Vou fugir de você

— Ahhhh, por favor, não quero entrar ai…

No hall de entrada do luxuoso prédio ao qual ficavam as organizações Gusu Lan ficara agitado, o rapaz estava se agarrando a uma pilastra choramingando.

— Jovem mestre Wei, não seja assim, fale baixo… – SiZhui tentava inutilmente acalmar o rapaz que continuava agarrado na pilastra gritando a todos os pulmões.

— Dr. SiZhui se me deu alta por que tenho que vir com ele? – Olhou para as costas de WangJi fuzilando com o olhar enquanto o via se afastar calmamente para o elevador principal.

— Ei, garoto, pare de choramingar. – JingYi ralhou com Wei. – Querendo ou não, virá conosco, afinal salvou HanGuang-Jun, deveria aceitar a oferta de gratidão e se curar dessa pneumonia e anemia. – O rapaz cruzou os braços olhando-o sério.

— Deixe-o gritar, quando se cansar arraste-o para dentro.

WangJi continuou seu caminho até o elevador sendo observado pelo trio, Wei Ying fechou a face irritado e afastou do pilar já correndo para a porta de saída, olhando para a dupla que o seguia, sem perceber esbarrou com uma pessoa que entrava e a trombada foi tão forte que caiu sentado.

— Ah, desculpe! Não estava vendo…

— Você está bem? – A voz gentil vinha do outro homem que estendeu a mão para Wei Ying.

— Eu… – Quando levantou o rosto, ficou assustado. – Lan Zhan?! – Wei Ying olhava-o incrédulo, afinal acabara de ver WangJi entrar no elevador.

— Ah, não, sou XiChen, Lan XiChen para ser preciso jovem mestre.

— ZeWu-Jun, desculpe-nos. – SiZhui aproximou e ajudou a Wei Ying levantar.

— Olha a confusão que você arrumou garoto. – JingYi curvou para XiChen cumprimentando-o.

— Está tudo bem, pelo visto esse deve ser o rapaz que salvou WangJi.

— Eu o salvei, agora estou preso aqui. – Resmungou bufando chateado.

— E quem disse que está preso, jovem mestre? – Sorrindo XiChen voltou a caminhar seguindo para o elevador. – Pelo que soube, aceitou ajuda de meu irmão para se tratar, então, vamos teremos uma boa refeição lhe aguardando.

Wei Ying corou ao ser lembrado que fizera realmente esse trato com Lan Zhan na madrugada, ainda emburrado seguiu junto com a dupla dos jovens assistente e médico para por fim, todos entrarem no elevador.

— Irmão.

— WangJi, tenho boas notícias. – XiChen sorridente como sempre, falava com irmão. – Partirei pela manhã, em um voo até LanlingJin, A-Yao está me aguardando para darmos continuidade as preparações da conferencia desse ano.

— Hn.

— Espero que possamos por um ponto final na divergência entre os clãs, A-Yao está bastante esperançoso, claro que apoiarei em suas decisões. – XiChen olhou para Wei Ying e voltou a esboçar um leve sorriso gentil. – Agora que temos um hospede, vejo o quanto está feliz.

Wei Ying emburrado olhava para a vista daquele elevador panorâmico, estavam muito alto e mesmo assim ele vez ou outra olhava para o WangJi, ao ouvir que seu irmão dissera que estava feliz chegou a engasgar dando uma leve tossida.

“Feliz?!… Ele tem a mesma face o tempo todo, como ele está feliz? Humfr… Eu vou dá um jeito de ser expulso, se tem algo que sei fazer de melhor é perturbar ao ponto de me enxotarem para fora… he he he he he… Você vai me expulsar HanGuang-Jun.”

O som plim do andar onde iriam descer ecoou no ambiente e despertou o rapaz de seus pensamentos, quando todos saíram. WangJi e XiChen foram para o escritório, parando na porta antes de entrar virou para SiZhui e JingYi.

— Levem-no para o Jingshi.

A dupla se olhou estranhando aquela ordem, afinal nunca ninguém entrou no andar onde HanGuang-Jun morava, sem questionar, SiZhui foi o primeiro a se virar para Wei Ying e fazer o gesto para acompanha-lo.

WangJi e XiChen entraram no escritório fechando a porta, JingYi os seguiu a pedido já que era assistente direto dos irmãos Lan.

Caminhando pelo enorme corredor, SiZhui olhou para Wei Ying, notando um pouco mais calmo.

— Não fique assim, acha que eu traria você para um lugar onde fosse maltratado?

— Dr. SiZhui, desculpe, não estou acostumado com todo esse luxo. – Wei Ying mesmo chateado por ter que ir a força para aquele lugar, não pode deixar de reparar o quanto aquele prédio era luxuoso, de fato aquelas pessoas eram muito ricas e a modernidade do lugar chegava a ser fora da realidade. – Em pensar que dias atrás estava dormindo em um quartinho fedido atrás de uma lanchonete, he he he he… – Murmurou para si, até notar o olhar atento do jovem médico. Levou a mão na nuca coçando a cabeça sem jeito.

