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Capítulo 9

CENA 1/ INTERIOR/ NOITE/ HOSPITAL/ QUARTO

         Olinda deitada, com a enfermeira ao lado, mexendo em seu soro. Camila e o médico entram. Ela muito abalada e com os olhos vermelhos. Sua mãe percebe.

         OLINDA – O que aconteceu? O que eu tenho?

         CAMILA – (chega perto da mãe) Minha mãe…

         OLINDA – (nervosa) Por que tá assim Camila? O que foi? O que eu tenho?

         CAMILA – Melhor o doutor falar…

         OLINDA – (para o médico, bastante nervosa) O que eu tenho? Por que minha filha tá assim? Me fala!

         MÉDICO – (chega perto da paciente) Calma, dona Olinda, respire fundo.

         OLINDA – (quase chorando e ofegante) Me diz o que eu tenho, pelo amor de Deus…

         MÉDICO – Ela está tendo uma crise nervosa. (para a enfermeira) Ministre 2ml de midazolam, por favor.

         A enfermeira injeta, rapidamente, o medicamento no soro. Camila observa tudo, chorando. Olinda permanece com a respiração ofegante, até que desmaia.

         CORTA PARA/

CENA 2/ INTERIOR/ NOITE/ CASA DOS OLIVEIRA/ NOITE

         Jurandir dorme e ronca no sofá. Alguém bate na porta. Brenda vem correndo do quarto para atender e vê Terezinha.

         BRENDA – Terê? O que aconteceu?

         TEREZINHA – Teu pai tá aí, minha linda?

         BRENDA – Tá dormindo ali (aponta pro sofá), por que?

         TEREZINHA – Preciso falar com vocês.

         Terezinha entra e tenta acordar Jurandir. Brenda fecha a porta.

         TEREZINHA – (cutucando o pai de Brenda) Jurandir, levanta!

         BRENDA – Aconteceu alguma coisa, né?

         JURANDIR – Quem é que tá me perturbando a essa hora em?

         TEREZINHA – (pega na mão de Brenda) Preciso que vocês fiquem calmos, pois não é nada sério.

         BRENDA – (quase chorando) O que que é?

         TEREZINHA – Camila ligou lá pra casa e sua mãe tá no hospital.

         Brenda abraça Terezinha, chorando. Jurandir fica duvidoso.

         TEREZINHA – Calma, minha flor… Ela já tá bem, só foi uma intoxicação alimentar…

         JURANDIR – Quando que a Camila te ligou? Como é que ela não avisa a gente primeiro?

         TEREZINHA – Tem alguns minutos. Ela tentou ligar pra cá, mas não chamou… Enfim. Ela só me pediu pra avisar vocês e que era pra eu levar a Brenda pra dormir lá em casa.

         BRENDA – (chorando) Eu quero ver minha mãe.

         TEREZINHA – Amanha cedinho a gente vai lá. Vamos pra casa da tia, vamos.

         JURANDIR – Quer dizer que agora a Camila manda e desmanda aqui. Nem minha própria filha pode ficar comigo.

         TEREZINHA – Por que ela sabe que você não cuida dela direito Jurandir. E você trate de estar pronto pra ir pro hospital amanhã. Vamos Brenda.

         Terezinha sai com a adolescente e Jurandir fica contrariado.

         CORTA PARA/

CENA 3/ INTERIOR/ NOITE/ HOSPITAL/ QUARTO

         Olinda desacordada. Camila muito apreensiva e o médico observando a paciente.

         MÉDICO – Foi uma crise de ansiedade e a pressão aumentou um pouco. Tivemos me ministrar um calmante. Ela deve dormir a noite toda.

         CAMILA – Ela não costuma ser tão nervosa…

         MÉDICO – Toda essa situação deve ter a estressado. Ela vem passando por algum momento difícil?

         CAMILA – Ah, minha mãe sempre teve uma vida difícil. Mas nunca se abateu, ela é uma rocha.

         MÉDICO – Bom, vamos esperar até amanhã. Ela vai ficar bem.

