A notícia da mudança

O ano começara mal para a região do cerrado brasileiro. Maximiliano de Lafaiete, figura importante do mercado imobiliário, havia dado início a abusos e selvageria contra a natureza. Talvez pense que isso é besteira, pois a área do cerrado é protegida. Que engano! Isso não se aplica quando o dinheiro pode comprar permissões, licenças e autorizações. As grandes corporações são famintas e não respeitam o direito alheio.

Estava em jogo um ambicioso projeto: a abertura de uma rede de luxuosos cassinos e hotéis. O simples argumento para forçar a aprovação do projeto foi: trata-se de uma terra de ninguém, que deveria ser povoada para garantir o desenvolvimento econômico e a entrada de divisas no país. Que hipocrisia! Em poucos meses, mutilaram uma área enorme de mata nativa que quinhentas e cinquenta gerações de habitantes locais protegeram e preservaram. Isso mesmo: civilizações que viveram há mais de doze mil anos.

Maximiliano era casado, tinha uma família. Era sistemático, do tipo controlador, detalhista e organizado. Uma organização obsessiva, doentia até. Exigia que todos de confiança fossem e agissem como ele. Da capital do maior centro financeiro do país, presidia uma das mais poderosas construtoras da América Latina.

Um homem fisicamente forte, de quarenta e dois anos, ativo, um líder nato. Seus olhos azuis lhe conferiam um olhar penetrante. Cabelos escuros – sempre perfeitamente penteados para trás. Gostava de perfumes marcantes. Seus funcionários diretos tremiam só de vê-lo chegar, com aquele andar firme e determinado. Era do tipo que não sentia compaixão por ninguém.

E falando em família, que infeliz! Seu desejo de conquista e ganância o deixava tão ocupado que mal sobrava tempo para os seus. Do contra e egoísta, a última palavra era sempre a dele. O típico ditador. Mantinha sua filha Dominica à distância. Justificava-se com a desculpa de que precisava trabalhar. Já no papel de marido, a única coisa que permitia, era deixar a esposa descarregar a mágoa e a solidão nos quadros que pintava. Estes serviam de janela de escape para outros mundos. Um alívio para a pressão que sofria.

E por falar na esposa…. Ah! Eneida… Jovem, delicada. uma desconectada da realidade. Uma mulher despreparada para encarar de frente aquilo que a incomodava. Passou a vida sob os cuidados de um pai super protetor. Após o casamento, acabou por se acostumar com a reclusão. Maximiliano só o que fazia era ofende-la. Dizia não haver a menor justificativa para ela estar no mundo. Eneida chegava a evitar festas, jantares e reuniões de amigos. Raramente saía para tomar um chá com as amigas. Nas poucas vezes que isso acontecia, abreviava ao máximo o tempo de prosa, pois, a pintura era uma prioridade que clamava por sua integral atenção.

No início do casamento, o amor que sentia por Maximiliano deixava-a cega. Quinze anos depois, descobriu que o carinho que pensava sentir era apenas um sonho, e nunca fora recíproco. Mesmo assim, apesar dos antidepressivos, lutava com todas as forças para preservar o casamento de faz de conta. A frustração conjugal talvez justificasse o fato de Eneida fugir da tristeza através dos remédios (a maldita mordaça química, porém necessária.). Também se envolvia de corpo e alma nos problemas alheios, o que talvez a ajudasse a evitar os seus próprios. Enfim, debatia-se calada com a dura vida a qual vivia. Restava-lhe Dominica, sua única filha. (Que menina linda!)

Dominica parecia não ter herdado nenhuma característica de personalidade do pai. Mas quanto aos traços físicos, somente os olhos e a boca se assemelhavam aos dele. Sempre meiga, carinhosa, quieta, tímida. Dez aninhos. Sensível e capaz de captar os sentimentos escondidos atrás das máscaras que as pessoas normalmente usam para transitar pela vida. O sentimento de rejeição veio com o tempo. Maximiliano lhe era indiferente, e, não transmitia um calor paterno verdadeiro.