— Não precisa ser assim, a generosidade de HanGuang-Jun é bastante para não permitir que passe novamente por dificuldades. – Sorrindo SiZhui parou de frente a outro elevador, tocou o painel e logo a porta se abriu.

Wei Ying suspirou baixo e entrou agarrado a sua mochila cheia de amuletos e sua velha e surrada flauta de bambu. Não era ingratidão, não mesmo, mas ele não podia ficar muito tempo, precisava juntar dinheiro e volta para o interior, voltar para sua irmã YanLi.

Wei Ying ao sair do elevador ficou boquiaberto, aquele andar era enorme, porém a decoração rematava a antigas moradias de eras passadas, que se misturavam a modernidade atual, onde havia TV e computador, além de uma enorme estante de livros que ia de uma parede a outra.

— Jovem Mestre Wei, pode se acomodar nesse lugar, logo que HanGuang-Jun terminar a reunião com ZeWu-Jun, virar lhe presta assistência, enquanto isso, pode assistir TV ou usar a internet. – Mostrou os itens ao rapaz.

Wei Ying olhava todo o lugar e mal prestou atenção em SiZhui, andava de um lado para o outro vendo todo o lugar maravilhado.

— Esse lugar é enorme… Lan Zhan mora sozinho aqui? – Parou perto de SiZhui olhando para a enorme tela de TV.

— Sim, esse é o andar reservado somente para HanGuang-Jun, bom agora para você também, por falar jovem mestre Wei, está na hora de sua medicação.

— Ah, os remédios, não sei por que insistiu, não sinto nada, estou bem, apesar de ter que usar essa munhequeira e tornozeleira, só um pouco de tosse, sou muito forte logo fico bom, não precisam se preocuparem tanto.

SiZhui pegou o medicamento e foi a cozinha, serviu um copo com água e trouxe em uma bandeja para o rapaz que ainda tagarelava sobre sua condição de saúde.

— Eu vivo nas ruas e nem sempre temos remédios, então tomo uma sopa forte apimentada que me faz soar e melhoro de qualquer doença. – Sentou no enorme sofá e largando a sua mochila do lado.

— Não duvido do jovem mestre Wei, mas agora é diferente, como disse, tem que tomar a medicação e fazer uma dieta balanceada para ficar ainda mais forte. – Entregou o comprimido e serviu o copo d’água. – Sorrindo esperou que o rapaz tomasse.

Wei Ying olhava para aquele comprimido emburrado, deu de ombros vencido pelo sorriso gentil do rapaz, de certa forma gostava muito do jovem médico, alguma afinidade talvez, mas que de todo não era ruim, no entanto precisa deixar essas afeições de lado e voltar para sua irmã.

— Obrigado Dr SiZhui. – Levou o comprimido a boca e tomou um longo gole de água, depois colocou o copo sobre a bandeja esboçando um largo sorriso. Eu não estou sendo ingrato, mas preciso voltar a trabalhar, vender meus amuletos, no fim não tenho como ficar muito tempo.

— Compreendo jovem mestre, no entanto, HanGuang-Jun disse que compraria seus amuletos, no fim seu trabalho não está perdido, terá sua compensação em ficar uns dias sem vende-los.

Wei Ying inspirou fundo, contra aquele argumento não tinha muito o que retrucar, virou para o jovem médico com olhar pedinte.

— Dr. SiZhui posso lhe pedir algo?

— Claro.

— Não sou mestre de nada, poderia me chamar só de Wei Ying, soa estranho falando dessa forma. – Ele falou a SiZhui sem jeito.

— Eu que peço desculpas, é um costume na nossa família, verá que todos se tratam dessa forma, mais formal, no entanto, atenderei seu pedido Wei Ying. – SiZhui pegou a bandeja e levou para a cozinha, voltou e colocou sobre a mesa de centro a receita e os medicamentos com um bip ao lado. – Esses são os medicamentos, no horário certo o bip vai ecoar e é só tomar, para ficar bom logo não pode pular os horários. – Pegou a chave do seu carro do bolso se seu casaco branco e sorrindo acenou. – Preciso ir e por favor faça tudo corretamente que logo, logo sua estadia será menor e poderá ir para onde desejar.

SiZhui voltou para porta de saída e pouco depois o local ficara somente para Wei Ying.

Ele estava largado no sofá, maquinando o que poderia fazer para ser ainda mais curta sua estadia na casa da família Lan, claro que poderia fugir na noite, esperar que Lan Zhan dormisse para escapar, seria uma ótima ideia.