         CORTA PARA/

CENA 4/ INTERIOR/ NOITE/ HOSPITAL/ RECEPÇÃO

         Bruno espera por Camila, muito ansioso, até que ela vem do quarto e o abraça, chorando.

         BRUNO – O que o médico falou?

         CAMILA – Minha mãe tem câncer…

         BRUNO – Meu deus… Eu sinto muito…

         Ele a abraça bem forte.

         CORTA PARA/

CENA 5/ EXTERIOR/ DIA/ STOCKSHOTS

         Sonoplastia: Dois Rios – Skank

         Plano geral de uma rua do Bairro da Ilha do Governador. Manhã movimentada. Em outra rua, vemos Terezinha entrando um seu carro, junto com Jurandir e Brenda.

         Plano geral da praia da Barra da Tijuca. Pessoas se banhando, caminhando no calçadão, e ao fundo, a avenida movimentada.

         Vemos agora, a mansão Rios.

         Fim do áudio em fade out.

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 6/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ CORREDOR

         Laerte sai de seu quarto, arrumado para trabalhar. Ele passa pelo corredor e chega as escadas, por onde desce, saindo de cena.

         Ao fundo do corredor, Giselle observa o pai saindo. Ela caminha lentamente até o quarto dele e entra.

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 7/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ QUARTO DE LAERTE

         Giselle entra no cômodo e olha pra todos os lados.

         GISELLE – Onde será que ele guardou aquele gravador…

         Ela começa a procurar por todo o quarto, mexendo em gavetas, armários, etc.

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 8/ INTERIOR DIA/ MANSÃO RIOS/ CORREDOR

         Giselle fecha a porta, lentamente e segue pra escada, mas é surpreendida por sua mãe, que sai do quarto de hóspedes.

         ANA ALICE – O você está procurando, posso saber, Giselle?

         GISELLE – (vira e ri, disfarçando) Mãe! Bom dia! (pausa) Meu pai disse que recebeu um material de alguns compositores… Fui ver se estava ali. Vou ver no estúdio. (vai saindo, mas para)

         ANA ALICE – Ué, mas você não trabalha mais com ele!

         GISELLE – Ah, mãe. Não me aluga!

         Giselle desce e Ana Alice fica intrigada.

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 9/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ ESTÚDIO

         Giselle entra e se senta em frente ao computador.

         GISELLE – (mexendo no aparelho) Rick já deve ter salvo a música aqui. (ela procura em várias pastas, até que acha) Aqui! “Não chore assim”! É essa mesmo! Música de… Camila Oliveira? Quem será essa idiota? (fica pensativa e depois, decidida) Vamos mudar umas coisinhas aqui…

         Ela renomeia o arquivo e coloca seu nome como compositora da música. Depois, ela põe pra tocar, num volume baixo, fica alguns segundos ouvindo e depois pega seu celular.

         GISELLE – Aristóteles? Preciso de um estúdio e uma banda pra ontem!

         ARISTÓTELES – (em off) Como assim, Giselle? Pra que?

         GISELLE – Compus uma música maravilhosa! Quero gravar o mais rápido possível!

         ARISTÓTELES – (em off) Não sabia que você era compositora… Mas Gi, qual foi o nosso combinado? Você precisa descansar a imagem.

         GISELLE – Querido, você não tem ideia! Essa música é um hit, meu amor! Vai me colocar no topo de novo, lugar de onde eu nunca devia ter saído!

         Close em Giselle, confiante.

         CORTA PARA/

CENA 10/ INTERIOR/ DIA/ PENSAO DE YOLANDA/ RECEPÇÃO

         Yolanda muito nervosa, andando de um lado pro outro. Bruno chega, ela tira seu cinto e ameaça o filho.

         YOLANDA – Onde que você passou a noite, Bruno!

         BRUNO – (surpreso) Calma mãe.

         YOLANDA – Calma é o cacete!

         Ela corre atrás com a intenção de bater e ele vai pro seu quarto e fecha a porta.

         BRUNO – (em off, atrás na porta) Mãe, a senhora está doida! (ele ri)

         YOLANDA – Tu tá rindo da minha cara, seu moleque?