Existia alguém na casa que conseguia proporcionar uma certa harmonia: Dedé. Mais do que uma mera governanta. Inteligente, dedicada e de origem indígena. Uma amiga e conselheira. Tinha vinte e oito anos, olhos e cabelos negros, pele cor de jambo, sobrancelhas arqueadas, bem delineadas e feições finas, delicadas. Davam-lhe um ar de autocontrole e bondade. Formada em administração. Católica devota, mas fazia questão de respeitar as tradições do seu povo.

Nos momentos mais conturbados, costumava amenizar as tempestades com palavras sábias que aprendera com a sua avó. Dedé era responsável, leal e organizada. Sabia o que fazer para resolver problemas difíceis. Discretamente, percebia-se que ela não aceitava o comportamento austero de Maximiliano. Muitas vezes abalou-se com certas atitudes dele, mas sempre mantinha a compostura.

Um dia, Dominica correu para o colo de Dedé, assustada, ofegante, chorando muito. Sem nada perguntar, a governanta abraçou-a na tentativa de acalmá-la. Depois de algum tempo, a menina revelou que, enquanto brincava, sentiu vontade de entrar no escritório do pai. Ficara maravilhada ao ver tantos livros e esculturas raras, até que, por mera distração, acabou esbarrando no vaso de porcelana chinesa antigo valiosíssimo. Este caiu e espatifou. Eneida pintava em seu ateliê, quando ouviu os soluços. Precipitou-se até lá, e após tomar ciência do ocorrido, condoeu-se da aflição da filha. Ela sabia muito bem o que Maximiliano faria quando descobrisse. As três aguardavam o pior.

O tempo passou mais rápido do que deveria. Era noite, hora de Maximiliano chegar. Eneida sugeriu que esperassem para contar após o jantar. Dedé assentiu e orientou Dominica a falar a verdade ela mesma. A menina odiou a ideia, chorou, esperneou, mas acabou concordando. Como todas as noites, às dezenove horas e trinta minutos, o jantar foi servido. Maximiliano chegou, cumprimentou a esposa com um beijo seco na testa e um frio “boa noite” para Dedé e Dominica, que já tremia de medo. O jantar transcorreu em silêncio profundo e tenso.

Ao terminar, Maximiliano, como de costume, ergueu-se da mesa sem dizer uma palavra. Antes de se dirigir ao escritório, acendeu o charuto. Serviu-se de um cálice de vinho do Porto e deu as costas. Quando prestes a entrar em seu gabinete, bem no momento em que ia fechar a porta, Dominica, com um nó na garganta, o deteve, dizendo:

— Pai, preciso contar uma coisa.

— Agora não, Dominica. Tenho que ler um relatório importante.

— Mas pai…

Ele ignorou o apelo da menina. Com o charuto na boca e um aceno rápido da mão a enxotou dali. Eneida interveio.

— Querido, a menina precisa falar. É importante.

— Já disse que não tenho tempo. — Eneida calou-se.

Dedé precipitou-se e, num jorro de palavras revelou o problema:

— A menina acidentalmente quebrou o vaso chinês do seu escritório. — Maximiliano escancarou a porta. Dominica encolheu-se à espera do castigo. Ele travou os dentes e ergueu a mão cerrada. Dedé se interpôs corajosamente em defesa da menina.

— Sei que o vaso era uma relíquia, mas é só um objeto. Sua filha ficou assustada. Por favor, use o bom senso e tenha misericórdia. É só uma criança. — Sem dizer nada, mas trêmulo de ódio, Maximiliano baixou o braço e entrou no escritório batendo a porta com toda a força. Em seguida abriu-a novamente:

— Eneida, venha cá. Precisamos conversar. – As três se entreolharam e lá se foi ela, sentindo-se como se entrasse no matadouro.