O tempo passou rápido enquanto ele deitado de bruços no sofá listava mentalmente as inúmeras formas de ser expulso que não notou que WangJi havia chego e parado ao lado dele.

— Wei Ying.

— AHHH!!! – Assutou-se com o outro que chegou a pular do sofá. – Ha ha ha ha … Você já chegou Lan Zhan? Eu nem notei chegar, onde…? Quero dizer, quando chegou?

— Está com fome?

WangJi, voltou para a cozinha, estava preparando uma refeição, seguido por Wei Ying que o olhava desconfiado.

— Eu estava tão distraído que agora que percebi que estou morto de fome. – O aroma da refeição que o outro preparava atingiu em cheio Wei Ying, logo que abriu a porta do local. Ele chegou a levar a mão na altura do estômago quando o mesmo roncou. – Ha ha ha ha… Realmente estou com fome, você está cozinhando? – Aproximou do fogão e olhou a mesa preparada para dois.

— Sente-se.

WangJi, colocou sobre a mesa pequenas travessas com variados itens, arroz, peixe, alguns legumes, molhos além de travessas e pauzinhos para comerem. Tudo muito bem arrumado e organizado.

Wei Ying sentou e olhava aquelas comidas com olhos famintos, haviam tantas opções que nem sabia por onde começar, pegou os palitos e se serviu.

WangJi sentou em seguida e começou a se servir, pegou algumas iscas de peixe e molhou em uma porção de molho colocando no prato de Wei Ying.

— Coma é bom para sua saúde.

— Lan Zhan está tudo muito saboroso, fazia tempo que não via tanta comida na minha frente, quer saber isso merece uma bebida, tem algo forte para tomarmos.

— Não fale nas refeições. – WangJi mastigava pequenas porções.

— Ah? – Comeu um pedaço do peixe frito. – Lan Zhan, tem algo para beber?

— Wei Ying está tomando medicação…

Wei Ying resmungou baixo, colocando uma porção de arroz na boca, voltou a tagarelar.

— Lan Zhan você mora sozinho aqui nessa casa tão grande, olhando-o bem, pergunto por qual motivo?

— Não fale nas refeições.

Wei Ying estreitou os olhos e notando aquele ar formal do outro, decidiu provocar.

— Lan Zhan, diga uma coisa, um homem adulto como você já deveria ter esposa e filhos, se bem que o Dr. SiZhui é seu filho, mas onde está a mãe?

— SiZhui é adotado.

— Ah! Que coisa legal, você adotou ele, agora entendo um pouco porque ele diz algumas coisas sobre HanGuang-Jun.

WangJi olhou para Wei Ying atento ao que o rapaz falaria.

— E mesmo assim não se casou e nem deu uma mãe para SiZhui. – Estendeu os braços desdenhando. – Ou Lan Zhan é tão chato que nenhum boa moça quis se casar ha ha ha há…

WangJi continuou a comer silencioso ainda ouvindo o rapaz tagarelar sobre detalhes que em particular o homem de olhos claros e pele tão alva como a neve não se interessaria.

— Lan Zhan, eu posso lhe apresentar boas moças, prendadas e que poderiam ser boas esposas, o que acha?

— Estou falando sério, precisa de uma esposa, só assim você muda essa face séria.

Wei Ying esta disposto a por em prática seu plano de perturbar o outro até não aguentar mais e expulsar do apartamento. Continuou a tagarelar, já que ele não podia falar nas refeições iria falar mesmo assim, irrita-lo com perguntas pessoais era só o começo daquele seu plano bem elaborado mentalmente.

— Lan Zhan, olhe para mim, responda você não é daqueles homens ricos que gostam de “apadrinhar” garotinhos indefesos? – Falou por fim maliciosamente.

WangJi pousou os palitos sobre a mesa de forma arrumada ao lado do prato e pegou um guardanapo, limpando o canto da boca.

“Toquei no ponto certo, agora ele me expulsa.”

Com um leve sorriso arteiro e vitorioso ele olhava o outro levantar da cadeira e dar a volta na mesa, parando ao lado de Wei Ying.

— Terminou sua refeição?

— Ah, claro, estou satisfeito, comi bastante… – Wei Ying levantou e já imaginando que iria embora, afastou da mesa e foi para a sala.

WangJi o seguiu e quando o viu pegar a mochila e por nas costas, estreitou os olhos questionadores.

— Bom, Lan Zhan foi divertido ficar aqui, desculpe se ofen… di… heiii…

WangJi segurou-o pelo braço e o arrastou, mas para a frustração de Wei Ying, em vez de coloca-lo para fora o levou para outro estremo do apartamento, onde seria os quartos.

— Aiiii, Lan Zhan meu braço, ele ainda dói. Para estar me machucando… – Reclamava sendo arrastado pelo outro.

WangJi abriu a porta de correr e o empurrou para entrar.