         BRUNO – Não, mãe. Deixa eu te explicar… Não passei a noite fora atoa… Desculpa…

         YOLANDA – Por que então?

         BRUNO – Tava com Camila no hospital…

         YOLANDA – (muda a feição rapidamente) Ah meu deus, o que houve?

         BRUNO – (abre a porta) Ficou calma né…

         YOLANDA – Fico nervosa de novo em dois palitos. Agora me diz o que aconteceu.

         BRUNO – Ah, mãe… Uma coisa muito triste… A mãe da Camila tá com câncer.

         YOLANDA – Jesus amado! Que tristeza

         BRUNO – Pois é. Fiquei fazendo companhia pra ela lá.

         YOLANDA – Tadinha… Ela tá sozinha?

         BRUNO – Não, a família dela já deve tá chegando lá…

         YOLANDA – Que bom… (fica nervosa novamente e tenta bater no filho com o cinto) Mas você passa a noite fora sem me avisar de novo pra você ver!

         BRUNO – Para mãe! (se tranca no quarto novamente)

         Yolanda sai, nervosa.

         CORTA PARA/

CENA 11/ INTERIOR/ DIA/ HOSPITAL/ QUARTO

         Camila sentada ao lado da mãe, que continua desacordada. Lentamente, Olinda abre os olhos e Camila se levanta.

         CAMILA – Mãe…

         OLINDA – Filha, o que aconteceu? Eu tive um pesadelo horrível…

         CAMILA – Você ficou muito nervosa ontem, mãe…

         O médico entra no quarto.

         MÉDICO – Como está se sentido, dona Olinda?

         OLINDA – Estou me sentindo fraca…

         MÉDICO – É efeito do calmante, mas isso logo passa. Preciso conversar com a senhora a respeito de seu tratamento.

         OLINDA – Tratamento?

         A conversa continua em off. Camila e o médico chegam mais perto dela e falam sobre o tumor. Olinda chora.

CENA 12/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ SALA DE JANTAR

         Judite termina de arrumar uma linda mesa de café da manhã. Ana Alice chega, um pouco triste.

         ANA ALICE – Bom dia, Judite.

         JUDITE – Dia, dona Ana! Cadê seu Laerte e a Giselle?

         ANA ALICE – Laerte saiu mais cedo. Giselle tá por aí, cheia de mistério, procurando alguma coisa.

         Ana Alice senta para tomar café.

         ANA ALICE – Senta aí, Judite. Toma café comigo.

         JUDITE – Não. Que isso…

         ANA ALICE – Senta, Judite. É bom que mais faz companhia.

         JUDITE – Se a senhora insiste. (senta perto dela) Dona Ana… Queria te pedir mais uma coisa.

         ANA ALICE – Pode falar.

         JUDITE – Eu soube que seu Gomes se aposentou, né. A senhora tá procurando outro jardineiro?

         ANA ALICE – Tô sim. Tem algum pra me indicar?

         JUDITE – (determinada) Meu filho! (Ana Alice surpresa) Ele saiu da cadeia e não tá conseguindo emprego em lugar nenhum…

         ANA ALICE – Não sei se o Laerte vai concordar… Mas seu filho é jardineiro mesmo?

         JUDITE – Ele entende um pouco e também aprende tudo na prática. Prometo que vai ser um bom funcionário.

         ANA ALICE – Bom… Pode falar pra ele vir amanhã, fazer um teste.

         JUDITE – (emocionada) Ah, muito obrigada. Não sabe como eu fico feliz e aliviada…

         ANA ALICE – Espero que Laerte não implique com ele… Mas como ele nunca para nessa casa, capaz de nem notar…

         As duas desviam o olhar para Giselle, que desce as escadas apressada, pronta pra sair.

         ANA ALICE – Onde vai, filha?

         GISELLE – Cuidar da minha vida!

         ANA ALICE – Não vai comer?

         GISELLE – Não! (passa pela porta e bate)

         ANA ALICE – Eu mereço…

         JUDITE – Essa menina sempre foi abusada…

         Ana Alice concorda.