— Maximiliano, perdoe nossa filha. Ela…

— Não a chamei para falar disso. Aliás, deveria repreendê-la. Sabe que sou razoável. Preciso lhe falar sobre uma decisão que tomei hoje.

— Decisão? Que decisão?

— Você sabe que a empresa está em plena expansão.

— Sim, e?

— Temos agora um enorme desafio a ser realizado na região central do país, um empreendimento num lugar afastado. Teremos que nos mudar para lá, pelo menos por algum tempo. — Aquilo não soou como um aviso, e sim, como uma decisão irrevogável.

— Mudar? Como assim? Região central! Que lugar? — Indagou Eneida, completamente aturdida.

— É uma região ainda inexplorada comercialmente. Quero que você se prepare para a mudança. Será o maior empreendimento da história do país. Aliás, isso merece uma comemoração com todos os integrantes da equipe.

— Assim tão rápido? — Murmurou Eneida, tentando ocultar a decepção. Após uma longa pausa, prosseguiu. – Posso perguntar como faremos para nos instalarmos lá? Se não há nada por perto… E quanto aos estudos de Dominica?

— Já pensei em tudo. Construiremos uma pequena cidade com hospital e toda a infraestrutura necessária. Além disso, contratarei uma professora particular. Pelo jeito nunca ouviu falar em homeschooling. Claro que não. Estudo em casa. Ela não precisará frequentar a escola.

Eneida, como sempre, adotou mais uma vez o silêncio submisso. Tentava reencontrar o chão. Maximiliano não deu importância aos sentimentos dela e a dispensou rapidamente:

— Agora preciso ficar só. Tenho muito que fazer. — Ela baixou os olhos e, para sua surpresa, viu uma papelada confusa e toda embaralhada numa das gavetas da escrivaninha. Estranhou, pois Maximiliano era muito organizado. Talvez fosse uma desorganização momentânea e acabou não dando muita importância ao fato.

Ao sair do escritório, Dedé e Dominica aguardavam ansiosas. Impossível esconder o ar de desolação:

— Mãe, aconteceu alguma coisa? Ele a maltratou?

— Não, filhinha, ele não me maltratou, mas falou coisas que me assustaram.

— Ele a ofendeu, dona Eneida? — Perguntou Dedé sobressaltada.

— Não, não, nada disso. É que as notícias não são boas — Continuou ela. — Teremos que nos mudar.

— Para onde, mamãe?

— Para o exterior, dona Eneida? – Arriscou Dedé.

— Antes fosse. Passaremos algum tempo no inferno. Maximiliano nos levará para lá. Existe um projeto que, na verdade, já foi iniciado e precisam dele na região central do país. Talvez ele pense que a família deva permanecer unida, sei lá. Pelo menos foi isso que deu a entender.

Dominica e Dedé cruzaram os olhares. A governanta esboçou um leve sorriso de satisfação. Eneida desconfiou:

— Dedé, posso perguntar a razão desse sorrisinho?

— Sabe, dona Eneida, é que nasci numa tribo da região central. Há muito tempo não retorno. Adoraria saber o local exato para onde vamos.

— Bom para você, péssimo para nós. Não conheço nada daquele lugar. Tenho a impressão que ficaremos completamente isoladas. Assim que souber para onde realmente vamos, eu lhe direi. Na verdade, nem sei se quero saber. Agora, por favor, leve Dominica para a cama. Também vou me retirar. Boa noite.

— Boa noite. Vamos Dominica. Por hoje chega de emoções. — A menina sorriu aliviada e subiu as escadas correndo.

Antes de retirar-se para o quarto, Eneida voltou ao escritório para falar com Maximiliano. Entrou vagarosamente e tomou cuidado para não o perturbar, pois, ele parecia concentrado, verificando alguns papéis.

Eu sabia. Que inferno! — Disse ele, de forma ríspida.

— O que foi, querido?

