Este conto é um acontecimento vivido pelo autor, porém algumas cenas contidas aqui foram alteradas para trazerem mais impacto e desenvolvimento nas narrativas dentro dessa leitura. Aproveite o máximo.

Conto criado e escrito por JOÃO VITOR SILVA
Caro leitor (a), neste conto principal é recomendado ler a obra a noite, por volta das dez horas da noite e se possível coloque uma música assustadora para você entrar dentro desse universo literário.
Se você puder, coloque a trilha dentro da plataforma disponível nessa leitura, e bons pesadelos.
Ato 1- A maldição
Outubro de 1975
Em uma cidade próxima ao Distrito Federal, em uma rodovia 666, vivia um morador estranho, calado e sem nenhum amigo, familiar, e nenhum animal de estimação. Não tinha nem ratos no seu esgoto para atrapalhar o seu cochilo. Diziam que ele era um homem pagão revoltado, e predestinado a acabar com a religião cristã da nossa região. Seu nome era Alberto Pereira, 25 anos de idade, não saia muito de sua casa, e quando saia, ninguém via ou falava nada.
Em uma quinta-feira, dia ensolarada, eu estava me aprontando para ir à escola, e foi quando ouvi vozes na casa de Alberto. Parecia que ele estava rezando ou algo do tipo. Fui ver pela sua janela e de repente, Eu o vi pelado, e em volta havia um símbolo estranho, e não era algo como bruxaria comum, era algo do tipo que nem mesmo Deus poderia explicar.
De repente, apareceu outro Alberto falando com ele mesmo
– Iremos acabar com esse povo! – Um dos Alberto dizia.
Bati na porta, e vinha Alberto, com sua toalha azul, e atendeu-me.
– Como posso ajudá-lo? – Ele interrogou-me.
– O que você estava fazendo? Respondi, amedrontado.
– Eu estava praticando minhas preces. – Riu como se eu fosse um coitado.
O papo foi acontecendo, e resolvi deixa-lo em paz. Fui para a escola com minha amiga Deuzenir, linda, lésbica e feminista, cabelos azuis e eu gostava dela mesmo sabendo que nunca iria acontecer, mas entendia essas coisas como nunca.
Chegando na escola, A Escola Municipal do Rio Azul, vi aquele homem asqueroso, idiota e que nem mesmo conseguia olhar em sua cara, Jesus, o estrangulador), cabelo crespo, branco, hétero cis, e filho de um famoso guitarrista de uma famosa banda de forró.
Eu nem quis falar com ele, já que sempre que me via, ele roubava algo de mim, mas fui falar com meus amigos: Pedro, Rafael, Aline, Renato e Beatriz, e minha prima Ariane.
Meu grupo era esse. Nos conhecemos em uma gincana da escola, e todos tinham algo em comum: adorávamos jogar vídeo game. Adorámos ciências e erámos viciantes em cinema clássico.
Eu queria estudar cinema, e me tornar um prestigiado diretor como Alfred Hitchcock, mesmo sabendo que seria diferente compara-lo.
Minha amiga Rafaela era apaixonada por ciências e estava estudando para estudar biologia, mesmo tendo 15 anos. Pedro tinha ainda seus 8 anos, mas sempre dizia que queria ser compositor, e mesmo criança, ele tocava bastante. Seu estilo era cantar e tocar blues, principalmente músicos da década de 50, que foi o que inspiraram para entrar, ainda com 7 anos na famosa escola de Musica da região, Musica para todos.
Rafael, Aline tinham ambos 16 anos, e eram namorados, ambos queriam estudar direito na mesma faculdade, mas Aline tinha um segredo, que ela me contara quando tinha feito um juramento que não podia nem contar pra meus pais.
Renato e Beatriz eram gêmeos e tinham 11 anos, e ainda não faziam ideia do que fazer, já que eles diziam que iriam pensar em trabalho só quando completassem seus 18 anos, mas eles nem gostavam quando falamos deles fora do grupo.
Na aula de matemática, eu não parava de pensar no que vi na casa de Alberto. Ele era um bruxo? Um satanista? Será que ele iria me matar? Esses pensamentos estavam falando bem mais alto…
Voltando pra casa, vi uma multidão próximo a minha casa. Vi meus pais, enforcados, manchado de sangue roxo, e minha irmã estava nua atrás da porta. Será que Alberto se vingou de quando, meus amigos e eu jogávamos ovos e bolinho de bostas de cavalos em sua varanda? Ou será que ele simplesmente enlouqueceu?