         CORTA PARA/

CENA 13/ EXTERIOR/ DIA/ STOCKSHOTS

         Sonoplastia: É assim que se faz – Luciana Mello

         Imagens de diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro. Seguido por imagens do Bairro da Ilha do Governador. Plano geral na “Padaria da Terê”.

CENA 14/ INTERIOR/ DIA/ PADARIA DA TERÊ

         Tarcísio e Kaio cuidando da padaria. O primeiro atende uma família em uma das mesas. O estudante de direito no balcão.

         Henrique entra, observa Tarcísio trabalhando e vai até Kaio.

         HENRIQUE – (falando baixo) Tá até trabalhando com ele agora?

         KAIO – Qual o problema?

         HENRIQUE – Nada… Só que vão comentar, né?

         TARCÍSIO – (chega de surpresa) Vão comentar o que? Henrique?

         HENRIQUE – (sem graça) Nada não…

         TARCÍSIO – Sei… (se afasta, desconfiado)

         KAIO – O que tu quer aqui, em?

         HENRIQUE – Cadê a Terê?

         KAIO – No hospital, com a Olinda. Ele passou mal no serviço.

         HENRIQUE – Ah, que chato. Por isso que vocês estão aqui, trabalhando juntos?

         Tarcísio, que prestava a atenção na conversa, responde do outro lado do estabelecimento.

         TARCÍSIO – É por isso mesmo! Quer ajudar a gente aqui?

         HENRIQUE – Não, pô. Tô vendo que vocês tão se saindo no atendimento… Bom trabalho, valeu!

         Henrique sai, sem graça. Tarcísio se aproxima de kaio.

         KAIO – Não precisava ser tão ignorante também, né?

         TARCÍSIO – Ele que não devia ficar insinuando coisas…

         Os dois se olham. Mais um cliente chega e Tarcísio vai atender.

CENA 15/ INTERIOR/ DIA/ HOSPITAL/ QUARTO

         Terezinha, Brenda e Jurandir entram no quarto e veem Olinda ao lado da filha. Brenda corre pra abraçar a mãe. Terezinha se aproxima lentamente e Jurandir fica mais perto da porta.

         BRENDA – Mãe… Eu fiquei com tanto medo…

         OLINDA – Calma, minha preciosa. Mamãe tá bem… (para Terezinha) Oh, minha comadre… Assustei todo mundo, né…

         TEREZINHA – Foi um susto mesmo, mas você é forte. Vai conseguir sair dessa.

         OLINDA – Vou sim… Com certeza.

         Olinda e Jurandir trocam olhares por alguns segundo. Ele com olhos marejados. Olinda desvia o olhar pro médico, que entra.

         MEDICO – Preciso conversar com vocês sobre o tratamento. Nós podemos começar com a quimioterapia, ou então a senhora pode optar pela cirurgia. É mais arriscado, porém mais eficaz…

         OLINDA – Vamos fazer essa cirurgia então!

         CAMILA – (chega mais perto do médico) Pera aí… Essa cirurgia é de graça?

         MÉDICO – Podemos conversar sobre isso depois.

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 16/ INTERIOR/ DIA/ HOSPITAL/ CORREDOR

         MÉDICO – A patroa de sua mãe que deu entrada com ela e pagou pela consulta e todos os exames, mas acredito que ela não vá se responsabilizar pelo tratamento.

         CAMILA – Não, claro que não… Nem é certo isso.

         MÉDICO – Como vocês não tem o seguro, a melhor maneira é transferi-la para rede pública. Eles provavelmente vão marcar a cirurgia e começar a quimio.

         CAMILA – Deve demorar até ela conseguir essa cirurgia…

         MÉDICO – Mas não fique nervosa, pois muitos casos se resolvem com a quimioterapia.

         CAMILA – Tomara!

         CORTA PARA/

CENA 17/ INTERIOR/ DIA/ ESTÚDIO

         Giselle e Aristóteles caminham por um corredor.