— Justo esse documento não foi assinado. — Embora já fosse tarde, e desconsiderando a presença da esposa, Maximiliano ligou para o diretor de projetos para saber o motivo da falta de assinatura. Enquanto lia o documento, transferiu a ligação para o viva voz.

O teor da conversa foi mais ou menos este:

— Alô, Antunes, diga-me o que houve com a autorização que deveria ser emitida por aquele maldito biólogo.

— Ah, sim, o biólogo… Ele não concordou com o projeto. Disse que precisaria de mais informações a respeito. Ele alega que o impacto ambiental naquela área de cerrado seria devastador para várias espécies.

— Espécies de quê?

— Animais, plantas… todas essas idiotices selvagens.

— E eu lá estou preocupado com bicho e mato?

— O senhor sabe como é a conversa dessa gente. Ele sugeriu que o projeto seja readequado.

— Readequado? E você não disse nada? Simplesmente aceitou essa baboseira? Você sabe muito bem o que ele quer, não sabe, Antunes?

— Imagino.

— Esse é um projeto de milhões de reais. Não é um caçador de borboletas que vai me impedir de levar desenvolvimento para a área. Além do mais, tem muita gente envolvida nisso. Não dá para sofrermos esse tipo de atraso. Que inferno!

— Entendo, chefe.

Eneida continuava a ouvir a conversa calada. Ele esbraveja:

— Quero isso resolvido até amanhã! – Bate o telefone com força. Irritado, pega as chaves do carro.

— Vai sair? — Perguntou Eneida.

— Vou. Não espere por mim.

— Posso saber onde você vai?

— Vou relaxar a cabeça por aí. Gosto de dirigir à noite.

Eneida estava acostumada. Sempre que contrariado, o marido saía de madrugada retornando depois, um pouco mais aliviado. Aliás, ele retornava bem diferente quando fazia aquelas excursões noturnas. Parecia até outra pessoa. Para ela, sempre fora um mistério. O vigor inusitado se assemelhava ao de um turista que acabara de retornar de um passeio. Depois, tomava um banho demorado, caía na cama e dormia profundamente. Acordava quatro horas depois, bem cedo, e se vestia para o trabalho. E foi exatamente o que fez. Naquele dia seguinte, saiu bem cedo, deixando o típico rastro de perfume.

Pelos ruídos da casa, dava para saber que Dedé já estava de pé cuidando dos afazeres e organizando as tarefas dos empregados. Como de costume, às oito horas, Dominica acordou. Assim começava o dia na casa.

Dedé ocupava-se com diversas tarefas administrativas do lar, quando, ao cruzar a sala de estar, deparou-se com a menina assistindo na televisão ao Sítio do Pica-pau Amarelo.

— Bom dia, meu anjo! Dormiu bem?

— Dormi.

— Nossa, que saci simpático! Mas ele não é assim não.

Dominica arregalou os olhos:

— Você já viu o saci?

— Já. Tenho certeza de que você não iria gostar nem um pouco de ver esse diabo.

— Ah, Dedé, para com isso. Saci não existe.

— Existe, sim. Só que ele é muito esperto. Na verdade, ele é um guardião da mata. Para aqueles que não respeitam a natureza a coisa fica complicada. E você pensa que ele existe só no mato? Não, senhora. Ele está em toda parte.

— Onde? Eu posso vê-lo?

— Claro que sim. Sabe quando andamos pela rua e vemos um redemoinho de vento, poeira e folhas?

— Sei.

— É que o guardião acabou de desaparecer. Devia estar aprontando alguma ou observando a próxima vítima.

— Mas posso ver o saci assim, em carne e osso, como se fosse uma pessoa de verdade?

— Pode. Bem, ele não é como a TV mostra.

— E como ele é?

— Eu já vi esse coisa ruim umas cinco vezes. Lembro-me dele até hoje. Eu era uma menina assim como você, talvez um pouco mais nova.

