DO AUTOR

Marcelo Maia

 

 

CENA 01 – Continuação Capítulo Anterior/ Shopping.

Adma acelera o carro para atropelar o casal, que ao ver o carro em alta velocidade pulam no canteiro.

Perso – Amor, tudo bem?

Elis – Sim, e você?

Perso – Estou bem. Machucou-se?

Elis – Apenas uns arranhões. Estou bem.

A multidão começa a se formar, curiosos tentando ajudar o casal.

Senhora – Vocês estão bem?

Elis – Sim, estamos sim. Obrigada senhora.

Perso – Certeza que você está bem amor?

Elis – Sim meu amor, apenas dolorida, mas estou ótima.

Perso – Algo estranho aconteceu, isso foi uma queima de arquivo.

Elis – Tenho absoluta certeza.

 

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CENA 02 – Mercado MVida/ Noite/ Vestiário.

 

Entrando no vestiário, e da de cara com Marta.

Vi – Tava bom de mais para ser verdade.

Marta – O que foi querida, não gostou do que viu?

Vi – Devo gostar?

Marta – Logico né querida, você mesma sabe que sou bem melhor que você. Em tudo, pode perguntar para o Lu.

Vi – Do que você está falando sua loca.

Marta – Ahhhh, você não sabe?… Jura mesmo que não sabe sínica.

Vi – Acho melhor você me respeitar querida, não sou da sua laia.

Marta – sorrindo alto – Laia?… querida você nem isso tem, pobre suburbana.

Vi – É serio mesmo que você quer brigar por pouca coisa?… É serio mesmo filha. Tive um dia exaustivo e só quero ir para casa.

Pessoas começam entrar no vestiário e as duas continuam a brigar.

Marta – Gata, você não foi mulher para roubar meu marido. Agora tem que ser para me enfrentar.

Vi – Mas eu não roubei ninguém meu amor. Até aonde eu sei sou solteira.

Marta – Roubou sim, você é safada, uma cachorra.

Vi – Opaaaaaa, alto lar gata, você está maluca. Me respeite sua qualquer.

Marta – Tá achando que eu sou você sua talarica, fura olho.

Luciano – Entra e vê a briga. – O que está havendo aqui.

Marta – Ahhhhh chegou o protagonista.

Luciano – Do que você está falando Marta, você sabe que não pode ofender uma colega de trabalho.

Marta – Você ficou louco foi?… Eu colega desse energúmeno? Jamais né, ela é uma ladrona de maridos, é meninas, cuidado com isso aí. Ela AMA roubar homens. Se faz de santinha, mas no fundo tem um fogo. –sorrindo – Fogo é pouco, tem um vulcão.

Vi – Desculpa, mas eu não sou obrigada a passar por isso, não saio de casa para brigar. Mas sim para trabalhar.

Marta – Safada, você sai de casa para ir atrás de homens isso sim. Sua rapariga safada.

Luciano – Cala a boca Marta, você está falando merda.

Marta – Mas não foi isso que aconteceu meu amor.

Luciano – Você está pagando mico, quer se aparecer é?

Marta – Deveria?

Luciano – Não há necessidade disso!

Marta – Mas tinha necessidade de me largar para ficar com essa vagabunda.

Bi – Calma aqui queridinha. Você respeita a minha amiga, ela não é igual a você.

Marta – Sorrindo – Cê jura bixinha?

Bi – Acha que está me ofendendo me chamando de bicha?… Meu amor, isso é um elogio. Já você.

Marta – Já eu o que em seu doente.

Bi – Você deve se dar o respeito. Sempre dando piti, não tem um pingo de vergonha na cara, sua falsa.

Marta – Seu nojento, desonrado.

Bi – Rindo alto – Sua quenga da 18.

Marta – Imediatamente se cala e olha fixo para Bi – O que se tá falando?

Luciano – Chega de brigar pelo amor de Deus, chega!

Bi – Claro que chega. Um beijo queridos.

Todos saem da sala, ficando apenas Marta.

Marta – Como ele descobriu a 18? – Se perguntando.

 

CENA 03 – Mansão Marion/ Manhã/ INT. / Quanrto.

 

Adma – O que foi aquilo ontem? Eu ainda não consegui entender o porque fez isso?

Davi – Eu não fiz nada… Apenas pedir para você fazer. E você fez.

Adma – Fiz por amor.

Davi – Por isso que eu amo você. Tudo você faz, nunca se recusa. Por mais cruel que seja você faz.

Adma – Tudo por amor. Sempre por amor.

Davi – Te amo sua maluca.

Adma – Eu te amo muito mais… – Sorrindo.

Davi – O que foi?

Adma – Estou sorrindo do nosso amor bandido.

Davi – Sorrindo – Você é maluca mesmo.

Adma – Somos né.

Davi – É somos tantas coisas nesta vida louca.

Adma – Sim, e escondemos tantas coisas também.