         ARISTÓTELES – Não tô entendendo essa sua ansiedade pra gravar…

         GISELLE – Você vai saber quando ouvir a música.

         Eles entram pela porta e chegam no estúdio, onde há uma banda completa, distribuída pelo espaço.

         CORTE RÁPIDO PARA/

         Giselle entra na área de gravação, a banda começa a tocar e ela canta a música, muito feliz. Aristóteles animado.

         CORTE RÁPIDO PARA/

         Giselle sai da área de gravação.

         GISELLE – E aí? O que achou?

         ARISTÓTELES – (pausadamente? Incrível!

         GISELLE – Precisamos esperar muito pra lançar?

         ARISTÓTELES – Sinceramente… Acho que não! Enquanto eles produzem a música, vou até a gravadora e combinar o lançamento.

         GISELLE – Será que até o fim do ano dá pra lançar?

         ARISTÓTELES – Fim do ano? Que isso… Antes de outubro terminar, essa música já vai estar fazendo sucesso no país inteiro! Tenho certeza! Vou chamar um diretor amigo meu, pra gravarmos um clipe! “Não chore assim”, de Giselle Rios, será o maior sucesso!

         GISELLE – (grita loucamente de felicidade) Ahhhh!!!

         Aristóteles comemora com ela e a abraça fortemente. Giselle se incomoda.

         GISELLE – Ei, calma, tá me apertando demais.

         ARISTOTELES – Foi mal. Vou entrar em contato com a gravadora. Aproveite e grave mais algumas vezes. Tem que ficar lindo!

         Aristóteles sai e Giselle volta pra área de gravação.

         GISELLE – Bora, banda?

         Ela começa a cantar e dançar.

         CORTA PARA/

CENA 18/ INTERIOR/ DIA/ HOSPITAL/ RECEPÇÃO

         Terezinha vem do quarto, e vê Camila, sentada da recepção.

         TEREZINHA – (se aproxima) Camila, vai pra casa, minha filha… Eu fico aqui com sua mãe.

         CAMILA – Eu vou lá um pouco mesmo… Tô sem tomar banho e comer direito desde ontem…

         TEREZINHA- Então vai… Eu tomo conta de tudo.

         CAMILA – Jurandir e Brenda estão lá no quarto?

         TEREZINHA – Menina, Jurandir tá até chorando… Não esperava essa reação dele.

         CAMILA – Nem eu… Que coisa… (se levanta) Bom, vou indo. Mais tarde eu volto. Ela vai ser transferida.

         TEREZINHA – Vai com deus, minha filha…

         CORTE RÁPIDO PARA/

CENA 19/ EXTERIOR/ DIA/ HOSPITAL/ FACHADA

         Camila caminha pela linda e movimentada fachada do hospital. Seu celular toca e ela atende.

         CAMILA – Oi?

         RICK – (em off) Camila, bom dia! Meu nome é Rick Madeira, falo em nome do empresário Laerte Rios/

         CAMILA – (corta, muito surpresa) O que?

         RICK – (em off) Você entregou uma música a ele, não é?

         CAMILA – Sim, entreguei sim. Ele ouviu?

         RICK – (em off) Não só ouviu, como está muito interessado em te ver cantando ao vivo. Há tempos que ele procura uma nova cantora pra agenciar, e tem grandes chances dessa cantora ser você!

         Sonoplastia: Independent Women – Destiny’s Child

         Camila tampa o telefone, impedindo Rick de ouvir, e grita, comemorando.

         RICK – (em off) Está aí, Camila?

         CAMILA – (volta a conversa) Sim, estou.

         RICK – (em off) Tem interesse em vir até o estúdio dele para gravar sua música?

         CAMILA – Claro, claro! Meu deus! Parece um sonho!

         RICK – (em off, ri) É realidade, minha querida. Vou te passar o endereço.

         Fade out na conversa. Áudio aumenta.

         Camila pega qualquer papel na bolsa, uma caneta e anota. Desliga o telefone e pula de felicidade.

         Fim do áudio.

FIM DO CAPÍTULO

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