Nesse instante, Eneida entrou na sala, sentou-se ao lado da filha, abraçou-a e manteve-se atenta à história de Dedé, que se sentou no sofá, tentando recordar os detalhes. O olhar de Dominica ficou vidrado e a ansiedade a fez roer as unhas.

— Foi assim: Aconteceu ao entardecer. O sol se punha avermelhado do outro lado do morro, distante de onde morávamos. Minha mãe não queria que eu brincasse longe de casa. Perdi a noção das horas e, quando me dei conta, já era bem tarde. Fiquei aflita para voltar. Segui a trilha de volta quando senti um golpe de vento frio que levantou meu cabelo. Naquela época, minha mãe gostava que eu o usasse comprido. Em seguida, tudo caiu em profundo silêncio. Não se ouvia nem os grilos. Era uma quietude de cemitério. De repente, alguém me chamou: — Dedé, Dedé. — Era um som estranho, parecia um bicho que tentava imitar a voz humana. Senti um frio na barriga e acelerei o passo. A voz continuou me chamando. Repetia e repetia meu nome e parecia cada vez mais perto. Fiquei assustada e comecei a correr e a chorar. Cheguei até a pensar que se tratava de alguém me pregando uma peça. Não via ninguém. O sol tinha quase desaparecido e o pretume começava a ocultar a trilha. Senti alguém passar bem pertinho de mim a ponto de resvalar-se no meu ombro. As pernas amoleceram, quase caí, mas recuperei as forças e corri aos tropeços. O pavor me fez perder o fôlego. Foi quando senti um cheiro repugnante, nojento mesmo, de carne podre. Estanquei no meio do caminho. De repente, meu cabelo levantou sozinho, como se alguém o erguesse para fazer uma trança. Mãos invisíveis o seguravam de verdade. Tentei escapar, mas fui puxada com tanta força que caí. O guardião começou a rir como um louco. Ele se materializou bem na minha frente. Era escuro, com o corpo curvado. O pavor não permitia que eu enxergasse detalhes. Só queria sair dali. Foi, então, que escutei mamãe me chamar. O coisa ruim imediatamente desapareceu, e deixou para trás seu rastro em forma de redemoinho. Assim que me viu caída, mamãe correu para me acudir. Segurou-me nos abraços e, sem perguntar nada, voltamos, para a aldeia.

Depois de algum tempo, quando já estava mais calma, sentamos perto da fogueira. As mulheres da tribo nos cercaram e uma delas perguntou à mamãe:

— O que houve com o cabelo dela?

Foi aí que percebemos que ele estava todo trançado e emaranhado.

— Por que seu cabelo ficou assim? — Indagou Dominica, sem piscar uma única vez.

—  Foi o guardião que fez. Ficou tão embaraçado que o pente não passava de jeito nenhum. A mulher mais velha da tribo se aproximou e disse para minha mãe que aquilo era uma mensagem deixada pela entidade da mata. Mamãe quis saber qual era a mensagem. A mulher disse que eu tinha o dom de me comunicar com os espíritos da mata e depois não tocou mais no assunto…

— Nossa! Que história! — Interrompeu Eneida. — E você sabe se comunicar com os mortos?

— Nunca falei com nenhum espírito não. Pelo menos até agora — respondeu Dedé.

— Mamãe, você ouviu? O saci existe…!

— Não é bem o saci, Dominica — interrompeu a governanta. — Ele não é um menino travesso, como contam as histórias. Ele é uma entidade que protege a natureza. Nós indígenas, sabemos muito bem disso. Mas ele pode ser demoníaco para quem a agride. Costuma atacar quando menos se espera.

— Muito bem, foi muito bom começarmos nossa manhã com uma boa história. Agora quero tomar o meu café. Você poderia pedir para servir no ateliê, Dedé?

— Agora mesmo. – Respondeu ela. Depois virou-se para a menina e cochichou: — Depois te conto mais. Agora vá brincar.

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