Davi – Achando a conversa entranha começa a desconversar – Do que você está falando?

Adma – Eu?…

Davi – Sim, eu não entendi o que você quer dizer.

Adma – Sorrindo – Eu quero saber sobre o seu passado.

Davi – Se você  contar o seu, talvez eu lhe diga.

Adma – Jamais.

Davi – Então jamais irei lhe falar.

Adma – Ok, respeito.

Davi – saindo do quarto – Vou ter nossa princesa.

Adma – Eu ainda vou ter você em minhas mãos.

 

CENA 04 – Casa Elis & Perso/ Tarde/ INT.

 

Elis – Amor… tive uma ideia.

Perso – Qual? Diz!

Elis – Além da Juliana está na empresa, vamos colocar a sua avó para atormentar a bruxa.

Perso – Perfeito. Mas como eu vou me apresentar a ela?

Elis – Você não precisa ir, eu vou sozinha.

Perso – Perfeito. Eu apoio.

Elis – Amanhã mesmo eu começo a fazer isso. Quero ver aquela maldita pagando.

Perso – Não se esqueça do irmão mau.

Elis – Sorrindo – Qual dos dois?

Perso – Sorrindo – Os dois.

Elis – Meu vilão favorito.

Perso – Minha justiceira.

Elis – Amor, minha irmã vai vir em casa hoje.

Perso – A Juliana?

Elis – Sim, só tenho ela amor.

Perso – Então hoje teremos novidades.

Elis – Sim, hoje vamos colocar nossa vingança em pratica.

Perso – Perfeito.

Ao anoitecer, toca a campainha.

Elis – Pode entrar minha irmã, seja bem vinda.

Juliana – Obrigada Lis, licença.

Elis – Não precisa nem pedir né Ju.

Juliana – Que saudades minha linda. – Abraça Elis.

Elis – Sim muito tempo.

Juliana – Eu nunca vim aqui. Sempre ouvia você falando da casa, mas nunca tive a oportunidade de vir ve-la.

Elis – Mas agora está tendo. Esporo que seja bem recebida. É simples, mas é muito aconchegante.

Perso – Licença.

Juliana – Perso?…

Perso – Sim, e você é a Juliana?

Juliana – Sim, eu mesma. Que prazer lhe conhecer.

Perso – O prazer é todo meu, sua irmã sempre falou de você, da sua beleza, da sua simpatia. Realmente ela acertou em tudo.

Juliana – A satisfação é minha.

Elis – Sente minha irmã. Quer alguma coisa, um suco, uma água, ou café?

Juliana – No momento não Lis.

Perso – Olha, não vou mentir não, estou ansioso para saber boas novas.

Juliana – Olhando bem você, não tem nada haver com seu irmão mesmo. Corte de cabelo diferente, olhos.

Perso – Caráter também.

Elis – Isso eu posso garantir. Afinal são dez anos.

Juliana – Eu imagino para você como foi esses dez infinitos anos.

Perso – Você imagina. Eu paguei pelo que não fiz. Mas ganhei o maior presente da vida, a melhor mulher do mundo.

Juliana – Tirando esse presente que é minha irmã chata né.

Perso – Eu amo demais ela, você não pode imaginar.

Juliana – Eu posso sim. – sorrindo – Ela sempre dizia. E sempre lia as castas.

Elis – Ahhhhhh você dizia que era a mamãe.

Juliana – Eu só não queria apanhar Lis.

Perso – Fiquei envergonhado.

Elis – Imagina meu amor. – Beija.

Juliana – Mas estou disposta a ajuda-lo Perso.

Perso – Está mesmo?

Juliana – Sim, em seu nome também quero fazer justiça.

Elis – Obrigado mesmo irmã.

Juliana – Mas preciso saber de você, tudo o que você sabe.

Perso – Eu te conto tudo logico. Mas até onde sei claro.

Juliana – Marion te odeia?

Perso – Não sei exatamente, porque você ouviu isso dela?

Juliana – Não com essas palavras, mas senti muita raiva quando o Senhor Marcelo falou seu nome.

Perso – Cuidado em, outro picareta. Não lembro muito dele, mais sei que não presta. Tem um péssimo passado.

Juliana – Vocês são bem semelhantes.

Perso – Quem?

Juliana – Deixa para lá, continuando…

Perso – Esse Marcelo, eu sempre achei que fosse amante da minha mãe, mas nunca descobri. Mas tenho certeza que sim.

Juliana – Os dois vivem juntos. Isso eu não posso negar.

Perso – É estranhos amigos ficarem tão juntos. Ou acha normal?

Juliana – Dependendo da amizade é normal.

Perso – Mas igual a deles é de se desconfiar… Enfim.

Juliana – Seu irmão voltou.

Perso – Aquele lixo.

Juliana – Sim, e voltou casado, com uma mulher arrogante toda tatuada.

Perso – Como é o nome dela?