Ele aparecia estar tão calmo quando aparecera de repente na nossa rua. Vestia uma roupa bege, calça Jean, uns óculos escuros, e um cigarro na boca.
Tendo em vista que ele não estava olhando para o acontecimento, vi ele sorrindo, e uma multidão foi até ele.
Jogaram pedras em sua cabeça, esmurravam-no, e chamavam-no de assassino.
– Eu não fiz nada, absolutamente nada. – Humilhou-se para todos.
Após entrar em sua casa, toda a comunidade acendeu fogo e tacavam-no em sua casa.
O fogo começava a aumentar, e a casa de Alberto estava completamente fechado.
Ele morreu queimado. A policia apareceu e investigou o caso da morte da minha família e do estupro da minha irmã.
O policial Chris, careca, negro e bombado, interrogava as vítimas enquanto eu conversava com meus amigos Deuzenir e Pedro. Estava em choque. Nunca pensei que os perderia de uma só vez, de maneira tão cruel.
Depois de algum tempo, por alguma razão, minha irmã acordou. Fui rapidamente até ela. Alegre e quase chorando, ela exclamou-me.
– Todos nós vamos sofrer.
Ela disse que Alberto não havia feito nada, e quem realmente matou papai e mamãe foi o valentão da escola, o menino Jesus.
Meses APÓS O INCIDENTE
Janeiro de 1976
Alguns meses após os assassinatos que aconteceram na minha cidade, a polícia decidiu que deveria ter mais segurança no local. O tenente Edmundo Filho, um homem alto, branco, corte militar e docemente atraente liderava o 21º distrito do batalhão de policia militar da minha cidade, Rio Azul.
Eu tinha me mudado para a casa de meus tios, Mariane e Alessandro, um casal que eu simplesmente amava. Quando eu era menor, aproximadamente 5 anos, eles me davam tudo, mesmo não sendo o meu aniversário.
Meus tios moravam na rua próxima a minha escola, a alguns quarteirões próximo da casa dos meus pais.
Meu quarto era pequeno, uma parede branca e minha cama fica do lado da janela. Já era de noite, e resolvi ler um livro. Olhei para a janela, e vi uma sombra estranha. Essa sombra se aproximava mais de mim, como se eu já estivesse ameaçando-a de alguma forma.
Resolvi abrir a janela, mas não tinha absolutamente nada do lado de fora.
No dia seguinte, meus amigos me convidaram para ver Carrie, A estranha, um filme de terror que era baseado em um romance de horror do escritor Stephen King.
Eu topei. Me arrumei todo. E sair. Chegando no cinema, vi dois homens fugindo da polícia. Eles estavam procurando-os por dois roubos que vi passando na Tv.
Entrei na sala de cinema. Estavam meus amigos Pedro, Deuzenir, Rafael e Beatriz. Nós amávamos terror, e adorávamos os livros do Stephen King. Estávamos com ótimas expectativas, e mesmo que o filme fosse ruim, valia muito a pena ter saído daquele inferno que passei no ano passado.
Após os trailers, eu entrei em transe, por alguma razão. Ouvi um homem dizendo “Todos vocês vão se arrepender no que fizeram comigo, seus monstros”
Era a voz de Alberto. Era mais rouca. Mais assustadora. O que significava isso.
Estava tão assustado que jamais imaginaria que veria aquilo de novo. Parecia ser ele, mas algo me dizia que estava ficando louco. Ele se aproximava. E cada vez mais meu coração batia mais forte. Podia ouvir o meu batimento. Era veloz. E horripilante. De repente, estava caído no chão, na porta da entrada do cinema. O que tivera acontecido ali, eu preciso investigar. Como eu parara ali? Como eu fui parar lá?
De repente, meus amigos Pedro, Deuzenir, Rafael e Beatriz saiam do cinema. Passavam por mim, e era como se fosse que eu nem existisse mais, e de repente. Eu me vi passando. Parece que estava louco. Eu estava com eles? Eu estaria em um multiverso?
Uma voz medonha me alertava.
– Você não está morto. E apenas uma ilusão que coloquei em ti. – A voz roca, e medonha exclamava.
– Quem é você? O que está acontecendo comigo?
E de repente, ele apareceu. Era Alberto. Ele estava bem mais jovem, e usava uma capa preta, e sua mão era uma foice. Ele disse que eu estava preso nessa ilusão, como se fosse um inferno paralelo, ou um loop infernal.
Quando acordei, estava jogado na rua. A rua estava vazia e ninguém mais estava lá. Levantei, e fui direto pra casa.
Quando terminei de tomar banho, recebi uma ligação.
– Alô!
