim que seus olhos cruzaram suspirou feliz.

— Claro, minha vó, aliás, mestra BaoSan. – Wei Ying curvou respeitosamente a sua vó e mestra em seguida vislumbrando a espada a sacou da bainha, seu brilho azulado se tornou aos poucos vermelho chamando atenção de todos.

BaoShan olhava a espada e depois virou o rosto para WangJi falando.

— ShenFu não o rejeitou, simplesmente aceitou até que a verdadeira serva volte para seu mestre. – Voltou a face para Wei Ying. – ShenFu irá lhe servir até que encontre Suibian.

Wei Ying olhou para a espada e depois para WangJi, compreendendo que precisava encontrar a que lhe pertencia.

— Eu vou encontrar Suibian, mestra.

A imortal concordou e todos se aproximaram para ver a bela espada que o rapaz havia recebido. Aquela noite, Wei Ying estava incrivelmente feliz e ansioso para testa ShenFu e pediu a WangJi que o ajudasse finalmente a montar a espada.

Continua…

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