Juliana – Adma.

Perso – Se assusta – Prima Adma.

Elis – Você conhece?

Perso – Logico, ela é nossa prima. Um pouco mais velha, mas é do nosso sangue, pelo menos era isso que ouvíamos.

Elis – Então seu irmão casou com sua prima é isso?

Juliana – Sim, e tem uma filha. É uma pestinha, desculpa o termo.

Perso – Quanta coisa…

Elis – O que mais você sabe?

Perso – Conte-me tudo.

Juliana – Esses dias em uma reunião, entrou dois acionistas na empresa, e a senhora sua mãe não gostou. Ela ficou furiosa, está até hoje.

Perso – Franzindo a sobrancelhas questiona – Sabe os nomes?

Juliana – Catarina e Pedro.

Perso – Sorri e levanta – Catarina é a mãe da Adma. Foi casada com o irmão da minha avó. Porém ela sempre teve dinheiro, diferente do meu finado tio Sandro. Já o Pedro vocês não vão acreditar.

Elis – Você também o conhece?

Perso – Não, mais ouvia do meu Tio Bruno.

Juliana – E quem ele é? Porque agora eu fiquei curiosa.

Perso – O ex-namorado da minha mãe na infância.

Elis – Então a cobra tem passado.

Juliana – Pelo que estou vendo é bem obscuro.

Perso – É muito mais do que vocês imaginam. Se vocês acham que pagar por algo que não fiz durante dez anos e ela não me ajudar é um absurdo vocês não viram nada. Aqui não presta mesmo, tenho medo dela até hoje.

Juliana – Só para completar, acho que sei o ponto fraco de tudo.

Perso – Como você é ágil. – sorrindo – diz o que achou?

Juliana – O Davi, ele está começando a cair na minha rede. Acho que é a melhor forma para conseguir o que queremos.

Perso – Perfeito, com ele vamos destruir tudo.

 

 

CENA 05 – Mansão Marion/ Noite/ Sala de Jantar/ INT.

 

Marion – Melody, diz pra vovó como foi seu passeio no shopping?

Adma – Porque quer saber isso?

Marion – Curiosidade, não posso perguntar querida?

Davi – Calma mãe, ela não perguntou por mau.

Marion – Sorrindo – Eu também não respondi por mau. Só perguntei à minha netinha como foi o dia dela!… Não posso?

Davi -… Claro que pode.

Adma – Desculpe querida, não foi porque eu quis.

Davi – Conte a sua avó como foi seu dia minha princesa.

Melody – Foi legal vovó, andamos nas lojas. Eu não sabia que no Brasil tinha McDonald’s. Eu amo esses lanches vó.

Adma – Realmente você ama né minha princesa.

Davi – Foi muito bom o passeio mesmo.

Melody – Só teve um momento que ficou estranho vovó.

Marion – Ae?… O que aconteceu?

Melody – Eu vi um rapaz parecido com o meu pai.

Marion – Imediatamente olha para Melody e deixa a xícara cair no chão – Parecido?

Melody – Sim, idêntico.

Marion – Que história é essa Davi?… Ela viu quem?

Davi – Eu não sei mãe, ela quem estava falando. Realmente eu não sei.

Marion – Então até ela viu.

Davi – Acredito que sim minha mãe.

Adma – Mas não aconteceu nada demais minha sogra está tudo OK.

 

CENA 06 – Mansão/ Dia/ Escritório/ INT.

 

Marion – Que história é essa que a pestinha viu?

Davi – Diz ela que viu o Perso.

Marion – Aonde? Você viu também?… Não acredito.

Davi – Não, eu não vi ele. E você não acredita em que?

Marion – Essa praga saiu para perturbar agente, só pode.

Davi – Não pode pensar assim, as vezes ela estava enganada né.

Marion – Gritando – Realmente você é uma anta né. Você acha que ele não quer se vingar. Você cometeu um crime e ele pagou.

Davi – Nada é perfeito.

Marion – Nada do que você é perfeito Davi, você não sabe fazer nada. Não tem nem a capacidade para arruma uma namorada, e faz essa merda.

Davi – Não sou igual à você!

Marion – Você se refere a hoje em via né, porque antes você era assim.

Davi – Não mãe, algo errado tem. Acredito que não seja ele.

Marion – Espero que não seja mesmo… Agora some daqui, me deixa em paz. Acordei muito, mais muito amarga hoje.

Davi – Claro, mas não quebra nada.

Marion – Sorrindo – Suma logo daqui, pretendo não te ver hoje.

Davi – Saindo da sala – Só uma pergunta, acho que agora é o momento propício para está pergunta.

Marion – Fala logo…

Davi – Cadê o tio Bruno.

Marion – Quer ir ao encontro dele?… Se desejar meu amor eu lhe mostro o caminho.

Davi, assustado bate a porta e diz: – Louca.

 

[CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO]

 

 

 

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