— Você dorme aqui.

Virou-se e saiu fechando a porta.

— O que?! Ahrrr… Que merda! – Sentou na cama e tirou a mochila das costas colocando-a no chão. – Eu tenho que pensar em uma forma de fugir, sim, vai ser quando ele dormir.

Wei Ying analisava as chances de sair e lembrou que precisaria do cartão chave para abrir as portas e poder sair, e provavelmente o cartão estaria com Lan Zhan, esperaria ele dormir para pegar e fugir.

A porta voltou a se abrir e diante de Wei Ying, WangJi apareceu, estava de robe branco, seus longos cabelos negros que antes estavam presos em um coque, agora soltos, escorriam como véu pelo ombro. Carregava mudas de roupas limpas, além de toalha e uma manta.

— O banheiro fica no fundo do corredor.

Wei Ying olhava-o atento notando a gola do robe um pouco aberto onde mostrava uma cicatriz de queimadura, parecia ser um símbolo, tentou ver mais detalhe quando o outro puxou a gola do robe cobrindo a marca.

“Que queimadura era aquela? Será que Lan Zhan se meteu com alguma gangue de rua? Parece marca que já vi antes…”

— Hora de dormir.

WangJi virou-se e saiu voltando a fechar a porta. Pouco tempo depois, Wei Ying que havia tomado banho e trocado de roupa, no entanto tinha um plano e deitou fingindo dormir, até que alta horas da noite resolveu verificar se Lan Zhan já estava dormindo, saiu do seu quarto e caminhou pelo corredor sorrateiro.

Procurou o quarto de Lan Zhan e o achou no lado oposto próximo ao quarto que o outro havia lhe dado para dormir. Abriu lentamente a porta e olhou pela fresta, havia uma luz fraca vinda de um pequeno abajur iluminando o ambiente e ali deitado WangJi tinha os olhos fechados. Wei Ying deslizou mais a porta e entrou de lado, arrastando-se até perto da cama, ergueu a cabeça para ver se WangJi dormia, foi quando avistou sobre o criado mudo do outro lado a chave cartão.

“Minha chance, vou pegar o cartão…”

Ergueu o corpo, esticando o braço para pegar o cartão chave quando sentiu a respiração do outro mudar, se arrepiou quando o viu abrir os olhos.

“Eu preciso pensar rápido, ele acordou… Merda de sono leve…”

Lembrando de sua provocativa anterior, ele pegou o lençol que cobria Lan Zhan e o ergueu subindo na cama e montando sobre ele. Logo depois apoiou os dois braços, espalmando na cama ao lado da cabeça de WangJi.

— Lan Zhan, eu lembro-me da pergunta que não respondeu, se é esse tipo de pessoa, então que tal se dormíssemos juntos?

“Ele ficou irritado quando toquei nesse assunto, possivelmente não deve gostar de ser comparado a um ricaço pegador de garotinhos, minha chance de irritá-lo.”

WangJi mantinha o mesmo semblante sereno e falou calmamente.

— É o que quer?

Os olhos de Wei Ying se arregalaram, tamanha fora a surpresa e novamente um arrepio subiu a espinha e a sensação de que aquela não fora uma boa ideia correu na sua mente. No entanto, não iria recuar na provocativa, talvez o outro estivesse testando-o e voltou a falar maliciosamente.

— Se me quer nesse apartamento, então terá que me aguentar e inclusive dormir comigo.

Um silencio profundo se instalou entre ambos e os segundo foram eternos até que Wei Ying sentiu a mão de WangJi segurar sua cintura.

— Muito bem.

Nesse momento todo o corpo de Wei Ying foi puxado e caiu sobre o peito de WangJi, que logo em seguida puxou a manta para cobrir a ambos.

Wei Ying mal podia acreditar, afinal de conta por qual motivo aquele homem aguentava todas aquelas provocações, tentou se levantar para voltar ao seu quarto, porém seu corpo não respondia, novamente ficou imóvel.

“Droga… Droga… Droga… Isso é hora do meu corpo travar… Arrrrr…”

WangJi por fim ergueu o corpo para com um gesto de mão apagar a luz do abajur, deitou e ajeitou a manta sobre ambos e fechou os olhos.

— Durma.

Wei Ying ficou um bom tempo pensando em tudo que aconteceu, suas tentativas frustradas de provocar o outro o atormentava, estava curioso e ao mesmo tempo surpreso por tamanha aceitação daquele que havia salvo, aliás maldito dia que salvou aquele homem, algo lhe dizia que não seria fácil se livrar dele e isso estava o assustando.

Vencido finalmente pelo cansaço Wei Ying adormeceu, mal sabendo que o dia seguinte seria ainda mais complicado para suas tentativas de fugas.

Continua…

 

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Atualização dos Capítulos Terça, Quinta e Sábado às 22 h.

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