Uma voz roca saia direto do telefone. Conseguia ouvir o som da respiração.
– Você não viverá essa semana! – Ouvia a voz tenebrosa.
– Quem fala? – Eu perguntei, muito amedrontado.
Depois de desligar o telefone, quase demorando para respirar, eu fiquei imaginando que todos nós, inclusive eu, iriamos morrer, mas o motivo eu não sabia.
Logo na manhã seguinte, eu fui a casa de Pedro. Bati na porta, mas ele ainda estava dormindo, e foi quando vi Beatriz na rua. Fui até ela, e conversamos sobre o ocorrido do cinema.
– O que aconteceu com você, ontem? – Bia exclamou.
– Uai, como assim? Vocês me deixaram sozinho. E eu pensei que iria morrer.
– Mas você foi embora antes do filme começar.
A conversa foi indo, e percebi que era como se eu nem estivesse lá, como se algo tivesse tomado conta do meu corpo e da minha alma.
Terça-feira, 6 da manhã
1976
O telefone toca. Atendi, e Pedro fala chorando, como se alguém tivesse morrido.
– Rafael foi morto. Os seus pais acabaram de encontrar ele próximo a igreja, todo ensanguentando, com uma cruz de madeira virada ao contrário.
Fiquei sem palavras. Por que, logo Rafael, um menino tão dócil, tão incrível.
No dia do enterro, os pais de Rafael estavam muito tristes, e afinal, perder o filho de uma forma tão macabra como essa era tão chato, e triste.
Vimos alguns policiais no enterro. Eram os mesmo que investigaram nas mortes dos meus anos atrás. O policial mais magro, o seu Alfredo, era um católico que estava mudando de posto, mas ainda estava comandando o 25º batalhão da milícia da nossa cidade.
– Meu caro jovem, podemos fazer algumas perguntas? – Ele pergunta, atencioso.
Acenei com a cabeça.
Depois de uma meia-hora de conversa. Fui embora da delegacia.
Chegando em casa, eu tive outra daquelas visões que tive parecida com aquela do cinema.
Ouvi uma voz rouca dizendo que o próximo seria meus dois únicos melhores amigos.
Fui dormir. Acabei caindo no sono, depois que vi o Exorcista, um dos melhores filmes que vi nesses últimos 10 anos.
Acordei num lugar estranho. Parecia aqueles infernos dos filmes de terror, e lá estava ele me esperando. Era Alberto, com sua capa preta, me chamando.
– Seja bem-vindo ao seu novo lar. Aqui é o seu novo submundo. Ele falava como se eu realmente fosse morrer hoje.
– Mas por que tantas essas mortes? O que lhe fiz? Alias, o que fizemos?
Ele explicara que tudo isso foi provocado no Halloween de 66 quando jogaram ovos e outras coisas nele, quando seus pais tinham se mudado para lá, e agora nós iriamos sofrer.
Sai daquela visão. Liguei imediatamente para meus amigos Pedro, Aline, Renato, Bia e Ariane. Ninguém mais atendeu.
Passaram dias, noites, semanas e meses, meus amigos desaparecem (todos eles). Fiquei muito preocupado. Aonde será que eles foram.
Ato 2 – A Maldição do Fantasma
Dezembro de 1980
Anos se passaram, e nenhuma notícia dos meus amigos. Chorava, reclamava, e nada mais das visões que tivera anos atrás. Eu estava bem mais velho, e comecei a trabalhar numa loja de doces, próximo a rodovia 666, ao lado de uma igreja evangélica chama O poder de Deus. A igreja era bem cheia, tinham pessoas de todas as idades, de todos os gostos, mas haveria uma coisa que diferenciava das outras demais: no local onde a igreja foi construída, houve um massacre na década de 30, de um grupo de pagãos que assassinaram uma família cristã a pauladas, esfaqueamento e também surgem boatos que queimaram vivos essas pessoas.
No primeiro dia de trabalho, o meu chefe José Alfredo, um homem alto, careca e africano, era rígido, rigoroso, mas era um amor de pessoa também. Embora tenha seus 47 anos, ele era divorciado, e era gay, e mesmo que seja apenas o meu chefe, ao longo dos dias trabalhando pra ele, eu tinha me apaixonado por ele.
Eu trabalhava de 4 da manhã às 8 da noite, era bem cansativo, mas eles me pagavam muito bem.
No dia 6 de julho de 1980, estava chegando nos cinemas da minha cidade o filme Sexta-feira 13, que era sobre um assassino mascarado que caçava suas vítimas e as esfaqueava, o que me trazia ótimas lembranças do que vive após os ataques dos meus amigos, alguns anos atrás.
Após de sair do serviço, por volta de uma 7h45minutos de uma quarta-feira, fui levar o lixo para o lado de fora, e foi lá que vi eles. Eram espécies de animais, mas em formas humanas. Eram tenebrosamente horríveis, e se chamavam os 8 descendentes de Lúcifer.
– Eles nos enviaram aqui para te entregar isso. Eles me entregam uma caixa de sangue com o nome escrito “Nunca Abra”
Eu abrir sem querer, e uma espécie de planta carnívora apareceu e me comeu vivo.
Meu chefe viu tudo, e rapidamente o seu corpo sofreu uma mutação e se transformou nele, em Alberto.
Cinco dias após esses acontecimentos, eu estava preso em uma grade, e via todos os meus amigos, minha família. Todos estavam presos em outras grades como a minha.
– Seja Bem-Vindo ao horripilante Circo do terror. – Ele sorria enquanto falava a tal frase.
– Você não sabe o quanto demorei para bolar esse plano
Eu não entendia por que Alberto estava fazendo isso. Na minha cabeça eu estava vivendo um sonho, nada disso era real, e repetir isso para mim mesmo, já que meus pais estavam vivos ali, jogados naquela cela maldita.
Várias horas naquela tortura macabra, nenhum sinal de polícia, nenhuma ajuda. Eu conhecia aquele lugar, mas não estava lembrado de absolutamente nada. O lugar era bem fechado.
Meus pais estavam vivos. Eu realmente não estava entendendo absolutamente nada. E mesmo que entendesse, não fazia o menor sentido. Afinal, o que era real? Eu simplesmente não estava entendendo nada.
Alberto pegava algumas ferramentas de tortura no seu carro, e colocava-as no chão.
– Vocês todos serão mortos. – Continuava exclamando alegre.
– Por que você quer tanto nos matar, Alberto? – Interroguei-o.
Ele disse que tudo isso fazia dos planos dele desde da primeira vez que me viu passando pela rua. Ele iria expor o meu segredo.
– João Vitor. Os seus pais não sabem, mas vão saber.
Senhores Mário e Elaine. O seu filho esconde um segredo que jamais vocês sabiam que poderia passar pela mente desse estúpido menino. Ele é Gay!
– Isso não é verdade, seu mentiroso. – Exclamou nervosamente Pedro e completou Aline.
– Ele não pode amar quem ele quer amar? – Ela sorria pra mim alegremente.
Meu pai foi solto, e Alberto deu um motosserra para que me matassem por esse ato criminalmente religioso.
Ele olhava para mim com um desprezo, e eu sabia mais de tudo que iria morrer. Ligou a motosserra. Sua expressão mudava. Sua raiva crescia, e o seu ódio corria pelas veias. Em um último estímulo, ele desligava a motosserra, e me abraçava, e todos ficavam contente.
– Não, não e não. Está tudo errado. Foram soltos alguns lobisomens e zumbis apareciam naquele local. O que estava acontecendo. Era uma espécie de multiverso da loucura.
– Todos vocês estarão mortos.
Alberto pegava um controle remoto de seu carro, e estava prometendo que iria aperta-lo.
Ele apertava rigorosamente, e de repente todos nós explodíamos de forma bem bizarra e estranha que era inexplicável.
Plof, plaf e Tac. Todos explodiram de uma vez.
Os policiais entraram na região e atiraram todos em Alberto, mas misteriosamente (de novo) ele desapareceu.
Os detetives, um deles bem bonito e musculoso, me perguntava o que havia de acontecer ali. Eu podia falar a verdade, mas ninguém iria acreditar.
O PASSADO TE ATORMENTA
5 Anos depois
Eu comecei a estudar Medicina, na faculdade Federal do Distrito Federal, quando passei em um vestibular. Eu tinha em torno dos meus 19 anos, e estava namorando com Ricardo Pereira, um bofe gostoso que conheci no curso. Nós se conhecemos, na verdade, meses atrás, na seletiva do curso, e saímos para ver A Hora do Pesadelo 3: – Os Guerreiros dos Sonhos. O filme foi uma grande decepção, mas foi o meu primeiro beijo gay com ele, vivendo quase 5 anos sendo humilhado por parte da minha família que dizia que eu iria morrer por ser gay.
Quando eu sai do curso, um homem me perseguia. Eu olhei pra trás e ele sumiu.
Quando me virei, as luzes apagaram.







Parabéns pela sua grande estreia na Widcyber, meu amigo!
Muito Obrigado.
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